June 19, 2009

Acho que já estava na hora



Vida louca vida

Vida breve

já que eu não posso te levar

quero que você me leve


Travo uma discussão comigo mesma há alguns (e não são poucos) meses. Um movimento cíclico toma conta de mim e dos meus amigos, um movimento angústiante e cinza. Estamos cansados de uma coisa que não sabemos o que é. Estamos nos abstendo da nossa vida, do nosso amor, da nossa juventude. E rezamos todos para que seja uma fase. Mas essa ansiedade mata, fere, corroí.

A vida não anda acalorada e colorida, não sinto mais o sabor das coisas simples. Me tornei uma máquina, processo as coisas que tenho que fazer de uma forma fechada e reducionista. Prefiro dormir a qualquer coisa. Minha casa não é mais meu refúgio, é meu esconderijo. Me escondo atrás de desculpas esfarrapadas, de livros que eu não vou ler, de um copo de café quente e forte, de filmes que eu já vi. Não tá certo, alguma coisa não tá no lugar.

Não me permito pensar em algumas coisas doloridas, é aquela questão monstruosa do medo. Deus, quando eu me tornei tão medrosa desse jeito? Eu custumava jogar tudo pro alto, correr atrás do prejuizo e me divertir no meio tempo disso tudo. Os turbilhões serviam pra eu absorver algo, e depois que a tempestade passava eu sempre me sentia mais confiante, mais concisa.


Agora nem presto atenção nos turbilhões ou tempestades... Tô absorta, tô tão por fora.

Tô deixando as coisas no zero a zero sabe? Não ganhei? Pena. Ganhei? Sério??? Legal.

Eu teorizo o tédio de uma forma engraçada e providencialista. Falei, mas já falei muito sobre toda essa situação, mas é incrível como eu me movi muito pouco pra mudar o rumo das coisas. Já dizia Marx, os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem...

E todas as palavras, todo o discurso só me deixam mais cansada. Chega de reclamar uma hora né? Nossos vazios, nossas perguntas e toda a angústia ficam pra trás, moídos na poeira do tempo.

E como disse a Clarissa ( que faz parte desse processo) esse post pode ser mais longo do que as minhas expectativas...

Eu sou aquela Aline que é naturalmente uma bagunça, mas que sempre deu um jeito de organizar as idéias, a mente. Aquela que adora passar a noite vendo filmes antigos, que acorda tarde no domingo, fica com remorso e vai no cinema sozinha, sem problema algum. Ainda é aquela que adora tomar um café ou uma cerveja com os amigos quando eles precisam, quando ela precisa. Aquela que adora, ADORA as noites de sexta no Paraty. Que adora cozinhar para todo mundo, adora assistir Sex and The City com a Cintia (tomando vinho e sorvete). Que vê na História o combustivel pra vida, e quando entra numa livraria...segura! Que adora encontrar a Mary, a Clarissa, o Vander, a Cintia, a Vanessa, a Maíra, a Deborah e mais quem quiser chegar no metrô consolação, às 23:00 pra descer pra pista de dança até cansar. Que adora o ritual da tequila no Balcão da Dj Club. Que adora cuidar, ficar junto, abraçar, morder e morrer de amor. Que pira ouvindo queens of the stone age e chora ouvindo Cardigans. Que adora passar horas jogando "uno meu querido' e papiando na casa dos amigos. Que Adora abrir a sua casa. Que Adora sabados ensolarados e tem uma seleção especial para dias chuvosos. Que adora estudar tomando vinho e adora Rum com soda.
Que adora tatuar. Adora escrever. Adora uns porres de vez em quando.

São colocações pontuais de coisas tão simples e imensamente prazeirosas que eu deixei de fazer. São coisas que me ajudaram a constituir o que eu sou. Há um poder na juventude que me fascina e ao mesmo tempo me faz ter medo de não aproveitar o que eu acho que tem que ser aproveitado. Não quero trocar uma vida de responsabilidade por uma vida de rolê eterno, mas quero poder usufruir de uma coisa que não temos usufruído: a diversão, pura e simples. Quero a risada dos meus amigos, quero o movimento, quero a ajuda deles pra atravessar esse vale de espera e incerteza.

June 10, 2009

"Troca de chip"

Cantar, é mover o dom
do fundo de uma paixão
Seduzir, as pedras, catedrais, coração
Amar, é perder o tom
nas comas da ilusão
Revelar, todo o sentido
Vou andar, vou voar, pra ver o mundo
Nem que eu bebesse o mar
Encheria o que eu tenho de fundo
(Djavan - Seduzir)

Sabe que eu fui na psicótica, né. Tá, psicóloga. Fui ontem. Gostei dela, sabe... Principalmente pq ela me joga questões no colo como nenhuma outra fez antes. (ui!) E ela me passou lição de casa. E ela é kardecista também. E ela faz um realinhamento de chacras que, menina! Nem te conto...
Algum tempo de conversa depois, a bonitinha me lança que eu preciso retomar do ponto onde comecei a abandonar as minhas paixões de alma. Afinal, somos o que sentimos e não o que racionalizamos. Por mais que você possa achar o contrário, você e todo o mundo, não é a razão que mostra quem eu sou. Ou você, enfim. Mas sim a maneira como você acha em resposta a sentimentos. Alguma novidade nisso? É meio complexo, especialmente quando isso vai contra absurdamente tudo o que geralmente nos dizem em todos os lugares e em todas as esferas da vida.
Use a cabeça! Use a cabeça! Racionalize! Seja racional! Tenha a cabeça no lugar! Siga os fatos! Julgue de acordo com os ditados! Ouça! Pô! Sempre fui a mega sentimental. E quando me ensinaram que eu deveria ser de outra forma a farofa começou. Claro! Nada tem receita de bolo. É fácil dizer como o outro deve agir, né. Sei lá, to começando a fazer confusão denovo.rs Mas no fundo a farofa começou a dez anos atrás, quando eu comecei a aprender o que era ser humano de verdade. Depois disso, só avalanche.
O ponto é: parei. Parei de me desdobrar em 5 Clarissas diferentes a fim de realizar feitos impossíveis. Pesa muito, sabe? Dói os ombros. Fere. Massacra a auto-estima. Quero agora retomar calmamente algumas coisas e ser mais constante e não esse brainstorm ambulante que tenho sido há tempos. Retomar meus gostos, minhas aspirações e pequenas vontades. Relembrar coisas simples que eu já esqueci faz teeempo...

Daí é que eu digo: esse post pode ser um pouco mais longo do que inicialmente eu previ.

~~~~~~~*~~~~~~~
Eu sou aquela Clarissa que adora cantar, mas que abandonou o coral por razões das quais nem se lembra. A menina que é intensa e que ainda é cheia de apegos. Que ama Regret, do New Order e que já foi muito mais fã de Moby do que hoje em dia. Que ri com muuuita vontade sempre, sem se envergonhar quando olham torto. Que abraça quando sente que é. Uma que sempre gostou do termo 'engajada' e que gosta quando dizem que sua cabeça é cultural. Costuma dizer por aí que não existe gente que não gosta de cultura e arte, só existe gente que não achou a cultura e arte certa pra si - afinal, tem pra todos. Que ainda não sabe direito o que quer fazer, mas que acredita que ainda vai encontrar (e tomara que logo) o que realmente deseja. É que ela ainda não se perguntou, ela só andava tentando descobrir através do que é cool e recomendável por especialistas.
Essa doida, que sou eu, tem dificuldade em fazer escolhas. Diz a psicóloga que quem tem baixa auto-estima costuma ser assim. E deve ser mesmo. Mas ela tem convicção de que suas listas podem ajudar nessa. Uma a uma ela sabe, ao menos de início, onde cortar suas amarras. Ela sabe o que tem em casa que precisa ir embora. Ela sabe as palavras que deveria sempre usar. Algo como 'não, não posso'. E é por isso que sua música volta a tocar e a voz começa a sair da sua garganta. Ela cresceu num modelo com o qual não se identifica e hora dessas vai entender porque eles são assim. Ou talvez não seja tão rápido assim. Mas, sua maior certeza é a de que não dá mais pra se preocupar dia e noite com todos, sem conseguir mudar nada em ninguém e nessa desperdiçar energias que deveriam estar muito bem focadas.
Seus planos parecem mais claros agora. Ela sabe que gostaria muito de entender melhor umas coisas, sobre alguns assunto que acha demais. Mas sabe que não é do tipo, nunca foi, nem nunca será, que coloca impedimentos e compensações tolas pra ser e fazer o que gostaria. Isso apesar de saber que tem chão ainda. O ponto é: a menina não quer mais essa bagunça. Ela vai se recolher pra arrumar o quarto dela. Vai redeterminar o que é essencial e aprender a lidar com raiva e mágoas. Controle de raiva? Pois é. Sua hostilidade é bem direcionada às vezes.
Porém, contudo, todavia, ela vai voltar a cantar! E vai ser logo! Também vai organizar suas fotos e catalogar os CDs e DVDs, finalmente. Os livros vai desempoeirar e os textos arquivar. A Clarissa vai, em breve, voltar a escrever. E finalmente vai baixar suas músicas prediletas. Vai também na sua amiga buscar aquelas fotos liiindas de San Telmo que até hoje não pegou. E se organizar financeiramente pra sua próxima trip. Fora isso, vai listar lugares onde gostaria de trabalhar e convencer um deles de que she's the girl for the job. No fundo, vai fazer tudo o que gosta, mas que não fazia, pois... não fazia, oras. Sabe lá qual o motivo dela não fazer. Ler revistas e anotar referências. Mandar cartas. Ouvir seus Cds e cantar. E ela vai pra Cuba também. Só não sabe quando. Agora vou zerar o chip.

June 08, 2009

are we like you? i can't be sure!

Pessoas carentes. Carente ou romântico? Os dois, né. Já que todo carente se torna cronicamente romântico e meloso. Mas depois que a carência passa é foda. Conseguiu o que queria e é isso aí, já deu. Acho que ando cética demais. Mas é que a aura de hoje é de 'não to no pique, tá legal?'. Prefiro que facilitem, pq se complicarem e eu resolver comprar a briga daí é problema. Tem realmente pessoas que com zero compromisso conseguem.
Mas uma hora passa. Devia ter um código de conduta pra certas coisas. Daria menos trabalho:
-Po, que m*!
-Desculpa, não sabia que você ia achar ruim!
-Mas tava no código, c*! Não leu essa b* não? Hã-hã?
-err... ahn...
-Pô!
E pronto. Sem desculpas! Prático demais.
Existem coisas que quando acontecem toca um sininho mental alertando 'não. não é aceitável, honey!'. Porém, outras vezes toca logo um alto e sonoro PÉÉÉÉÉÉÉÉÉ!!! e a sensação é logo de 'Po, inacreditável, hein!!!'. Tá, eu sei que também não pego muito leve às vezes. O cara mais mano da face da terra já me disse uma vez que ele gostava muito de mim, por isso que aturava meu temperamento. oO
E eu continuo repetindo: eu sou um doce. Quer ver? Mas não abusa do meu amor. Sério.
Enquanto isso minha avó tá na sala vendo um pedagogo super renomado falandofalandofalando e falando enquanto ela solta 'Oooolha, só! Viu, Clarissa?'. Não, não vi.
Daí, fora isso, to torcendo pra não perder meu semestre na faculdade com essa farofa-fa que tem sido o reagendamento das minhas provas depois desse transplante e meu super atestado de 15 mega dias. Bem na semana de provas.
Amanhã tem terapia holística. Não sei do que se trata. Mas juro que quando descobrir vai fazer muito mais sentido do que agora. Segundo a vovó, é pra curar meus problemas espirituais mais profundos.
Además, as rádios daqui do litoral não fazem muito sentido.
Só pensando muito mesmo. Introspectiva da forma mais superficial possível.
A couple of days aqui e fico sabendo das fofocas da família toooodinha. Incrível!
To com um projeto aí...

June 04, 2009

Genérica? Tá, um pouco, talvez! Será?

link: Claris no claustro
a diferença é que, por ser um pós-operatório, to sem cigarros e vinho.
o meu pijama tb é de flanela.

Existem 101 formas de lidar com a vida. Por muitas razões mega pessoais, meu jeito até hoje não tem sido o melhor deles. Não tá nem no top 50. Mas, é meu very best até agora, então tá bom. A questão absurdamente intríseca é que eu era uma pessoa, daí vieram anos de desajuste sentimental e instrução falha. E eu nunca mais fui eu mesma. Ainda bem, né. Triste seria pensar da mesma forma que eu costumava pensar quando tinha 17 ou 18 anos. Mas o ponto é: no passar dos fatos fiquei sem gana e sem sagacidade.
Fiz um transplante de córnea semana passada. Voltei a enxergar bem depois de 10 anos. DEZ anos! Existem dois fatores paralelos: a perda de visão quando eu tinha 14 anos e o início dos problema afetivos/sentimentais primeiro com familiares e depois, mais tarde, com homens -garotos, enfim. Puro desajuste em tudo. Já fiz o transplante. Só falta me resgatar. A ponto de saber o simples: quais eram mesmo as minhas aspirações? Do que eu realmente gostava mesmo? O que me deixava feliz cantando mesmo? Veremos já.
Hoje não fiz muita coisa. Só pensei muito. E vim de teimosa denovo escrever. Precisava escrever. Acabei percebendo que problemas podem ser resolvidos, especialmente quando a gente simplifica tudo (né, Caio? - vide meu surto no post anterior. medo é foda). Então vim escrever. Pq tava precisando.
Parei de fumar faz 5 dias e consegui sentir perfeitamente o aroma de baunilha e laranja no chá que acabei de beber! Inédito! Muy bueno... but silly.
Besos!

May 25, 2009

Quando toda a minha lista de prós não supera a de contras.

Cenário não-viável ou o que não será uma opção: Ver um amigo enlouquecer e perder tudo por não conseguir deixar de lado seu ego e buscar tratamento já é foda. Mas, pior ainda é quando essa pessoa surta, mente, usa, te trata mal, te fala coisas que não deveria e não só pra você, mas sim pra todos os amigos ou pra quem estiver ali. No dia seguinte, sua crise passou e vai agir normalmente, considerando que tudo o que fez e falou não foi tão grave assim, afinal era seu jeito de pedir ajuda e a reação ao bipolarismo.
Não.
Eu sou definitivamente a pessoa que tem o limite maior. Sou sempre a última a largar a mão de alguém, a deixar pra traz, a dizer não e a negar ajuda, ouvidos, abraços, enfim, tudo que tenho. Mas, quando, usando a desculpa de uma doença absurdamente tratável, um amigo joga tudo pro ar, te deixa no chão, desvaloriza amizade, amor, carinho, compaixão, não te poupa, te faz de otário e no dia seguinte age como se nada tivesse acontecido, sem saber que sua máscara caiu... então eu páro. Com o coração ainda apertado, mas páro. Pode me chamar de besta agora, talvez eu tenha demorado demais. Mas eu sou mesmo toda sentimentos e não me arrependo. Às vezes me arrebento bastante. O problema é que não sou de descartar pessoas e tudo que elas representam de valor.
Eu não me dôo pra muita gente. E nesse ano de 2009 toda santa semana uma dessas poucas pessoas por quem eu daria um pedaço de mim vem e me dá uma péssima notícia. Fora os perrengues familiares, metade dos meus amigos estão passando por momentos péssimos e eu, que sou intensa demais, não consigo separar nem enxergar onde fica a porra da linha que diz que dali pra diante a dor não tem que ser minha. Poxa... eu to cansada de notícias ruins. De limitações. De sofrimentos e loucuras desmedidas. De descontinuidades. EU CANSEI DE LEVIANIDADE. EU NÃO SUPORTO PESSOAS LEVIANAS.
E é exatamente por isso que eu vou ter que falar que bastou. E deixar esse amigo se resolver por si, já que saiu do meu alcance. Alguém aí sabe como é a impressão de perder alguém que está vivo? De assistir aos surtos de uma pessoa querida e não reconhecer mais? De buscar, buscar e não enxergar mais o que tanto te dava orgulho e te tirava um sorriso cada vez que você pensava nessa pessoa? E ao invés disso você sente pena. Dó. Frustração. Que merda é essa?
Isso fora todo o resto. Esse tiro no peito fora os outros que eu tenho levado desde novembro do ano passado. Eu cansei. E apesar disso ainda consigo distribuir sorrisos por aí, seguro a onda, choro sozinha e espero o tempo passar. Pela primeira vez to sentindo uma puta covardia de encarar o que essa segunda-feira vai me trazer. É o dia da negação. O não mais difícil da minha vida. O dia em que vou ter que me negar pro outro. E não é um outro qualquer. E é por isso que eu vou ter que fazer isso. Espero que ainda possa atuar no backstage.
Agora na boa, Universo... já deu. Não precisa nem inverter a maré e só me mandar coisas boas, mas só de vc parar de me mandar coisas ruins já vai estar de bom tamanho. Coisas que não incluam pessoas que eu amo com câncer, casas perdidas ou não, carros roubados, amigo torturado dentro da própria casa, mentiras deslavadas, mães doentes, pais depressivos e pessoas desempregadas. Ok? Estamos realmente bem entendidos agora? Pode voltar a ser legal comigo e com os meus. Uma pausa em meses disso tudo vai bem. Dá até pra esquecer dos meus problemas pessoais, aqueles unicamente meus. Dos meus pontos finais e das minhas dificuldades em recomeçar.
Vou ter que separar tudo o que acontece em listas e categorias pra conseguir visualizar todos os problemas num único mind map. Eu não vou surtar. E nem perder a minha fé denovo. Con fides. Certas horas do dia chego a ficar apática. É só pensar em tudo e é isso: apática e pasma.

April 27, 2009

O Viver Acumulado



Acho clichê falar sobre o mundo. Nos dias de hoje tudo soa clichê na verdade. É tudo instantâneo. A maioria das pessoas continua muito mais interessada no ter do que no ser. Sem novidades até então. Mas, na real, não vim trazer novidades. Só alguns pensamentos.
Quando fico atordoada pela quantidade de coisas e informações que se arrebentam em mim, acabo travando. Eu paro. Torno-me incapaz de agir depois de decisões tomadas. É sempre assim. Acabo tendo que fazer um esforço subumano pra filtrar tudo: emoções minhas, emoções e demandas alheias, acontecimentos, afazeres, tarefas, obrigações. E esses afazeres, tarefas e obrigações são em casa, no trabalho, na faculdade e na vida social. Não existindo um que cobre menos ou mais do que o outro. Tudo é cobrança. E tem que ser rápido.
Disse por e-mail à uma amiga uma frase do Andy Warhol: "Tenho uma interpretação muito livre de trabalho, porque acho que estar vivo já dá tanto trabalho que não queremos fazer mais nada". E é isso mesmo. Foi muito mais fácil viver em qualquer outra época antes da nossa. Ta, forte e impensado isso. Mas tem sua verdade. É tão difícil não ser turbinado de informações. Silêncio virou luxo. Estar só com seus pensamentos mais ainda.
Quando chega o fim de semana eu tenho que cuidar das coisas da faculdade e quero ver amigos. Sempre tenho afazeres familiares e religiosos e quando vejo, já não existe mais tempo. Já é domingo e eu não vi amigo nenhum, fiz metade dos trabalhos da faculdade, não arrumei guarda-roupa, não me dei conta de que preciso de um sapato novo, não cozinhei nada de diferente, como planejado. Não nada. Não, nada mesmo!
E é um desaforo isso. O desaforo maior é tratar tudo o que eu fiz como ‘nada’. Acaba sendo uma parte tão pequena do bolo que chamamos de ‘nada’. Mas foi bastante. Escrever 20 páginas, resenhar um livro, ler 2 artigos acadêmicos longos e em inglês, dar atenção à mãe, pai e avós, além dos afazeres pequenos diários... não é pouco para um sábado e um domingo. E ainda assim me sinto pequena, já que não consegui encontrar nenhum amigo, sair pra nenhuma balada, não tive uma conversa sobre mim com ninguém, não tive vida social nenhuma.
É uma sensação de insuficiência e impotência que não cabe na correria. Vamos acumulando desgostos diários, em pequenas doses. Incapacidades de digerir tudo. O filtro realmente não suporta a velocidade das coisas.

April 14, 2009

Abstinência.


Não sou católica and Yes, I can!

World is definitely a better place when is upside down.

"Só há lucidez na tua solteirice. Hoje procuras amor tateando nosso cotidiano com cegueira recente."

Quem escreveu isto foi o Neto. Um dos que semeiam afetuosidade.

Deixando um pouco de lado a teoria de bar que montei com amigas sobre nosso relógio biológico - no alto dos nosso 23/24 anos, já estamos começando a perder o timing! tic-tac fdp! - quero contar-lhes o porquê de eu querer alguém. Mas assim, querer mesmo. To aceitando propostas. Cartas com fotos e referências - menos da mãe - podem ser enviadas por e-mail. =P
É por poder beijar uma boca só minha, aparar arestas, sentir a pele, afagar cabelos. Olhos reluzentes diretos meus. Mãos que agradam e estão realmente lá. Hálito de essência. Voz que não sai. Carnes, músculos. Tudo condizente. Condizente com pensamentos - pecaminosos ou não. De tanto que me chamou de doida, já acreditei. Então, a doida aqui, logo diz que lábios encostando nos lábios do outro enquanto diz palavras doces e fortes é um pensamento constante. Mãos que apertam minha cabeça contra teu peito enquanto sinto sua respiração como se estivesse mais do que dentro do peito, quase fagocitose.
Brincadeiras sem nexo. Brigas e descobertas. Já passei por tantas, que de pouco não tinha nada, mas que sim, muito boas... o que mandar eu mato no peito. Adoro ser atribulada, revirada do avesso, pensada de ponta cabeça, deixar ser achada no meio dos carões e bocas q sçao facilment desbancados. E as mãos... já falei delas. Ombros largos, braços fortes que agarram e não largam. Uma firmeza que só um homem de verdade pode dar.
Quero denovo não ser capaz de entrar em lugares sozinha, de tão grande que é o hábito de estar acompanhadíssima sempre. Figura carimbaa. Carta marcada. Quero absorver gostos e ser adorada. Ler olhares e engolir palavras pouco necessárias. Começar uma discussão e terminá-la em dois minutos. Sexo com tequila. Sexo com vinho tinto seco. Sexo até as pernas caírem pros lados de tamanho cansaço. Tem coisas que realmente marcam. Estourar e ver a pessoa te olhando com cara de 'já acabou?'... e pensar 'tá... esquece' .
Dar perdido nos amigos pra ficar fazendo na-da acompanhada. Rir de documentários da VH1. Traduzir caras q nem precisam de palavras. Perdoar, pedir perdão, sentar no colo e chorar sem medo de desvestir a muralha da China, nem de se mostrar absolutamente besta pro outro. Dar uns tapas sem razão. Brincar de luta livre e terminar em sexo. Adoro quando as coisas terminam em sexo.
Quero braços, pernas, costas, peitoral... tudo à que tenho direito. Tudo pra mim e comigo. Palavras doces e trocadlhos bestas. Beijos de tirar o fôlego, daquele que nuncam acabam. Músicas mil. Poesia. Sutileza. Direcionamento. Toque que desconcerta. Olhar que desconcerta. Voz que desconcerta. Frase certeira que desconcerta. Quero tudo e mais um pouco.
Tô relançando pro Universo! Vai, Cosmos!

April 03, 2009

"There may be trouble aheadBut while there’s moonlight & music& love & romance Let’s face the music & dance”

Lets Face The Music & Dance- Irving Berlin

Vou montar uma pasta com versos/músicas/textos afáveis pra dias como estes. Deusépai.

April 02, 2009

E no meio de todo o caos...

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,

Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.


.:.Pablo Neruda

Homens tem cinco vezes mais chances de alcançar cargos de liderança...

Mandei um e-mail com esse título pra algumas queridas. E minha madrinha respondeu. Que delicinha!
"Sabe, acho que não é surpresa. Calma... não que eu acho que é certo, e nem que o nosso cerebro é inferior ao deles ( pelo contrário, a nossa intuição já supera a capacidade deles, e a nossa agilidade em resolver trezentas coisas ao mesmo tempo contra uma coisa de cada vez por parte deles), mas infelizmente temos hormônios aflorando durante toda a nossa vida. E isso chega uma hora que atrapalha. Por mais capacidade e competência que tenhamos uma vez por mês sangramos, e isso acaba com a gente, deixando-nos com dor, indisposição, ou no mínimo mais lenta. Sem falar nos filhos. Se os temos a responsabilidade maior acaba sempre com a gente, a partir do leite materno que só a gente é que pode dar, claro né. E se por ventura não os temos chega uma hora que o relógio biológico começa a apitar. E a vontade de ser mãe começa a deixar a gente doidona. E tem também aquelas que por se dedicarem unica e exclusivamente a carreira, esquecem de tudo que citei acima, conquistam poder e dinheiro ( por pura capacidade, claro), mas quando olham pra trás veêm que só tem isso e ninguém para compartilhar. E é aí que entra a linguiça do Jabor, pois mulheres independentes demais são auto suficientes, tem quem querem na hora que querem. Até uma linguiça bem apetitosa pra satisfaze-las. Ui!! E os filhos de laboratório então. Arranja-se um esperma de um pai bonito e inteligente e faz-se a inseminação para ter para quem deixar o que se conquistou na vida. Credo!! Tudo culpa dos hormônios viu!!
Claro que tudo que falei não é regra, mas é o que acontece com a grande maioria. E euzinha, uma mulher de quase quarenta posso lhe afirmar que já passei e passo até hoje por grandes processos hormonais. E te digo Clá: é pirante!! Se a gente não tem pulso firme, não levanta a cabeça e toca o barco, a vontade de alguns dias é de nem sair da cama, ou por dor, ou por falta de serotonina, ou por falta de chocolate, ou porque acha que está faltando alguma coisa que a gente não faz a menor idéia do que possa ser.
Então , eu te digo minha amiga: por esses e por vários outros motivos (como o fato de vivermos em uma sociedade até hoje machista), é que os homens têm cinco vezes mais chances de ocupar liderança. Resumo: eles não menstruam, não sentem cólicas horrendas, não engravidam, não sentem as dores do parto e depois ficam 40 dias todo estrupiado, não amamentam qdo o leite insiste em não sair, não ficam com o corpo sem curvas qdo o metabolismo começa a parar de funcionar (e o corpo começa a deformar),e não se sentem com a mínima culpa por não serem o pai presente, o melhor na cama , o melhor dono de casa,e o marido que toda mulher gostaria de ter.
Para eles tudo é mais fácil, mais tranquilo. São racionais e para eles a gente é que complica. Talvez seja mesmo. Precisamos nos poupar de sofrimento e nos valorizar.
Mas mesmo com todo esse turbilhão hormonal, acho MARAVILHOSO ser mulher!! Não trocaria isso por nada! Afinal não queríamos tudo de gracioso pra nós não é. Só o poder de gerar uma vida , já é mais do que dádiva!
É único, mágico!! E tudo compensa as perdas que vamos tendo no decorrer da vida. As perdas são pequenas perto dos ganhos, que são muito maiores.
Ser mulher é mais do que especial!! E não é um cargo de chefia ou de liderança que vai fazer com que nos sintamos injustiçadas. Lembre-se : na vida não se pode ter tudo. Deixe esse cargo para eles tadinhos. Somente isso vai fazer com que eles se sintam melhores, diante de tantas falhas que eles sabem que tem. Ô dó!!
Mas existe uma luz no final do túnel (e não é um trem vindo na nossa direção), pois alguns homens estão percebendo que o modo de pensar e de agir provocado por eles não os estão fazendo felizes. E estão tentando mudar. Isso já é um grande passo. Estão parecendo cachorro cego que cai do caminhão de mudança, mas estão tentando.
Enfim minha linda, a vida é uma benção dada por Deus. Vamos aproveitar e agradecer.
Beijo no coração da minha afilhada mais linda e batalhadora.
Da Deda."
Agora vou comer meu pão de mel recheado de brigadeiro.
Beijos

January 27, 2009

Braveza!


Hostilidade é aquilo que derramam em você. Paciência é o nome daquilo que temos que ter pra não surtar. As pessoas estouram por muito pouco hoje em dia.
O que importa é que quinta vou jantar com as amigas da faculdade e falar mal dos homens. Sim, esse é um ótimo passatempo. Sexta, se tudo der certo, vou no Léo, aniversário do meu querido. E no sábado tem churrasco delicioso com outras paixões, que inclui a Aly.
E enquanto ainda não chegam todos esses dias de horas perfeitas, continuo controlando meu temperamento e buscando melhores formas de lidar com pessoas realmente grossas.
Ah, e otimismo é aquilo que precisamos tirar do armário todo santo dia de manhã.

January 26, 2009

Só se vive por si. - Me ajuda a viver?

Esse fim de semana, fazendo parte do meu calendário de eventos sociais de início de ano, fui à São Carlos pra formatura de uma das pessoas mais importantes da minha vida e a encontrei feliz pra cacete por ter sobrevivido aos 5 anos do curso de engenharia da UFSCAR, mas frágil, sentida, angustiada e com muito, muito medo em relação ao novo futuro que dava as caras. Daí então eu pus de lado a minha fragilidade, sentimentos, angústias e medos e abracei a dor dela, como eu sou mestra em fazer quando um amor meu precisa disso. Encostei a minha princesa na parede e passei à ela todo resquício de fé e autoridade que eu ainda tinha. Impulsionei fortemente, assim como fizeram comigo pouco tempo atrás no estacionamento de um shopping em Jurubatuba.
Depois, voltando pra casa, logo pensei... mas que puta merda! Nesse mundo a gente pode estar um fiasquinho, passando por seja lá o que for, que só nos levantamos por nós mesmos. Não adianta! Quem nos ama pode sim nos incentivar, nos passar um pouco de fé, dar palavras doces e abraços apertados, nos tacar na parede e nos esbofetear... Mas o processo é nosso e não há a possibilidade de compartilhar a carga. Todo mundo tem a sua carga.
Daí então pensei que, sendo assim, irremediavelmente dessa forma e sem me iludir, eu realmente deveria aprender a descomplicar e dizer não. Uma amizade superficial quer tomar meu tempo? Não vou. Meu tempo é muito bem direcionado aos amigos de verdade. E é por eles que eu vou pra Jurubatuba, pra São Carlos, São Vicente e o inferno, se preciso for. Vou mesmo. Tenho 50 chances de me desvencilhar do trabalho? Não vou. Cadê a porra do foco, garota? Priorizar é a chave, pra mim listas funcionam muito bem. Mas não preciso delas pra saber o que é importante na minha vida: família, trabalho, amigos, faculdade. Se me dedicar à isto, não vai sobrar tempo de fazer merdas. Simples! Receita simplista, mas que funciona. Meu ano mais improdutivo academicamente coincide com minha fase mais oba-oba-miserável. Muito explicável.
Pedir ajuda pra viver é complicado. Algumas vezes dá um alívio muito forte quando vc diz 'estou angustiada' e ouve em retorno 'estou aqui'. Pode parecer pouco, mas nossa... Quando você está frágil demais, o mais importante é ter onde se apoiar, porque tudo dá muito medo. E eu ando assim, cheia de medos ultimamente. Primeiro tive a impressão de que um turbilhão estava por vir, mas depois vi que não. Ele já estava aqui. E meu desconforto era justamente para sair dele.
Me poupe das suas escolhas. As minhas já são bem fortes. Eu digo não à você, tudo enquanto procuro aprender a simplificar a minha vida e acalmar a minha mente. Minha fé foi absurdamente abalada. Mas luz ao meu redor é o que não falta. Nunca faltou e nunca vai faltar.
Acendi minha vela denovo, junto com um incenso bem gostoso. Meditação toda noite pra dormir bem, senão o sono foge e os pensamentos absurdos voltam. Resquícios de sociopatia e aversão à barulhos. Aversão ao caos. O caos me choca, me dói. Minha casa é meu refúgio.
SE É PRA ESTAR EM CASA, ESTEJA LÁ DE VERDADE.
SE É PARA TRABALHAR, TRABALHE DE VERDADE.
SE É PRA SER AMIGA, QUE SEJA DE TODO O CORAÇÃO.
certas coisas realmente têm um limite. às vezes bem delimitado.

O Imaginário, O Subjetivo, O Diferente e Algumas Conversas

Transcrição de conversa entre Maíra e Eu, sobre vazios, diferenças, desencontros, abismos e o famoso "SE".


Má said:

É até estranho tentar explicar, mas e se eu te dissesse que às vezes tentar domar as coisas é impossível?Tipo, por que inferno nós, mulheres de 20 e poucos, aparentemente, eu disse aparentemente resolvidas consigo e com tudo aquilo que prevêm deixam com que coisas escapem do planejamento e virem um inferno?Parece meio irônico, mas a complexidade das coisas não mora só na gente, mas em TODO mundo. Não que isso seja justificativa pra todas as atitudes mais ridículas do mundo, mas as vezes pode ser uma explicação.E se a resolução fosse perceber que a complexidade é que possibilita tudo, até o egoísmo?... tipo, mil lados da moeda, que fazem a gente se envolver na loucura, no frenezi das nossas cabeças, das relações, dos rolês homéricos que nos enchem de tanta coisa pra lembrar que dá até pra largar por um minuto aquilo que a gente queria esquecer... a permissão pra largar tudo! De outro lado, é isso mesmo que nutre na gente a procura... tudo bem que desde o TÁCITO (rs) todo mundo já procurava muita coisa e hoje não podia ser diferente. A gente procura tudo: preenchimento para vazios conhecidos e desconhecidos e até mesmo sarna pra se coçar como minha vó dizia, mas cara, ninguém tem obrigação de achar nada!"No auge da juventude" me parece que nunca vai ser possível solucionar todas as questões que a gente têm em mente, até por que elas sempre vão aparecer, talvez mais latentes, talvez aumentendo nossa força e talvez até em forma de maturidade.Eu penso que se a gente se livrasse disso ia ser até estranho, porque mesmo sendo piegas, ser humano é procurar mesmo! E às vezes no meio da procura por sei lá o que, a gente pode ganhar ou perder alguma coisa. Tipo, se a vida te der limões... saca?O que me mata é o "e se"! E se eu não tivesse ido, e se ele tivesse pedido, e se eu tivesse negado, e se não, e se as coisas tivessem sido todas diferentes, e se eu me vejo de um jeito e reflito outro? Uma vez no meio de uma briga me falaram (nem precisa citar nomes, precisa?) "eu odeio esse seu e se.... pq você não pode viver de boa cacete?". Eu fiquei mal pra caralho, fiquei muito tempo me controlando pra não pensar que "e se...", pra nunca, nunca pensar numa realidade diferente, mas agora, depois de um tempo eu vejo que a possibilidade representa pra gente o sonho, e que o sonho não precisa deixar de fazer parte de mim... talvez ele me barre, talvez me ajude. No fim, o que me mata e me priva de viver muitas coisas, faz parte da minha própria natureza! {...}


Aly said:

Sim, domar coisas é impossível. Elas sempre escapam furtivas por alguma brecha da nossa mente. Mente jovem no ritmo frenético.
Acho que o famoso “se” é uma esperança de que todas as suas convicções podem não estar erradas, é uma possibilidade de você não se decepcionar com a dureza que o mundo pode te fornecer. O "se" cria um imaginário para que possamos contar a nossa história de uma forma diferente. Nossa.
É válido?
O que eu acho é que às vezes você cria um mundo inteiro de possibilidades, relações, discursos que na verdade não existem. O 'se" é uma abstração, e é foda vc saber que tudo aquilo que vc criou não passava de uma simples casualidade, as coisas não são e pronto. Sem firulas, sem pestanejos. Não são, são outra coisa
Realmente desde que o mundo é mundo a gente procura por “sarna” pra nos coçar. Sempre que a tempestade vai embora e a calmaria toma conta das nossas vidas chega aquela sensação de que algo está errado, algo está fora do lugar. Pensei bastante, e acho sinceramente que a questão que me afeta é exatamente nesse ponto. Não há nada de tão excitante na minha vida e por isso recorro a ultima sensação de “selvageria”, de inconstância que eu vivi. É tão lógico, tão explicavelmente lógico que eu até me acalmo. E ainda a bebida me tenta a ser convidativa com aquilo que me atinge, de alguma maneira. Sempre procuro me calar pra não tornar real, mas de fato o que adianta? Subjetivamente tô sempre em busca do dilema pra dar um sabor especial na vida, não sei se é cômico ou trágico.
Mas também tem a questão das diferenças...
Porque nos sentimos diferentes? Somos, de fato, diferentes? Em que?
Toda a aceitação de que necessitamos (sim, todo enquadramento nos padrões – quaisquer que sejam – preocupa a nossa mente, em algum momento) está envolta em outras muitas questões que não dependem de nós, recebemos o exterior para somar, para acrescentar ao que somos, mas ficamos um pouco perdidas com toda a idéia que as pessoas têm do modo de vida que nós temos. No primeiro momento, dizemos um foda-se bem grande, com letras maiúsculas e tudo mais. Mas depois, bate o desconforto de estarmos sempre em transição, sem sabermos exatamente em que ponto paramos para nos importar com essas coisas. “Porque será que ele me vê assim? Um pergunta com muita Subjetividade Humana? Total. Precisamos da aprovação alheia para ser. E isso é muito difícil quando somos “externa e internamente” passionais e diferentes. Pelo menos diferente no que diz respeito a imposições propriamente ditas que não aceitamos de prontidão.
A minha paz está intimamente ligada ao caos que rege o mundo.


achei tão pertinente...
- Ah - Eu só quero uma coisa- Dizer não sem que isso doa em mim -

This Little Light of Mine Ou da Série Eu Não Quero, Parte I



[Um dia você acorda e percebe que a vida segue. O sol continua brilhando lá fora, esperando para ser reverênciado, não importa o quão insuportável tenha se tornado a sua dor, mesmo que você se sinta a pessoa mais miserável de todo um planeta.]


Tenho pensado muito sobre planos, ano novo, recomeços.

Tudo o que eu não quero esse ano é ser uma pessoa pretenciosa. De querer demais, sabe? Acho que quem pede demais esquece de agradecer, acumula e quer sempre mais. Acho admirável o poder de foco e determinaçãodas pessoas pretenciosas, mas não é pra mim. A minha é outra. Tô me sentindo mais calma, mais contida, não sei explicar. Essa coisa de pretensão. Não quero abraçar o mundo, não quero ser a melhor aluna da faculdade, não quero, tô meio de ressaca, meio virada, do avesso.

E o ano novo (tudo bem - estamos no dia 26, praticamente final do mês, mas antes do carnaval tudo é ano novo) não devia trazer aquele frescor dos grandes recomeços, dos grandes e enormes projetos, de todos os sonhos que serão engavetados UM a UM ao longo dos inexoráveis 365 dias restantes? Sem demagogias, sem apologias. Acho bonito e tal, essa coisa de ter a listinha de planos, organizar a cabeça de um modo estruturado e conciso. Mas pelo menos comigo isso sempre dá o efeito contrário, fico louca, uma bagunça. E tinha a mania de instituir varios "anos novos" sempre que eu perdia o fio da meada. Perdi a carteira? Então vamo começar mais uma vez e feliz ano novo! Fiz uma burrada passionalmente homérica! Feliz ano novo! U-hu!

Ah, não dá né? Isso é coisa de gente pretensiosa! Preciso mesmo de um ano novo pra poder começar de novo, ou melhor, pra seguir em frente?

Não ser pretenciosa não significa não ter desejos, planos, projetos. Claro que eu tenho os meus. Eu só não quero ter uma data especifica pra recomeçar, não quero ter um cronograma, só a paz de ter todo o tempo do mundo pra realizar aquilo que precisa ser realizado.

O meu frescor é outro.




January 23, 2009

When I get your soul, I'll paint your eyes


Descobri que associo inconscientemente amor à dor. Louco isso, né? Porque andei pensando, quando eu sinto alegria, irritação, preguiça, agitação, desgosto, rancor etc, eu consigo claramente identificar. MAS, quando eu gosto de alguém ou quando eu estou sofrendo por isso, eu acabo indo no automático, inicio e acabo as coisas sem perceber. Uma praticidade absurda. Super metódica e ignorando muitos fatores, como o pesar.Tudo isso SEM passar ilesa.
Há quem diga que bloqueamos as coisas ruins, já disse que minha memória seletiva é muito boa. Tem inclusive alguns fatos que eu gostaria muito de conseguir recordar depois de anos pra ver se agora, com a sabedoria que a vida me deu (hum?!rs), eu consigo compreender melhor os fatos. Quem disse que eu consigo??? Quanto mais traumatizante, menos eu lembro. Tenho vagas lembranças. Só. Desconexas.
Por isso talvez que eu tenha a incrível capacidade de reciclar muitos sentimentos, continuar a gostar, voltar a gostar, esquecer traumas às vezes. Mas mágoas ficam. Louco isso, né? Percebo nas sutilezas. Então ponto. Não posso fazer isso comigo. Eu não tenho prestado atenção às coisas que eu sinto. Ignoro taaanta coisa. Pra ver se me saio melhor, sabe? Tem coisas que não dá. E acabou.
Falando em acabar. Tem coisas que quando acabam é porque tinham que acabar. Elas acabam. E assim sendo, eu não tenho que tentar ressucitar. Histórias de 5 anos, com certas pausas, que eu reviro e vou atrás. Pra quê? Lembro de muitos bons momentos, mas também de muita, mas de muita dor e de um amor absoluto do qual às vezes ainda acho que não me desvencilhei. Acho que nunca quis me desvencilhar. Louco isso, né? Como não se ressucita defunto, nem sentimentos, nem felicidades, ponto denovo. Presente, passado e futuro tudojuntoagora. Até parece.
Tem pessoas que não precisam ser amigas. A Aly sabe do que eu to falando. Tem pessoas que não tem que se amar. E outras que se amaram, mas que moveon, né galera. Pelamor... Outras coisas que merecem muita atenção, mas na medida e no momento. Depois praticamente não importa. Ou você faz o certo naquele momento ou depois o trabalho é sem dimensão pra reavaliar a dimensão dos estragos. Ai, e o pior é que me sinto super na obrigação de me redimir em alguns assuntos. Já em outros, nem um pouco. Já menti. Já omiti.
Aliás, como é que sou capaz de dissimular tão bem quando é confortável pra mim. Eu, hein. Lado negro da força. Já menti fenomenalmente algumas vezes. Tão bem que depois sofri vivendo minha mentira, sentindo a dor que inventei, sabe? Louco isso, né? Uma das mentiras foi tão bem contada, que nossa, quase me deu dó. Mas ficou no quase, a dó não chegou não, na verdade. Eu, hein. Sou bem egoísta quando preciso.



Esse findi ñ quero pensar em São Paulo. Nem em prédios. Nem em investimentos e aquisições. Nem em taxas de retorno menores que 1%. Nada disso. Preciso siacabar. Deitar o cabelo na pinga. Beijar na boca. Exorcisar. Dançar. Ahazar na buatchy. Sijogar. Tudo isso por apenas 5 reais! Tem jeito??



Louco isso, né?

Lovely.

January 06, 2009

Resoluções - p.1: O Amor

Nunca fui boa em dizer não, esquecer, viver finais. Sou ótima em reciclar, principalmente sentimentos. Deve ser por isso que me sinto incapaz de me convencer de que as coisas um dia acabam. Especialmente quando nada aponta para isso!
Tenho algumas amarras sim. Mas elas são absurdamente confortáveis. Eu não sei tirar pessoas de mim! É por isso que por mais que eu queira um novo amor arrebatador, eu sempre acabo me boicotando sem perceber. Dá sempre um sentimento de não levar as coisas muito à sério e suprir apenas o presente, já que eu sinto que meu amor de verdade não tá nesses caminhos de hoje.

Talvez devesse me livrar dos pesos do passado. Como um certo cachecol preto e branco que habita meu guarda-roupa até hoje. Mas esses pesos são muito brandos. Ao mesmo tempo que jamais jogo cartas fora, consegui deixar pra lá a caixa de origamis. Guardo um CD que ficou comigo, mas não revelo as fotos. Guardo a aliança, mas bloqueio lembranças. E por aí vai...

Acho que preciso definir logo o que eu quero. Se é me prender aos resquícios presentes ou ir. Sou péssimas em escolhas. De esmaltes à caminhos. Péssima. A manicure sempre escolhe a cor da minha unha. Mas os caminhos são meus. Ninguém pode pintá-los por mim. E eu nem quero! Enfim... Essa parte por enquanto fica sem resoluções.

Nada com nada.

Além da Flora matar o Dodi para proteger a Donatela, comecei a pensar sobre a possibilidade de me casar. Só me falta acertar o marido.
Agora preciso fazer umas dissimulações aqui. Por que quando convém, eu consigo.
Morar no sossego dá trabalho. Ganhei uma mochila de Natal para carregar o sapato de salto alto. (e a bolsa de maquiagem e o material da faculdade e o futuro notebook e livro e revista e garrafa de água e barrinha de cereal... oO')
Preciso tirar logo minha carta de motorista. E roubar o carro do meu pai.
Também preciso ficar rica. Logo.
Se tiver o mestrado que eu quero no RS... será?

January 05, 2009

Haja água pra passar debaixo dessa ponte

Este ano não teve pé na areia, nem flores para Yemanjá. Não teve toda a família, nem problemas com o trânsito na volta para casa. Não teve rímel borrado, nem espírito de super renovação. Também não fiz minhas tradicionais listas. Sempre faço várias delas, uma para cada área da minha vida. Também não teve um prosecco da melhor qualidade como todo santo Ano Novo. Também não teve duzentos parentes reunidos.
Esse ano teve pé com chinelo, vestidinho branco de corte muito bonito, garrafa de Sidra não muito gelada. Teve maquiagem espetacular, sou muito fã de glamour nos olhos na virada, mas sem rímel. Rímel sempre me causa problema em festas de fim de ano. Teve alguns poucos parentes, novos amigos, muitas conversas especiais e constatações significativas.
Sabe a sensação de que aos 23, quase 24 anos, sua vida está começando? A SUA vida, não a que você costumava viver pelos outros. Não aquela que se moldava em prol da melhor resolução dos conflitos alheios. Depois de 23 anos vivendo submersa em ilusões, finalmente consegui começar a respirar no fim de 2008. Depois de quase explodir algumas vezes. Depois de perceber que tudo piorou muito na minha cabeça antes de vir a luz. Porque, como tudo nessa vida, as coisas sempre pioram muito antes de começarem a melhorar.
Às vezes é tão difícil entender que o que as pessoas nos dão pode parecer pouco e menos satisfatório ainda, mas é o limite da capacidade delas. Levei anos para aceitar isso. Anos para perceber que se fosse eu, no lugar dessas pessoas, talvez eu não estivesse me saído tão bem quanto elas. Cada um realmente tem o seu limite.
Minha mensagem vem dizer que, por mais problemas que contenham, famílias são famílias. Hoje em dia elas são as únicas coisas sólidas e tradicionais que existem no mundo. Todo o resto, a meu ver, se tornou descartável. Sou grata aos meus pais simplesmente pelo fato de terem me dado a vida. Parece exagero, não? Acreditem que não é! Sou grata aos meus avós e tias pela força interminável e incessante por todos esses meus 23 anos. Principalmente quando quase perco a linha e muito mais.
Quando somos novos as válvulas de escape são tão acessíveis e frágeis. Nos pegam com tanta força. Eu tive várias amarras, já passei por tantas sozinha por um lado, mas muito bem amparada pela avó e madrinha que, se não fossem elas, talvez eu nem estivesse conseguido me largar de certos vícios. Restaram algumas seqüelas como a compulsividade e a falta de imagem de amor próprio – o que tem uma complexidade à parte – mas sabe aquelas árvores que crescem nos ambientes menos propícios e mais desafiadores e que ganham madeira nobre e alicerces sólidos através do processo de desenvolvimento? Assim sou eu.
Hoje em dia digo fácil que pode vir o que vier. Já passei por tantas que, filha de guerreiro como sou, não tenho medo. Enfrento, desafio e consigo defender os meus, à mim e alcançar o conforto novamente. Ainda tenho problemas para simplificar redemoinhos. Mas graças a Deus certas pessoas me falam coisas certeiras sempre que é necessário. Pessoas que já deveriam ter saído da minha vida há tempos, mas que nunca pude deixá-las ir, tamanha importância. Elas atuam como anjos, volta e meia.
Ainda preciso dar um pulinho na praia, afinal já me mostraram que ninguém caminha abandonado nessa vida. E como tenho pai e mãe, preciso agradecer a eles pela ajuda toda nessa minha jornada. Minhas flores mais lindas para Yemanjá, minha cabeça em agradecimento pelo amparo sem tamanho. Vamos ver como me saio agora nessa fase de andar pelas próprias pernas e fazer as coisas por mim. Pois, por incrível que pareça, é bem difícil pensar na minha vida como sendo pertencente somente a mim.

December 23, 2008

Vem cá, como é que faz?



Como que uma pessoa que me conhece há quase 10 anos tenta me enganar da forma mais sem noção que pode existir? Uma amizade de longa data, uma pausa de alguns anos, ele estava casado - ou enterrado num casamento, como preferir. Voltamos a nos encontrar. E como pode mentir pra mim? Pra mim??? A pessoa tem inúmeras oportunidades de me contar a verdade, mas omite. Me engana. Joga pela janela a confiança que eu tinha conservado.
Como é que faz? Quando importa não dá pra por pedras em cima. Não foi legal. Cara, esse ano foi só de decepções com homens. Um valendo menos o que o outro, talvez acostumados com esse bando de vadias gratuitas que tem por aí. Mas peraí, galera, acorda pras relações de valor! VALOR! Todo mundo tratando tudo e todos como itens descartáveis... esquecendo de cultivar sentimentos, jogando fora, menosprezando, ignorando importância, dando importância pro que nem deveria ser cogitado. Mas até ele? Como é que faz? Tentando ME enganar?
Existe um grupo muito seleto de pessoas que dou valor e procuro cultivar. Seleto mesmo. Minhas relações sociais não são vãs. Quem são meus amigos não são confundidos com colegas. Pessoas de valor atraem outras de valor. Eu dispenso o que não me agrega nada. Meu tempo e meus sentimentos, minha atenção, minhas palavras e abraços são muito preciosos. Acho que depois de alguns anos ele tinha esquecido disso. Acabou me desperdiçando.
A minha memória seletiva sempre foi muito boa. Sempre me ajuda a não guardar mágoas desnecessárias. Mas às vezes elas ficam. Meu principal exercício desse ano foi aprender a me poupar e não deixar problemas dos outros me atingirem. Pode parecer uma postura errada ou sei lá o que, mas é só uma vez. Problemas de índole não são reciclados e eu não dou segundas chances nesses casos. Não foi um equívoco, nem uma leve pisada de bola. Foi falta de caráter e de verdade.

outracoisa
Apesar da falta, cada vez mais me dá mais preguiça de conhecer pessoas novas. Pode não ter sido um bom ano, talvez eu tenha pedido de forma errada pro universo, talvez o caminho seja outro. Mas toda santa pessoa nova que apareceu na minha vida esse ano não valia lá muita coisa. Eram pessoas ótimas, interessantes, inteligentes, bonitas, charmosas, em geral morenos altos... (é, o universo realmente me ouviu!) mas como não sabiam viver dando valor ao que realmente interessa. Tanta banalização.
to sussa. e já perdendo a fé na humanidade.
fora os problemas de ego. DEUS! como as pessoas pecam por tão pouco e se contentam com qualquer porcaria. como conseguem? como é que faz? se colocar num pedestal e tentar se fazer notado, pode ser só impressão, mas geralmente não dá muito certo! puta, galera... acorda pras coisas verdadeiras da vida, vai.
mas isso já uma terceira coisa.

September 16, 2008

Nem no tranco.


Se eu fosse a minha chefe, eu já teria me dado uns tapas na orelha. Mas se eu fosse a minha chefe, eu estaria no hospital agora lesada de medicação para parar de enjoar da minha gravidez. A da minha chefe, não a minha. Entendam.
Enquanto isso, estou aqui acabada, chumbada, grogui, fora do eixo, por causa do remédio pro meu resfriado que me deixou com cara de derrota. Mas voltando à minha chefe, nem com uns bons tapas na orelha eu seria capaz de acordar pra vida. Remédio pra resfriados e gripes geralmente aprontam essas com a gente. E eu aqui. Monossilábica por pressão.
Também tive que aderir forçosamente ao slow down, já que nem com muita fibra eu conseguiria acelerar. Nessa coisa almocei em 20 minutos. 20 minutos para comer 1 coxinha. 1 coxinha em 20 minutos. Jesus... Mas de qualquer forma, já que não consigo acelerar, vou me entregar ao marasmo em plena terça-feira. Sair do trabalho, pegar o bus, alugar um filme, fazer pipoca e comprar um refri. Desencanar da academia sem culpa, sem neuras. Comer um pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate, só não sei onde vou comprar. Ou então fazer beijinho de panela. Aí sim, hein... Edredon, sofá, filme. Sono. 3, 2, 1... capotada. Nem o frio me pega.

September 02, 2008

Da minha densidade, nem os outros escapam


Quem lê este blog há algum tempo, ou já deu uma folheada nos capítulos anteriores, já deve ter se deparado com uma questão que sempre me preocupou: qualidade de vida. Mais do que minhas divagações sobre abrir 4 planos de investimento (sendo o primeiro para a continuação dos meus estudos, o segundo para salvar algum dinheiro e dar entrada no meu primeiro carro, terceiro para meu futuro apartamento/casamento e o último para a escolinha da minha filha, a Valentina – que um dia vai nascer!), tomo um cuidado tremendo para que não me perca demais no meio da minha rotina.
Ok, discurso de quem é frenética, controladora, regrada, inflexível? Muito pelo contrário, discurso de quem é tão, mas tão dispersa que precisa tentar realinhar o foco a cada ação que toma, senão desanda! Coisa de quem adora listas para que elas lhe mostrem o panorama geral da situação. Essa coisa de analisar especificidades não é comigo, enxergo muito, mas muito melhor no panorama. Sou muito desorganizada, por isso tento ter uma agenda como de uma virginiana, que especifica horários de tudo quanto é tarefa e dificilmente perde o foco, pois, levando-se em consideração um desvio mínimo para menos, claro, chego num patamar aceitável de organização!
Mas voltando ao assunto da qualidade de vida. Comecei academia. Faz um mês. Dia sim, dia não acordo uma hora e meia mais cedo, me troco e despenco pra lá. Sempre me jogando da cama, sempre me perguntando desesperadamente “Cadê a força de vontadeee??!!” a cada pensamento de ficar na cama que me arrebata às 6 da manhã. Jogo uma perna da cama, a outra cai e quando vejo que vou realmente cair no chão levanto, me troco, escovo os dentes e chego na academia com cara de quem acordou há 5 minutos. O que é um fato.
A questão é que eu, como a maioria das pessoas que conheço, super se esforça pra dar conta dessa vida de universitário/estagiário/pessoa integrante de uma família/que tem um círculo de amigos/que precisa tomar conta de si, e Deus, como se perde no meio disso tudo. As prioridades se invertem do que seria natural: cuidar de si para que possa cuidar dos outros, cuidar de si para simplesmente conseguir da conta do recado. Mas ao contrário disso tudo, acabo facilmente me deixando levar pelos prazeres momentâneos ao invés de investir no que deveria. Antes uma noite morrendo de rir no barzinho com amigos pra despressurizar da semana massacrante do que ir pra casa recarregar baterias e pensar em estudar no sábado. Isso só pra começar.
Prioridades que se confundem, mas que piora ainda mais quando se tem mais do que um círculo de amizades. Quando não podemos sempre juntar todos que gostamos e precisamos escolher entre uma coisa ou outra, aí é problema. Quando em um único fim de semana você tem três compromissos diferentes com amigos, um com família, outro regulamentar com os livros e ainda gostaria que sobrasse tempo pra si no saldo final, o que se faz? Bom, simplificando, sendo fim do mês e a grana estando curta, você escolhe ficar em casa ouvindo música e estudando. Sem gastar nada... Super lógico, não? Você fez isso? Eu não fiz...
Já escrevi isso para a Lubi uma vez, vou repetir para mim mesma! Não adianta se obrigar a fazer tudo quando mal conseguimos dar conta de nós mesmos. O clichê “se não pode fazer tudo, faça tudo que puder” super se aplica. Ainda mais a mim que tenho a incrível tendência de criar cobranças que teoricamente viriam dos outros, mas que na real não existem. E aí? E aí que a gente desacelera na base da paulada. Ou seja, espero compreensão dos meus queridos para que entendam que realmente preciso desacelerar. No fim das contas devo estar correndo feito barata tonta, sem estar presente em lugar nenhum e me ocupando com deveres que não se completam nunca. Talvez os queridos mal percebam, mas se percebem demais, espero que agora tenham entendido.
Faz meses, realmente meses, que não sei o que é ficar no meu quarto ouvindo música, lendo um livro, relaxando, fazendo nada. E eu adoro meus momentos eucomigomesma. Parei de cultivar faz tempo. Não tenho semeado muita coisa que vá vingar. Tenho atropelado muita coisa. Mas espero voltar ao rumo certo. Quando percebo que há muito mais para se esperar do que pensamos. Não vivo sem o valor e a intensidade das coisas. Estou me atropelando, me jogando na frente das coisas. E ainda tem o show da Madonna. To ficando tiazona e cheia de peragem, ainda por cima.

May 16, 2008

Hay milonga de amor! Não fora de hora!



Chega uma hora que você percebe que não importa exatamente o que você escolhe, mas sim a paixão que você emprega no que está vivendo. E que não importa se você caiu de pára-quedas ou se foi delicadamente colocada. Ali é o seu lugar naquele momento e é exatamente isso que importa! Continuo falando que sempre haverá coisas que você terá que delegar, outras que jamais poderá cumprir e outras ainda que deverá tacar um "não" bem categórico. Mas aquelas que você puder lidar, ponha sua fé, con fides, por que a receita é bem por aí!

Uma certa omissão na faculdade por conta das novas responsabilidade do trabalho dos meus sonhos que eu jamais imaginei que seria dos meus sonhos mas que já que agora é eu preciso encarar. Esse fim de semana isso vai mudar. Já tenho o planejamento.


Não achei que eu fosse encontrar um lugar pra trabalhar cheeeio de pessoas perfeccionistas e bravas com detalhes pasados desapercebidos como eu! Pessoas que gostam realmente de vestir a camisa e que são perspicazes. Que na sutileza dos gestos demonstram uma sagacidade incrível. É... acho que gosto batante do meu trabalho!

O mais importante desse fim de semana é que tem que ter carinho. Vinho. Comida caseira bem gostosa e quentinha, cinema e uma escolha espetacular como a da semana passada! Já viram O último bandoneon? Vão já! Precavida e bem conhecida por mim mesma como sou, peguei 3 toalhas de papel no banheiro do Reserva sabendo que lágrimas viriam! Saudades da Argentina, das ruas de Buenos Aires, de andar por San Telmo ouvindo tangos por todos os lados... Mas o piro é que chorei desde o primeiro acorde de bandoneon e violinos até os dos créditos finais! Precisei de o dobro de toalhas de papel...! Tango sempre faz meu coração sangrar horroooores! E como eu amo.

Sou muito saudosista sim. Sinto falta até mesmo de crises! E de sentir saudades, de sentir medos, de sofrer de paixão... Puta merda! Como eu sinto falta de uma boa paixão... Daquelas que te tira até o rumo da vida. Que cora a pele (branquela da morena desbotada).
Cozinho empre pensando em bons momentos.
Abro garrafas de vinho pra mim e por mim mesma. Meu egoísmo é bem sutil.
Mas acho que to precisando me permitir mais pra ver se fico mais... leve? Não é essa a palavra. Não sei definir ainda. Só sei que a carência e a abstinência precisa ser suprida. Falta um pedacinho de segurança que deveria estar por perto.
Me faltam braços! E uma boca! Um colo! Um perfume bem amadeirado pra ficar na minha roupa e cabelos... uma pegada da boa... sabe como é. E mesmo assim eu continuo negando cafuné do Bofe1 quando estou gripada ou pra baixo, continuo recuando saídas e chalés aos fins de semana com o Bofe2 por alguma razão. Tsc, tsc. Preciso é de um belo beijo na boca!

Tá frio, muito friozinho pelas escapadas das janelas. Não quero sair pra dançar esse fim de semana. Quero aconchego. Sempre me entrego... por que ainda seria diferente?

May 12, 2008

Meu nome é Aline e eu estou em abstinência!



É bom poder fazer escolhas na vida, muito bom. Numa dessas, escolhi parar de fumar. Não é uma empreitada fácil, diga-se de passagem. Mas também é muito mais tranquilo do que eu poderia imaginar. Fui literalmente pra Rehab. Estou em tratamento ainda, mas estou longe do vicio há exatos 29 dias. Sim, um avanço, uma pequena vitória.


Parar de fumar abriu uma nova janela na minha vida, um novo capitulo. Descobri, depois de 21 anos, que eu posso ter controle sobre as minhas próprias emoções. Eu estava sentindo que a minha vida estava uma bagunça, mas hoje eu sei que eu permiti isso. Minhas emoções me lembravam um grande cavalo negro desgovernado, correndo desesperadamente e me arrastando por onde passava. E como corria esse cavalo! E em cada situação dificil, um maço de cigarros, fácil, era consumido pela minha pessoa. Alivia a tensão? Acho que sim. Ninguém deixa de fumar odiando o cigarro. É gostoso, é prazeiroso. E diversos momentos rimam com o dito. [Café, Sexo, Conversas com as Amigas, comidas, brigas...]Mas eu escolhi ter controle, uma vez na vida. Sem contar a minha saúde, meu bolso e meu aparelho respiratórios, que agradecem.


[Hoje eu montei o cavalo e segurei as redeas.] Me sinto feliz e confiante!


Não posso mudar as coisas que acontecem, mas posso mudar o jeito como interajo à elas.





Um novo folego talvez?
Pela primeira vez na vida to conseguindo juntar dinheiro. Tudo que eu gastava com cigarro tá indo para um cofre.



PS: Não vou ser uma daquelas ex-fumantes chatas e enfadonhas que tentam educar as pessoas dizendo que o cigarro tem um milhão de substâncias quimicas, câncer, fumaça, blá blá blá. Todo mundo sabe. E a real? As pessoas têm as suas necessidades, e eu respeito isso.

I only happy when it rains-------------------------------->

De repente você percebe que muitas coisas não fazem sentindo na sua vida. Claro que isso tudo é muito subjetivo, mas sinto-me um tanto desnorteada e perdida em questões sentimentais... E não é por não ter ninguém afetiva e efetivamente ao meu lado, suprindo carências e levando alguns pesos meus. Na verdade poderia ser justificado em função disso: a perda da estabilidade e da comodidade abrem outros panoramas e diversificam todo o seu modo de vida. Fico feliz por isso. Eu não SOU em função de alguém, sempre me legitimei sozinha. Mas me sinto patetica, completamente patetica por pensar/tentar/ter/nutrir/ qualquer tipo de sentimento (ou coisa que o valha) por alguém.
Eu queria ser mais corajosa e simplesmente me permitir.
Simplesmente.

April 28, 2008

Programa de Democratização Cultural



O Programa de Democratização Cultural Votorantim realiza processos públicos de seleção, abertos a proponentes de todo o Brasil, visando a escolha de projetos de excelência nas mais diversas áreas culturais e regiões do País e que tenham a democratização do acesso à cultura como foco.
Nesta página, você tem acesso ao regulamento da 3ª seleção pública do Programa de Democratização Cultural Votorantim.
E não deixe para inscrever o seu projeto na última hora! As inscrições podem ser feitas até o dia 08 de agosto, às 18h.
Ótima iniciativa com resultados plenamente satisfatórios. Navegue pelo site do programa para conhecer melhor como ele acontece e seus resultados. Desde o começo tenho acompanhado, desde a primeira seleção. Assino o boletim e posso manter o contato, visualizando o desenrolar de projetos inovadores ou simplesmente de aplicação sócio-cultural riquíssima.
E outra iniciativa muito mais lúdica e utópica que recebi por e-mail
"Clarissa
Como vai?
Primeiramente, queremos agradecer-lhe por ter- se inscrito no Geração MudaMundo. Seja bem-vinda ao GMM. O Geração MudaMundo é um programa internacional da Ashoka que incentiva e apóia o empreendedorismo social juvenil no Brasil. Ele estimula que jovens criem iniciativas próprias, partindo dos sonhos e anseios e das mudanças que gostariam de ver no mundo, transformando-os em um empreendimento que gere impacto social positivo”.
A ASHOKA tem a “Visão de que todo mundo pode mudar o mundo”. Por gentileza, envie-nos um e-mail informando sobre :
1- Porque gostaria (ou não) de ser uma empreendedora social do GMM.
2- Veja o anexo dos Passos da Jornada Pedagógica e do Ciclo do Programa.
3- Por favor, até o dia 26 de abril, informe-nos sobre o seu interesse.
Obrigada Neuza Poli, Claudia Walleska
Façam bom proveito!

April 27, 2008

Sobre a mágoa

mágoa
do Lat. macula
s. f., nódoa produzida por contusão;
marca;
fig.,
desgosto;
pesar;
tristeza;
amargura.

É mágoa.
Já vou dizendo de antemão
Se eu encontrar com você
Tô com três pedras na mão
Eu só queria distância da nossa distância
Saí por aí procurando uma contramão
Acabei chegando na sua rua
Na dúvida qual era a sua janela
Lembrei que era pra cada um ficar na sua
Mas é que até a minha solidão tava na dela
Atirei uma pedra na sua janela
E logo correndo me arrependi
Foi o medo de te acertar
Mas era pra te acertar
E disso eu quase me esqueci
Atirei outra pedra na sua janela
Uma que não fez o menor ruído
Não quebrou, não rachou, não deu em nada
E eu pensei: talvez você tenha me esquecido
Eu só não consegui foi te acertar o coração
Porque eu já era o alvo de tanto que eu tinha sofrido
Aí nem precisava mais de pedra
Minha raiva quase transpassa a espessura do seu vidro
É mágoa
O que eu choro é água com sal
Se der um vento é maremoto
Se eu for embora não sou mais eu
Água de torneira não volta
E eu vou embora
Adeus
(Ana Carolina)

Encontrar você na porta era o mecanismo que abriria minha caixinha de mágoas. Eu nem sabia que ela existia. Meu pulo no seu pescoço foi menos intenso por falta de permissão. Você saiu da minha casa e eu fiquei completamente sem energia. Perplexa. Surpresa. Onde a mágoa se esconde? No peito creio que não é, pois o meu já era revirado e vasculhado e essa mágoa nunca era encontrada. Ela também não me deixa tomar decisões verdadeiras, então minha escolha é esperar. Mas talvez não haja mais o que esperar, esse caminho todo que você vai percorrer eu já percorri, faz tempo. Você ainda tem mais uma parte do five steps program, mas vai que nessa maré de surpresas de mim comigo mesma eu não descubro que este programa não tem apenas cinco, mas muito mais passos escondidos no mesmo lugar de onde a mágoa veio e me arrebatou.
Ao mesmo tempo logo digo que mágoa não é coisa que se guarde. Ela é daquelas visitas bem chatas, bem inoportunas, que causam tantos problemas para sair que, quando saem, na verdade são jogadas pra fora. Às vezes elas saem com o cheiro e o gosto de café com raspinhas de limão. Falando nisso, café sempre me faz lembrar que já são 20h do domingo, eu não fui ver Jorge Ben na virada, mas ao menos encontrei algumas pessoas queridas ontem, depois de uma madrugada/dia incríveis em família, matando saudades insanas.
De mágoas muitos peitos vivem. E já tantas vezes encontrei pessoas exatamente no momento em que elas precisavam exorcisar suas mágoas e as ajudei, ouvindo, tudo o que precisava ser ouvido, aconselhando quando o caso e acabando em lágrimas e confissões de sentimentos. Há pessoas que eu jamais diria que têm um peito tão carregado, precisando de válvula de escape. Mas para elas, além de ombros, eu tenho ferramentas essenciais para o conforto. Sempre fui excelente nisso! E adoro quando tenho a chance de exercitar esse meu dom. Sou abençoada com acontecimentos. Agora vou indo lá. A recém-consultora aqui precisa preparar sua roupa para o primeiro dia de trabalho, com cabelo e unhas impecáveis, com sapato novo e lindo demais, quase o dos sonhos. Vamos seguir a tendência mais comum: ocupar a cabeça, se empenhar em trabalho e estudos e negligenciar as mágoas, até que chegue a hora de ter de expulsá-las novamente. Alguém tem um melhor método emergencial?
Excesso de sinceridade também pode ser prejudicial à sanidade do outro. Mas a admiração e carinho e respeito não me permitem ser menos sincera.

April 08, 2008

No cadência da esperança

Tempos de mudanças e muita, muita luta. Fé, auto-astral, coragem.
Correria master na faculdade com provas e trabalhos. Como alguns sabem, fazer Relações Internacionais exige demais do aluno, ainda mais quando este está na reta final do curso, já tendo que pensar no TCC. Além do mais, tenho feito uma verdadeira maratona de entrevistas em três empresas distintas, muito sérias e com boas perspectivas. Elas começaram uma semana antes da minha semana de provas. Cada uma delas me chama ao menos 2 vezes por semana para entrevistas, provas, testes e etapas que parecem nunca acabar. Neste ponto, quando me ligam do RH da empresa para contar que passei de uma etapa para outra, me parabenizando, eu apenas respondo "Ahan, obrigada. Quando tenho que ir aí fazer a próxima entrevista?". A que eu mais quero, por exemplo, já fiz 2 etapas, achando que era já reta final, mas me disseram que ainda tem mais duas! Haja paciência e perseverança. Bem que dizem por aí que nada que é de real valor vem fácil. E é bom que não venha fácil, pois há quem diga também que quando vem fácil, vai fácil...
Fora isso, meu médico oftalmologista me indicou transplante de córnea para ser realizado o quanto antes. Tenho um problema um pouco grave que não tenho muita coragem de falar. Quando algo realmente nos aflige geralmente a coragem some. Quem sabe depois do transplante eu consiga escrever sobre isso e ainda ajudar mais alguém que por ventura tenha o mesmo problema. Mas é um pouco difícil falar de um pequeno mal que causa tanto incômodo, me deixa insegura e aflige, e que eu sempre, sempre encarei como sendo menos sério do que é, um pouco me enganando, mas muito me ajudando a acordar e abrir os olhso todos os dias, sabendo que tenho sempre muito o que ver, ler, enxergar e observar. Isso desde os 14 anos. Já me inscrevi no site do Hospital de Olhos de Sorocaba e agora tenho que mandar uns laudos do meu médico para lá. Essa é a primeira etapa. Tenho me saído muito bem com essa coisa de etapas. ;P
Além disso, aprendi muito a abraçar oportunidades sem pensar muito no tal do caminho. Essa coisa de caminho só me deixava empacada. Qual caminho devo seguir? Qual me renderá mais lucros e louros? No fim de qual deles está meu pote de ouro? Indagações aflitivas, ainda mais na cabeça de uma pessoa que geralmente gasta tempo pensando em problemas e percursos futuros, com a grande capacidade de esquecer do presente! Mas no fim das contas, todo caminho é caminho e os grandes trunfos cabem a nós. Abraçar e vestir camisas, agregar valor ao suor e saber lidar com desafios, tudo isso faz com que exista de verdade um pote de ouro no fim do tal do caminho. Ele pode não vir escolhido. São poucos os afortunados que escolhem um caminho. A maioria simplesmente vai seguindo e mensurando possibilidades. Só sei que muitas coisas que sempre achei pequenas demais para mim meu avô chamaria de oportunidades a serem abraçadas.
Não foi à toa que um dia, pouco tempo atrás, meu avô chegou aqui em casa com uns slides impressos e, na hora do cafezinho de depois do almoço, ele os tirou de sua pasta e começou a lê-los. CLARO que eu comecei a chorar muito, principalmente por receber aquele amor e preocupação do vovô que sempre é tão sutil em suas ações, mas que naquele momento sentiu a necessidade de dar um chacoalhão, antes que a própria vida o fizesse. Nesses slides havia aquela mensagem do discurso do Bill Gates que o vovô recebeu por e-mail. Sim, vovô high-tech. Após ouvir a leitura pausada e cadenciada dos slides, ainda fui surpreendida por um poema lindo que ele me fez. Aliás, em sua sutileza ele apenas começou a ler, sem dizer que era para mim. Só soube quando ao pegar os papéis em minhas mãos vi que na assinatura estava escrito "vovô Lauro".
Para quem não conhece, ou já ouviu uma ou duas frases sitadas por aí, está é a coisa toda, que faz diferença quando lidos por inteiro e sem trilha sonora com o Kenny G.
"Regra 1: A vida não é fácil, acostume-se com isso.
Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de você sentir-se bem com você mesmo.
Regra 3: Você não ganhará US$ 40.000 por ano assim que sair da escola.Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.
Regra 4: Se você acha seu professor rude e chato, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você em nenhuma circunstância. Você será cobrado o tempo todo.
Regra 5: Fritar hambúrgueres, cortar grama ou lavar carros não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de "oportunidade".
Regra 6: Se você fracassar, não é culpa de seus pais, então não lamente seus erros, aprenda com eles.
Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão chatos como são agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, levar você à escola, lavar suas roupas, fazer comida para você e ter que ouvir você falar o quanto você é legal. Então, antes de salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto, lavar seus talheres e ser mais amável com sua mãe.
Regra 8: Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores por imposição da Associação de Pais, Alunos e Mestres, mas a vida não é assim, ela sempre fará esta distinção. Em algumas escolas não se repete mais o ano letivo, e o aluno tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece absolutamente em nada com a vida real. A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
Regra 09: Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou o clube e ir trabalhar.
Regra 10: Seja legal com os "Nerds". Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles."
Para quem ainda não conseguiu pegar o espírito da coisa, o negócio é o seguinte: DEIXA DE SER LEITINHO COM PÊRA E LUTE POR VOCÊ, FAÇA VALER SUAS OPORTUNIDADES.