August 13, 2007

Não me faça perder meu foco

-To fazendo um curso de Cooperação Internacional pela USP!
-Mas que empresa que vai querer um especialista nisso?
-Mas quem disse que meu foco são empresas como as quais você trabalha?
-E no que mais você acha que pode trabalhar? E mais, lá (nas empresas) eles usam engenheiros.
-...
-Onde você acha que poderia trabalhar?
-... (fica nas entrelinhas a frase que desceu a seco: Por qual motivo você começou a cursar Direito depois de quase 25 anos trabalhando em empresas?)

(...)

-O que vc foi fazer na faculdade hoje de manhã?
-Um curso.
-Qual?
-De libras.
-Pra que?
-... Pode ser útil.
-Só se você for dar aulas.
-O que não seria uma má idéia. Me identifico com a carreira acadêmica.
-Só você pra pensar assim mesmo.
-É agora que você vai falar que eu deveria ter feito engenharia pra trabalhar infurnada numa empresa?

(...)

Organizações Internacionais
Órgãos do Estado
ONG's
Carreira acadêmica
Colunista
Analista

portas e mais portas. oportunidades e mais oportunidades. paixões e mais paixões. e elas se misturam. Que bela engenheira frustrada eu seria. Que belo desperdício das minhas melhores aptidões seria.

Uma outra aspiração

August 10, 2007

Sorte. Ok, mas você tem certeza disso?

Estava na galeria, a caminho do banco, do supermercado, do correio. Baixei semana passada (ou retrasada - o tempo anda me pregando muitas peças) a trilha sonora do Amelie Poulain e hoje, ali na galeria, coisa parecida chegou aos meus ouvidos. Era claro, um realejo. Não como aqueles muito lindos de pracinhas do interior ou aqueles outros que ficam na praia da Biquinha em São Vicente, na verdade, dentro da gaiolinha amarela de plástico tinha uma maritaquinha, não um periquitinho. O nome dele era Chicó. Tudo meio imperfeito, como não podia deixar de ser, mas como ando pouco exigente ultimamente, aceitei. Tem horas que a gente não pode se dar ao luxo de esperar demais para fazer escolhas certas. Porque a minha escolha certa eu não tenho mais e é por isso que volta e meia experimento meus olhos quentes e doloridos. Mas isso já é assunto pra uma outra hora. O que importa agora é que não acredito mais em horóscopo, apenas nas sortes de realejos com maritacas dentro de gaiolinhas de plástico amarelo. "Não confies em pessoas que te adulam porque é tudo falso. És ainda ingênua por julgares a todos por ti. Tendes um bom coração e não julgas ninguém mau. Mas tudo isso não inspira muito cuidado porque nascestes numa boa estrela. A sua mocidade será uma correnteza de amores e terás no amor muitas desavenças. Casarás por fim com um rapaz a quem menos importância darás no princípio e por fim tomará posse no teu coração, que será o único que amará a vida inteira com verdadeiro afeto. Darás luz a três lindos bebês, os quais criarás com muito cuidado e te trarão verdadeira paz ao coração." Foi o Chicó que tirou minha sorte. Grande Chicó! Só não sei onde vou parar acreditando em sortes de realejos imperfeitos.

August 05, 2007

Depressão de Domingo. Intensa.
Eu resisto a semana inteira, mas de domingo me permito.
Sozinha.
Saudade. Sou humana, afinal.
Não é arrependimento, é saudade só.

não me diga que me ama não me queira não me afague
sentimento pegue e pague emoção compre em tablete mastigue como chiclete jogue fora na sarjeta
compre um lote do futuro cheque para trinta dias nosso plano de seguro cobre a sua carência eu perdi o paraíso mas ganhei inteligência
demência felicidade propriedade privada
não se prive não se prove dont't tell me peace and love
tome logo um engov pra curar sua ressaca
da modernidade essa armadilha matilha de cães raivosos e assustados
o presente não devolve o troco do passado
sofrimento não é amargura
tristeza não é pecado
lugar de ser feliz não é supermercado
(Zeca, sempre Zeca)

August 02, 2007

Rolei de rir. Mesmo.

"Dizem que se um gato preto cruzar o seu caminho, você terá azar. Então coloquemos: A = xH.GP, onde A é o azar causado pelo gato preto, H é o n° de vezes que o homem cruza o gato preto e GP é o gato preto. Até aí tudo razoavelmente bem."

só ele mesmo!

July 31, 2007

Uma oportunidade conduz diretamente à outra, assim como o risco leva a mais risco, a vida, a mais vida, e a morte, a mais morte...

...já dizia a Morte, em "A Menina que Roubava Livros". E ela estava certa.


Fazia um tempo danado que eu não me sentia tão viva em relação ao meu posicionamento e realizações de fato perante a vida. E eu mal consigo me lembrar quando foi a última vez que senti uma saudade tão recorrente e constante assim. Carência forte e a falta de uma voz que dizia muito mais quando não se pronunciava e apenas me olhava.

July 30, 2007

A cidade corre
O tempo voa
Carros a 200 por hora
Sanduíches rápidos
Motéis para amores rápidos
Viagens Curtas
Dinheiro Curto
Não Curto
Não tenho tempo pra seduzir
Então Sequestro.

July 27, 2007

SAI ZICA! colabora, universo!

Assim não é possível. A impressão que me dá é que vou ter que fazer esforço triplicado pra poder voltar ao clubinho dos que não dormiram por algum tempo e nem viram a vida passar. Pois eu, senhoras e senhores, dormi por um mês e meio. Um mês e meio sem grandes realizações. Agora, fui atrás de um projeto e parece que a empresa nem existe (mas ainda há esperança de não ter iniciado ainda), fui me cadastrar na AIESEC mas o site só dava erros intermináveis (mas minha amiga colaborou com um contato precioso que me ajudou muito), fui me cadastrar no site do CIEE mas parece que já sou cadastrada e tudo dá errado! Inclusive a tentativa de conversar com alguém do CIEE para resolver este problema e regularizar meu cadastro pois tem alguns cursos que eu gostaria de fazer, caramba! Será que a empresa onde eu estagiava fez meu cadastro e nunca me passaram login/senha? Nossa, isso é tão possível. Lá vou eu entrar em contato com o RH do meu ex-estágio. Ok, esforço triplicado. Aceito.
(imagem de Hung Liu)

July 24, 2007

Senso de Responsabilidade

As pessoas te observam mesmo quando você acha que é a coisa mais improvável do mundo. Às vezes acho que é pura auto-enganação afinal, mesmo eu desejando que certas coisas não fossem lidas pelos outros, elas podem facilmente chegar até aqui. Tem endereço do Zipadas em muitos lugares: no meu orkut, no meu fotolog, em sites de divulgação de blogs etc. Fora que dando um simples egosearch (ato de digitar seu nome no Google pra ver no que dá) já dá pra saber o que andam escrevendo/divulgando sobre você por aí, além de dar para descobrir muitas coisas sobre os outros. Bom, mesmo assim, ao invés de imagiar um filtro invisível para leitores de acordo com o teor dos posts, melhor eu pensar bem antes de escrever para evitar situações como essa que vem a seguir:


Gilberto Sarfati, você esteve aqui. Sim, esteve e eu só percebi isso hoje. E preciso admitir: ao invés de ter usado "ele cismou plágio", eu deveria ter usado "ele detectou/reconheceu/achou (o evidente) plágio" (no histórico do meu trabalho da faculdade). Shame on me, sim. Mas de qualquer forma, concordo com você quando diz que eu preciso de um desafio para crescer e que você e a sua matéria vão desepenhar bem esse papel. E não, eu não te detesto (rs!). Por sinal, eu geralmente acabo criando uma admiração especial por quem acaba me dando um baque, ou melhor, no que (ou em quem) eu não consigo me sair tão bem quanto gostaria logo de cara. Não vou corrigir aquele post, mas fica minha retificação por aqui. Vejo você logo mais.

Mais sobre plágio:
Artigo sobre Idéias Roubadas publicado no site da UNB
E digo mais, plágio para a comunidade acadêmica é simplesmente o pior dos crimes.

July 23, 2007

Você está com uma cara que eu nunca vi em você antes.

Tenho aqui comigo uma nova edição dos quadrinhos da Valentina - de 66 a 68, uma rosa vermelha, uma carta, um Anna Kariênina, um O Pequeno Príncipe, muitos postais, muitos cd´s, muitas palavras e um silêncio avassalador e cortante.
Já faz um tempo que parei de cantar. Tinha esquecido muitos acordes que quando consegui relembrar foram arrancados denovo de mim. Andei de um lado pro outro do meu quarto tentando lembrar o que eu costumava fazer quando estava sozinha, pois não queria voltar a deitar denovo. A parte ruim de se ter uma cama muito grande é que ela te impele a pensamentos solitários e desmascaradores às vezes. Principalmente quando de antemão você sabe que vai sentir muita falta de muita coisa. Você deita numa posição desconfortável e permanece nela.
Eu sempre aceitei as nossas diferenças e tentei conviver da melhor forma possível com nossos defeitos. Mas dessa vez não foi justo. Estava tudo bem. Ele sempre me supria de formas diferentes e eu à ele, creio. Porém, quando aceitei esse namoro sabendo que mais tarde viria um 'até logo' muito longo, não pensei que fosse ser tão custoso sentimentalmente. Preciso de chuva em mim. De novas palavras. De novos dias cercados de novas manhãs. Mas não, não quero novas nem velhas pessoas. Preciso de mim, na minha forma mais íntegra, sensata e densa. Só não quero ficar em casa e nem sozinha na rua. Mas a minha sobriedade tem sido de assustar.

July 22, 2007

Crônica dos novos tempos e das velhas e novas escolhas



Que a vida é feita de escolhas todos nós sabemos. Que conhecer o caminho é diferente de trilhá-lo, também sabemos. O que hoje tenho a dizer é o seguinte: tenho duas amigas de ouro que não pode-se dizer que pecam em suas palavras, porque seus atos são nobres demais pra isso, e também tenho um amor cheio de valor.

Eu entendo os porquês das palavras que vocês me disseram, mas quero dizer que muitas, muitas coisas não podem ser pensadas supeficialmente/unilateralmente. Admito sim que algumas eu prefiro nem pensar porque não consigo chegar no nível de profundidade que me exigem. Quanto à questão das escolhas, sim minhas lindas, ele fez sim a escolha dele, como vocês disseram. Mas há um ano atrás eu comecei a fazer as minhas. Escolhi esse namoro mesmo sabendo que chegaria o momento de vê-lo tendo que ir pra longe construir a vida dele, ele escolheu esse momento pra dar continuidade aos planos dele e juntos, nós dois, escolhemos não terminar o que temos ao menos por agora. São escolhas.

Essa coisa de perfeição é complicado demais. Não pensem, por favor, que choro por coisas que ele me faz ou me causa. Não é questão de ele me causar, ele é um ótimo namorado. Porém, felizmente, somos humanos intensos e falhos, não sabemos como lidar com as situações e muitas, mas muitas vezes mesmo, priorizamos coisas erradas, trocamos nossos passos, confundimos nossas direções e falhamos nas nossas ações e intenções. Ele faz isso. E eu também.

Vocês, belas companheiras minhas que são, enxergam essa situação com toda pessoalidade possível. Vocês choram as minhas lágrimas e gritam com a minha voz. Sou muito grata. Vocês seguram em suas mãos um pouco (ou talvez até mais do que eu imagino) do meu desespero, quando ele surge nos momentos mais inusitados. Mas entendam que toda situação tem apenas pontos de vista e conceitos, não certos e errados categóricos. Vocês enxergam o meu lado, só o meu, mas para eu agir preciso antes pensar no meu lado, no dele e tomar a melhor decisão possível, que muitas vezes, tantas que perco a conta, a melhor decisão possível sai distorcida por vários outros fatores, o resultado não é o esperado, o tiro sai pela culatra, as coisas simplesmente não funcionam tão bem quanto eu gostaria. Esses fatores às vezes eu chamo de tristeza, medo de sentir saudade, medo de perder, amor muito forte, insegurança, compulsividade, intensidade desmedida.

Do lado dele, apenas por cima, os fatores dele podem ser medo de iniciar uma nova fase sozinho, receio de não ter suporte, receio de perder o chão (ou de chegar lá e nem encontrá-lo), medo de não conseguir construir sua vida devidamente, é fator pra caramba já, e aí vem um fator a mais: eu aqui. Ele lá. Vocês precisam aprender a acreditar que meu sentimento não é sozinho e que eu enxergo bem mais de perto e ouço e sinto o que ele me passa. De longe as coisas são diferentes. Eu ouço palavras que me impelem a não ficar na superficialidade dos fatos e dos acontecimentos.

Todos também já ouviram dizer por aí aquela coisa de que tem que ser muito artista e malabarista pra passar pela vida. Vamos convir que relações não são fáceis, corações não são simples, distância dói, mas traz o reencontro e pode até firmar coisas. Ele não está "indo embora" de mim, é a nossa nova fase. E não, NÓS não sabemos lidar com isso perfeitamente ainda e talvez nunca saibamos. Poxa, vocês mal sabem quantas vezes eu já consegui machucá-lo, sem nem conseguir precer. Mas uma coisa eu posso garantir pra vocês: todo dia eu tento melhorar um pouquinho e ele também. O bom é que às vezes ganhamos segundas chances. Como quando eu pensei que essa não foi uma última-semana-antes-da-viagem que se prezasse, principalmente por causa de ontem, e acabei ouvindo dele que quer e pode e vai ficar mais uma semana completa, cheia e com 5 dias de horas completas. Ele não precisou dizer que do jeito que as coisas aconteceram ele não poderia simplesmente ir.

Eu agora escolho continuar junto, mesmo que apenas cultivando aquela amizade que eu tanto aprecio. Escolho construir maravilhosamente a minha vida e entender e deixar e permitir que ele construa a dele também, cercado das paixões dele. Ele me escolhe, eu o escolho. Não como estávamos antes. A fase é nova. Indo mais além, eu escolho vocês sempre comigo, mas quero pedir docemente que não sofram os meus pesares, mesmo sabendo que, amigas como somos, não sabemos fazer isso. Logo, peço então paciência, pois com o tempo as coisas vão se ajeitando. Mas quem é que também já não sabia disso? Enquanto isso, vamos dando nosos passos em falso mesmo e nos corrigindo sempre que possível, pois é isso que fazemos de melhor. Quero mais 9 tequilas, mais sapato novo molhado de mágoas vomitadas, mais Aly no meu colo, mais Mary na minha frente entendendo meus pedidos de perdões tortos, mais palavras encorajadoras, mais Yeah-Yeah-Yeahs na pista de dança na hora exata. Pois isso tudo, também fazemos maravilhosamente bem.

July 16, 2007

E amanhã baby,




Tecnicamente o nosso inferno astral chega ao fim...Ano novo, vida nova (porém um pouco bagunçada pra ambas cancerianas deste humilde blog) novas resoluções. E muitos planos, porque não?






Arrasa Beeeeeee!

Tá chegandooo!!

Versão perniciosa do flyer da festa. ;D
o dia é amanhã, mas a festa é sábado

July 12, 2007

News Sagásticas

obra de Claire Oliver


No CCSP, de 24 a 29 deste mês, vai exibir um especial de filmes cujo tema é "Máfia no Cinema"! Terão títulos como Era uma vez na América, Cotton Club, Os Intocáveis, Estrada para Perdição, Scarface, O Casamento de Betsy, Cassino, Os Infiltrados e O Poderoso Chefão! Tudo grátis, programação completa no site. Para quem adora comédias, também terá um especial "O melhor da comédia".



Porém, o que ainda tá me dando febres é a exibição dos filmes do MOSFILM (maior e mais antigo estúdio de cinema Russo) que será do dia 17 ao dia 22. E no dia 17, meu presente de aniversário, vem a exibição do Anna Kariênina de 1967, a versão russa, muito mais fiel à obra de Tolstói do que qualquer outra, incluindo a americana, aquela com a Greta Garbo, de 1935. Vocês sabem que eu me apaixonei por este livro, morri de felicidade quando vi a programação e soube que ele seria exibido no dia do meu aniversário! Mais perfeito impossível. Presente do Universo!



Para os amantes de Hilda Hilst e de Clarice Lispector, há uma peça chamada Jardim de Rosas Mudas, direção de Gisele Petty, cujo texto é baseado nas duas autoras. Dia 28, 18h, grátis, na biblioteca Alceu Amoroso Lima, zona Oeste.



Fora isso, o aniversário das donas deste blog está chegando! 17 próximo!

E quase chega ao fim nosso inferno astral! (suspiros...)

July 05, 2007

Perfeitos desprazeres

No dia do meu aniversário, no CCSP, será exibido o filme do livro da minha vida. Coincidência? Talvez seja o universo indo à meu favor. Nesse dia eu ainda vou querer receber a ligação mais esperada do mês de julho. Não tem como não dizer que será o dia mais excitante do meu ano (quem sabe? eu não sei mais de nada!). Intenso, forte, difícil, incrivelmente triste e incrivelmente feliz ao mesmo tempo. Não digo aqui exatamente o porquê, mas adianto que será uma comemoração somada à mais duas, uma recordação de despedida dolorida, uma saudade inexplicável, uma notícia de lavar a alma.

Posters russos são bacanas. O que não é bacana é quando depois que você aprende a lidar com uma situação, o outro lado da questão, ou melhor, o outro participante da jogada -ou relacionamento, você escolhe- te traz questionamentos mas, no fim das contas, tais questionamentos são os mesmos que você teve há meses atrás, quando ele te disse que partiria e você surtou de leve. Daí, agora, há uma semana de dizer tchau, ele lança tudo. Homens... humpf. Sempre atrasados no processo. Não sei dizer a continuação da frase "Mas fazer o que...?", não dizer o que vem a seguir, não sei prever as coisas, não sei elevar a patamares poéticos incrivelmente inexplicáveis os meus sentimentos, não consigo pensar na "melhor coisa a se fazer"ou no que seria moralmente melhor justificável ou sordidamente mais feliz. Só quero que os dias passem do jeito que for preciso acontecer. Dando tempo pra eu digerir os acontecimentos. E pra nós pensarmos numa mesma sintonia, ou se não for numa mesma sintonia, que cheguemos num mesmo final. E dos felizes, de preferência. Tudo pois certas coisas só traz sofrimento antecipado se não esperarmos o momento certo, ou seja: o momento exatamente ele, com seus segundos perfeitos.

June 29, 2007

Post número 328 ou Balanço do Semestre

Como alguns puderam acompanhar por aqui, no fim do ano passado a faculdade que eu fazia fechou meu curso. Depois disso começou uma maratona atrás de um curso à altura e mais os trâmites de negociações para a transferência, papeladas, conversas mil, desesperos, medos de não dar certo, correirias mil até que apenas em fevereiro, pós-carnaval, eu estava finalmente matriculada na nova faculdade, com o ônus de um semestre à mais por conta de matérias que não podiam ser perfeitamente adaptadas da grade anterior para a da nova faculdade.

Tive que fazer algumas matérias com semestres anteriores ao que eu estava regularmente cursando e agora eu já nem sei se passei pro sexto semestre ou se tecnicamente ainda estou no quinto ou se minha matrícula é pelo sétimo. ENFIM, um rolo considerável. Mas considerando os semestres já cursados, estou indo para o sexto semestre. Durante esse semestre que passou eu tive meu período de adaptações à nova realidade e minhas notas no primeiro bimestre foram meio catastróficas, mas depois vieram consideráveis recuperações no bimestre seguinte. Sò para terem uma idéia, em Introdução ao Estudo do Direito tive um 6,0 e depois um 9,5, já em Economia tive 5,4 e depois 7,8. Porém, porém, poréeeemm... peguei DP em Teoria de Realções Internacionais 1. Minha média final nessa fuckin matéria foi 4,6! EU nunca havia tirado uma nota menor do que 8,0! auahuahauhauahuha... Foi só o Gilberto Sarfati entrar na minha vida, cismar que fiz dois plágios num trabalho de 37 folhas digitadas (e anulá-lo!), desconsiderar alguns raciocínios nas provas e rebaixar minha capacidade de análise crítica que minha vida desandou. E o pior: ainda tenho mais um semestre com ele (o da DP) e ainda depois outro de Teoria 2. Vou encarar como um teste de capacidade...rs


Fora isso, terminei um estágio e decidi ficar em cas apor um tempo, apenas estudando e quanto mais tempo eu tinha livre, mais ele se transformava em tempo ocioso. Mesmo. Então, preciso sair dessa vida de eterno fim de semana. xD


Bom, profissionalmente foi tudo o que aconteceu.
Agora preciso continuar na minha jornada de encher minha rotina de ofícios (in)úteis pois infelizmente julho não vai parar no dia 22 e dia 23 é quase que fatídico.

June 24, 2007

Sagá adverte: Tolstói provoca.

Capa dura e caixa especial.
Ed. CosacNaify;
816 páginas;
8 ilustrações;
16 x 23 cm;
1,55 kg;
ISBN 85-7503-473-1
Publicação: nov. 2005

Não que não o ame ou que não me sinta digna de seu amor. Talvez não saiba mais amá-lo fervorosamente de tanto que já tentei me habituar aos seus olhos, toque, pele, gostos e cheiros que estarão ausentes logo mais. Não que goste de jogos de azar, mas este amor tem se mostrado como um jogo para perdedores, daqueles que você aposta suas fichinhas mas vai perdendo-as aos pouquinhos. Mas mesmo assim, um dia de cada vez e muitos beijos com sorrisos logo em seguida. (cara, eu adoro quando eu abro os olhos e encontro seu sorriso)
Já sou uma pessoa melhor depois dele, o amor mais escandalosamente sincero que já tive. Dentre tantos problemas posso dizer que ele é a parte boa da história. Mas provavelmente devo ser uma daquelas pessoas de coração bondoso e alma iluminada que encontram sérias dificuldades em fazer bondades. Às vezes interpreto seus olhares vacilantes como frios e indiferentes. Outras vezes levo palavras ao pé da letra, como aluno iniciante, amador, que só enxerga no sentido literal. Mas outras, quando de relance, quando paro de me fazer perguntas absurdas e de respostas que só obtemos no momento anterior ao da morte, é que passo de relance meus olhos esperançosos e atrapalhados por sobre os pensamentos dele e vejo, enxergo, tudo aquilo que preciso para manter minha alma aquecida.
Depois disso, percebo que preciso parar de cobranças banais e leves ciúmes infundados que só o chateiam e o afastam da pessoa pela qual ele cegamente se apaixonou, um dia deu à ela o livro que tornou-se o de vida dela, escrevendo na contracapa palavras que a descreviam como “incrivelmente maravilhosa”, com sua própria letra, no seu Anna Kariênina edição especial.

Primeiro bom motivo para você ler Anna Kariênina
(recomendo que leiam algo do link dali de cima para não viajar no trecho que eu transcrevi, se caso ainda não sabem de nada sobre o livro)

“Vrónski seguiu o condutor até o vagão e, na entrada do compartimento, parou a fim de dar passagem a uma senhora que desembarcava. Graças ao tino habitual em um homem mundano, com um único olhar para o aspecto dessa senhora, Vrónski classificou-a como pertencente à mais alta sociedade. Desculpou-se e estava prestes a entrar no vagão, mas sentiu necessidade de observa-la outra vez – não por ser muito bonita, nem por ter uma graça elegante e discreta, que se percebia em toda sua pessoa, mas porque, na expressão do rosto gracioso, ao passar por ele, havia algo especialmente meigo e delicado. Quando olhou para trás, ela também virou a cabeça. Os olhos brilhantes e cinzentos, que pareciam escuros devido aos cílios espessos, pousaram com atenção e simpatia no rosto de Vrónski, como se ela o tivesse reconhecido, mas, logo depois, voltou-se para a multidão que se aproximava, como que à procura de alguém. Nesse breve olhar, Vrónski teve tempo de perceber uma vivacidade contida, que ardia em seu rosto e esvoaçava entre os olhos brilhantes e o sorriso quase imperceptível, que arqueava os lábios rosados. Parecia que o excesso de alguma coisa inundava seu ser e, a despeito da vontade dela, se expressava, ora no brilho do olhar, ora no sorriso. Intencionalmente, a mulher apagou a luz dos olhos, mas essa mesma luz cintilou, à sua revelia, no sorriso quase imperceptível.”
Admiração:
do Lat. admiratione, s. f.,
ação de admirar;
espanto;
surpresa;
assombro;
pasmo.
É ele por ela.

June 18, 2007

Programações

Provas quase terminando e eu já saltitante pra ver várias coisas!! Quem quiser ir comigo é só avisar.

Pra quem gosta de cinema documentarista, o prato tá cheio. No Centro Cultural São Paulo começa amanhã uma série de filmes de Francisco Cavalcanti, como descreve a programação de lá, o projeto tem como objetivo recuperar para as novas gerações a produção realizada na Boca do Lixo paulistana. O homenageado é o ator e diretor de cinema Francisco Cavalcanti que, com seus filmes, conquistou o público nas décadas de 1970 e 1980. Vai de 19 a 24 de junho.

Daí, vem uma série de documentários sensacionais de Harun Farocki. Com certeza vou assistir Imagens do Mundo e Epitáfios da Guerra e Videograma de uma Revolução. Programação completa aqui.


Já pros fãs dos clássicos, no Teatro Municipal de São Paulo será apresentada A Italiana em Argel, de Rossini. Dias 23, 25, 27 e 29, 20:30. Dia 1º/07, 17h. R$20 a R$40, mas no dia 25 será entre R$10 e R$20. Vale muito a pena!

Hoje ficam essas duas dicas. A Aly publicou no Quarto dela a programação especial do Centenário da Frida Khalo, que ela quase não gosta! =p É um espetáculo de dança que está para estrear. Se nós vamos? Imagina só se já não estamos lá.



Agora imagine só: meu aniversário, o da Aly e do Chicken Little no mesmo dia somados ao aniversário do meu Querido e mais sua despedida de sampa, tudo numa festa só, com todos os amigos dos quatro juntos... Acho muito bom que dê certo o plano!

June 11, 2007

Acho que eu to ficando velha!

Vamos resumir o assunto. A festa junina não acabou muito cedo. Eu não consegui estudar direito sábado e praticamente nada domingo. Minha mãe estava de folga, fomos fazer feira, cozinhamos juntas, namorado passou rapidamente em casa, amigo querido liga e diz que estava com uma garrafa de Absolut me esperando na Consolação... Daí eu fui. Mas de qualquer forma já era 18h e não conseguiria mais estudar tudo o que precisaria. Chutei o balde. =p
Fui pra Parada GLBT, Av. Paulista mais do que cheia. Intransitável, praticamente. Encontrei o amigo querido, compramos algumas coisinhas de comer, bebemos uma dosesinha de vodka, descemos a Consolação, dançando, curtindo, mas tinha muita coisa me deixando desconfortável. Por exemplo: até o ano passado, quando se reuniam mais ou menos 1 milhão de pessoas na Parada, era bem mais agradável. Este ano foram mais ou menos 3 milhões. Resultado: muita gente que foi pra vadiar, vários caras andando de cueca e tênis, as travestis muito mais vagabundas, muitas garotas vagabas e vestindo coisas que na realidade não vestiam... Tava péssimo nesse quesito. Muita gente feia, mal educada, vileira... Mas o que mais podia-se esperar?
Acredito que o movimento popularizou-se e então virou merda. Não que nos outros anos não tivesse tudo isso que eu citei, mas era em menor proporção! Eu ia com o pessoal e não se via tanta vagabundagem explícita, pelo menos eu não via... Não sei se tem a ver com a glamourização do esteriótipo dos GLBT, das drogas, do sexo, da vida Glam, do crime (pessoas do hip-hop, me desculpem, mas é a pura verdade! do meu ponto de vista), provavelmente tem. Pudor faz bem às vezes e ou estou ficando velha, ou tá tudo muito sem valor. Mas enfim... isso não é perceptível apenas na Parada Gay, não. É em quase todo lugar que eu vou, a própria galera que costumava curtir música eletrônica apenas pelo som, por gostar da música, já é minoria. (veja isso)
Bom, mas mini-protesto à parte, cá estou eu pensando se vou ou não fazer minha prova mais importante hoje. Talvez fosse melhor pagar por uma substitutiva.

June 09, 2007

Breve nota do desespero!

Ainda não sei o que está errado: minha semana de provas ser na época de Festa Junina ou a Festa Junina da paróquia na frente de casa começar meio-dia e terminar só meia-noite. Tenho um sério problema, não consigo estudar ao som de Moraes Moreira, Elba Ramalho, músicas de São João e pula-fogueira-iáiá-pula-fogueira-iôiô, capelinha de melão, asa branca... Resultado: são 15h e eu fiquei só fazendo download das lições de alemão do Deutsch Welle, pois não consigo efetivamente estudar alemão, e fiz compilações de notícias internacionais, pois lê-las devidamente também não consigo. Ler? Não. Escrever? Também não! Se concentrar só um pouquinho? I don´t think so. E amanhã é Parada Gay, eu tava bem feliz, lembram? Mas agora já não sei se consigo ficar tão feliz assim, já que vou ter que estudar de qualquer jeito... dois dias praticamente jogados fora com essa coisa de é noite de São João! Agora essas são minhas opções: ou vou na paróquia e acabo com o vinho quente/quentão deles e participo da festa ou sei lá, mando instalar janelas anti-ruído, me mudo pra uma biblioteca bem silenciosa ou me conformo com minha DP na matéria cuja prova é segunda-feira. Humpf. To tão desesperada que começo a rir sozinha!

June 06, 2007

They tried to make me go to Rehab. I said no, no, no.

Olha, eu gosto muito, demais de uma dona chamada Amy Winehouse. Nas músicas dela sempre sai um "So, I´ll always keep a bottle near", "I´ll drink for him tonight", "At least Im not drinking" e afins. E eu juro, juro que não sabia quando comecei a ouvir e me apaixonei pela voz de louca dela. Ah, a primeira música do disco e single, por sinal, chama-se Rehab.
Amanhã tem festa. Das boas. Das mais legais. Das mais hards. Como há moito tempo não tinha!
Hoje tem cineminha e coffee com minhas queridas. Até que enfim vou ver a Lubi, meeeeeses depois! Adoro essa menina! Ela é mto doce, gente. Como pode? Tinha planos pro fim de semana até me atentar pra apenas um detalhe: semana de provas chegando. Mas mesmo assim, domingo TEM Parada GLBT no quintal de casa.
Ando me sentindo capaz do perdão, sabe? Ou posso estar confundindo as coisas e na realidade eu apenas tenho parado de pensar em coisas que já se passaram há taaanto tempo e que até hoje me faziam sofrer de alguma maneira. Fui na terapeuta domingo passado e depois de 4 horas de conversa, falando sobre muitas coisas, ela me fez perceber como tem coisas dessas que já fazem 2 ou 3 anos. Ou mais até. E às vezes ainda me machucam. Enfim, pode não ser mágoa, talvez seja apenas a incapacidade de fechar a porta de vez para pessoas que foram importantes de uma forma ou de outra. Mas um ponto importante é: senso de justiça aflorado te faz fechar a porra da porta rapidinho, derreter a chave numa caldeira, devolver o mal feito pra você, mandar pra PQP, colocar o maior salto alto de cetim preto que se tem no cabaré e ainda mandar um beijinho na saída. Done.
De repente, a velha sensação.No-va-men-te.A solidão já me acostumou. Eu repito e minto.Talvez, numa dessas repetições vãs, se torne verdade. Tem como não amá-la? Como assim, quem? A Lubi, claro. Sempre com palavras doces.