July 31, 2007

Uma oportunidade conduz diretamente à outra, assim como o risco leva a mais risco, a vida, a mais vida, e a morte, a mais morte...

...já dizia a Morte, em "A Menina que Roubava Livros". E ela estava certa.


Fazia um tempo danado que eu não me sentia tão viva em relação ao meu posicionamento e realizações de fato perante a vida. E eu mal consigo me lembrar quando foi a última vez que senti uma saudade tão recorrente e constante assim. Carência forte e a falta de uma voz que dizia muito mais quando não se pronunciava e apenas me olhava.

July 30, 2007

A cidade corre
O tempo voa
Carros a 200 por hora
Sanduíches rápidos
Motéis para amores rápidos
Viagens Curtas
Dinheiro Curto
Não Curto
Não tenho tempo pra seduzir
Então Sequestro.

July 27, 2007

SAI ZICA! colabora, universo!

Assim não é possível. A impressão que me dá é que vou ter que fazer esforço triplicado pra poder voltar ao clubinho dos que não dormiram por algum tempo e nem viram a vida passar. Pois eu, senhoras e senhores, dormi por um mês e meio. Um mês e meio sem grandes realizações. Agora, fui atrás de um projeto e parece que a empresa nem existe (mas ainda há esperança de não ter iniciado ainda), fui me cadastrar na AIESEC mas o site só dava erros intermináveis (mas minha amiga colaborou com um contato precioso que me ajudou muito), fui me cadastrar no site do CIEE mas parece que já sou cadastrada e tudo dá errado! Inclusive a tentativa de conversar com alguém do CIEE para resolver este problema e regularizar meu cadastro pois tem alguns cursos que eu gostaria de fazer, caramba! Será que a empresa onde eu estagiava fez meu cadastro e nunca me passaram login/senha? Nossa, isso é tão possível. Lá vou eu entrar em contato com o RH do meu ex-estágio. Ok, esforço triplicado. Aceito.
(imagem de Hung Liu)

July 24, 2007

Senso de Responsabilidade

As pessoas te observam mesmo quando você acha que é a coisa mais improvável do mundo. Às vezes acho que é pura auto-enganação afinal, mesmo eu desejando que certas coisas não fossem lidas pelos outros, elas podem facilmente chegar até aqui. Tem endereço do Zipadas em muitos lugares: no meu orkut, no meu fotolog, em sites de divulgação de blogs etc. Fora que dando um simples egosearch (ato de digitar seu nome no Google pra ver no que dá) já dá pra saber o que andam escrevendo/divulgando sobre você por aí, além de dar para descobrir muitas coisas sobre os outros. Bom, mesmo assim, ao invés de imagiar um filtro invisível para leitores de acordo com o teor dos posts, melhor eu pensar bem antes de escrever para evitar situações como essa que vem a seguir:


Gilberto Sarfati, você esteve aqui. Sim, esteve e eu só percebi isso hoje. E preciso admitir: ao invés de ter usado "ele cismou plágio", eu deveria ter usado "ele detectou/reconheceu/achou (o evidente) plágio" (no histórico do meu trabalho da faculdade). Shame on me, sim. Mas de qualquer forma, concordo com você quando diz que eu preciso de um desafio para crescer e que você e a sua matéria vão desepenhar bem esse papel. E não, eu não te detesto (rs!). Por sinal, eu geralmente acabo criando uma admiração especial por quem acaba me dando um baque, ou melhor, no que (ou em quem) eu não consigo me sair tão bem quanto gostaria logo de cara. Não vou corrigir aquele post, mas fica minha retificação por aqui. Vejo você logo mais.

Mais sobre plágio:
Artigo sobre Idéias Roubadas publicado no site da UNB
E digo mais, plágio para a comunidade acadêmica é simplesmente o pior dos crimes.

July 23, 2007

Você está com uma cara que eu nunca vi em você antes.

Tenho aqui comigo uma nova edição dos quadrinhos da Valentina - de 66 a 68, uma rosa vermelha, uma carta, um Anna Kariênina, um O Pequeno Príncipe, muitos postais, muitos cd´s, muitas palavras e um silêncio avassalador e cortante.
Já faz um tempo que parei de cantar. Tinha esquecido muitos acordes que quando consegui relembrar foram arrancados denovo de mim. Andei de um lado pro outro do meu quarto tentando lembrar o que eu costumava fazer quando estava sozinha, pois não queria voltar a deitar denovo. A parte ruim de se ter uma cama muito grande é que ela te impele a pensamentos solitários e desmascaradores às vezes. Principalmente quando de antemão você sabe que vai sentir muita falta de muita coisa. Você deita numa posição desconfortável e permanece nela.
Eu sempre aceitei as nossas diferenças e tentei conviver da melhor forma possível com nossos defeitos. Mas dessa vez não foi justo. Estava tudo bem. Ele sempre me supria de formas diferentes e eu à ele, creio. Porém, quando aceitei esse namoro sabendo que mais tarde viria um 'até logo' muito longo, não pensei que fosse ser tão custoso sentimentalmente. Preciso de chuva em mim. De novas palavras. De novos dias cercados de novas manhãs. Mas não, não quero novas nem velhas pessoas. Preciso de mim, na minha forma mais íntegra, sensata e densa. Só não quero ficar em casa e nem sozinha na rua. Mas a minha sobriedade tem sido de assustar.

July 22, 2007

Crônica dos novos tempos e das velhas e novas escolhas



Que a vida é feita de escolhas todos nós sabemos. Que conhecer o caminho é diferente de trilhá-lo, também sabemos. O que hoje tenho a dizer é o seguinte: tenho duas amigas de ouro que não pode-se dizer que pecam em suas palavras, porque seus atos são nobres demais pra isso, e também tenho um amor cheio de valor.

Eu entendo os porquês das palavras que vocês me disseram, mas quero dizer que muitas, muitas coisas não podem ser pensadas supeficialmente/unilateralmente. Admito sim que algumas eu prefiro nem pensar porque não consigo chegar no nível de profundidade que me exigem. Quanto à questão das escolhas, sim minhas lindas, ele fez sim a escolha dele, como vocês disseram. Mas há um ano atrás eu comecei a fazer as minhas. Escolhi esse namoro mesmo sabendo que chegaria o momento de vê-lo tendo que ir pra longe construir a vida dele, ele escolheu esse momento pra dar continuidade aos planos dele e juntos, nós dois, escolhemos não terminar o que temos ao menos por agora. São escolhas.

Essa coisa de perfeição é complicado demais. Não pensem, por favor, que choro por coisas que ele me faz ou me causa. Não é questão de ele me causar, ele é um ótimo namorado. Porém, felizmente, somos humanos intensos e falhos, não sabemos como lidar com as situações e muitas, mas muitas vezes mesmo, priorizamos coisas erradas, trocamos nossos passos, confundimos nossas direções e falhamos nas nossas ações e intenções. Ele faz isso. E eu também.

Vocês, belas companheiras minhas que são, enxergam essa situação com toda pessoalidade possível. Vocês choram as minhas lágrimas e gritam com a minha voz. Sou muito grata. Vocês seguram em suas mãos um pouco (ou talvez até mais do que eu imagino) do meu desespero, quando ele surge nos momentos mais inusitados. Mas entendam que toda situação tem apenas pontos de vista e conceitos, não certos e errados categóricos. Vocês enxergam o meu lado, só o meu, mas para eu agir preciso antes pensar no meu lado, no dele e tomar a melhor decisão possível, que muitas vezes, tantas que perco a conta, a melhor decisão possível sai distorcida por vários outros fatores, o resultado não é o esperado, o tiro sai pela culatra, as coisas simplesmente não funcionam tão bem quanto eu gostaria. Esses fatores às vezes eu chamo de tristeza, medo de sentir saudade, medo de perder, amor muito forte, insegurança, compulsividade, intensidade desmedida.

Do lado dele, apenas por cima, os fatores dele podem ser medo de iniciar uma nova fase sozinho, receio de não ter suporte, receio de perder o chão (ou de chegar lá e nem encontrá-lo), medo de não conseguir construir sua vida devidamente, é fator pra caramba já, e aí vem um fator a mais: eu aqui. Ele lá. Vocês precisam aprender a acreditar que meu sentimento não é sozinho e que eu enxergo bem mais de perto e ouço e sinto o que ele me passa. De longe as coisas são diferentes. Eu ouço palavras que me impelem a não ficar na superficialidade dos fatos e dos acontecimentos.

Todos também já ouviram dizer por aí aquela coisa de que tem que ser muito artista e malabarista pra passar pela vida. Vamos convir que relações não são fáceis, corações não são simples, distância dói, mas traz o reencontro e pode até firmar coisas. Ele não está "indo embora" de mim, é a nossa nova fase. E não, NÓS não sabemos lidar com isso perfeitamente ainda e talvez nunca saibamos. Poxa, vocês mal sabem quantas vezes eu já consegui machucá-lo, sem nem conseguir precer. Mas uma coisa eu posso garantir pra vocês: todo dia eu tento melhorar um pouquinho e ele também. O bom é que às vezes ganhamos segundas chances. Como quando eu pensei que essa não foi uma última-semana-antes-da-viagem que se prezasse, principalmente por causa de ontem, e acabei ouvindo dele que quer e pode e vai ficar mais uma semana completa, cheia e com 5 dias de horas completas. Ele não precisou dizer que do jeito que as coisas aconteceram ele não poderia simplesmente ir.

Eu agora escolho continuar junto, mesmo que apenas cultivando aquela amizade que eu tanto aprecio. Escolho construir maravilhosamente a minha vida e entender e deixar e permitir que ele construa a dele também, cercado das paixões dele. Ele me escolhe, eu o escolho. Não como estávamos antes. A fase é nova. Indo mais além, eu escolho vocês sempre comigo, mas quero pedir docemente que não sofram os meus pesares, mesmo sabendo que, amigas como somos, não sabemos fazer isso. Logo, peço então paciência, pois com o tempo as coisas vão se ajeitando. Mas quem é que também já não sabia disso? Enquanto isso, vamos dando nosos passos em falso mesmo e nos corrigindo sempre que possível, pois é isso que fazemos de melhor. Quero mais 9 tequilas, mais sapato novo molhado de mágoas vomitadas, mais Aly no meu colo, mais Mary na minha frente entendendo meus pedidos de perdões tortos, mais palavras encorajadoras, mais Yeah-Yeah-Yeahs na pista de dança na hora exata. Pois isso tudo, também fazemos maravilhosamente bem.

July 16, 2007

E amanhã baby,




Tecnicamente o nosso inferno astral chega ao fim...Ano novo, vida nova (porém um pouco bagunçada pra ambas cancerianas deste humilde blog) novas resoluções. E muitos planos, porque não?






Arrasa Beeeeeee!

Tá chegandooo!!

Versão perniciosa do flyer da festa. ;D
o dia é amanhã, mas a festa é sábado

July 12, 2007

News Sagásticas

obra de Claire Oliver


No CCSP, de 24 a 29 deste mês, vai exibir um especial de filmes cujo tema é "Máfia no Cinema"! Terão títulos como Era uma vez na América, Cotton Club, Os Intocáveis, Estrada para Perdição, Scarface, O Casamento de Betsy, Cassino, Os Infiltrados e O Poderoso Chefão! Tudo grátis, programação completa no site. Para quem adora comédias, também terá um especial "O melhor da comédia".



Porém, o que ainda tá me dando febres é a exibição dos filmes do MOSFILM (maior e mais antigo estúdio de cinema Russo) que será do dia 17 ao dia 22. E no dia 17, meu presente de aniversário, vem a exibição do Anna Kariênina de 1967, a versão russa, muito mais fiel à obra de Tolstói do que qualquer outra, incluindo a americana, aquela com a Greta Garbo, de 1935. Vocês sabem que eu me apaixonei por este livro, morri de felicidade quando vi a programação e soube que ele seria exibido no dia do meu aniversário! Mais perfeito impossível. Presente do Universo!



Para os amantes de Hilda Hilst e de Clarice Lispector, há uma peça chamada Jardim de Rosas Mudas, direção de Gisele Petty, cujo texto é baseado nas duas autoras. Dia 28, 18h, grátis, na biblioteca Alceu Amoroso Lima, zona Oeste.



Fora isso, o aniversário das donas deste blog está chegando! 17 próximo!

E quase chega ao fim nosso inferno astral! (suspiros...)

July 05, 2007

Perfeitos desprazeres

No dia do meu aniversário, no CCSP, será exibido o filme do livro da minha vida. Coincidência? Talvez seja o universo indo à meu favor. Nesse dia eu ainda vou querer receber a ligação mais esperada do mês de julho. Não tem como não dizer que será o dia mais excitante do meu ano (quem sabe? eu não sei mais de nada!). Intenso, forte, difícil, incrivelmente triste e incrivelmente feliz ao mesmo tempo. Não digo aqui exatamente o porquê, mas adianto que será uma comemoração somada à mais duas, uma recordação de despedida dolorida, uma saudade inexplicável, uma notícia de lavar a alma.

Posters russos são bacanas. O que não é bacana é quando depois que você aprende a lidar com uma situação, o outro lado da questão, ou melhor, o outro participante da jogada -ou relacionamento, você escolhe- te traz questionamentos mas, no fim das contas, tais questionamentos são os mesmos que você teve há meses atrás, quando ele te disse que partiria e você surtou de leve. Daí, agora, há uma semana de dizer tchau, ele lança tudo. Homens... humpf. Sempre atrasados no processo. Não sei dizer a continuação da frase "Mas fazer o que...?", não dizer o que vem a seguir, não sei prever as coisas, não sei elevar a patamares poéticos incrivelmente inexplicáveis os meus sentimentos, não consigo pensar na "melhor coisa a se fazer"ou no que seria moralmente melhor justificável ou sordidamente mais feliz. Só quero que os dias passem do jeito que for preciso acontecer. Dando tempo pra eu digerir os acontecimentos. E pra nós pensarmos numa mesma sintonia, ou se não for numa mesma sintonia, que cheguemos num mesmo final. E dos felizes, de preferência. Tudo pois certas coisas só traz sofrimento antecipado se não esperarmos o momento certo, ou seja: o momento exatamente ele, com seus segundos perfeitos.