March 12, 2007

Essa é a postagem de número 302 dessa casa



"Desculpe, baby... eu vou buscar minha glória!"

Mutantes


Sempre invejei (mesmo, de verdade) aquelas pessoas que era capazes de dizer "isso não me apetece, vou buscar algo que seja mais eu" e que faziam as malas, deixam o emprego que não os completavam, iam buscar algo mais reflexo de suas personalidades ou simplesmente tinham a coragem de assumirem quem realmente eram, assumirem seus gostos, vontades, hábitos e conseguiam viver de acordo com isso. Desculpe, você que pensa que isso é muita ilusão pra uma segunda-feira, mas eu te pergunto: se você não viver a vida de acordo com o que você é (e gosta e sabe fazer bem feito e busca e sonha), como você pretende vivê-la? Desculpe, você que pensa que isso é muita ilusão pra uma segunda-feira, mas eu cansei dessa vida ar-conficionada que só me faz passar mal, desse escritório sem perspectivas, dessas pessoas de olhos cinzas e pele fosca.

Olha, percebi que eu estou vivendo (estou, pois apenas iniciei o processo de mudança) sendo duas pessoas completamente diferentes e mais uma outra que mostra a confusão interna. Explico. A primeira é a Clarissa que trabalha no Petit Gateau, a ar-condicionada, a que não sabe o que está realmente fazendo, qual é a sua função, qual é a sua perspectiva de crescimento. A que é séria demais, tomada pela sonolência e chatice do trabalho que tem que fazer, a que sente dor de cabeça. A outra é a Sagá, aquela que é vidrada por arte e cultura, por música, trabalhar em bar, por estudos, Relações Internacionais, por América Latina, pela vida acadêmica e por línguas, a que distribui sorrisos de graça. Cara, se todas essas paixões não puderem render boas perspectivas, então esse mundo é muito limitado! E a terceira é a filha, que em casa não consegue transparecer outra coisa senão a confusão que sente por dentro. É diferente de quando estou com os amigos, que sou a Sagá ou no trabalho, que sou a Clarissa ar-condicionada. Em casa sou simplesmente eu, sem a menor possibilidade de dissimular e antes descontente por achar que nunca conseguiria viver do que realmente amo.

À partir de hoje, declaro que tudo que vou buscar é em prol de atingir a meta principal: trabalhar de acordo com minhas paixões. Começa uma contagem regressiva daqui pro fim do mês, de arranjar ao menos trabalhos iniciais pra poder sair daqui do Petit Gateau. Pode ser que não seja fácil, pois quando você começa a largar a vida quadradinha aparecem muitas, mas muitas barreirinhas como opinião familiar (que eu nunca ignoro), o que os outros esperam de você, a opinião deles (geralmente dizendo que não vai dar certo) e tantas outras coisas. Mas comecei, não volto mais atrás. Quero me unificar.

Diga-se de passagem
Isso sim é saber proteger seu patrimônio. "Um senador e moradores de Florença se acorrentaram à entrada do museu Uffizi em protesto contra o empréstimo da obra "A anunciação", de Leonardo Da Vinci, para uma mostra no Museu Nacional do Japão em Tóquio."

March 08, 2007


Hoje eu recebi uns quinze e-mail, uns tantos abraços e outras congratulações de pessoas diversas por ser o "meu dia". O Engraçado foi que eu nunca vi nenhuma dessas pessoas discutindo ou comentando as questões de interesse feminino ( e geral também) como gravidez, aborto, pílula, igreja, revolução sexual, aids, submissão, mulheres islâmicas, a falsa liberdade ocidental, mulheres machistas, salário, mulheres no governo, funk e outros gêneros musicais de forte apelação sexual e com conteúdo efetivamente machista e pra onde o feminismo foi. Estou sendo chata? Pois então não me venha dar parabéns.


Fica a pergunta: O 8 de março é realmente necessário?

March 06, 2007

Artur fecha essa Porta que eu não Suporto Porta Aberta! (saudades da Gleyce que voltou pra São Carlos e que puxa o érre!!!)

vou parar de dizer que eu amo Little Miss Sunshine. você já assistiu? cara, é necessário... filme que mais gostei no ano passado. vai, djow! assiste logo!

Um dia estava eu, Aly e mais amigos no estúdio de tatoos e a mocinha que trabalha lá (um doce de menina) veio contar que uma vez um cara chegou e disse com a maior naturalidade:

-Moça, você tem punheteira pra vender?
-Co-como? (algo como "I beg your pardon!!")
-É, punheteira... aquela faixinha de colocar no punho...
-Ah, munhequeira... He-he... sim, tenho!
______

Usando o raciocínio inegavelmente lógico do rapaz, digo com a boca cheia que eu to usando uma punheteira no meu punho que tá inchado e dolorido hoje. Espero que não seja tendinite. =/
Loooogooo, todo o post enorme que eu queria fazer hoje vai ter que esperar...
______

Maassss....

Gente, semana passada e essa recebemos novos visitantes aqui no Zipadas. Quero apresentá-los à vocês. Temos o moço cheio de finas ironias, com um tom muito bom de se ler e cara!!! sobre filmes...; a moça com criatividade de sobra que anima só como uma boa e pura cafeína pode fazer; outro mocinho que literalmente tem um belo sexto sentido literal (lubi, tô sentindo que vc vai gostar... se é que já não conhece) e maaais a Dona Maíra que veio conhecer a casa (não é assim que os críticos falam? vou conhecer a casa...) e esperamos que ela e os outros continuem dando pulos por aqui cantando Singin' in the Rain.

March 05, 2007

Novas do findi

Fim de semana de aquisições. Definitivamente. Vamos por ordem cronológica.

Sexta-feira começou bem. Dia gostoso, calor como eu gosto, dia de trabalho entediante, fui pra casa um pouco mais cedo. Passei num sebo maravilhoso que tem pertinho de casa, o Praia dos Livros e acabei encontrando o vol. 2 do Dicionário de Política do Bobbio que eu tanto precisava (depois descobri que existe uma versão pocket). Só me falta encontrar o vol. 1 agora! Comprei também um manual da história do pensamento econômico, mas não lembro o autor e fiquei namorando o Dicionário de Citações (que também não me atentei pro autor ou editora), mas achei que já seria abusar demais do meu cartão naquele dia (fora que existe uma boa versão online).

Sábado dia cheio! Voltei a fazer curso de alemão, revi meu professor que é o máximo que tem DDA fortíssima e que quando me viu (depois de quase 3 anos) gritou no corredor: "Grááááá!!! Que saudades, queridaaaa!!!" e eu respondi: "Sérgio! Eu tinha certeza que você ia me chamar de Graziela denovo! É Clarissa! CLARISSA!!!". Mas desisti e me conformei com o Grá mesmo... não adianta!rs

Numa daquelas lojinhas fantásticas de bolsas baratas que tem lá no calçadão em Osasco, me deparei com uma vitrine onde tudo custava R$ 19,90. Inclusive uma bolsa amarela que queria há tempos, de 'couro' (19,90... couro?!rs), leeeennnddaa e super espaçosa, com divisões, repartições especiais, bolsinhos secretos e até zippers internos! Comprei.

Chegando perto de casa, passei o Stand Center (link interessante), na Paulista e comprei capinha pro meu mp3, CD´s pra gravar umas coisas, capinhas pra CD´s que estão sem pai nem mãe e uma carteira imitação de um modelo bárbaro da Louis Vuitton, linda, por R$ 30,00. Não, não sou completamente louca por grifes, mas aquele modelo me ganhou. Peso na consciência por comprar uma imitação? Jamais, se eu pudesse com certeza compraria uma original, mas vamos passar sem demagogias, vai...

Já no domingo, dia morto em casa, desmaiada na cama depois da balada muito hard do sábado. De noite criei coragem pra ir até a Fnac comprar meu ingresso do show do Placebo. Mas sabe como é, Sagá solta numa Fnac, acabou comprando um CD da Elis Regina, um livro entitulado "Meninas normais vão ao shopping, meninas iradas vão à Bolsa", manualzinho de microeconomia, além de um DVD pro meu amado, o clássico e mais do que lindo Crepúsculo dos Deuses (foto ao lado, muito maravilhoso).

Voltei pra casa depois de tomar um café e folhear as páginas do meu novo livrinho, escrevi cartas, cuidei de mim, conversei com amigos no MSN, separei roupa da segundona, arrumei cama pros queridos que estavam chegando (vovó e o meu amado) e depois de matar as saudades do bonitão, capotei.

Como diria meu mais novo amigo Dan: tenham um maravilhoso dia, independente dos dias.


Por sinal, dêem uma olhada no projeto delicioso do rapaz. Projeto Realejo.

March 01, 2007

A Descabelada ou a fase da vida em que tudo parece novo


Chegar em casa meia-noite. Comer? Acho que um copo de leite com achocolatado vai cair melhor, vai por mim. Banho às pressas e a cama mais convidativa do Brasil. Um imã parece me puxar pra ela e eu só quero desmaiar. Creminho nos pés porque eles aguentaram um maldito salto 15 o dia todo. Palmas pra garota que apesar de ter acordado 5:40 não dormiu nem piscou na aula.

Esse cotiadiano pode descrever o de milhares de estudantes desse país, mas no momento descreve o MEU. E é incrivelmente mágico, confesso. Chego na faculdade, passo pela capela, leio o nome da instituição no chão e sinto algo; eu estou ali, de verdade. Eu sento na cadeira pra ter aulas de América Pré Colombiana, tem noção do que é isso? Eu também não tinha não....

Ontem eu voltei de férias do trabalho, as primeira da minha vida. E acho que a vida do cabra que trabalha e estuda não é fácil não. além do mais quando vc adora sair com os amigos pra curtir uma noitada da boa, como no meu caso. E eu faço história. Em menos de 1 mês de aula tenho zilhões de textos pra ler. Mas nada de reclamações. Estou curtindo. Mesmo tendo aulas de introdução aos estudos históricos no sabadão, dia em que eu custumava ficar na cama até muito mais tarde que o habitual. Mas tudo tem o seu preço, não é?
Descobri o Super Nintendo e passei o carnaval jogando super mario world e mortal kombat II até as 6 da manhã, como se eu tivesse acabado de o ganhar no natal.
É uma delicia quando tudo parece incrivelmente novo.
E ainda comprei uma Polaroid, daquelas antigas que a foto sai na hora, sabe? Pra mim é novidade e causa uma tremenda alegria...




Saudade de todos vocês,


Aly

Nova eu ali no cantinho do seu comentário

Colette Calascione ajudando a reproduzir novo estado. Não é cabelo ruivo, sou morena. É polvo mesmo.

No mínimo surreal. Eu, não a retratação do Calascione.

February 26, 2007

Cri-crítica


Tenho a mania de analisar criticamente tudo que assisto/leio/ouço, como filmes (atores, diretores, produção), músicas (artistas, bandas, CD´s), peças de teatro, discursos, palestras, livros, jornais, revistas, textos avulsos... etc. Para quem não sabe exatamente como se define e se deve fazer uma análise crítica, aqui está uma explicação básica, bem básica. Mas o mais importante é deixar claro que um ponto chave é a distância que precisa ser criada entre a opinião pessoal e a opinião crítica, ou seja, a imparcialidade na análise de seja lá o que for.
O problema é que percebi que, por conta do exercício diário na faculdade e mais prática em trabalho, não tenho conseguido mais separar facilmente a análise da minha opinião pessoal, ou melhor, eu apenas analiso e fico sem saber onde raios eu enfio minha pessoalidade. Quando uma amiga me perguntou "E aí, Clá... Gostou do (filme) 'A Rainha'?" eu comecei a falar, impessoalmente, sobre minhas impressões quanto à dificultado para a Helen Mirren de trabalhar um personagem em cima de uma personalidade que realmente existe, tá lá, vivinha da silva (
a danada ganhou o Oscar de melhor atriz), sobre como deve ter sido bacana o processo de pesquisas do filme, afinal eles não fariam algo meramente especulativo sobre os modos da Família Real, sobre como o filme demonstra a dificuldade de adaptação das cabeças mais antigas acostumadas aos modos monárquicos aos dias atuais e perambulices políticas e da chegada da fase conturbada e difícil da carreira de Tony Blair, que a Rainha pré-diz no filme, onde Tony acabara de ser eleito. Em que momento eu falei sobre minha opinião pessoal? Algo como "Noossaa, adorei o filme, mas achei que...blablabla, pq a Helen Mirren fez umas caras e bocas incríveis, blablabla... e eu só não gostei de tal coisa por blablabla..." ?!? Esse é o ponto. Minha amiga me olhou com cara de empada e me disse que ainda não sabia o que eu, a Clarissa, tinha achado do filme, que tava começando a ficar difícil ter uma conversa banal comigo sobre filmes pq eu já "quebrava as pernas" dela com meus comentários à lá Caderno 2. Daí cara de empada foi a minha. =p

Mas se pensarmos bem, para quem curte umas conversas mais completas (e não complexas, por assim dizer) e diversas, você trabalhar seu olhar a fim de torná-lo um pouquinho crítico, fazendo com que complemente sua visão pessoal é muito válido! Tudo bem que eu me perdi um pouquinho, mas poxa vida, não há quem não possa dizer que a amplitude criada por um pensamento com base crítica não é enorme. Quando eu penso sobre algum assunto e quero mais informações válidas (que não sejam apenas um mero "gostei" ou "ahh, é uma merda!") a curiosidade fica aguçada e eu vou procurar blogs, colunas de jornais e até livros quando é coisa de trabalho/faculdade. O resultado é uma cabecinha fervilhante, com idéias, bom papo, curiosidade e atenção à coisas novas, interesse na opinião alheia, afinal é sempre bom fazer umas comparações... enfim, encontrar uma dose certa entre critiscismo e pessoalidade é ponto chave pra não virar um cri-crítico.

Próximo post sobre meus filmes prediletos da temporada. Não vou falar do Oscar porque ainda não assisti todos os filmes que foram indicados, inclusive o vencedor, "Os Infiltrados".

February 23, 2007

Praticamente do meu número

Pra quem é movida à cafeína no trabalho, ficar meros três (3!!!) dias sem café é mais do que o desprazer de não saborear e sentir aquele aroma ma-ra-vi-lho-soooo, resulta em sono extremo, capacidade de pensar só depois das 10:30 da manhã, impossibilidade de raciocinar ou fomentar um argumento antes do almoço e histerismo ao passar perto da garrafa térmica após o almoço. Se eu desenvolver psicose, a culpa não é minha. (e por um acaso psicose é algo que se 'desenvolva'? realmente não sei.) Daí alguém pergunta: "Mas porque esses três dias?!" É segredo. Só os íntimos sabem. Coisa de crença, sabe? Mas tudo em nome de um bem maior (eu mesma, oras!), que ainda vai me privar por tabela de cigarros e bebidas. Vou ter que aprender a viver de outra forma! Será que eu era alcoólatra e não sabia? Pode ser que sim. Abstinência é algo foda, que dá trabalho pacas.



Tannnnto filme que eu quero assistir. Mas tannnto... Hoje vou escrever uma coisinha sobre cinema//críticas//ser crítica//tornar-se crítica, mas só publicarei amanhã, provavelmente. Teve cinema segunda e hoje vai ter denovo! É vício. Talvez substituindo um pelo outro!! Ou não, pois esse eu já tinha.

February 22, 2007

Não que seja fácil...


Nunca quis escrever sobre isso, sempre considerei uma das minhas angústias e medos mais bem guardados. Só resolvi finalmente compartilhar publicamente pois tem horas que não conseguimos lidar com sentimentos, ainda mais quando os deixamos trancados no peito. Se é pra manusear, que seja com cuidado.


Uma das lembrandas mais felizes de infância era quando minha avó me levava para a escola com ela. Lembro-me bem de ver o carinho daquelas crianças com ela, do corrimão largo e azul, estilo colonial, do quadro negro grande, de ponta à ponta da sala de janelas amplas e do suco de maracujá da sala dos professores. Também tinham os pratos, talheres e cabequinhas, todos de plástico, onde serviam as merendas, sempre muito deliciosas. Eu sempre repetia, nunca me contentava com só um pouquinho. Quando chegávamos em casa minha avó entrava no quarto da mãe dela, quarto este o mais escuro da casa, que cheirava à não sei o que, mas só sei que não era muito agradável, como cheiro de lã molhada que secou e molhou denovo, várias vezes. Minha bisa, desde quando eu me entendo por gente pequena, ficava deitada naquela cama, sempre meio que encolhida, as pernas encolhidas, gorrinho de lã na cabeça, pele muito enrrugada, voz trêmula. Poucos anos antes ela não era assim, a esclerose veio como uma avalanche sobre ela, limitando-a. Uma mulher que antes era mais do que maravilhosa agora estava numa cama, usava fraldas geriátricas, não comia nem se banhava sozinha. Eu, mesmo pequena, conseguia perceber as sutis pioras de seu estado. Numa semana ela arranhava minha avó durante o banho, noutra ela a xingava de ingrata, na seguinte ela passava a gritar e morder. Tinha sim momentos de lucidez, comigo eram muitos, acho que minha presença a acalmava. Sempre que entrava no quarto dela ela dizia, mesmo sem poder me enxergar: "Quem está aí? É a minha santinha?" Quanto amor eu sempre tive, até mesmo depois de seu falecimento.


Hoje em dia, minha principal preocupação é com a minha avó. Ela viveu uma vida em busca de progessos pessoais, principalmente depois que minha bisa faleceu e ela começou a administrar melhor sua vida, afinal ela nunca colocou sua mãe em asilos ou casas de repouso. Para melhorar seu temperamento difícil e exercitar suas virtudes ela passou a frequentar a Seicho-No-Ie, todos nós percebemos as melhoras e eu sempre ia com ela. Era mais capaz de sorrir, de perdoar, de amar, de demonstrar seus sentimentos. Claro, não foi de um dia para outro. Anos se passaram, a idade veio chegando e minha avó, mulher sempre extremamente vaidosa, que nunca saiu de casa sem pó, blush, batom, lápis e rímel, começou a ter muito medo da velhice, talvez por trauma de ter visto sua mãe do jeito que viu, entre outras muitas coisas. Desde sempre eu ia com ela à esteticista, a Hortência, que sempre foi grande amiga dela. Quando já estava mais crescidinha eu também comecei a fazer limpezas de pele com ela. Ano passado entrou numa fase de tratamentos alternativos que levou todas nós (eu, minha mãe e minha tia) junto, ela fazia acumputura, massagens, drenagens linfáticas e o salão de beleza era ritual. Daí ela fez uma plástica no nariz, começou a dar credibilidade máxima à sua médica (ela começou a frequentar muitos médicos, de inúmeras especialidades) que quase a convenceu de fazer uma lipo-escultura!


Vejam bem, nós, eu, mamãe e minha tia, não ligamos dela se cuidar. Mas tem um fator chave: ela cuida apenas do corpo e quase nada da mente. Depois de ter se aposentado das aulas ela nunca mais leu um livro por inteiro, começou a cuidar só do seu exterior, a acreditar em tudo que lhe falavam como por exemplo que aveia engorda (por isso jamais comia) e que ginkgo biloba era bom pra memória (então tomava religiosamente há anos). Fechou-se num mundo onde Padre Marcelo era (é) Deus, onde qualquer um que tropeçasse na vida era um imprestável, tornou-se mestra em recitar suas verdades e moralismos e usava argumentos completamente ridiculamente infundados apenas para dar suporte ao seu ponto de vista, como da vez que comprei um refrigerante de limão para nós e um suco para ela, pois tendo cistite não poderia consumir coisas muito ácidas para evitar crises e dores. Então ela disse: "Vou tomar Sprite sim, pois laranja que é ácido, limão não me faz mal." Uma mulher que foi professora a vida toda me dizendo algo assim? Ela passou muito mal depois de tomar o refrigerante.


Daí, analisando tudo que tenho presenciado, todos os detalhes do dia-a-dia, da convivência, percebo que ela está para trilhar (se é que já não está trilhando) o mesmo caminho da minha bisa. Minha tia teve uma conversa séria com ela semanas atrás sobre seu descuido com a mente, os problemas futuros, o processo de adequação dela à velhice e muito mais, sobre realizar coisas. Conversa de filha para mãe. O resultado? Ela, que não tem a menor coordenação nem para andar de esteira (sério isso), que já perdeu muito do seu reflexo, que não consegue mais ficar de boca fechada e arruma briga no trânsito chamando qualquer um que seja barbeiro de drogado, malandro, maconheiro (juro!), botou na cabeça que quer voltar a dirigir, depois de mais de 30 anos longe de um volante pois um dia bateu o carro e pegou trauma da direção. Alguém aí acha que isso vai dar certo?


O duro é que não posemos ficar tão em cima pois as escolhas são dela. Nós apenas podemos orientar, mas jamais forçá-la a fazer algo que ela não goste, não queira ou simplesmente ache inútil. Ela não aceita a velhice, as limitações, não se cuida como deveria, gasta rios de dinheiro com tratamentos estéticos e nem 1 real com tratamentos para que não seja arrebatada por uma esclerose ou até mesmo Alzheimer! Difícil situação, bem difícil.

February 12, 2007

Novas do fim de semana

Casamento da Sra. Minha Sogra Fomos, eu e meu salto-15-de cetim preto, de metrô e busão, pela eternidade até a zona leste. Mas fomos e chegamos lindos. O casamento foi maravilhoso, simples mas cheio de pessoas queridas, sentimento vivo, noivo cantando pra noiva, meu namorado entrando na igreja com as alianças da mãe (linnnddoooo!!!)... enfim, foi uma delícia.

Domingo Cansada, porém naaada parada. Cheguei em casa por volta do meio-dia, fiz um almoço bem gostoso (meu molho de mostarda de dijon desandou. não sei oq houve. mas tudo bem, foi minha primeira experimentação com mostarda de dijon e eu juro que a culpa foi do limão), dei uma cuidada/limpada/polida/recauchutada nos meus sapatos, lavei a carteira que tava i-mun-da, arrumei coisinhas pra semana, fiz a unha, namorei mais um pouco, assisti filminho com ele no meu colo, descansei e fui pra São Vicente.

São Vicente É sempre muito bom pra mim. Chego no litoral, que foi casa por tanto tempo, e fico até nostálgica. Meu vovô vai operar nesta quarta e eu não podia ficar sem vê-lo, até porque foi aniversário do bonitinho semana passada e eu não pude dar abraço-beijo de parabéns. Tomamos café juntos, arrumamos os LP´s dele juntos e separamos algumas raridades que precisam ser restauradas como por exemplo os LP´s do Noel Rosa, Caetano&Chico Buarque, Louis Armstrong, Ray Charles (de 1962!!), Jorge Bem e mais alguns... Preciso passar na Augusta e ver bons lugares que façam a restauração. Ganhei um presentinho da vovó e morri de vontade de ficar com eles mais tempo. No feriado vou vê-los novamente. Eles são definitivamente a loucura da minha vida.

Só para variar Não fiz nem metade do que havia planejado. Mas foi tudo ótimo mesmo assim. Li quase nada, estudei quase nada, me informei quase nada, escrevi nada. Por outro lado, pesquisei lugares vááááários onde posso comprar uma mesa de estudos usada/velha porém inteirona, ainda podendo achar móveis no estilo art-déco/anos 50, pagando beeem baratinho. Depois passo pra vocês óootemos endereços. Alguns valem a pena simplesmente pelo passeio, como um depósito que fica num prédio de 1945 na Angélica que pela descrição parece ser o máximo. Depois conto mais.

February 09, 2007

Tagarelices (in)úteis da Sagá ou Quêqui cê tá falando, mulher?!

A futilidade primeiro

Prestigiar shows em festa da Versace no colo do maridão o tempo todo. Ô, delícia! Queria eu, viu. Queria eu prestigiar uns showzinhos desses aí da Versace, tendo sido convidadíssiiimaaa e ainda poder desfrutar do colo do namoradão, no meu caso. Isso não é coisa pra mortal. Não é.


Seguido de um momento



Dou o meu silêncio.

(não me lembro de onde tirei a charge, mas é do Liberati)



E de boas coisas

Hoje fiz a senhora compilação de notícias, organizei as fontes confiáveis, procurei os que mandavam boletins por e-mail e ainda montei metade de um projeto. Resultado: feliiizzzz de estar de volta à vida acadêmica!




O Chico Liru (o menino, não o gato) gravou um CD com as bandas maaaais legais pra mim, tudo em mp3, mais de ceeeemmmm músicasss!! (100 músicas!!!) Rock, rock, rockezinhoosss!! De She Wants Revange à Vive la Fête. Pura esbaldação da pessoinha aqui!




Mary e Aly já desbancaram pra praia e eu amanhã tenho o casório da Sra. Minha Sogra. Em outras épocas as sogras já vinham casadas. Espero que essas duas vaquinhas não caiam no papo dos trú caiçara de 'ir ali na esquina ver corrida de siri'... Valei-me, Deus!

Detalhe: ontem, enquanto eu estava no ponto de ônibus voltando da casa da Mary (fui acessorar a arrumação da mala de praia da moça), vi passando 3 carretas carregadaaaasss de Br*hmas. Mary, vc tem algo com isso?! Muito suspeito, diria eu. Muito suspeito.
Pânico de leve

Amanhã, de salto altíiiissimooooo (salto 15 bem fino de cetim preto), vestido leeennnddoo, cabelo e maquiagem... vou ter que ir de metrô pro casamento da sogra que vai ser na zona leste?! To com problemas de logística. Definitivamente.

February 08, 2007

Glam


Pra ele eu me vestiria assim. E quando ele abrisse a porta essa seria minha feição.
[Colchetes importantes]:
[Mas claro que não sou a Kate Moss na Vanity Fair.]

Rotina de estudos


Ontem fui à faculdade, primeiro dia, despreparada pois não havia trazido mochila com sombrinha-tênis-garrafinha de água-fichário e peguei chuva-corri de salto 15-não assisti aula-ganhei um baaaaita resfriado. Revi alguns amigos, percebi como vou sentir falta dos outros que foram pra outra facul (na verdade meus melhores amigos de lá), assinei documentos, conversei e esclareci situações, coloquei meu pé mais no chão e também passei um tempinho com o namorado que me acompanhou nessa. Hoje tô aqui fungando, tomando remédios e tentando respirar direito nesse ar-condicionado que detesto.

.

A parte boa é que não mais me sentindo uma burrinha. Explico. O semestre passado, por conta de todo o problema que foi meu ex-curso ter fechado, praticamente não tivemos aulas no mês de novembro e começo de dezembro. Antes disso, meio que sabendo-não-sabendo do que aconteceria, alguns professores estavam extremamente desmotivados e a qualidade de suas aulas decaíram muito (to falando do início do semestre), ou seja, foram quase 5 meses de balelas e nenhum bom aproveitamento. Apenas da matéria de Filosofia, Estratégias e Negociações eu consegui sair com alguma coisa absorvida de verdade. Tinha parado de fazer minhas compilações, meus artigos, análises e leituras. Totalmente desmotivada. Mas ontem, depois de sentir o clima da faculdade, de um bom curso com bons professores (um mais foda que o outro), meu ânimo voltou e a Sagá tá se sentindo instigada denovo. Nessas horas eu percebo que estou no curso certo, sem dúvidas. Site do MRE, aí vou eu.
Preciso, inclusive, fazer um calendário, planilha, agenda, pasta, whatever, pra conseguir organizar (a mim mesma) e terminar os artigos que vou mandar pros concursos que vem por aí. São 4. Fôlego.

.

Comi Doritos e tomei Toddynho no café da manhã.Tô resfriada, preciso de mimos.
Alguém me escreve um poema/poesia/frase linda nos comentários?

February 06, 2007

Constatações na conversa com a mãe de santo predileta


A mãe de santo amiga da família. Amiga tão querida que não consegue mais ser imparcial quando joga búzios pra mim. Não diria nem que foi uma consulta, mas sim uma conversa com assessoria do além, por assim dizer. Não me venha dizer o que você acha ou deixa de achar sobre suas crenças ou sobre a credibilidade da minha. Só quem cresceu nisso e sente na pele o que eu sinto é capaz de ter essa fé (que não é cega) mais que incondicional. Fé tão verdadeira quanto a que tenho pelo ar que estou respirando agora.


Um dia ainda morro de intensidade. Esse foi o pensamento que ficou na minha cabeça depois de sair de lá. Quando amo, penso, falo, ando, respiro, vivo, cozinho, bebo, trabalho, faço qualquer coisa, sempre sou intensa. Acredito nas cores, em exarcebar raízes, cultivar amores, passar a paixão no meu tom de voz e no meu olhar. A parte ruim disso é que quando se é intensa, automaticamente fica quase impossível de acreditar que alguém possa não o ser, ou ser quase-nada e aí tá o problema: como não esperar paixão do outro quando não acreditamos que uma atitude sincera desprovida de paixão não existe? Enfim, eu sempre acredito demais naqueles que me inspiram coisas boas e nestes eu apóio minha existência. Sou infinitamente feliz pelas minhas relações sem cobranças forçosas, principalmente as amizades, mas também fico infinitamente desequilibrada com relações mornas ou que não superam minhas expectativas, mas isso quando é com aqueles que amo demais e espero retorno.

Não, não vá você pensar que eu amo qualquer um que me jogue um sorriso na fila do Vila Gilda todo dia de manhã. Muito pelo contrário. Demoro um pouco para dar crença ao meu feeling inicial em relação à quem acabo de conhecer. É aquele velho clichê, demoro pra gostar, mas quando gosto... Quando gosto eu ouço seus problemas como se fossem meus, eu desejo muitas vezes que seus problemas fossem meus pois em certas ocasiões saberia resolver melhor que você, desejo que sua dor fosse um pouco minha pois não sei te ver se contorcendo ou com olhos doloridos, desejo que as pessoas sejam de bom caráter e que não te passem a perna, pois não gosto de sacanagens com os meus. Se você me conta seu problema eu vou pensar nele, se você deixar eu vou pegar suas energias pra dissipá-las em mim -sem perceber- e posso depois ir dormir com os olhos cheios d'água, sinal de que suas energias estão sendo soltas de mim.

O problema é quando em meio à tanta intensidade eu esqueço de mim mesma. Quando acordo e vou dormir sem perceber como foi meu dia, nos laços que criei, nas palavras que proferi, sem gravar em mim tudo que vi e senti. Quando começo a operar no piloto automático, pensando mais nos outros e deixando minha auto-estima quase de lado. Quando quero emagrecer e só engordo. Quando quero crescer e fico estagnada. Quando tudo o que peço é luz, mas quando a ganho acabo doando ao outro. Quando todo dia acaba sendo muito difícil alimentar e sustentar a paixão que deveria estar por trás de cada gesto imparcial meu. Quando o coração pára de bater ligeirinho e a vagarosidade deixa o humor no chinelo e a Sagá vira a mais cricri com os seus.

Quando chega nesse (atual) ponto o melhor é dar uma pausa, masbemrápidapoisomundonãopára, e redefinir o grau de intensidade. Dessa vez a regulagem será diferente, sim, intensidade também tem regulagem, não é apenas nível máximo. Vou regular para um grau abaixo do anterior, um grau que me permita fazer tudo que fazia ntes, mas sem me perder em você, que me permita pegar suas energia indesejada, tirá-la de você e não dissipá-la em mim, mas simplesmente jogá-la fora. Quero poder voltar a ser uma Sagá que não precisa se esforçar tanto pra manter raízes e para se cuidar. Que tem a latinidade nas veias e nos poros e que vai transparecê-la e não ficar como agora, a deixar seus olhos perdidos em velhas lembranças e velhos sentimentos, a não assimilar os novos acontecimentos.


Eu morreria de febre, mas nunca de marasmo.

February 05, 2007

Oww, galera!

Não sei se todo mundo é bem resolvido no amor (e na dor de amor), se são tímidos demais, se são recatados ou se são anti-sociais. Mas poooouuuxxaaaa, galera! Queria tanto fazer funcionar a coluna Hard-Love-Bitch !! Ninguém quer inventar alguma coisa ou compartilhar de coração sua dúvida só pra eu ficar feliz?! Pode ser por nome fictício, nomes reais não serão publicados, se assim desejarem! Garanto o sigilo absoluto (mas todo sigilo já não é absoluto?! pq especificar que é absoluto?!)!!



Outro assunto. (enquanto ainda não posso falar sobre novidades do blog, pois estão no forno. por enquanto nossa bagunça -quase nada- organizada continua)



Vamos todos cantar parabéns pro meu pai! O quarentão mais lindo, charmoso, cheiroso e bom partido da paróquia! (e muito bem casado, diga-se de passagem. Sagá-mãe não deixa a desejar...rs) Foto antiiiga, de 2004, no meu aniversário de meros 19 aninhos! Pai lindão segurando meus cães e eu levando um beijinho da Dió, a cã mais linda do mundo todo.


Lubi, não vou voltar a tocar no assunto da venda dos cachorrinhos. Favor não insistir! rs

Ah, e muito obrigada pelos comentários, pessoas!

February 02, 2007

PARADA RESPIRATÓRIA!

ESSA ZIPADA QUE AQUI VOS FALA NÃO DESISTIU DO SEU QUERIDO E REFORMULADO INSTRUMENTO LINGUISTICO - VULGO BLOG - NÃO!
EU SÓ ESTOU DE FÉRIAS!!!


E PRA AJUDAR MEU COMPUTADO NOVINHO JÁ PIFOU!


LOGO VOLTO!

Quero doses cavalares de bem-estar, pode ser?

Ow, Deus. Estou me sentindo extremamente mal hoje. A vida no centro de sampa tá me deixando acabada. Noite passada, por exemplo, resolvi descer do metrô na estação da Consolação, pra passar no Center 3, talvez descer pro cinema, depois pracisava ir na livraria do CCSP. Então desci na estação Consolação, me irritei na saída com a quantidade de pessoas amontoadas na catraca, tanto tentando entrar quanto sair. Parei na frente do Center 3, acendi um cigarro, fiquei observando as coisas, pensando no que faria, fui até um orelhão, estava quebrado, pensei melhor, atravessei a avenida e entrei no Conjunto Nacional. Lá dentro música eletrônica alta que saída de uma dessas lojinhas de roupas da modinha que estava em liquidação, somada ao barulho infernal dos ônibus, carros, motos da Paulista, com o cara que na calçada estava tocando flauta transversal, com as conversas alheias... Ai.
Me bate um cansaço súbito, saio de lá, entro no primeiro ônibus, vou pra casa. Mas não tão logo... trânsito. Ok. Chego em casa com muito dor de cabeça, ombros tensos, olhos lacrimejando, cabeça que não consegue parar de rodar nem focar em apenas dois pensamentos de uma vez, são cinco, seis coisas ao mesmo tempo! Latido de cachorros, dor nos pés por causa do sapato de salto alto, inchaço nas pernas e em todo o resto dom meu corpo por causa da TPM. Cara, que caos em mim. Banho na cachorrinha, secar a cachorrinha no secador, passar um pano no meu quarto pois está com xixi de cachorro, pano no quarto da minha mãe, lavar o banheiro, fazer algo rápido pra comer. Depois tomar banho, sentar no notebook, abrir arquivos para traduzí-los e... peraí... que tanto os cachorros latem na porta? Vou até lá e grito para que voltassem pro quarto, mas os insuportáveis correm pra porta denovo (são dois cães, um casal) e, quando já inflo o peito de chinela na mão, ouço alguém do outro lado 'Adriana, é você?! A Adriana tá aí?!', ué... quem tá procurando pela minha mãe às quase 22h de quinta-feira? Abro lentamente a porta e quase não reconheço os dois senhores de rostos enrrugados à minha frente. Meus dois tios da Bahia. Oh, não Deus! Agora não, hoje Não!
Entram, sentam, perguntam pelos meus pais que estavam em reuniões, começam a tagarelar conversas dispersas, um reclama que minha avó vive reclusa, ouço palavras que não me agradam, minha cabeça lateja mais, os cachorros latem. Ligo pro meu pai e digo pra ele vir o quanto antes e meia hora de tormenta depois ele chega. Posso voltar pro notebook novamente, volto, mas mal consigo enxergar as letrinhas, são quase 23h. AH, chega... gravo meus arquivos na pen-drive e vou pra cama.
Ahh, a cama... finalmente. Mas, peraí. O travesseiro não é o meu. a janela está entreaberta e deixa vir aquele ventinho gelado que sempre me deixa resfriada e mais o som alto dos ônibus que ainda passam, muito, na frente do prédio. Forço-me a pegar no sono. Mas que merda de sono... noite toda acordada, barulho, cachorro que às quatro da manhã começa a latir direto. Vai ver ele também não consegue dormir bem à algumas noites. Tadinho.

February 01, 2007

Cantaaa New Order pra miiimmm!!!

Na foto: Aly, Maloba, Sagá e Mary
Essa foi no show dos Mutantes.
Lindas, não? Divas, diria eu...rs

Primeiro, obrigadaço às pessoas que deixaram seus e-mails aqui no blog, às que mandaram pro meu e-mail e às que deixaram no meu flog. Contando com os e-mails dos amigos que eu já tinha antes, nossa main list tá com 65 pessoas, entre amigos antigos, amigos de blogs e mais aqueles que gostaríamos muito que virassem amigos logo! ;)

Seus e-mails servirão pra que possamos enviar um Boletim Zipadas que tem data pra ser estreado, mas só depois do carnaval! -essas moças vão cair na folia pois nóis semo fia de Deus também! - E mais: toda edição terá participação especial de um ou dois ou três (não decidimos ainda!) amigos, publicando sua obra/texto/palavras/whatever. Boa forma de estar mais pertinho, não?

Medinho Segunda que vem as aulas voltam na facul. Minha transferência não está concluída ainda. Estou sim um pouco preocupada. Mas vai dar tudo certo. (sim, vai sim) Ai.

Medinho 2 Voltando as aulas, só verei o Sr. Namorado aos fins de semana. Férias só nos traz mals hábitos. Passarei a usar as poderosas palavras Somente por hoje NÃO cabularei aula! Ai.

Acordei instrospectiva. Boa coisa. Mas eu penso demais. Preciso bolar estratégias.

January 31, 2007

Por essa vocês não esperavam!

O Zipadas foi fundado em 29/08/2005, sendo que inicialmente chamava-se apenas Garota Zipada, sendo que tinha apenas uma integrante, a própria que vos fala, a Sagá. Pouco depois, sentindo-se sozinha neste mundo bloguístico, convida sua estimada amiga Ally a fazer parte da fanfarra e então, no dia 26/09/2005, ela é anunciada e cria seus post [Controvérsias] para se apresentar, arrasando, claro.

Depois disso, só tivemos alegrias. Passamos por crises pessoais individuais por conta de nossas vidas de sentimentos intensos, nos descobrimos muito mais do que amigas, nos apaixonamos e nos desiludimos também. Falamos de banalidades, de filosofia, política, sentimentos, música, filmes, bebedeiras, sexo, afeição, de nada e de tudo. Ganhamos grandes amigos e nos deliciamos com grandes escritos dos blogs destes amigos.

Por essas e outras que eu venho anunciar pra vocês (a Ally ta de férias, mas assina embaixo) um projeto de reformulação no Zipadas. Na realidade, a intenção maior é de presentear vocês, nossos leitores, que nos faz sentir tão maiores do que quando começamos. Não falando de ‘importância’, mas de valor próprio. De tudo que vocês nos trouxeram que nos agregou valor de alguma forma. Isso incluirá todo um processo especial. Criaremos uma main list para deixar as novidades mais pertinho de vocês, procuraremos reformular o layout de forma a deixá-lo mais interativo e muderrno. Há a possibilidade de que uma nova parceira-amiga surja, enviaremos uma proposta para a moçoila que de tanta persuasão vai aceitar!rs Mas isso dou mais detalhes depois, mas ela é tuuudo de boa também!
Enfim, queridos, aguardem essa reestruturação que deve demorar um tempinho, mas que vai valer a pena, ok?

January 30, 2007

Novo Serviço de Aconselhamento Amoroso Hard-Love-Bitch das Zipadas!!

Você, leitor que anda com problemas amorosos, dilemas intermináveis, sagas amorosas, noites mal dormidas por um bofe nada bem, problemas com o sexo oposto ou com o mesmo sexo, nós, Sagá e Aly, temos a solução perspicaz para o seu problema! Seja ele qual for, venha você de onde vier, nós somos o que você procurava! Com soluções precisas, nós dedicamos à você, caro leitor, este espaço unicamente seu, a coluna Hard-Love-Bitch. Não, não fazemos amarração para o amor! Mas faremos com que você recupere inteiramente aquela auto-estima, aquela vontade de cantar uma bela canção!! Ahhh, duvida? Mande sua pergunta para toda_saga@yahoo.com.br e confira o que é a eficácia dessas duas aqui.

January 29, 2007

Bacaninha, bacaninha

Dica dela, que leva até o typoGenerator. É bacaninha, sim!
Tudo pois tem horas que ter boa família, estudar num lugar legal e proteger seus princípios tornam-se barreiras pra que você seja capaz de abaixar a cabeça, engolir seco e exercitar a paciência. Acho que to entrando numa nova fase.

Sensibilidade

Como é difícil se dedicar a tudo que damos valor. Tenho alguns círculos de amizade que algumas vezes se convergem, outras nem tanto. Pessoas que amo imensamente, outras que gostaria de me relacionar em dobro, outras que são agregadas e mais algumas que não se define. Daí chega um final de semana ou feriado e os dias são poucos pra fazer tudo oq gostaria com essas pessoas, afinal de contas, não é toda vez que queremos misturar todo mundo, tem horas que queremos pegar dois ou três (ou apenas um) e se cansar de rir, conversar, curtir... enfim...
Fora as amizades ainda tem a vida pessoal, que fica mais difícil ainda de cultivar devidamente quando existem os amigos em comum (praticamente todos) e mais afazeres profissionais e familiares. Ahh, e falando nos familiares, esses sim dão trabalho. Chegamos ao fim de semana e é saudade da mãe que quase não conversamos na semana por conta das rotinas que são cheias, do pai, do nosso quarto, dos cachorrinhos, de limpar os CD´s da prateleira enquanto ouvimos etc.
Depois (ou antes, sei lá) também tem nós. E que nós! Cada um no seu cada um. Cada qual com seu cada qual. Tem horas que mal consigo me lembrar o que era mesmo aquela coisa que eu pensei em fazer no fim de semana que já chegou! Ou então deixo pra fazer as unhas e uma hidratação no cabelo no domingo que acabo assistindo filme com uma amiga. Lembro e esqueço e pregar um botão da camisa que soltou na terça, de dar um trato naquele sapato leeeennndo de morrer que tive que usar na grama e que sujou o salto to-di-nho e também daquela receita ótima que vi num site e que gostaria de fazer. Lembrar de tomar suco ao invés de refri e de comer ao menos três frutas ao dia e beber mais água... não continuo a leitura do Tolstói!

Não sei se sou eu que ando muito desatenta e estabanada ou se é esse tempo que não me rende nunca. Mas que tá sendo complicado administrar a vida, ahhh, isso tá!

January 23, 2007

Afazeres Prazeirosíssimos - Pequenas notas da Sagá ou To te querendo, Porras!

Este é o Srto. Siri que nos alegrou em Ubachuva neste fim de semana com uma aparição muito da bonitinha

Dona Aly e Dona Mary sairão de férias praticamente juntas e me matam de inveja dia após dia. A parte boa é que elas estão montando (após ameaça de processo por abandono de amiga que é estagiária e não pode tirar férias) a Agenda Porras de Férias 2007, assim sendo, dá-lhe coisas pra fazer. Pior para mim não é que elas viagem pra praia e eu não possa ir, mas sim os váaaarios passeio pela R. 25 de março em busca de bolsas e sapatos leeeendos e barateeenhooos, na Zé Paulino (Zépa para os íntimos) e alhueres, as tardes em cafés e bares... Vou partir pra bebida nessa minha vida triste sem minhas girls. Tá decidido. Embebedar-me-ei.

Poréeeem, Sagá que honra o nome (ah, e é nome?!), também jamais dorme no ponto (camarão que dorme a onda leva!) e anda se organizando horrores pra dar conta do recado. Preciso fazer uma cotação de bandejas para café, meu presente de Chá de Cozinha pra minha sogra que vai casar mês que vem. Cairei nas ruas, Camicados, Etnas, lojinhas fofas na Lapa, Sumaré, Perdizes e aceito sugestões de mais lugares! Linda, não? Siiim!! Daí, sábado agora tem o Chá na parte da tarde e depois Sagá sai correndo da zona leste, vai pra casa, se arruma e vai pra The Week comemorar o suuuper aniversário do amadíssimo Léo.

Antes disso, pretendo conferir qualéquié da Zélia Ducan cantando no Mutantes no lugar da Rita Lee. Acredito que Mutantes sem a Rita não é Mutantes, mas como ainda não ouvi a Zélia, prefiro conferir antes de soltar uma injustiça verbal. Mas Doors sem Jim Morrison também não é Doors, certo?! Então bora pro Ipiranga dia 25 pra cantar parabéns pra São Paulo (link para programação completa) e ver Mutantes (também Nação Zumbi e Tom Zé). Ou quase.

E mais: desfile de abertura do São Paulo Fashion Week Inverno 2007, às 11h no Parque do Ibirapuera, desfile de Reinaldo Lourenço. Tô lá.

Sexta tem gringo no escritório, loooogo, vou trabalhar e nada de ponte neste feriado. Fui escalada pra assessorar os bonitos da França e servir de intérprete do protuguês prosaico pro ingrês, ou do português básico pro inglês fluente. Sagá de intérprete pra Diretor Mundial da empresa. Sentiu o perigo? Deu pra entender? Ok.

Parabéns pra Dona Pri. Uebaaa! =D

Eu sou um peixinho mexicano fora do seu aquário de tequila.

E a propósito, mês que vem começo a fazer aulas de salsa cubana!

Chega por enquanto.

January 22, 2007

Concessões


Tem certas horas que administrar/estar disposta/gerênciar/manobrar/reajustar/recauchutar/reequilibrar um coração dá um certo trabalho. Tá naquele clichê: Os opostos de distraem e os dispostos de atraem.

Ela olha pra si mesma e percebe, dentre tanta parafernalha inútil, que gostaria de aprender e ser capaz de olhar nos olhos dele e fazê-lo perceber que tudo é muito mais simples do que realmente aparenta ser e que nada é um bicho de sete cabeças. Que tudo e mais um pouco resulta da falta de diálogo que resulta do medo/receio de abrir a boca que resulta da consciência da lacuna que existe dentro dela de ter o jeito de falar o que precisa ser falado. De dizer com palavras construídas de modo a não ferir, mesmo quando todo mundo sabe que certos assuntos ferem, mesmo quando ditos com palavras de algodão. E que geralmente esses assuntos são aqueles referentes ao orgulho que guardamos. Sou assim também, por isso sei como as coisas funcionam. Você abre a boca, fala com tom de veludo e depois, alguns breves segundos depois, percebe um olhar desacreditado que te destrói, inclusive moralmente, porque não sei de você, mas não sei se eu fico mais preocupada em proferir palavras que julguem o outro enquanto eu mesma tenho o dobro de incapacidades do que da dor de ver os olhos de ressaca. Quando mexe com pessoalidades, orgulhosidades, incapacidades e verdadeiridades, aí é que a coisa pega.

Mesmo assim, mesmo com toda essa problematização barata, ela reconhece que a falta de disposição é apenas a inércia das tantas passagens deixadas passar begemente, como quem se importa tanto mas que ao mesmo tempo, muito ridiculamente, não passa por cima de si, ou melhor, não sabe como fazer concessões.

January 19, 2007

Para uma Mulher de Fases Leonina

Sheila, você já deve ter assistido 'A Era do Gelo' com o Gabriel, certo? Pois é. Este é o Scratch, o esquilinho mais neurótico pela bendita noz. Pela noz ele finca os dentinhos no gelo, crava as unhas pra não deslizar, esbugalha os olhinhos em sinal de força e convicção de que é a noz que ele quer, que é dele e que nem a P*#%A da geleira vai separá-lo dela. O que tenho pra dizer pra você é o seguinte:

Flor, tá vendo aquela noz?! É sua, mulher!

Mas por favor, não se jogue do penhasco como o Scratch faz de vez em quando! Você tem moooito mais intelecto que o esquilinho...rs

January 17, 2007

Só para elas duas, aquelas mesmas que me fascinam

13.12.1970 - Arquivo O Globo - Rio de Janeiro. Vista noturna da decoração de Natal da Avenida Rio Branco no Centro.
Para Mary e Aly Tudo pois é por elas que eu corro, me apresso, saio de casa sem comer e esquecendo o guarda-chuvas. É por causa delas e com elas que todo santo dia quando eu acordo, principalmente nos dias mais beges, me lembro de colocar um salto alto, fazer uma maquiagem, arrumar o cabelo e sair bela e linda pra trabalhar. Pura influência, pura convergência. Transitamos por aí, soltando sorrisos largos, de mostrar os dentes e de fazer barulho. Somos intensas e completamente diferentes umas das outras, adoramos isso, achamos isso o máximo: três geniosas, mas não ruins. Gostamos de provocar atenções e comentários, gostamos de causar impactos e de atribular as coisas. A parte boa é que geralmente tudo isso acontece mesmo quando não é a nossa intenção. E nós morremos de rir. Amamos o efeito que nossa personalidade causa, cada uma cativa à seu modo e nos apaixonamos todos os dias pelo que a outra é. Uma loucura, pura insanidade, pura insistência em nunca mais nos largarmos e pura simplicidade: somos partes encaixadas, das bocas às mãos, podem tentar o quanto quiserem, somos extremamente felizes. Três amigas, namoradas, irmãs, companheiras. Tenho duas luzes nos meus dias escuros, luzes resplandescentes, incandescentes e fosforescentes! Luzes e cores psicodélicas, sentimentos verdadeiros e nomes que estão na minha listinha daquelas pessoas pelas quais eu iria até no inferno para buscar/salvar/amar/abraçar/resgatar. Por elas eu bato, choro, esperneio, espanco, grito, defendo, mordo e arranho. Viro bicho mesmo, sem perceber, perdendo os sentidos. Amo vocês.

Dúbias Completices Incompletas

26.06.1963 - Arquivo O Globo - Concurso Miss Brasil 1963 Candidata do Rio Grande do Sul Ieda Maria Vargas é eleita Miss Brasil 1969
Para o meu Valor Com ele eu me sinto a melhor de todas, a com menos pudores, a que mais pode, aquela que deveria se despir de qualquer barreira mas que às vezes não consegue pois, de tão entusiasta que ele é, não me permito ser menos, apenas sempre mais. Nós competimos, nós agregamos valor. Nós somos um nós muito bem sustentável e sustentado. Um nós que já faz quase cinco meses que existe e que eu mal percebi. Um nós claro, objetivo, enrolado e insensato muitas vezes. Deixamos pela casa um cheirinho de café com raspinhas de limão, de uma comida bem feita e enquanto eu faço Sagatiba com manga e pimenta rosa, ele faz Sagatiba com lichia e pimenta rosa. Sutilmente diferentes, sutilmente parecidos, sutilmente opostos e inacreditavelmente semelhantes. O cheiro da pele dele, suas mãos grandes me segurando, sua voz grossa (de menino às vezes) e o tom como fala certas coisas bobas... Sua risada espontânea quando falo alguma besteira proposital... tudo isso. E mais um pouco. Escreveremos nosso futuro juntos, ambos segurando uma caneta bic, como sempre fizemos e como sempre faremos.

Tom saudosista

Ano passado alguns blogueiros me encantaram logo de cara com suas propostas/projetos/iniciativas nesse mundo de blogs e afins. Alguns vários não vingaram, o que é uma pena! Talvez por falta de tempo, de dedicação, de saco, de vontade, não sei. Afinal blog é algo que precisa gostar pra fazer, escrever, publicar, ser lembrado etc. Essas foram algumas das promessas que eu gostaria muito que tivesse vingado (e que ainda não fiz ritual de desapego e aceitação pra conseguir tirá-los dos meus links):
Brazilian Integral Sangha Era um blog de um estudante de Filosofia da USP. Empacou.
Fallen Icon Thaís, Thaís... Louca amiga insana da faculdade, escreve bem, falava bem as besteiras do dia-a-dia, me divertia. Sumiu.
Fuma Cavalo Pablo, volta. Até hoje, relendo pela 50ª vez o Fuma eu morro de rir e afirmo que na trajetória que ia, seu futuro seria o sucesso, meu rapaz.
Klaus&Witz Ví, meu garotão... Tava indo tão bem! (suspiros...)
Menino de Bigode Era hilário.
Projeto Experimento Acreditei cegamente naquele Louco Outro e na Louca Outra.

January 16, 2007

Das coisas que já são bem da minha carne, dos meus ossos, dos meus olhos

Sempre disse que decidir mudar é fácil, mas querer todos os dias é o que pega! Já disse que uma cadernetinha pra anotar TUDO o que se tem feito, deixado de fazer, os processos em andamento é sempre muito importante pra conseguir se situar no meio dos dias que se perdem da gente. Só sei que foi o Neto e aquele texto lindo dele que me fizeram perceber que ultimamente meu peito tem andado tão pesado que puxa meus ombros pra frente, acabando com a minha postura. Não, não é apenas fisicamente que estou falando. Quando digo peito carregado me refiro às vontades que andam quase se perdendo em questão de dias. Isso é bem fácil de acontecer.

Tenho escrito as coisas que me apetecem num caderno, junto com o processo dos meus planos e mais o decorrer dos acontecimentos. Separados em categorias, assuntos, marcas e poupanças. Novamente descubro que se perder da simplicidade leva tudo por água a baico se não for percebido em tempo de se recuperar. Digo isso pois em alguns processos eu acabei me distanciando do tato, do valor, da essência e redirecionando minhas vontades pra lugares onde elas definitivamente não deveriam ir: pra longe de mim e pra longe da raiz.

Esse ano tracei alguns planos simples, do jeitinho que devem ser: trabalhar, pagar facul (que quero concluir, não havendo a possibilidade de mudar de curso antes desse término), escrever alguns artigos, continuar o espanhol e fazer alguns cursos para enriquecer mais meu lado puramente Clarissa, levemente e simplesmente Sagá - cursos de gastronomia e mais uns de coquetelaria e técnicas de bar. Mas serão provavelmente pro meio do ano.

Balanço do andamento das coisas deve ser feito pelo menos a cada duas semanas quando o que buscamos é uma repaginação dos nossos valores. As palavras podem ser muito belas, mas se não forem realmente incorporadas, não valem de nada...

Detalhe: Namorado lindo te ligando no tel da empresa que é francesa, perguntando em francês se 'é da Pasteur?!' (ou algo do tipo, mas eu acho que entendi isso... o.O'!) Bonitinho! Bonitinho! Amo esse garotão!

January 15, 2007

He's touching me and I don't mind...


Ele cuida de mim. Ele me faz sentir bem. Ele me ligava todo dia às 6 da manhã pra me acordar pro trabalho. Ele me deu sex and the city, quarta temporada, ele me acalenta, me faz perder o medo, me faz sentir a pessoa mais especial de todas, ele conserta as minhas coisas, ele afasta as coisas ruins, ele curou meu coração, ele erra, ele me leva infinitos copos d’agua a noite, ele é lindo, ela adora a minha comida, ele se empanturra de pizza junto comigo nos rodízios da vida, ele diz que passou a gostar de muita coisa por minha causa e passei a ver a vida de modo diferente por causa dele. Sangue latino correndo nas veias, gosto por bebidas fortes e beijos intermináveis!!!

January 12, 2007

Be my rock'n'roll queen!

BORBOLETAS NO ESTROMBAGOOO!! AHHHH!


Sagá postando hoje, super sexta-feira, super dia com super coisas. Hoje vou buscar primos da Bahia na estação Paraíso, levar o bonito e a bonita pra casa pra conversar, matar saudades e de noite vai ter Noitão no HSBC Belas Artes. Bora, povo? Quem quiser ir é só avisar.

Bem que tentei, mas não consegui ficar sem beber durante a semana. Ontem não resisti e fui tomar uma brejinha com meu Excelentíssimo lá na Augusta. Poxa, gente! Tava fazendo 30ºC às 18h! É verão! Tomar cafezinho não rola, né? Aí tá. Sentei na mesa do bar, golei uma breja e vieram os cigarros, depois de 4 dias de abstinência. Ok, ok. Fui bem fraca, mas francamente... acho que não quero largar o bendito de cereja agora.

Do blog da Carminha, aquela GordaLouca, eu achei o blog das BarangasBacanas. Se é bom? Não. São simplesmente óoooteeeemoooss! E se eu gostei?! Já posso dizer que adooooroo! A Carminha foi uma lady muy espetacular que me mandou e-mail com dicas pra largar o cigarro. Mas gente, não são simplesmente dicas, são palavras hilariamente certeiras! A moça tem um talento que chega a ser infame! Olha parte do que ela me disse: 'Entre DECIDIR parar de fumar e PARAR de fato eu demorei uns dez anos. pesquisei, li, fiz centenas de entrevistas com ex fumantes e ... nada. Não conseguia parar. Até que um dia, numa mesa de restaurante onde pela enesima vez me falavam das maravilhas de parar de fumar, uma amiga na mesa deu um grito! E discursou - aos berros - mais ou menos o que eu te escrevi sobre a merda que era parar de fumar. Magina! No cu da madrugada! Prá lá de Cuba! Ela descascou tudo ... com trocentos drinques nas células, uma raiva que jorrava pelos olhos .... em transe ... uma catarse ... e ... te juro! Ouvi ali o que tinha que ouvir. Vi a "hipocrisia bondosa" das pessoas que querem que a gente páre a qualquer preço e nos escondem o pior. [sem demérito por nenhuma delas] A amiga bêbada da madruga foi sincera. Sim, foi cruel. Mas foi solidária. Foi aplaudidissima de pé !!!! e eu ... fui á luta! '

Sagá sem muitas novidades... só pensando em quantas horas faltam pra dar as benditas 17h de sexta-feira. No momento faltam 7h e 45min. Bora pro trabalho.

ATUALIZANDO: faltam 2h e 30min!

January 09, 2007

[Divulgar faz parte...]





















Acho Digno!!!!

A piada da semana


O YouTube está mesmo fora do ar no Brasil?


Eu simplesmente não me conformo. A Daniela Cicarelli "SUPOSTAMENTE" transa em uma praia na Espanha cheia de gente, de dia, na maior e tira o direito de um país inteiro de acessar um site, que na minha opinião, é de longe o mais bacana da categoria?
Sério mesmo que alguém invadiu a privacidade dela, tipo, na PRAIA, local de uso comum de quem bem entender? Jura mesmo?
É uma inversão de valores ou eu estou entendendo tudo errado?
Processem Cicarelli por atentado ao pudor!!!




Darling, please. Da próxima vez vá pro Motel.

January 08, 2007

Slowly breaking through the daylight



Ela Virou-se abruptamente para aquela porta no fundo da casa, quase esquecida. Suas nuances estavam desbotadas e mortas, mas a sua sútil existência foi suficiente para uma viagem qua a levaria à tempos remotos. Ela conhecia bem os riscos. Mas teria a capacidade de distinguir a importância do fato e os males que ele lhe traria?Ela perdeu, aprendeu e sangrou por ele e pra ele. E no final das contas ganhou o que não era esperado. Não tinha certeza de suas dúvidas, apenas vivia de acordo com seus preceitos de quase vingança. Sede do inexplicavél, desejo de reverter a situação só para poder ter êxito acima daquilo que a feriu. Uma meia verdade secreta e perigosa, mas somente pra ela. Um segredo que sua própria mente criou. E é uma questão totalmente psicossomática, afinal.O tempo passou e trouxe consigo uma leve brisa do passado?
Uma falha do destino ou é mais fácil culpa-lo ao pensar que certas feridas nunca se fecham?
Não. Ela apenas sabia viver com aquilo. Vinculos não criados, e mantidos e medidos pela capacidade de sofrimento de cada um. As indefinições são melhores que as certezas, às vezes. Pois assim ela podia ser sempre consensual, mas nunca conclusiva.



Sentiram falta da Titia?
Voltei, com atraso, mas voltei. E agoraaaa pra ficarrrr.....
[ Eu estava com um pequeno bloqueio mental...Acontece né?]


Desejando um 2007 esplendoroso para todos nós, escritores nas horas vagas.

January 05, 2007

Abolindo vícios: Cigarros

Já faz um bom tempo que minha respiração tá de ruim para péssima. Crises acompanhadas de falta de ar e muita tosse. Apesar de gostar muito da arte da tabacaria, essa vida não é pra mim. Fora a questão do envelhecimento precoce! Percebi sim uma certa alteração no viço da minha pele, daqui a pouco vou ficar como a Britney Spears! Não preciso nem ler todos esses artigos da TabaccoPedia, muito menos recorrer ao artigo chocante da OMS pra me convencer de que preciso parar agora. Tá certo que adoro uma cigarrilha Angelina, aquela mesmo com gostinho de tangerina... ou os da marca Henry Wintermans, as nacionais Palomitas, as clássicas St. James... (saiba mais) sabe como é, muitas vezes é um gole e uma baforada. Vou tentar sim. Vou tentar. Antes estava um pouco mais fácil saber qual era o cigarro mais ou menos prejudicial, principalmente porque na caixa vinham marcadas os níveis de nicotina, alcatrão e monóxido de carbono. Mas depois das novas leis federais de regulamentação do cigarro, fica proibido a exibição desses níveis em associação da marca do cigarro. De qualquer forma, minha preferência não são em relação ao cigarro normal, Marlboro, Carlton, Free e afins... Tenho um gosto maior mesmo pelas cigarrilhas e charutos, principalmente os cubanos (pois boba é a mãe). Só me resta meios pra investir mais neste meu pequeno luxo e também mais informação sobre os malefícios: se são correspondentes, maiores ou menores aos do cigarro convencional. Alguém aí sabe? Pode parecer besteira da minha parte, mas o prazer de uma dose de tequila seguida de uma baforada de uma Angelina não é a mesma coisa de um gole de cerveja e baforada de qualquer Marlboro Light da vida. Bom, se for uma Baden Baden seguida de um Sampoerna... vai bem!

January 04, 2007


Com o estômago dobrado, colado e selado com uma xícara quase caneca de café expresso e cigarros penso na incrível necessidade de sentir um coração pulsar. Mas às vezes ele pulsa sim, mas através de desgostos, tonterias, idiotices, falta de lógica, irracionalidade, burrice e estupidez. Sim, esta é a pior. Talvez não exatamente a pior, mas a estupidez é um veneno forte que ao leve toque destrói a incrível fragilidade do que deveria permanecer intacto ou, no máximo, ser manuzeado com uma grande atenção, cuidado e carinho. Burra, burra, burra... Tonta, cega, cabeçuda. Porque foi achar, mais uma vez, que a intuição não prevaleceria? Se te disseram intimamente para escolher o olho-no-olho, porque então rejeitou o tato e buscou a forma mais rápida? Não sabe que aquilo que é frágil pode ser destruído com um simples sopro? Não sabe, já não tinha aprendido antes que brutalidade e falta de sensibilidade são venenos fatais? Já não sofreu o suficiente no passado, já não tinha aprendido lições suficiente que provavam que o resultado seria catastrófico? Chora agora. Que chore de asias, dores, cólicas infernais, tremedeiras. Que falte forças em suas mãos, que sua voz não saia dessa garganta imunda e que apenas seus pensamentos insanos e reais e fortes e verdadeiros te torturem, sem que você consiga falar pra ninguém. Um claustro público. Sofre de ânsia. Era isso que procurava? Sentir medo o suficiente a ponto de sentir ânsia e querer regurgitar todos os desprazeres, assim como um dia tanto sofria? Se essa era a sua medida, se era assim que você se julgava capaz de medir seus acertos e erros, seu amor, espero que agora esteja bem medido. E reze, reze muito para que não saias totalmente perdedora. Que o outro seja capaz de relevar absurdos e incompreensões desmedidas de alguém que agora, da pior forma possível, sabe que ama.

Cézanne, Pirelli e Degas no MASP

Exposições que valem a pena (e a alma) no MASP. Todas gratuitas às terças, outros dias R$ 15,00 -dom. e seg. fecham-


Quatro telas do Cézanne inauguram o projeto 'Obras em Contexto', que pretende apresentar relíquias do acervo em exposições de bolso bimestrais. Além do cenário de morte do francês ser comemorado neste mês, ele foi escolhido para a primeira exibição pois as telas 'Rochedos em L'Estaque' e 'O Pinheiro' (ilustrada ao lado) acabaram de retornar de exposições internacionais.




O aniversário de 15 anos da coleção Pirelli é comemorado com duas novidades. Além dos 19 fotógrafos e das 65 imagens que são incorporados anualmente, essa edição inaugura a exposição temática 'Paisagem', organizada a partir de um recorte da coleção, além da criação de um banco de imagens com as 902 fotografias adquiridas até hoje pelo museu, que pode ser visitado pela internet através do site do MASP.





Degas, o impressionista francês, ganhou uma sala especial no MASP dedicada a suas bailarinas. São 38 esculturas de bronze, além da tela 'Quatro Bailarinas em Cena' (ilustrada ao lado), exibidas por tempo indeterminado.


(As imagens são links)

January 03, 2007

News from she, the girl who´s rocking her own year

Depois de alguns bons dias me esbaldando no conforto do meu doce lar e no aconchego do colo da família e namorado to voltando mas já contando pra vocês de um super especial de cinema este mês no CCSP, tendo como tema São Paulo!

São Paulo é uma megalópole multifacetada, complexa, densa, rica em sutilezas e em nuanças, às vezes indecifrável aos olhos menos atentos, menos argutos. O objetivo do ciclo é contribuir para a compreensão da cidade, intentando desvelá-la a partir dos seus elementos constituintes: suas "tribos", suas referências físicas e históricas, seus sotaques, suas manias, seus signos.

Eu, que nem adoro cinema, já to até montando minha programaçãozinha pra assistir o máximo possível de filmes, tanto os longas quanto os curtas que eu adoro em dobro!

Agora Atenção: PARABÉNS PRA ALINE QUE PASSOU NO VESTIBULAR DA PUC E EM QUATRO ANOS SERÁ UMA HISTORIADORA E ESPECIALISTA EM ISLÃ!