August 13, 2007

Não me faça perder meu foco

-To fazendo um curso de Cooperação Internacional pela USP!
-Mas que empresa que vai querer um especialista nisso?
-Mas quem disse que meu foco são empresas como as quais você trabalha?
-E no que mais você acha que pode trabalhar? E mais, lá (nas empresas) eles usam engenheiros.
-...
-Onde você acha que poderia trabalhar?
-... (fica nas entrelinhas a frase que desceu a seco: Por qual motivo você começou a cursar Direito depois de quase 25 anos trabalhando em empresas?)

(...)

-O que vc foi fazer na faculdade hoje de manhã?
-Um curso.
-Qual?
-De libras.
-Pra que?
-... Pode ser útil.
-Só se você for dar aulas.
-O que não seria uma má idéia. Me identifico com a carreira acadêmica.
-Só você pra pensar assim mesmo.
-É agora que você vai falar que eu deveria ter feito engenharia pra trabalhar infurnada numa empresa?

(...)

Organizações Internacionais
Órgãos do Estado
ONG's
Carreira acadêmica
Colunista
Analista

portas e mais portas. oportunidades e mais oportunidades. paixões e mais paixões. e elas se misturam. Que bela engenheira frustrada eu seria. Que belo desperdício das minhas melhores aptidões seria.

Uma outra aspiração

August 10, 2007

Sorte. Ok, mas você tem certeza disso?

Estava na galeria, a caminho do banco, do supermercado, do correio. Baixei semana passada (ou retrasada - o tempo anda me pregando muitas peças) a trilha sonora do Amelie Poulain e hoje, ali na galeria, coisa parecida chegou aos meus ouvidos. Era claro, um realejo. Não como aqueles muito lindos de pracinhas do interior ou aqueles outros que ficam na praia da Biquinha em São Vicente, na verdade, dentro da gaiolinha amarela de plástico tinha uma maritaquinha, não um periquitinho. O nome dele era Chicó. Tudo meio imperfeito, como não podia deixar de ser, mas como ando pouco exigente ultimamente, aceitei. Tem horas que a gente não pode se dar ao luxo de esperar demais para fazer escolhas certas. Porque a minha escolha certa eu não tenho mais e é por isso que volta e meia experimento meus olhos quentes e doloridos. Mas isso já é assunto pra uma outra hora. O que importa agora é que não acredito mais em horóscopo, apenas nas sortes de realejos com maritacas dentro de gaiolinhas de plástico amarelo. "Não confies em pessoas que te adulam porque é tudo falso. És ainda ingênua por julgares a todos por ti. Tendes um bom coração e não julgas ninguém mau. Mas tudo isso não inspira muito cuidado porque nascestes numa boa estrela. A sua mocidade será uma correnteza de amores e terás no amor muitas desavenças. Casarás por fim com um rapaz a quem menos importância darás no princípio e por fim tomará posse no teu coração, que será o único que amará a vida inteira com verdadeiro afeto. Darás luz a três lindos bebês, os quais criarás com muito cuidado e te trarão verdadeira paz ao coração." Foi o Chicó que tirou minha sorte. Grande Chicó! Só não sei onde vou parar acreditando em sortes de realejos imperfeitos.

August 05, 2007

Depressão de Domingo. Intensa.
Eu resisto a semana inteira, mas de domingo me permito.
Sozinha.
Saudade. Sou humana, afinal.
Não é arrependimento, é saudade só.

não me diga que me ama não me queira não me afague
sentimento pegue e pague emoção compre em tablete mastigue como chiclete jogue fora na sarjeta
compre um lote do futuro cheque para trinta dias nosso plano de seguro cobre a sua carência eu perdi o paraíso mas ganhei inteligência
demência felicidade propriedade privada
não se prive não se prove dont't tell me peace and love
tome logo um engov pra curar sua ressaca
da modernidade essa armadilha matilha de cães raivosos e assustados
o presente não devolve o troco do passado
sofrimento não é amargura
tristeza não é pecado
lugar de ser feliz não é supermercado
(Zeca, sempre Zeca)

August 02, 2007

Rolei de rir. Mesmo.

"Dizem que se um gato preto cruzar o seu caminho, você terá azar. Então coloquemos: A = xH.GP, onde A é o azar causado pelo gato preto, H é o n° de vezes que o homem cruza o gato preto e GP é o gato preto. Até aí tudo razoavelmente bem."

só ele mesmo!

July 31, 2007

Uma oportunidade conduz diretamente à outra, assim como o risco leva a mais risco, a vida, a mais vida, e a morte, a mais morte...

...já dizia a Morte, em "A Menina que Roubava Livros". E ela estava certa.


Fazia um tempo danado que eu não me sentia tão viva em relação ao meu posicionamento e realizações de fato perante a vida. E eu mal consigo me lembrar quando foi a última vez que senti uma saudade tão recorrente e constante assim. Carência forte e a falta de uma voz que dizia muito mais quando não se pronunciava e apenas me olhava.

July 30, 2007

A cidade corre
O tempo voa
Carros a 200 por hora
Sanduíches rápidos
Motéis para amores rápidos
Viagens Curtas
Dinheiro Curto
Não Curto
Não tenho tempo pra seduzir
Então Sequestro.

July 27, 2007

SAI ZICA! colabora, universo!

Assim não é possível. A impressão que me dá é que vou ter que fazer esforço triplicado pra poder voltar ao clubinho dos que não dormiram por algum tempo e nem viram a vida passar. Pois eu, senhoras e senhores, dormi por um mês e meio. Um mês e meio sem grandes realizações. Agora, fui atrás de um projeto e parece que a empresa nem existe (mas ainda há esperança de não ter iniciado ainda), fui me cadastrar na AIESEC mas o site só dava erros intermináveis (mas minha amiga colaborou com um contato precioso que me ajudou muito), fui me cadastrar no site do CIEE mas parece que já sou cadastrada e tudo dá errado! Inclusive a tentativa de conversar com alguém do CIEE para resolver este problema e regularizar meu cadastro pois tem alguns cursos que eu gostaria de fazer, caramba! Será que a empresa onde eu estagiava fez meu cadastro e nunca me passaram login/senha? Nossa, isso é tão possível. Lá vou eu entrar em contato com o RH do meu ex-estágio. Ok, esforço triplicado. Aceito.
(imagem de Hung Liu)

July 24, 2007

Senso de Responsabilidade

As pessoas te observam mesmo quando você acha que é a coisa mais improvável do mundo. Às vezes acho que é pura auto-enganação afinal, mesmo eu desejando que certas coisas não fossem lidas pelos outros, elas podem facilmente chegar até aqui. Tem endereço do Zipadas em muitos lugares: no meu orkut, no meu fotolog, em sites de divulgação de blogs etc. Fora que dando um simples egosearch (ato de digitar seu nome no Google pra ver no que dá) já dá pra saber o que andam escrevendo/divulgando sobre você por aí, além de dar para descobrir muitas coisas sobre os outros. Bom, mesmo assim, ao invés de imagiar um filtro invisível para leitores de acordo com o teor dos posts, melhor eu pensar bem antes de escrever para evitar situações como essa que vem a seguir:


Gilberto Sarfati, você esteve aqui. Sim, esteve e eu só percebi isso hoje. E preciso admitir: ao invés de ter usado "ele cismou plágio", eu deveria ter usado "ele detectou/reconheceu/achou (o evidente) plágio" (no histórico do meu trabalho da faculdade). Shame on me, sim. Mas de qualquer forma, concordo com você quando diz que eu preciso de um desafio para crescer e que você e a sua matéria vão desepenhar bem esse papel. E não, eu não te detesto (rs!). Por sinal, eu geralmente acabo criando uma admiração especial por quem acaba me dando um baque, ou melhor, no que (ou em quem) eu não consigo me sair tão bem quanto gostaria logo de cara. Não vou corrigir aquele post, mas fica minha retificação por aqui. Vejo você logo mais.

Mais sobre plágio:
Artigo sobre Idéias Roubadas publicado no site da UNB
E digo mais, plágio para a comunidade acadêmica é simplesmente o pior dos crimes.

July 23, 2007

Você está com uma cara que eu nunca vi em você antes.

Tenho aqui comigo uma nova edição dos quadrinhos da Valentina - de 66 a 68, uma rosa vermelha, uma carta, um Anna Kariênina, um O Pequeno Príncipe, muitos postais, muitos cd´s, muitas palavras e um silêncio avassalador e cortante.
Já faz um tempo que parei de cantar. Tinha esquecido muitos acordes que quando consegui relembrar foram arrancados denovo de mim. Andei de um lado pro outro do meu quarto tentando lembrar o que eu costumava fazer quando estava sozinha, pois não queria voltar a deitar denovo. A parte ruim de se ter uma cama muito grande é que ela te impele a pensamentos solitários e desmascaradores às vezes. Principalmente quando de antemão você sabe que vai sentir muita falta de muita coisa. Você deita numa posição desconfortável e permanece nela.
Eu sempre aceitei as nossas diferenças e tentei conviver da melhor forma possível com nossos defeitos. Mas dessa vez não foi justo. Estava tudo bem. Ele sempre me supria de formas diferentes e eu à ele, creio. Porém, quando aceitei esse namoro sabendo que mais tarde viria um 'até logo' muito longo, não pensei que fosse ser tão custoso sentimentalmente. Preciso de chuva em mim. De novas palavras. De novos dias cercados de novas manhãs. Mas não, não quero novas nem velhas pessoas. Preciso de mim, na minha forma mais íntegra, sensata e densa. Só não quero ficar em casa e nem sozinha na rua. Mas a minha sobriedade tem sido de assustar.

July 22, 2007

Crônica dos novos tempos e das velhas e novas escolhas



Que a vida é feita de escolhas todos nós sabemos. Que conhecer o caminho é diferente de trilhá-lo, também sabemos. O que hoje tenho a dizer é o seguinte: tenho duas amigas de ouro que não pode-se dizer que pecam em suas palavras, porque seus atos são nobres demais pra isso, e também tenho um amor cheio de valor.

Eu entendo os porquês das palavras que vocês me disseram, mas quero dizer que muitas, muitas coisas não podem ser pensadas supeficialmente/unilateralmente. Admito sim que algumas eu prefiro nem pensar porque não consigo chegar no nível de profundidade que me exigem. Quanto à questão das escolhas, sim minhas lindas, ele fez sim a escolha dele, como vocês disseram. Mas há um ano atrás eu comecei a fazer as minhas. Escolhi esse namoro mesmo sabendo que chegaria o momento de vê-lo tendo que ir pra longe construir a vida dele, ele escolheu esse momento pra dar continuidade aos planos dele e juntos, nós dois, escolhemos não terminar o que temos ao menos por agora. São escolhas.

Essa coisa de perfeição é complicado demais. Não pensem, por favor, que choro por coisas que ele me faz ou me causa. Não é questão de ele me causar, ele é um ótimo namorado. Porém, felizmente, somos humanos intensos e falhos, não sabemos como lidar com as situações e muitas, mas muitas vezes mesmo, priorizamos coisas erradas, trocamos nossos passos, confundimos nossas direções e falhamos nas nossas ações e intenções. Ele faz isso. E eu também.

Vocês, belas companheiras minhas que são, enxergam essa situação com toda pessoalidade possível. Vocês choram as minhas lágrimas e gritam com a minha voz. Sou muito grata. Vocês seguram em suas mãos um pouco (ou talvez até mais do que eu imagino) do meu desespero, quando ele surge nos momentos mais inusitados. Mas entendam que toda situação tem apenas pontos de vista e conceitos, não certos e errados categóricos. Vocês enxergam o meu lado, só o meu, mas para eu agir preciso antes pensar no meu lado, no dele e tomar a melhor decisão possível, que muitas vezes, tantas que perco a conta, a melhor decisão possível sai distorcida por vários outros fatores, o resultado não é o esperado, o tiro sai pela culatra, as coisas simplesmente não funcionam tão bem quanto eu gostaria. Esses fatores às vezes eu chamo de tristeza, medo de sentir saudade, medo de perder, amor muito forte, insegurança, compulsividade, intensidade desmedida.

Do lado dele, apenas por cima, os fatores dele podem ser medo de iniciar uma nova fase sozinho, receio de não ter suporte, receio de perder o chão (ou de chegar lá e nem encontrá-lo), medo de não conseguir construir sua vida devidamente, é fator pra caramba já, e aí vem um fator a mais: eu aqui. Ele lá. Vocês precisam aprender a acreditar que meu sentimento não é sozinho e que eu enxergo bem mais de perto e ouço e sinto o que ele me passa. De longe as coisas são diferentes. Eu ouço palavras que me impelem a não ficar na superficialidade dos fatos e dos acontecimentos.

Todos também já ouviram dizer por aí aquela coisa de que tem que ser muito artista e malabarista pra passar pela vida. Vamos convir que relações não são fáceis, corações não são simples, distância dói, mas traz o reencontro e pode até firmar coisas. Ele não está "indo embora" de mim, é a nossa nova fase. E não, NÓS não sabemos lidar com isso perfeitamente ainda e talvez nunca saibamos. Poxa, vocês mal sabem quantas vezes eu já consegui machucá-lo, sem nem conseguir precer. Mas uma coisa eu posso garantir pra vocês: todo dia eu tento melhorar um pouquinho e ele também. O bom é que às vezes ganhamos segundas chances. Como quando eu pensei que essa não foi uma última-semana-antes-da-viagem que se prezasse, principalmente por causa de ontem, e acabei ouvindo dele que quer e pode e vai ficar mais uma semana completa, cheia e com 5 dias de horas completas. Ele não precisou dizer que do jeito que as coisas aconteceram ele não poderia simplesmente ir.

Eu agora escolho continuar junto, mesmo que apenas cultivando aquela amizade que eu tanto aprecio. Escolho construir maravilhosamente a minha vida e entender e deixar e permitir que ele construa a dele também, cercado das paixões dele. Ele me escolhe, eu o escolho. Não como estávamos antes. A fase é nova. Indo mais além, eu escolho vocês sempre comigo, mas quero pedir docemente que não sofram os meus pesares, mesmo sabendo que, amigas como somos, não sabemos fazer isso. Logo, peço então paciência, pois com o tempo as coisas vão se ajeitando. Mas quem é que também já não sabia disso? Enquanto isso, vamos dando nosos passos em falso mesmo e nos corrigindo sempre que possível, pois é isso que fazemos de melhor. Quero mais 9 tequilas, mais sapato novo molhado de mágoas vomitadas, mais Aly no meu colo, mais Mary na minha frente entendendo meus pedidos de perdões tortos, mais palavras encorajadoras, mais Yeah-Yeah-Yeahs na pista de dança na hora exata. Pois isso tudo, também fazemos maravilhosamente bem.

July 16, 2007

E amanhã baby,




Tecnicamente o nosso inferno astral chega ao fim...Ano novo, vida nova (porém um pouco bagunçada pra ambas cancerianas deste humilde blog) novas resoluções. E muitos planos, porque não?






Arrasa Beeeeeee!

Tá chegandooo!!

Versão perniciosa do flyer da festa. ;D
o dia é amanhã, mas a festa é sábado

July 12, 2007

News Sagásticas

obra de Claire Oliver


No CCSP, de 24 a 29 deste mês, vai exibir um especial de filmes cujo tema é "Máfia no Cinema"! Terão títulos como Era uma vez na América, Cotton Club, Os Intocáveis, Estrada para Perdição, Scarface, O Casamento de Betsy, Cassino, Os Infiltrados e O Poderoso Chefão! Tudo grátis, programação completa no site. Para quem adora comédias, também terá um especial "O melhor da comédia".



Porém, o que ainda tá me dando febres é a exibição dos filmes do MOSFILM (maior e mais antigo estúdio de cinema Russo) que será do dia 17 ao dia 22. E no dia 17, meu presente de aniversário, vem a exibição do Anna Kariênina de 1967, a versão russa, muito mais fiel à obra de Tolstói do que qualquer outra, incluindo a americana, aquela com a Greta Garbo, de 1935. Vocês sabem que eu me apaixonei por este livro, morri de felicidade quando vi a programação e soube que ele seria exibido no dia do meu aniversário! Mais perfeito impossível. Presente do Universo!



Para os amantes de Hilda Hilst e de Clarice Lispector, há uma peça chamada Jardim de Rosas Mudas, direção de Gisele Petty, cujo texto é baseado nas duas autoras. Dia 28, 18h, grátis, na biblioteca Alceu Amoroso Lima, zona Oeste.



Fora isso, o aniversário das donas deste blog está chegando! 17 próximo!

E quase chega ao fim nosso inferno astral! (suspiros...)

July 05, 2007

Perfeitos desprazeres

No dia do meu aniversário, no CCSP, será exibido o filme do livro da minha vida. Coincidência? Talvez seja o universo indo à meu favor. Nesse dia eu ainda vou querer receber a ligação mais esperada do mês de julho. Não tem como não dizer que será o dia mais excitante do meu ano (quem sabe? eu não sei mais de nada!). Intenso, forte, difícil, incrivelmente triste e incrivelmente feliz ao mesmo tempo. Não digo aqui exatamente o porquê, mas adianto que será uma comemoração somada à mais duas, uma recordação de despedida dolorida, uma saudade inexplicável, uma notícia de lavar a alma.

Posters russos são bacanas. O que não é bacana é quando depois que você aprende a lidar com uma situação, o outro lado da questão, ou melhor, o outro participante da jogada -ou relacionamento, você escolhe- te traz questionamentos mas, no fim das contas, tais questionamentos são os mesmos que você teve há meses atrás, quando ele te disse que partiria e você surtou de leve. Daí, agora, há uma semana de dizer tchau, ele lança tudo. Homens... humpf. Sempre atrasados no processo. Não sei dizer a continuação da frase "Mas fazer o que...?", não dizer o que vem a seguir, não sei prever as coisas, não sei elevar a patamares poéticos incrivelmente inexplicáveis os meus sentimentos, não consigo pensar na "melhor coisa a se fazer"ou no que seria moralmente melhor justificável ou sordidamente mais feliz. Só quero que os dias passem do jeito que for preciso acontecer. Dando tempo pra eu digerir os acontecimentos. E pra nós pensarmos numa mesma sintonia, ou se não for numa mesma sintonia, que cheguemos num mesmo final. E dos felizes, de preferência. Tudo pois certas coisas só traz sofrimento antecipado se não esperarmos o momento certo, ou seja: o momento exatamente ele, com seus segundos perfeitos.

June 29, 2007

Post número 328 ou Balanço do Semestre

Como alguns puderam acompanhar por aqui, no fim do ano passado a faculdade que eu fazia fechou meu curso. Depois disso começou uma maratona atrás de um curso à altura e mais os trâmites de negociações para a transferência, papeladas, conversas mil, desesperos, medos de não dar certo, correirias mil até que apenas em fevereiro, pós-carnaval, eu estava finalmente matriculada na nova faculdade, com o ônus de um semestre à mais por conta de matérias que não podiam ser perfeitamente adaptadas da grade anterior para a da nova faculdade.

Tive que fazer algumas matérias com semestres anteriores ao que eu estava regularmente cursando e agora eu já nem sei se passei pro sexto semestre ou se tecnicamente ainda estou no quinto ou se minha matrícula é pelo sétimo. ENFIM, um rolo considerável. Mas considerando os semestres já cursados, estou indo para o sexto semestre. Durante esse semestre que passou eu tive meu período de adaptações à nova realidade e minhas notas no primeiro bimestre foram meio catastróficas, mas depois vieram consideráveis recuperações no bimestre seguinte. Sò para terem uma idéia, em Introdução ao Estudo do Direito tive um 6,0 e depois um 9,5, já em Economia tive 5,4 e depois 7,8. Porém, porém, poréeeemm... peguei DP em Teoria de Realções Internacionais 1. Minha média final nessa fuckin matéria foi 4,6! EU nunca havia tirado uma nota menor do que 8,0! auahuahauhauahuha... Foi só o Gilberto Sarfati entrar na minha vida, cismar que fiz dois plágios num trabalho de 37 folhas digitadas (e anulá-lo!), desconsiderar alguns raciocínios nas provas e rebaixar minha capacidade de análise crítica que minha vida desandou. E o pior: ainda tenho mais um semestre com ele (o da DP) e ainda depois outro de Teoria 2. Vou encarar como um teste de capacidade...rs


Fora isso, terminei um estágio e decidi ficar em cas apor um tempo, apenas estudando e quanto mais tempo eu tinha livre, mais ele se transformava em tempo ocioso. Mesmo. Então, preciso sair dessa vida de eterno fim de semana. xD


Bom, profissionalmente foi tudo o que aconteceu.
Agora preciso continuar na minha jornada de encher minha rotina de ofícios (in)úteis pois infelizmente julho não vai parar no dia 22 e dia 23 é quase que fatídico.

June 24, 2007

Sagá adverte: Tolstói provoca.

Capa dura e caixa especial.
Ed. CosacNaify;
816 páginas;
8 ilustrações;
16 x 23 cm;
1,55 kg;
ISBN 85-7503-473-1
Publicação: nov. 2005

Não que não o ame ou que não me sinta digna de seu amor. Talvez não saiba mais amá-lo fervorosamente de tanto que já tentei me habituar aos seus olhos, toque, pele, gostos e cheiros que estarão ausentes logo mais. Não que goste de jogos de azar, mas este amor tem se mostrado como um jogo para perdedores, daqueles que você aposta suas fichinhas mas vai perdendo-as aos pouquinhos. Mas mesmo assim, um dia de cada vez e muitos beijos com sorrisos logo em seguida. (cara, eu adoro quando eu abro os olhos e encontro seu sorriso)
Já sou uma pessoa melhor depois dele, o amor mais escandalosamente sincero que já tive. Dentre tantos problemas posso dizer que ele é a parte boa da história. Mas provavelmente devo ser uma daquelas pessoas de coração bondoso e alma iluminada que encontram sérias dificuldades em fazer bondades. Às vezes interpreto seus olhares vacilantes como frios e indiferentes. Outras vezes levo palavras ao pé da letra, como aluno iniciante, amador, que só enxerga no sentido literal. Mas outras, quando de relance, quando paro de me fazer perguntas absurdas e de respostas que só obtemos no momento anterior ao da morte, é que passo de relance meus olhos esperançosos e atrapalhados por sobre os pensamentos dele e vejo, enxergo, tudo aquilo que preciso para manter minha alma aquecida.
Depois disso, percebo que preciso parar de cobranças banais e leves ciúmes infundados que só o chateiam e o afastam da pessoa pela qual ele cegamente se apaixonou, um dia deu à ela o livro que tornou-se o de vida dela, escrevendo na contracapa palavras que a descreviam como “incrivelmente maravilhosa”, com sua própria letra, no seu Anna Kariênina edição especial.

Primeiro bom motivo para você ler Anna Kariênina
(recomendo que leiam algo do link dali de cima para não viajar no trecho que eu transcrevi, se caso ainda não sabem de nada sobre o livro)

“Vrónski seguiu o condutor até o vagão e, na entrada do compartimento, parou a fim de dar passagem a uma senhora que desembarcava. Graças ao tino habitual em um homem mundano, com um único olhar para o aspecto dessa senhora, Vrónski classificou-a como pertencente à mais alta sociedade. Desculpou-se e estava prestes a entrar no vagão, mas sentiu necessidade de observa-la outra vez – não por ser muito bonita, nem por ter uma graça elegante e discreta, que se percebia em toda sua pessoa, mas porque, na expressão do rosto gracioso, ao passar por ele, havia algo especialmente meigo e delicado. Quando olhou para trás, ela também virou a cabeça. Os olhos brilhantes e cinzentos, que pareciam escuros devido aos cílios espessos, pousaram com atenção e simpatia no rosto de Vrónski, como se ela o tivesse reconhecido, mas, logo depois, voltou-se para a multidão que se aproximava, como que à procura de alguém. Nesse breve olhar, Vrónski teve tempo de perceber uma vivacidade contida, que ardia em seu rosto e esvoaçava entre os olhos brilhantes e o sorriso quase imperceptível, que arqueava os lábios rosados. Parecia que o excesso de alguma coisa inundava seu ser e, a despeito da vontade dela, se expressava, ora no brilho do olhar, ora no sorriso. Intencionalmente, a mulher apagou a luz dos olhos, mas essa mesma luz cintilou, à sua revelia, no sorriso quase imperceptível.”
Admiração:
do Lat. admiratione, s. f.,
ação de admirar;
espanto;
surpresa;
assombro;
pasmo.
É ele por ela.

June 18, 2007

Programações

Provas quase terminando e eu já saltitante pra ver várias coisas!! Quem quiser ir comigo é só avisar.

Pra quem gosta de cinema documentarista, o prato tá cheio. No Centro Cultural São Paulo começa amanhã uma série de filmes de Francisco Cavalcanti, como descreve a programação de lá, o projeto tem como objetivo recuperar para as novas gerações a produção realizada na Boca do Lixo paulistana. O homenageado é o ator e diretor de cinema Francisco Cavalcanti que, com seus filmes, conquistou o público nas décadas de 1970 e 1980. Vai de 19 a 24 de junho.

Daí, vem uma série de documentários sensacionais de Harun Farocki. Com certeza vou assistir Imagens do Mundo e Epitáfios da Guerra e Videograma de uma Revolução. Programação completa aqui.


Já pros fãs dos clássicos, no Teatro Municipal de São Paulo será apresentada A Italiana em Argel, de Rossini. Dias 23, 25, 27 e 29, 20:30. Dia 1º/07, 17h. R$20 a R$40, mas no dia 25 será entre R$10 e R$20. Vale muito a pena!

Hoje ficam essas duas dicas. A Aly publicou no Quarto dela a programação especial do Centenário da Frida Khalo, que ela quase não gosta! =p É um espetáculo de dança que está para estrear. Se nós vamos? Imagina só se já não estamos lá.



Agora imagine só: meu aniversário, o da Aly e do Chicken Little no mesmo dia somados ao aniversário do meu Querido e mais sua despedida de sampa, tudo numa festa só, com todos os amigos dos quatro juntos... Acho muito bom que dê certo o plano!

June 11, 2007

Acho que eu to ficando velha!

Vamos resumir o assunto. A festa junina não acabou muito cedo. Eu não consegui estudar direito sábado e praticamente nada domingo. Minha mãe estava de folga, fomos fazer feira, cozinhamos juntas, namorado passou rapidamente em casa, amigo querido liga e diz que estava com uma garrafa de Absolut me esperando na Consolação... Daí eu fui. Mas de qualquer forma já era 18h e não conseguiria mais estudar tudo o que precisaria. Chutei o balde. =p
Fui pra Parada GLBT, Av. Paulista mais do que cheia. Intransitável, praticamente. Encontrei o amigo querido, compramos algumas coisinhas de comer, bebemos uma dosesinha de vodka, descemos a Consolação, dançando, curtindo, mas tinha muita coisa me deixando desconfortável. Por exemplo: até o ano passado, quando se reuniam mais ou menos 1 milhão de pessoas na Parada, era bem mais agradável. Este ano foram mais ou menos 3 milhões. Resultado: muita gente que foi pra vadiar, vários caras andando de cueca e tênis, as travestis muito mais vagabundas, muitas garotas vagabas e vestindo coisas que na realidade não vestiam... Tava péssimo nesse quesito. Muita gente feia, mal educada, vileira... Mas o que mais podia-se esperar?
Acredito que o movimento popularizou-se e então virou merda. Não que nos outros anos não tivesse tudo isso que eu citei, mas era em menor proporção! Eu ia com o pessoal e não se via tanta vagabundagem explícita, pelo menos eu não via... Não sei se tem a ver com a glamourização do esteriótipo dos GLBT, das drogas, do sexo, da vida Glam, do crime (pessoas do hip-hop, me desculpem, mas é a pura verdade! do meu ponto de vista), provavelmente tem. Pudor faz bem às vezes e ou estou ficando velha, ou tá tudo muito sem valor. Mas enfim... isso não é perceptível apenas na Parada Gay, não. É em quase todo lugar que eu vou, a própria galera que costumava curtir música eletrônica apenas pelo som, por gostar da música, já é minoria. (veja isso)
Bom, mas mini-protesto à parte, cá estou eu pensando se vou ou não fazer minha prova mais importante hoje. Talvez fosse melhor pagar por uma substitutiva.

June 09, 2007

Breve nota do desespero!

Ainda não sei o que está errado: minha semana de provas ser na época de Festa Junina ou a Festa Junina da paróquia na frente de casa começar meio-dia e terminar só meia-noite. Tenho um sério problema, não consigo estudar ao som de Moraes Moreira, Elba Ramalho, músicas de São João e pula-fogueira-iáiá-pula-fogueira-iôiô, capelinha de melão, asa branca... Resultado: são 15h e eu fiquei só fazendo download das lições de alemão do Deutsch Welle, pois não consigo efetivamente estudar alemão, e fiz compilações de notícias internacionais, pois lê-las devidamente também não consigo. Ler? Não. Escrever? Também não! Se concentrar só um pouquinho? I don´t think so. E amanhã é Parada Gay, eu tava bem feliz, lembram? Mas agora já não sei se consigo ficar tão feliz assim, já que vou ter que estudar de qualquer jeito... dois dias praticamente jogados fora com essa coisa de é noite de São João! Agora essas são minhas opções: ou vou na paróquia e acabo com o vinho quente/quentão deles e participo da festa ou sei lá, mando instalar janelas anti-ruído, me mudo pra uma biblioteca bem silenciosa ou me conformo com minha DP na matéria cuja prova é segunda-feira. Humpf. To tão desesperada que começo a rir sozinha!

June 06, 2007

They tried to make me go to Rehab. I said no, no, no.

Olha, eu gosto muito, demais de uma dona chamada Amy Winehouse. Nas músicas dela sempre sai um "So, I´ll always keep a bottle near", "I´ll drink for him tonight", "At least Im not drinking" e afins. E eu juro, juro que não sabia quando comecei a ouvir e me apaixonei pela voz de louca dela. Ah, a primeira música do disco e single, por sinal, chama-se Rehab.
Amanhã tem festa. Das boas. Das mais legais. Das mais hards. Como há moito tempo não tinha!
Hoje tem cineminha e coffee com minhas queridas. Até que enfim vou ver a Lubi, meeeeeses depois! Adoro essa menina! Ela é mto doce, gente. Como pode? Tinha planos pro fim de semana até me atentar pra apenas um detalhe: semana de provas chegando. Mas mesmo assim, domingo TEM Parada GLBT no quintal de casa.
Ando me sentindo capaz do perdão, sabe? Ou posso estar confundindo as coisas e na realidade eu apenas tenho parado de pensar em coisas que já se passaram há taaanto tempo e que até hoje me faziam sofrer de alguma maneira. Fui na terapeuta domingo passado e depois de 4 horas de conversa, falando sobre muitas coisas, ela me fez perceber como tem coisas dessas que já fazem 2 ou 3 anos. Ou mais até. E às vezes ainda me machucam. Enfim, pode não ser mágoa, talvez seja apenas a incapacidade de fechar a porta de vez para pessoas que foram importantes de uma forma ou de outra. Mas um ponto importante é: senso de justiça aflorado te faz fechar a porra da porta rapidinho, derreter a chave numa caldeira, devolver o mal feito pra você, mandar pra PQP, colocar o maior salto alto de cetim preto que se tem no cabaré e ainda mandar um beijinho na saída. Done.
De repente, a velha sensação.No-va-men-te.A solidão já me acostumou. Eu repito e minto.Talvez, numa dessas repetições vãs, se torne verdade. Tem como não amá-la? Como assim, quem? A Lubi, claro. Sempre com palavras doces.

May 29, 2007

Dos meus esquecimentos

Tenho vivido meio presa dentro de casa sem fazer m... nenhuma e esqueci de muitas coisas. Por exemplo:
  1. como é importantee deliciosamente interessante estar com minhas pupilas
  2. como eu gosto de sentir o sol invadindo meu quarto às 8 da manhã com a janela completamente escancarada (em dias cinzas, como estes últimos, a luminosidade já me impressiona)
  3. quanta coisa legal dá pra fazer de dia
  4. como é simples acordar um pouquinho mais cedo, adiantar algumas coisinhas e ir fazer algo especial como buscar uma amiga no trabalho ou ir almoçar com ela
  5. como se divertir é simples
  6. olhar nos olhos das pessoas e ver que ela se lembram de você, mas estranham esse mofo que não te pertence
  7. tomar café nesse big frio de sensação térmica de -10ºC, com uma ótima companhia e morrer de rir por absolutamente NA-DA
  8. andar de mãos dadas sem pressa
  9. comer até perder a capacidade da fala
  10. sentir cheiro de jasmin no Ibirapuera, perto do lago, às 21h de uma terça-feira
  11. descobrir que sim, existem pessoas precisando de você enquanto você está afundada em seu próprio mofo fazendo nada de interessante dos seus meros minutos
  12. como é bom rir da Aly quando ela tá toda empolgadinha dançando e cantarolando alguma Amy Winehouse da vida e balançando as madeixas (coisa mais linda fofa...)

Ah, tem mais. Muito mais. O detalhe é: é de noite denovo. Amanhã de manhã eu preciso me lembrar dessas coisas! POST-IT´s! Cadê meus post-it´s???

Imprevistos que NÃO te fazem bem.

Ah, sabe quando você está meio "sei lá"? Desesperançosa, desacreditada, desconfiada, meio pra baixo com alguns assuntos? Pois é, entrei na minha fase intimista-questionadora. Acho que faz parte do meu processo de aceitação das coisas. Porque se eu questiono e avalio essas coisas sei que tenho um entendimento muito melhor. Eu não sei ser um pouquinho. Repito. Eu não sei ser só um pouquinho. Não é uma questão de intensidade, como você pode ver. É o meu modo de vida. Dude, it's me. Eu nem queria ser assim não viu. te digo que deve ser bem melhor ter relações extremistas, baseadas em outros conceitos e sem grande envolvimento. Tô com medo das pessoas. Tô com medo de mim também. Tô com medo de ficar tão frustada a ponto de simplesmente parar de me importar. Isso gela o meu sangue. Mas eu tô tão cansada de mandar sinais de fumaça e outras formas de linguagem e dialética que são conhecidas, mas que não estão sendo enxergadas. Ou será que estão sendo conscientemente ignoradas? Eu sou uma pessoa que precisa. Sou humana e admito isso. Eu não preciso acreditar nas pessoas, mas preciso acreditar nos meus amigos. Preciso te-los perto, preciso de um abraço e da certeza de que eu posso contar com eles a qualquer momento. Volto a tocar nessa tecla porque estou decepcionada. E o pior que eu penso nisso o tempo todo. Eu uso oculos às vezes, mas sou amiga em tempo integral. Sacou? Não quero pensar que isso está me fazendo mal, mas será que a recíproca é verdadeira? Eu quero mais. Todo mundo está envolto em uma série de coisas que parecem ser mais importantes, e isso me machuca. Aquela conversa faz falta sabe? Não quero bancar a drama queen das antigas aqui, porque eu não aguento gente enfadonha.MESMO. E quem me conhece já sabe. Mas eu nem sei mais o que dizer/pensar/fazer, minha mente às vezes entra em parafuso ( Como a de todas as pessoas do mundo ). Parece que eu tenho que aceitar o jeito das pessoas ( e aceito sim das que eu amo) mas as pessoas não compreendem o meu. Pensar nisso é tão triste. Não quero ficar amarga, e não sei como evitar isso. Vou ali tomar um café e já já tô de volta.
Parei de pensar e comecei a sentir.





Às vezes quando você está sozinha, você não me vê
aqui?
Eu sou apenas a voz falando..falando sozinha,
confortando você
Ontem eu dancei pra você, e eu dancei tão mal porque
você não estava lá
Eu estou aqui por você, eu aquecerei voce, eu
abraçarei voce
Quando voce me vir indo, por favor, não me deixe ir.
(quando nos soubermos) nosso verdadeiro amor está
dentro, dentro de todo mundo
eu sei.
Por que nós odiamos quem um dia a gente amou?
A esperança que continua guardada daquele beijo
perfeito
O maior sentimento que nos tivemos conseguiu apenas
nos matar
Eu estou apenas tão cansado, eu continuo
esperando...por mim, você é só minha
Mas não é apenas o que parece ser.


May 22, 2007

Imprevistos que te fazem bem

Ia escrever sobre como é fácil não fazer nada quando estou em casa com mil coisas pra fazer! Ia escrever sobre como é fácil esquecer de manhã do que planejamos antes de dormir para o dia seguinte! Mas deixa pra lá. Um amigo da família que é de Poços de Caldas acabou de ligar perguntando se pode dormir aqui hoje à noite pois não tem mais horário de ônibus para ele voltar pra Minas agora. Esqueci o emaranhado que ia escrever. Dá licensa que preciso arrumar a cama do hóspede inusitadamente bem-vindo!
Atualizando à 00:15
  • A visita ainda não chegou. Mas a pizza já. Se a visita demorar muito, a pizza vai embora facinho, facinho.
  • Enquanto isso, no lustre do castelo... assisto vídeos de Hermes e Renato, especialmente alucinada com os do Gil Brother e ainda mais insandecida com os do Tela Class que estreoou esses dias aí. Morro de rir só de lembrar!
  • Se a visita demorar mais um pouquinho eu vou até esquecer da pizza e capotar linda na minha super cama de viúva e ele vai ter que dormir no sofá cama que eu cederia gentilmente.
  • Acho que chegou. O interfone tá tocando.

May 18, 2007

Minha própria crise dos mísseis (não em Cuba, por aqui mesmo)

Sem breves notas.

Cadê minha segurança? Simplesmente não sei onde estou pisando, ou melhor, não tenho muito onde pisar. E onde eu achava que fosse um terreno sólido... pfff... foi-se o tempo. Quando minha única pequena terra firme era meu relacionamento, ele diz que está pra ir embora, pro bem, mas está indo. Quando eu grito por ajuda eu acabo mais ouvindo as lamúrias alheias do que falando de mim e recebendo ombro/ouvidos. Não to muito afim de apelar pros shots de bebidas mil, não quero abraçar uma ávore e chorar, não vou fazer insanidades. Mas talvez devesse, pois nessa de tentar me controlar eu só me fecho cada dia mais um pouquinho e daqui a pouco vai ser bem difícil pra mim até conseguir aproveitar a companhia dos meus amigos. Felicidade alheia além da dose anda me irritando.

Será que é tão difícil perceberem que o momento aqui tá exigindo atenção? Será que ele não percebe que temos apenas mais ínfimos 4 fins de semanas juntos antes dele ir embora? Então pra que inventar evento em Minas? São então 3... ou nem isso, ou nada disso. To bem cansada de dizer que há coisas que precisam ser percebidas. To bem cansada de dizer, seja lá o que for. Eu digo demais muitas coisas. Minha pilha tá acabando. Nem sei mais do que preciso. Talvez não precise mais de nada. Será que tem jeito de abrir um pouco mais os olhos?
Vários trabalhos complicados da faculdade, alguns conflitos familiares, relacionamento, amigos distantes, grana, pessoas que eu amo morando longe e eu sem grana pra fazer um bate volta pra passar uma noite em claro conversando.

Sabe quando você começa a passar daquela linha tênue, fina demais, que divide o que você deveria fazer e se importar do que voce está fazendo e se importando? Tá quase que além da conta. Eu estou uma bagunça. Eu preciso de percepção precisa e definida, de pessoas definidas. Tem como ser mais clara? Tenho o dom de começar uma conversa falando sobre mim e terminá-la dando conselhos esclarecedores para aquele que antes estava a me ouvir. Tenho o dom de perceber a sutileza dos gestos alheios e quando não percebem os meus fico chateada. Sei lá... dias muito difíceis pra eu compreender sozinha tudo o que tem acontecido e absorver todos os sentimentos da forma certa. Intnsidade como problema novamente. Quero que você leve à sério meu abraço apertado, pois ele diz tudo de mim. Pra onde quer que eu olhe, não me sinto nem metade segura. Não sou mais Sagá.

May 16, 2007

Lugares para pequenas insanidades

Só pra constar



Algumas casas em São Paulo que eu frequento ou pretendo frequentar logo mais e que servem de top 5 no quesito baladas insanas. Neles eu bebi até cair, ri até doer a barriga, falei até cansar. dancei até não sentir mais a sola do meu pé.

foto: pista Dj Club sábado passado

  1. OUTS: foi um dos primeiros lugares que fui quando comecei a sair pra baladinhas rock. Lugar meio trash, com muita história pra contar, muitas horas de danças na pista, muita gorfada no banheiro (e arredores), muitas amizades, alguns amores, muitas histórias de balcão de bar. Uma época fui 4 meses seguidos lá.

  2. Inferno: não é literalmente! Acho. Lugar mais descoladinho, quase de frente pro OUTS, que tem ums estrutura parecida: pista-palco-bar. Mas com uma diferença brutal no quesito decoração e cuidado com a arrumação da casa. Os bancos do balcão do bar são de oncinha e o cardápio super original, remetendo aos 7 pecados capitais...rs Conceito mto foda.

  3. Dj Club: sentimento parecido com o do OUTS. Foi um dos primeiros lugares que fui quando comecei a sair pra baladinhas rock. Lugar um pouco mais underground, com muita história pra contar, muitas horas de danças na pista, muita gorfada no banheiro (e arredores), muitas amizades, alguns amores, muitas histórias de balcão de bar (sim, descrição mesma que do outro ali de cima).

  4. Funhouse: quero conhecer. Há quem diga maravilhas sobre a casa. Mas como ainda não fui não vou colocar coisas como 'disseram que... e mais que... e depois disseram que...' Se alguém aí já foi, speak-up.

  5. Casa Belfiori: na realidade é um conceito mais 'pã'. Mais arrumadinho, com preço que seleciona melhor os frequntadores. O dono diz que a intenção é curtir o underground sem ter que ficar no trash extremo. Dizem que é mto foda. E eu acredito. Outros lugares que entram também no conceito 'pã': Vegas e Clash. Vegas eu to me coçando pra ir ao menos no after hours...


PS: tem a Alôca também, mas faz parte do meu passado trashdemaisprasercontadopublicamente, então fica só o link. Certas coisa a gente deixa no passado e ponto. (ponto) Evolução é tudo nessa vida. (ponto denovo)

May 14, 2007


Há algum tempo atrás eu venho me recuperando das decepções de amigos em minha vida. Me tornei tão cética desde então...Sabe quando agente realmente acha que certas coisas são tão atemporais que vão durar pra sempre? De repente, coisas/pessoas/gostos/afinidades que eram seculares e estavam comigo desde que eu nem consigo me lembrar, cairam, acabaram. Inacreditavelmente.
Eu sempre tive uma relação dualista com as minhas amizades. Não é na premissa de que é preciso fazer algo para receber algo. Pra mim, essa dualidade está implicita, e muitas vezes acabo me machucando por conta disso, por esperar algo que não precisa ser dito, que está nas entrelinhas... É uma força maior, é alguém que está do seu lado e sabe das suas necessidades, mesmo sem você dizer uma palavra. É alguém que segura os seus cabelos numa bebedeira insana, que compreende as conversas subliminares e que sabe que você vai estar lá, mesmo em pensamento, independente de qualquer coisa. É assim que eu sei ser amigo. É isso que eu espero de um amigo. E é assim que eu me decepciono, mesmo eu sendo a pessoa que mais deveria ter aprendido com isso.
Certas coisas são estranhas e certas realidades doem, todo mundo precisa de um pouco de paz, de uma amigo pra chorar as pitangas e botar a cabeça no lugar. E eu, como não sou auto-suficiente nem nada, tento preservar da melhor forma possivel aquelas pessoas que tem a chave do meu coração.





Adoro esses dias chuvosos, são tão introspectivos.
Tô precisando daquela conversa.
Almoço no Mercado Municipal.
Café
Risadas
Eu estava me sentindo abandonada por mim mesma, mas já passou.

May 11, 2007

Coisas que enternecem


-Nossa... Você tá tão bonita!
-Oi?
-Bonita...
-O quê?
-Eu disse que você está muito bonita hoje...
-Ah, obrigada...
soltando sorriso meigo de quem gosta bem pouco de elogios...

May 10, 2007

Rapidinhas sem tirar

Se no Orkut você tem comunidades como:

1. Don't hurt my feelings
2. Walking through life unnoticed
3. Kill my lolyness
4. GOD I'm so mixed up
5. No tears left to rush away

Meus conselhos são:

1. Levante da cama e abra a janela de manhã. Mesmo chovendo, o sol está lá. Acredite.
2. Vá lavar seu rosto com um bom sabonete e passe bastante demaquilante nesse rímel ou lápis de olho que você apenas reforça todos os dias, há 2 meses.
3. Melhor: tome logo um bom banho com bastante arruda. E lave esse cabelo com shampoo, por favor. 2 vezes e bem esfregadinho. Se tiver franjinha, lave 3.
4. Faça as coisas por você e reconheça as coisas boas que te acontecem. O sucesso PODE ocorrer por acaso.
5. Tente (com todas as suas forças) manter e desfrutar suas amizades. São elas que jogam porpurina na sua vida!

Talvez você precise de uma exorcisada. Para isso, nada melhor do que uma pista de dança, menos as góticas, pois todos dançam virados pra parede ou fazendo sexo explícito.

O papa chegou e o trânsito na frente de casa tá normal. Mas é só o primeiro dia de visitas. Será que ele vai passar pela Paulista? O Campo de Marte é bem eclético, teve Skol Beats e agora tem Papa! Mas fato é que na parada gay isso aqui vai estar incrivelmente MA-RA-VI-LHO-SO. E falando em MA-RA-VI-LHO-SO, meu namorado me contou hoje que existe um dicionário do vocabulário gay mundial algo assim: "Como dizer MA-RA-VI-LHO-SO em 8 idiomas"... Luxo.

Chega uma hora que você olha pra trás e percebe que o que vem à frente é bem penoso, mas que já não pode voltar. Como estar cercado de pessoas legais, mas não são os seus e você está desconfortável na sua roupa, nos seus óculos vermelhos, no seu cabelo que você sabia que devia ter lavado de tarde, mas não deu tempo! É como ficar resfriada e não prever, você simplesmente acaba com o corpo quebrado e acaba ganhando colo o dia todo, com cafuné e beijos de quem não tem medo de ficar como você. É como arrumar um jogo psicológico próprio, que nem você percebe que é escravo, mas mesmo quando percebe sabe que assim está bem.




Ativismo, consciência ecológica, mundo verde... Depois dessa foto da Leibovitz minha paixão ativista aflorou.




(suspiros)

May 07, 2007

Fim de semana pancadão

Esse fim de semana eu me senti tão bem como eu não me sentia há muito tempo.

Trabalhei numa festa, conheci algumas pessoas ótimas e embebedei os outros 90%!



Cantarolando Amy Winehouse por influência da Aly!

"I cheated myself
Like I knew I would

I told ya, I was troubled
You know that I'm no good!"

Acho que estou exatamente onde eu deveria estar. Pelo menos por esses dias.

May 03, 2007

Segunda fase: arrumar ocupações.

Percebi que estava (estou) começando a encher meus dias de milhares de coisas pra evitar sentir meu colo vazio dele antes da hora. Mas como não sei se há uma hora certa pra isso, não há muito o que se fazer. Só sei que não posso fazer mais nada a não ser acenar com a cabeça e dizer que tudo bem, que tudo vai dar mais do que certo e que no fim das contas eu vou aceitar muito bem o vazio do meu colo sabendo que ele vai estar se dando muito bem no que quer que seja que ele estará fazendo lá no sul longe de mim.

Enquanto isso vou na casa do meu amigo. Preciso treinar flair pra festa de sábado que vou trabalhar. Amanhã vou discutir o caráter da demacracia da América Latina, depois vou tirar dúvidas de matérias mil de um amigo da facul, depois volto pra casa, termino de ler o Anna Karienina, depois saio espero ele chegar às 6 da manhã, depois que ele for embora eu durmo. Depois recebo amigo em casa, matamos nossas saudades e conversamos sobre assuntos variadíssimos que vai de filosofia até putarias de amizades não-verdadeiras, depois escolho minha roupa e acabo de lembrar que preciso ir até Osasco pegar meu corpete que emprestei a uma amiga ano passado e que vou querer usar este sábado. Corpete lindo, com armações, bem firme, preto, pra usar com calça jeans e meu coturno que preciso limpar... Também preciso comprar outro blush e ver que tipo de maquiagem vou usar na festa. Além do mais, também tenho que ligar pra algumas pessoas e confirmar coisas. Inclusive pra Lubi.

April 28, 2007

Cabaré da bela

Sem entrar na parte dos sapatos e gaveta de calcinhas (e afins)... Por essas e outras que eu às vezes acho que tenho um pequeno cabaré, não um armário.
Tem muita coisa que brilha nesse lugar...



April 26, 2007

Casa Vazia

Título Original: Bin-jip
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 95 minutos
Ano de Lançamento (Coréia do Sul): 2004
Site Oficial: www.3ironmovie.com
Estúdio: Cineclick Asia / Kim Ki-Duk Films
Distribuição: Sony Pictures Classics / Imovision
Direção: Kim Ki-Duk
Roteiro: Kim Ki-Duk
Produção: Kim Ki-Duk
Música: Slvian
Fotografia: Jang Seong-Back
Desenho de Produção: Art Chungsol
Edição: Kim Ki-Duk

Sagati cinéfila completamente insana! Viciada, viciada em filmes!!! Assisti este na madrugada de segunda-feira passada, por volta das duas da manhã. Achei simplesmente fantástico. Simples, denso, forte, leve, honesto. É a história de um garoto nômade que vive entrando em casas quando os moradores não estão. Mas não é uma invasão convencional. Ele entra na casa, arruma coisas que estiverem quebradas, como relógios de parede, balanças de banheiro, lava roupas do morador que estiverem acumuladas, sai deixando tudo extremamente organizando, às vezes mais arrumado que antes. Claro, ele come, dorme e vive na casa como se fosse realmente dele, mas com um zêlo impecável. Numa dessas invadidas, ele entra na casa de uma modelo fotográfica, mas não percebe que ela está lá dentro. Ela fica observando ele cozinhar, lavar a roupa dela, tomar banho, sem que ele perceba. Depois ele descobre que ela está em casa, percebe sua presença quando ela vai atender ao telefone. Na linha, conversa com com o marido que bate nela, a enoja. O marido é completamente louco por ela. Mas louco no sentido degradante da coisa.
A história segue e depois de sair de casa junto com o garoto nômade, ela passa a ir com ele pra onde quer que ele fosse e eles se apaixonam. Por um incidente numa das invasões, eles são presos, ela volta pra casa com o marido que vai buscá-la na cadeia, ele permanece preso, é agredido pelo marido dela, começa a treinar técnicas para se esconder ou de não ser percebido em ambientes pelas pessoas. Ou melhor, de ser percebido, mas de não de poder ser visto, enxergado, encontrado. Desta forma, depois que sai da cadeia, ele procura a moça linda denovo. Um dos fins de filme mais doces, lindos, sinceros que eu já vi. Nunca vi um filme tão sincero como este. E também nunca tinha gostado de um filme coreano, até assistir este. Detalhe dos olhares, dos toques, das ações sem pretenções... ingênuo. Ingênuo e sincero.

RECOMENDADO. AO EXTREMO.

April 24, 2007

To 'hard' hoje.

Ok, ok. Já tive a boa idéia, daquelas inovadoras, com bons conceitos, boas probabilidades de ser bem aceita, com uma especificação que traz boas novas etc, blablabla. Já passei da fase do 'e agora?' pois já sei o que e como preciso fazer/agir. Um único porém: se eu chamar um aluno de primeiro/segundo semestre ele trabalharia pesquisando de graça, mas ele não sabe fazer boas pesquisas. Se eu chamar um cara se sabe pesquisar bem, não tenho como pagá-lo. Fora que precisa ser alguém que abrace a idéia tanto quanto eu, sabe? Que não me deixe na mão em dois ou três meses, senão antes! É um projeto trabalhoso, detalhado, que exige atenção, perfeição, dedicação e outras qualidades afins. (blablabla)

Se eu for sozinha, vai demorar um pouco mais, mas vai sair muito bom mas corro o risco de deixar de fazer algo ainda melhor por falta de novas idéias e pontos de vista. Se eu chamar alguém que queira pesquisar de graça e que pesquise bem, que aceite trabalha praticamente abraçando a idéia tanto quanto eu, não será mais um trabalho exclusivamente meu e dadas as atuais proporções do projeto (que de concretizado não tem nada), talvez a tal pessoa não aceite a posição de trbalahar "para" mim e eu talvez não aceite que ela trabalhe "comigo". Não, não é egoísmo, meu ego tá bem... é só que quero que as diretrizes sejam as minhas. (blablabla)

To muito hard hoje. Muito hard.

(blablabla)

April 20, 2007

Deeee-Lite!!!

Lembra disso?
Pois é. Ela, a moça do Groove is in the heart, a divindade oitentista por si mesma, discotecará no Clash Club amanhã. Por conta disso temos uma Sagá em êxtase, praticamente. Não se aguentando e cantando Groove is in the Heaaarrrttt!!! na rua com o emepêtrês no ouvido...


Just lovely and delicious!!

To bem querendo, viu? Bem querendo!!

Ela me faz querer ser travesti. Do fundo do meu ser!!! Toda uma montagem... toda uma produção!!! Puro luxo!! Muita divinização!! Só pra fazer uma performance cheia de paetês e um scarpin rosa pink (que eu já tenho...) ou uma plataforma vermelha de vinil e sola de oncinha (que eu tb já tenho).


Acho que eu sou um homem gay num corpo de mulher...

April 14, 2007

Tudo pois às vezes eu não sei abrir mão das coisas. Principalmenete de mim mesma.

Pra mim sempre foi muito difícil abrir mão das coisas. Meu quarto tem um baú, pequeno, cheio de quinquilharias, variadas, mas marcantes. Ou talvez nem tão marcantes assim. Sou daquelas pessoas que não joga fora cartas, pequenos bilhetes, pequenas lembranças, recordações e pequenos agrados. Não sei deixar nada ir embora, antes que seja realmente necessário. Às vezes só deixo depois da hora certa, sabe? Quando o prazo já passou. Mas antes tarde do que mais tarde. Certo?

Com pessoas funciona da mesma maneira. Esta semana tive duas notícias chocantes. Sabia que um tio querido meu estava internado, mas não tinha detalhes. Estou em semana de provas da facul então acabei não ligando pros meus familiares pra saber detalhes. Mas ontem de tarde, quando estava estudando, minha avó ligou dizendo que meu tio está com câncer terminal. O que me veio à cabeça foi "Câncer? Denovo?". Minha família tem um histórico considerável de câncer e isso sempre me doeu demais, pelos casos que já vivi. E chorei. Muito.
Indo pra faculdade minha madrinha me liga, do interior, pra dar a notícia de que um amigo de lá da fazenda morreu num acidente de moto na estrada. Fiquei muito abalada pois apesar dele morar muito longe sempre tivemos uma amizade muito saudável e gostosa, desde quando eu o conheci, quando eu tinha 9 e ele 8 anos. Foram muitas conversas de noite no terrerão da fazenda e sem dúvidas ele era minha melhor companhia/amizade lá. Certas coisas acontecem e não somos capazes de compreender. Tá fora do nosso alcance essa percepção.
Na faculdade não consegui me acalmar o suficiente pra fazer prova de estatística... estava segurando o choro, mas quando abracei um amigo comecei a chorar demais. Fiquei um pouco transtornada, completamente triste. Mas acabei me acalmando e fui fazer a segunda prova, de administração. Fui bem.

Tem coisas que não é fácil pra ninguém. Foi uma semana muito pesada pra mim. Ainda faltam duas provas semana que vem... Depois vou comprar uma garrafa de tequila no mercado mais próximo.

April 01, 2007

Da Fatalidade com vê maiúsculo

-Agora você já sabe que vai ter uma mulher chorando por você no aeroporto...!
-E se eu for de ônibus?
-Na rodoviária...
-E se eu for de carro?
-Eu vou correr atrás do carro...

Depois de subir pro seu apartamento ela finalmente descobriu que aprendeu a se despir de qualquer véu diante dele. Não exitou em tentar persuadí-lo a ficar em São Paulo o maior tempo possível, todo o tempo que puder, não indo nem um dia antes de ser realmente necessário, nem um segundo antes da data certa de julho ou agosto. No fundo ela sabia, tinha convicção de que ele realmente iria voltar pro Sul pra terminar a faculdade. Não, ele ainda não recebera a resposta definitiva e nem o bendito edital havia saído, mas essa certeza enorme dentro dela já afirmava e derrubava qualquer dúvida. Não era apenas sexto sentido e ela não pedira pra ele ficar apenas por egoísmo, mas sim porque sabia que depois que ele fosse nada mais seria tão fácil e increvelmente bom e perfeito quanto agora.


Ela conta nos dedos:
-Abril, maio, junho, julho... apenas 3 meses...
-4, Clá... abril está no comecinho!


O desespero dela e as lágrimas incontidas era porque ela não conseguia achar nenhuma outra segurança interior para depois de agosto... Não se tratava de traição ou de deixar de amar, mas ela já aprendeu uma vez que a distância dói muito. Não sabia se despedir. Não gostava de palavras de despedida. Mas sabia que, como em nenhuma outra despedida vivida até hoje, o abraço duraria mais de 20 minutos e o beijo... praticamente uma eternidade.


Ela confessa:
-Isso pois eu nem achava que íamos durar quando esse namoro começou!
-Pois é...!
E fica implícito em suas palavras falhas: "e agora eu não sei se suporto essa coisa toda de você longe de mim!!! Eu te amo como nunca amei ninguém antes!!"; e não mentia.


Bom seria se fosse tudo ficção, mas não é, infelizmente. Ela não gosta de sofrer por antecipação, mas não há o que a faça pensar que ele não vai crescer muito e que a volta pro sul é tudo que ele precisa por hora. Ela sabe. Mulher tem dessas coisas. Sabe quando precisa se colocar em segundo plano e dizer pro ser amado pra ir buscar sua glória, mesmo que longe. O que duas pessoas de câncer fazem juntas? Ele é sua inspiração e nos momentos em que ela fica sem absolutamente nada na mente, que não produz e que não escreve é essencialmente porque não está bem e pode ser que seja com ele, dentre as possibilidades não mutio abrangentes. Ela percebeu o amor quando viu que na crise dele ela não podia alcançar exatamente onde precisava ser estancado e se sentiu impotente, como quem observa a dor e não pode fazer nada. Mas esse nada era muito limitado e mesmo assim ela foi atrás do que viria (e veio) além.


Discurso da amiga. Há 8 meses atrás, mais ou menos:
-Cláaaa!! Que que eu to fazendo apresentando vocês dois?!! Eu sei que vocês são perfeitos e que tudo pode dar certo! Mas ele vai embora logo, logo!!!
-Eu quero viver tudo que eu puder até lá, Mary...


As palavras ecoavam em sua cabeça claras como no segundo em que foram proferidas. Mas a parte boa é que, agora, ela sabe que que ela quer viver tudo que ela puder, mas não somente 'até lá'! E sim por muito tempo depois. Pra ela, o surto é no momento em que percebe que ama e que necessita. Ela não necessariamente sofre por antecipação, mas prefere se acostumar com a idéia desde já, pra não dificultar as coisas mais tarde. Ela detesta despedidas. Hoje ela se calou e todo mundo sabe que quando ela se cala é porque algo realmente a está tocando. Caso contrário ela esbraveja. O silêncio acaba por borrar seu rímel.

March 27, 2007

Super Pilhada

Oi, povo!
Qto tempo, cara... Vida corrida, Sagá sumiu, as mudanças começaram, Aly voltando, facul atolando! Mas Vamos por partes!!


Bom, saí do trabalho que me chateava. Agora estou em casa, fazendo alguns projetos e tentando me disciplinar sem chefe, o pai não conta! De certa forma, gostei muito desse maior contato com a minha casa que eu amo, de poder cozinhar meu almoço, de poder acordar um pouquinho mais tarde, de ver um seriado na hora do almoço, de ler demaaaiiisss!!! De tomar café caseiro... De ficar com meus pais também... Tantas coisas!


Esse foi definitivamente um tempo de transição e aprendizado. No fim das contas eu percebi que apenas quando estou efetivamente escrevendo é que eu consigo visualizar o que se passa comigo e o que vivo. Percebi neste exato momento que está na hora de botar em prática a segunda fase do meu plano: a parte do valor. A parte na qual tudo se consolida.


E mais, sinto falta só de uma coisa: a rua. Sim, as pessoas. Não exatamente as da fila do Vila Gilda das 7 da manhã, mas no geral me faz falta a análise de tantas coisas que me vem automaticamente. Já marquei com a Aly duas exposições pra gente fervilhar a cabeça juntas!!! Preciso voltar aos programas culturais, urgentemente! E levar meus amados comigo.


Voltei.

March 21, 2007



EU TENHO FOBIA DE TEMPO.

Estou com a mania de fazer tudo com o tempo contado. Dez minutos de atraso e eu fico completamente afobada. Eu perco as chaves de casa. Eu perco o freio.










Ps: Finalmente eu achei o "The Diary of Frida Kahlo - An intimate self- portrait" no amazon e no e-bay. E tem uma livraria brasileira me dando grandes esperanças de conseguir importar o livro em espanhol. Em português tá esgotado. Mas eu tô feliz cara. Não penso mais em assaltos agora.

March 19, 2007

E se um dia tivéssemos que resistir,
e se tudo que fizéssemos fosse em vão?
A vida mesmo assim teria uma razão.
Manter-se de pé e esperar!
E se não fossemos tão jovens ainda estaríamos aqui?
E se não pudéssemos mais cantar,
nem reclamar
nem protestar?
Fingiríamos esquecer nosso ideal
ou lutaríamos agora pra valer?
Os tombos da vida nos fazem crescer
e não devemos desistir...
Mas então vamos lá, lutar por um ideal
Se viver é resistir, então será...
(E ai poderemos sorrir como mulheres negras, que apesar de todo sofrimento se negam a chorar...)



Numa discussão acalorada sobre politica hoje de manhã com os meus colegas de carona em plena marginal Pinheiros eu disse que não era otimista ou esperançosa em relação ao presente e
ao futuro do Brasil. Eles ficaram espantados. Não sei quando ou como eu me tornei tão pessimista quando o assunto é esse país. Acho que podemos fazer muito mais do que estamos fazendo, portanto não posso simplesmente reclamar enquanto minhas mãos e minha mente estão paradas, paralisadas E isso ocorre ás vezes por medo, às vezes pelo desanimo que dá se sentir tão impotente, às vezes pelo comodismo do chamado "Sonho Médio" em que nos preocupamos essencialmente com as coisas superfluas que precisamos ter... Não sei.
...Eu preciso fazer a minha parte, nem que seja a longo prazo ( Porque estudando História rica eu não vou ficar, mas já tenho um principio de comprometimento com a educação, importantissimo que é VAMOS ENSINAR HISTÓRIA DIREITO PRA ESSAS CRIANÇAS!!!!!) e apesar de tudo sei que há muitas coisas que podemos fazer...Porque há muitas areas pra melhorar...


As vezes eu sou muito cetica, talvez seja esse o problema ( Ou não )....

Aly Ouvindo Dead Fish das antigas..... Pra refletir....

March 18, 2007


Porto de Santos, momentos antes de amanhecer. Último Natal.
Boa semana pra todos. Ando meio sem palavras, apenas observando o movimento e vendo onde vai dar.