August 12, 2009

Engraçado a força que as coisas parecem ter quando precisam acontecer

eu mudei.
mudei de casa.
mudei depois de 23 anos, 8 dias e algumas horas.
e não há nenhuma maneira sutil de dizer isso.



Isso me trouxe uma alegria imensa, medo, duvidas, incertezas...e uma nova postura de vida.
tudo é novo, até o que já fazia parte de mim há uma eternidade.
Isso me fez rever relações. familia. amigos. amores.tudo.
Isso me deu um sabor na boca, todo diferente, agridoce.
Isso me deu mais fé, mas vontade. vontade de me organizar, de cuidar, de ter serenidade.
ser serena.

a musica não pode parar de tocar. atravesso a rua, meu passado tá. e ele é tão seguro. é tão bonito. minha vó tá lá. mas como ela está comigo sempre, não tem problema.

é tudo nosso. da chave que abre o portão à minha cortina de box branca. e eu tô simplesmente encantada com isso.


All those good things


Minha vida tá super fora do eixo. To sem trabalhar ainda por causa da cirurgia, me sinto carente volta e meia (e como volta), mega acima do peso, mas indo pra academia, ainda não fiz minha rematrícula da faculdade por falta de dinheiro entre outras coisas... Enfim, aspectos vários. Mas, apesar disso tudo, estou serena. Feliz. De coração leve.
Isso possivelmente é porque consegui resolver alguns assuntos afetivos pendentes e tive momentos realmente memoráveis com alguns dos meus amigos nos útlimos tempos e isso tem me deixado extremamente realizada. Vai ver é porque eu organizei todas as minhas revistas, cd's e dvd's por título e cronologia ontem à noite, encontrando alguns cd's que gravei há anooos atrás e os reouvi, dando risadas enquanto lembrava de detalhes engraçadíssimos de baladas e momentos ao lado de pessoas incríveis. Também pode ser porque finalmente escolhi não dar ouvido à questões que não são minhas na minha casa, ou melhor, decidi ser mais eu, apesar da cobrança e neura do outro.
Pode ser porque ano que vem vou estar no meu cantinho, talvez e possivelmente o compartilhando com um dos meus melhores amigos e pessoa de luz muito forte que, por razões de sigilo do nosso plano, ainda não posso revelar seu nome! Porque também pendurei na parede meu quadro de metal prontinho para receber as fotos que serão tiradas na praia este fim de semana com as meninas e o Vander tocando o Rei Roberto no violão com sunga caribenha. Impagável!
Mas o fundamental, estou tranquila (e disso eu tenho certeza) pois dentro de mim existe uma chama enorme de fé na vida e no amor, que me diz pra não me desesperar, pois minha trajetória está prestes a ser redefinida pelos planos, os quais não fui eu quem traçou.

Fé. Con fides. A vida é muito maior do que imaginamos. ;D E minha noção de que o curso natural dos acontecimentos é sempre o correto, de que nada acontece sem um propósito muito bem definido, me enche de paz e plenitude. Plenitude que me faz pensar que, independente da oportunidade que eu abraçar, vai dar certo, vai rolar e vai ser incrivelmente bom e inesperado e eficaz. Como tudo sempre foi na minha vida.

August 10, 2009

Arde aqui dentro de mim uma pouca vontade,com gosto cortante de caco de vidro, desnutrida exposta a fratura, desequilibra/desequilibrio.
são tantas saidas dadas ao absurdo, são tantos sabores destrutivos,veneno pro dia corrosivo, desequilibra/desequilibrio.Certo das contradiçoes desconcertado, desgovernaçoes prostituido, descalço no chão estilhaçado,desequilibra/desequilibrio.O passo pro fim foi conquistado, desdem tão comum em meus ouvidos, ligado na sobra do pedido,desequilibra/desequilibrio.Mais sobras dadas ao desperdício, mais veias tapadas por excesso, mais contribuindo incentivando,desequilibra/desequilibrando. Deformaçoes voluntarias sucessivas, se todas as cores fossem pretas, em todas as partes meu planeta,desequilibra/desequilibrio.

July 29, 2009

Sobre o Timing

Pela Wikipedia: The act of measuring the elapsed time of something or someone...
O Timing é aquilo que se liga ao que devemos fazer, no geral. Mas, no fundo, o Timing mais importante está relacionado às coisas que queremos fazer, aos nossos desejos de coração, às demandas das pessoas que amamos e às nossas próprias de quando desejamos algo que aconteça conosco ou para nós, seja vindo dos outros ou de nós mesmos. Nossa percepção muitas vezes é falha e é exatamente por isso que temos que estar em sintonia com os acontecimentos, processos e andamento do que importa, pois, uma vez que o timing passa, ele passa. Perder aquele momento especial não tem volta. Meu avô já dizia: existem três coisas que não se pode voltar atrás – a bala depois de atirada, a palavra depois de proferida e a oportunidade depois de perdida. O Timing exato tem a ver com tudo isso. Quando o perdemos, já era a oportunidade de estar lá. E isso acontecendo, nossa, como é ruim.
Nosso Timing está ligado à percepção e à mensagem que recebemos de fora. O ideal seria que nossa percepção e mensagens recebidas fossem claras e fáceis, mas geralmente não é assim. Logo, demanda esforço não perder o bendito Timing, nosso reloginho interno que nos desafia a sermos atenciosos, zelosos e conscienciosos. É ele que nos proporciona aqueles momentos memoráveis e aquelas melhores lembranças dos dias em que não o perdemos e participamos de algo gigantesco. Essa coisa gigantesca às vezes é nada mais nada menos atender a um “preciso de você” oculto em conversas leves ao telefone, mas que são pedidos de socorro para situações limite, situações tensas e pesadas, quando precisamos que o outro perceba e participe do Timing da coisa.
Nosso mundo é muito rápido. Rápido demais pra sermos eficazes o suficiente para não perdermos o Timing de tudo que nos chama, das coisas do coração que nos envolve e envolve os que amamos. Eu, pelo menos, às vezes sinto muitas demandas no ar, especialmente em relação à mim mesma, que não pego. E isso também acontece em relação aos outros. Somos sempre mestres em gerar expectativas, mas esquecemos que a mensagem importa mais do que tudo. Cobramos a nós mesmos e aos outros por Timings diferentes. Às vezes, não é tarefa fácil essa coisa de comunicação. Parece simples, mas o radar emocional é de cada um e todos se confundem muitas vezes, resultando no Timing que dá tchauzinho ao virar a esquina. E não adianta correr atrás, porque esse ingrato não volta pra você. Mas ele deixa um post-it que diz: não perca os próximos. Just be there.
É o tempo daquele olhar, daquele desejo de atenção e de respaldo emocional que queremos do próximo, aquele ombro que tem que vir! Ele tem mesmo que vir! Aquela necessidade de percepção alheia, afinal, a demanda acaba sendo tão grande! Como não percebem? Por pura desatenção que se confunde com leviandade. É não perder a oportunidade de se fazer presente, de sair com aquela pessoa, de dar aquela chance, de dizer que sim! Sim, eu vou, sim, eu quero... sim, sim, sim! Sim, eu estarei lá. Não vou deixar passar o sentiment daquel momento, não vou deixar a desejar, nõ vou nos decepcioar. É assim que funciona: interesses atendidos, interesses afetivos que são sim necessários. Demandas, vontades, desejos, chame como quiser, não importa o caráter da coisa, é simplesmente o Timing. Depois dele, perde o sentido.

July 17, 2009

drama cotidiano surreal latino-americano

hoje eu acordei
é dia do meu aniversário
estou apaixonada
por um homem que eu não conheço
ele parece um sonho azul
infinito, como um dia de verão imortal e limpido
ele é doce
ele é bala de coco, doce de leite
ele é citrico
e me lembra a infância mais bela, mais açucarada
eu me perco na engraçada articulação de meus pensamentos
tão infantis, tão inacabados
gostaria de te-lo por aqui
por que eu o desejo a-r-d-e-n-d-e-m-e-n-t-e
eu o espero
temperando meu discurso pra quando o encontrar
quero ser idealizada
como eu o idealizo
como eu o quero
sexo, juventude e outros acidentes
temperança, musicalidade, controle do imaginário

June 29, 2009

M.J.



By Sagá
Michael Jackson pra mim foi o gênio do pop, da música, da inovação, do videoclipe, da dança, do comportamento, da voz e da energia. Ele era mais do que um artista pop. Ele era o pop. Vi uma vez ele entrando no palco pra uma breve participação num prêmio de música e assim que ele entrou no palco eu, vendo pela TV, paralisei tamanha a energia que esse homem carregava. Uma energia de transformação.
Magnânimo, complexo, simplesmente ele. Difícil de ser rotulado. De todas as reportagens que já assisti de ontem pra hoje, mesmo quem vai criticá-lo o faz com um respeito gigantesco. Ele não era preto, não era branco, não era homem, não era mulher, nem bom, nem mal, nem fácil, nem difícil, sempre ilimitado, americano, não-americano, ele simplesmente era. E nós não podíamos deixar de prestar nossa homenagem e a Aly vai imprimir aqui nosso pensamento.

By Aly
Deixamos o furacão Michael Jackson entrar em nossas vidas porque sempre ansiávamos pelo novo, pelo intenso, pelo jovem. Dancei e pulei com o disco “BAD” a minha infância toda. Todos queriam ter o seu gingado, sua força, seus movimentos. Michael era o Brilho, em todas as suas formas de produção. Incrível como a perda dele se constitui numa perda real, doída. Perdemos a referencia do que é ser POP. Do que é ser enorme, do que é ser devorado pela fama, pelo fardo, pelo consumo ilimitado, pela segregação racial, pela destruição de uma família, pela solidão. Michael Jackson não só foi o ponto revolucionário da música pop, mas foi também um artista completo.
Ele compunha, ajudava a criar aquelas coreografias INCRIVEIS, dava idéias mirabolantes para a construção de seus figurinos de show, criando assim um novo panorama de moda e comportamento. Não bastasse tudo isso, ele realizou o videoclipe mais fantástico de todos os tempos, (não tenho palavras pra explicar o Thriller significa pra mim) e a partir dessa perspectiva o mundo passou a enxergar o videoclipe como um pequeno filme, investindo em estéticas diferenciadas e arranjos mais sofisticados. A MTV, assim como muitos artistas de todo mundo, deve sua existência à Michael Jackson.
Observamos todos os detalhes da carreira de Michael, ávidos por novidades bizarras, por fetiches estranhos e muito luxo. Acompanhamos sua queda. Acho que no fundo queríamos vê-lo cair, pra que ele pudesse se reinventar, ressurgir, voltar a brilhar. E com pesar, acho que a morte foi a sua redenção. É difícil não se emocionar vendo o seu inicio no Jackson’s Five, tão novo e promissor. Seu rosto inocente me impressiona, porque apesar de toda a loucura, todas as plásticas, abusos com a saúde e escândalos sexuais ele tinha um quê de Peter Pan mesmo. Um olhar de menino perdido na selvageria que se tornou a sua vida.
Custo a acreditar na morte de Michael por que ela é ta surreal quanto a sua própria existência. Ele fez tanto pra musica que simplesmente é difícil acreditar que ele pudesse realmente morrer. Michael, tão normal, tão frágil, tão humano. Não condiz com o imaginário que criamos dele. Não condiz com os 100 milhões de cópias que o Thriller vendeu. Não condiz com que eu quero acreditar.

June 22, 2009

El lado oscuro del corazón ou Salve Mario Benedetti


No te quedes inmóvil
al borde del camino
no congeles el júbilo
no quieras con desgana
no te salves ahora
ni nunca
no te salves
no te llenes de calma
no reserves del mundo
sólo un rincón tranquilo
no dejes caer los párpados
pesados como juicios
no te quedes sin labios
no te duermas sin sueño
no te pienses sin sangre
no te juzgues sin tiempo

pero si
pese a todo
no puedes evitar
loy congelas el júbi
loy quieres con desgana
y te salvas ahora
y te llenas de calma
y reservas del mundo
sólo un rincón tranquilo
y dejas caer los párpados
pesados como juicios
y te secas sin labios
y te duermes sin sueño
y te piensas sin sangre
y te juzgas sin tiempo
y te quedas inmóvil
al borde del camino
y te salvas
entonces
no te quedes conmigo.
(no te salves - mario benedetti)


Do filme El Lado Oscuro del Corazón me ficou a melhor das imagens sonoras que pude ter: a cena em que Oliverio recita esse poema pra puta pela qual é apaixonada. Gente. Pára tudoo! O filme eu já amei por ser, em sua maior parte, rodado em Buenos Aires. Já amei pelo artísta plástico e suas criações revolucionárias. Fiquei numa coisa meio sem saber cada vez que ouvia um poema, os quais depois fui descobrir que meus prediletos eram do Mario Benedetti. Descobri Mario Benedetti. Sensibilidade que ganha qual-quer mu-lher se recitado ao pé do ouvido. Homens, confiem. Um Deus de tudo que faz a gente desabar. Esse homem sabe das coisas.

E eu que ia falar do filme, mas Mario Benedetti me ganhou! Não adianta!
Só pra vocês terem uma noção: rostro de voz, outro do mario recitado pelo oliverio
No youtube tem um monte de trechos. Mas vai, assiste o filme todo! É uma viagem do começo ao fim.

Confessionário particular - Sagá p/ Aly

Ai, amigaaaa!!!Eu tava aqui lendo os posts passados do nosso blog! Mas assim, passados mesmooo! Os de 2006! E morrendo de rir sozinha aqui! Embasbacada de como nossas cabeças sempre foram à mil! Nossos surtos e psicoses momentâneas eram bem mais aparentes! Nós éramos mais coloridas mesmo. Mas bem mais menininhas tb... que lindo...rs
As aspirações mudaram um tanto qto muito, mas nossos desamores e amores continuam tão presentes nas nossas paixões de alma qto antes.
Eu era mais politizada sim, mais culturalista e culturalística, coisa que a Mary jah tinha percebido. E em certa época a palavra tequila aparecia com uma frequencia muito maior do que hoje em dia.
Nós falávamos muito mais de shows que íamos e de nossos rolês homéricos. Mas ALY! Ainda há esperança pra esse nosso processo de enfadonhamento. Ainda temos as mesmas paixões de alma e reler os posts de 2006 me safou de umas duas horas de psicóloga, pq consegui me dizer denovo que não estou tão genérica quanto pensava! Eu ainda tenho as mesmas paixões de alma. E você também.
NÓS AINDA SOMOS AS MESMAS ASPIRAÇÕES. NÓS AINDA SOMOS AS MESMAS PAIXÕES. SÓ TÍNHAMOS ESQUECIDO UM POUCO DISSO.

Sinto uma coisa por ele que meu coração não ousa classificar

o teu amor é uma mentira
que a minha vaidade quer
e o meu poesia de cego
você não pode ver
não pode ver que no meu mundo
um troço qualquer morreu
num corte lento e profundo
entre você e eu


eu nunca quis te cortar da minha vida. nunca. entre todos os propósitos, todas as coisas que nós dissemos um ao outro, você nunca saiu. porque um dia eu acordei e amei você, amei com a intensidade de quem ama o sol. era tão bonito, tão completo. não me desfaço de você para não me desfazer de mim, sem laço, sem glória.
e quando você diz que minha respiração muda, que meu tom de voz muda é porque eu me agrego a você na tentativa de entender o sublime que há em nós.
você entende?
eu disse tanta vezes o seu nome dentro de mim.
e quando eu te odeio, quero dizer que sinto muito por tudo o que você causou, sinto muito por te querer bem sempre. E só Deus sabe o quanto isso é horrível.
querer bem a quem nos mutilou é como sangrar até morrer
é a alegoria dos desesperados
é a irônia maior da vida

no principio era o caos
enxergar na morte a vida
enxergar a morte em você
e em toda a temperança que nos rege.

June 19, 2009

Acho que já estava na hora



Vida louca vida

Vida breve

já que eu não posso te levar

quero que você me leve


Travo uma discussão comigo mesma há alguns (e não são poucos) meses. Um movimento cíclico toma conta de mim e dos meus amigos, um movimento angústiante e cinza. Estamos cansados de uma coisa que não sabemos o que é. Estamos nos abstendo da nossa vida, do nosso amor, da nossa juventude. E rezamos todos para que seja uma fase. Mas essa ansiedade mata, fere, corroí.

A vida não anda acalorada e colorida, não sinto mais o sabor das coisas simples. Me tornei uma máquina, processo as coisas que tenho que fazer de uma forma fechada e reducionista. Prefiro dormir a qualquer coisa. Minha casa não é mais meu refúgio, é meu esconderijo. Me escondo atrás de desculpas esfarrapadas, de livros que eu não vou ler, de um copo de café quente e forte, de filmes que eu já vi. Não tá certo, alguma coisa não tá no lugar.

Não me permito pensar em algumas coisas doloridas, é aquela questão monstruosa do medo. Deus, quando eu me tornei tão medrosa desse jeito? Eu custumava jogar tudo pro alto, correr atrás do prejuizo e me divertir no meio tempo disso tudo. Os turbilhões serviam pra eu absorver algo, e depois que a tempestade passava eu sempre me sentia mais confiante, mais concisa.


Agora nem presto atenção nos turbilhões ou tempestades... Tô absorta, tô tão por fora.

Tô deixando as coisas no zero a zero sabe? Não ganhei? Pena. Ganhei? Sério??? Legal.

Eu teorizo o tédio de uma forma engraçada e providencialista. Falei, mas já falei muito sobre toda essa situação, mas é incrível como eu me movi muito pouco pra mudar o rumo das coisas. Já dizia Marx, os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem...

E todas as palavras, todo o discurso só me deixam mais cansada. Chega de reclamar uma hora né? Nossos vazios, nossas perguntas e toda a angústia ficam pra trás, moídos na poeira do tempo.

E como disse a Clarissa ( que faz parte desse processo) esse post pode ser mais longo do que as minhas expectativas...

Eu sou aquela Aline que é naturalmente uma bagunça, mas que sempre deu um jeito de organizar as idéias, a mente. Aquela que adora passar a noite vendo filmes antigos, que acorda tarde no domingo, fica com remorso e vai no cinema sozinha, sem problema algum. Ainda é aquela que adora tomar um café ou uma cerveja com os amigos quando eles precisam, quando ela precisa. Aquela que adora, ADORA as noites de sexta no Paraty. Que adora cozinhar para todo mundo, adora assistir Sex and The City com a Cintia (tomando vinho e sorvete). Que vê na História o combustivel pra vida, e quando entra numa livraria...segura! Que adora encontrar a Mary, a Clarissa, o Vander, a Cintia, a Vanessa, a Maíra, a Deborah e mais quem quiser chegar no metrô consolação, às 23:00 pra descer pra pista de dança até cansar. Que adora o ritual da tequila no Balcão da Dj Club. Que adora cuidar, ficar junto, abraçar, morder e morrer de amor. Que pira ouvindo queens of the stone age e chora ouvindo Cardigans. Que adora passar horas jogando "uno meu querido' e papiando na casa dos amigos. Que Adora abrir a sua casa. Que Adora sabados ensolarados e tem uma seleção especial para dias chuvosos. Que adora estudar tomando vinho e adora Rum com soda.
Que adora tatuar. Adora escrever. Adora uns porres de vez em quando.

São colocações pontuais de coisas tão simples e imensamente prazeirosas que eu deixei de fazer. São coisas que me ajudaram a constituir o que eu sou. Há um poder na juventude que me fascina e ao mesmo tempo me faz ter medo de não aproveitar o que eu acho que tem que ser aproveitado. Não quero trocar uma vida de responsabilidade por uma vida de rolê eterno, mas quero poder usufruir de uma coisa que não temos usufruído: a diversão, pura e simples. Quero a risada dos meus amigos, quero o movimento, quero a ajuda deles pra atravessar esse vale de espera e incerteza.

June 10, 2009

"Troca de chip"

Cantar, é mover o dom
do fundo de uma paixão
Seduzir, as pedras, catedrais, coração
Amar, é perder o tom
nas comas da ilusão
Revelar, todo o sentido
Vou andar, vou voar, pra ver o mundo
Nem que eu bebesse o mar
Encheria o que eu tenho de fundo
(Djavan - Seduzir)

Sabe que eu fui na psicótica, né. Tá, psicóloga. Fui ontem. Gostei dela, sabe... Principalmente pq ela me joga questões no colo como nenhuma outra fez antes. (ui!) E ela me passou lição de casa. E ela é kardecista também. E ela faz um realinhamento de chacras que, menina! Nem te conto...
Algum tempo de conversa depois, a bonitinha me lança que eu preciso retomar do ponto onde comecei a abandonar as minhas paixões de alma. Afinal, somos o que sentimos e não o que racionalizamos. Por mais que você possa achar o contrário, você e todo o mundo, não é a razão que mostra quem eu sou. Ou você, enfim. Mas sim a maneira como você acha em resposta a sentimentos. Alguma novidade nisso? É meio complexo, especialmente quando isso vai contra absurdamente tudo o que geralmente nos dizem em todos os lugares e em todas as esferas da vida.
Use a cabeça! Use a cabeça! Racionalize! Seja racional! Tenha a cabeça no lugar! Siga os fatos! Julgue de acordo com os ditados! Ouça! Pô! Sempre fui a mega sentimental. E quando me ensinaram que eu deveria ser de outra forma a farofa começou. Claro! Nada tem receita de bolo. É fácil dizer como o outro deve agir, né. Sei lá, to começando a fazer confusão denovo.rs Mas no fundo a farofa começou a dez anos atrás, quando eu comecei a aprender o que era ser humano de verdade. Depois disso, só avalanche.
O ponto é: parei. Parei de me desdobrar em 5 Clarissas diferentes a fim de realizar feitos impossíveis. Pesa muito, sabe? Dói os ombros. Fere. Massacra a auto-estima. Quero agora retomar calmamente algumas coisas e ser mais constante e não esse brainstorm ambulante que tenho sido há tempos. Retomar meus gostos, minhas aspirações e pequenas vontades. Relembrar coisas simples que eu já esqueci faz teeempo...

Daí é que eu digo: esse post pode ser um pouco mais longo do que inicialmente eu previ.

~~~~~~~*~~~~~~~
Eu sou aquela Clarissa que adora cantar, mas que abandonou o coral por razões das quais nem se lembra. A menina que é intensa e que ainda é cheia de apegos. Que ama Regret, do New Order e que já foi muito mais fã de Moby do que hoje em dia. Que ri com muuuita vontade sempre, sem se envergonhar quando olham torto. Que abraça quando sente que é. Uma que sempre gostou do termo 'engajada' e que gosta quando dizem que sua cabeça é cultural. Costuma dizer por aí que não existe gente que não gosta de cultura e arte, só existe gente que não achou a cultura e arte certa pra si - afinal, tem pra todos. Que ainda não sabe direito o que quer fazer, mas que acredita que ainda vai encontrar (e tomara que logo) o que realmente deseja. É que ela ainda não se perguntou, ela só andava tentando descobrir através do que é cool e recomendável por especialistas.
Essa doida, que sou eu, tem dificuldade em fazer escolhas. Diz a psicóloga que quem tem baixa auto-estima costuma ser assim. E deve ser mesmo. Mas ela tem convicção de que suas listas podem ajudar nessa. Uma a uma ela sabe, ao menos de início, onde cortar suas amarras. Ela sabe o que tem em casa que precisa ir embora. Ela sabe as palavras que deveria sempre usar. Algo como 'não, não posso'. E é por isso que sua música volta a tocar e a voz começa a sair da sua garganta. Ela cresceu num modelo com o qual não se identifica e hora dessas vai entender porque eles são assim. Ou talvez não seja tão rápido assim. Mas, sua maior certeza é a de que não dá mais pra se preocupar dia e noite com todos, sem conseguir mudar nada em ninguém e nessa desperdiçar energias que deveriam estar muito bem focadas.
Seus planos parecem mais claros agora. Ela sabe que gostaria muito de entender melhor umas coisas, sobre alguns assunto que acha demais. Mas sabe que não é do tipo, nunca foi, nem nunca será, que coloca impedimentos e compensações tolas pra ser e fazer o que gostaria. Isso apesar de saber que tem chão ainda. O ponto é: a menina não quer mais essa bagunça. Ela vai se recolher pra arrumar o quarto dela. Vai redeterminar o que é essencial e aprender a lidar com raiva e mágoas. Controle de raiva? Pois é. Sua hostilidade é bem direcionada às vezes.
Porém, contudo, todavia, ela vai voltar a cantar! E vai ser logo! Também vai organizar suas fotos e catalogar os CDs e DVDs, finalmente. Os livros vai desempoeirar e os textos arquivar. A Clarissa vai, em breve, voltar a escrever. E finalmente vai baixar suas músicas prediletas. Vai também na sua amiga buscar aquelas fotos liiindas de San Telmo que até hoje não pegou. E se organizar financeiramente pra sua próxima trip. Fora isso, vai listar lugares onde gostaria de trabalhar e convencer um deles de que she's the girl for the job. No fundo, vai fazer tudo o que gosta, mas que não fazia, pois... não fazia, oras. Sabe lá qual o motivo dela não fazer. Ler revistas e anotar referências. Mandar cartas. Ouvir seus Cds e cantar. E ela vai pra Cuba também. Só não sabe quando. Agora vou zerar o chip.

June 08, 2009

are we like you? i can't be sure!

Pessoas carentes. Carente ou romântico? Os dois, né. Já que todo carente se torna cronicamente romântico e meloso. Mas depois que a carência passa é foda. Conseguiu o que queria e é isso aí, já deu. Acho que ando cética demais. Mas é que a aura de hoje é de 'não to no pique, tá legal?'. Prefiro que facilitem, pq se complicarem e eu resolver comprar a briga daí é problema. Tem realmente pessoas que com zero compromisso conseguem.
Mas uma hora passa. Devia ter um código de conduta pra certas coisas. Daria menos trabalho:
-Po, que m*!
-Desculpa, não sabia que você ia achar ruim!
-Mas tava no código, c*! Não leu essa b* não? Hã-hã?
-err... ahn...
-Pô!
E pronto. Sem desculpas! Prático demais.
Existem coisas que quando acontecem toca um sininho mental alertando 'não. não é aceitável, honey!'. Porém, outras vezes toca logo um alto e sonoro PÉÉÉÉÉÉÉÉÉ!!! e a sensação é logo de 'Po, inacreditável, hein!!!'. Tá, eu sei que também não pego muito leve às vezes. O cara mais mano da face da terra já me disse uma vez que ele gostava muito de mim, por isso que aturava meu temperamento. oO
E eu continuo repetindo: eu sou um doce. Quer ver? Mas não abusa do meu amor. Sério.
Enquanto isso minha avó tá na sala vendo um pedagogo super renomado falandofalandofalando e falando enquanto ela solta 'Oooolha, só! Viu, Clarissa?'. Não, não vi.
Daí, fora isso, to torcendo pra não perder meu semestre na faculdade com essa farofa-fa que tem sido o reagendamento das minhas provas depois desse transplante e meu super atestado de 15 mega dias. Bem na semana de provas.
Amanhã tem terapia holística. Não sei do que se trata. Mas juro que quando descobrir vai fazer muito mais sentido do que agora. Segundo a vovó, é pra curar meus problemas espirituais mais profundos.
Además, as rádios daqui do litoral não fazem muito sentido.
Só pensando muito mesmo. Introspectiva da forma mais superficial possível.
A couple of days aqui e fico sabendo das fofocas da família toooodinha. Incrível!
To com um projeto aí...

June 04, 2009

Genérica? Tá, um pouco, talvez! Será?

link: Claris no claustro
a diferença é que, por ser um pós-operatório, to sem cigarros e vinho.
o meu pijama tb é de flanela.

Existem 101 formas de lidar com a vida. Por muitas razões mega pessoais, meu jeito até hoje não tem sido o melhor deles. Não tá nem no top 50. Mas, é meu very best até agora, então tá bom. A questão absurdamente intríseca é que eu era uma pessoa, daí vieram anos de desajuste sentimental e instrução falha. E eu nunca mais fui eu mesma. Ainda bem, né. Triste seria pensar da mesma forma que eu costumava pensar quando tinha 17 ou 18 anos. Mas o ponto é: no passar dos fatos fiquei sem gana e sem sagacidade.
Fiz um transplante de córnea semana passada. Voltei a enxergar bem depois de 10 anos. DEZ anos! Existem dois fatores paralelos: a perda de visão quando eu tinha 14 anos e o início dos problema afetivos/sentimentais primeiro com familiares e depois, mais tarde, com homens -garotos, enfim. Puro desajuste em tudo. Já fiz o transplante. Só falta me resgatar. A ponto de saber o simples: quais eram mesmo as minhas aspirações? Do que eu realmente gostava mesmo? O que me deixava feliz cantando mesmo? Veremos já.
Hoje não fiz muita coisa. Só pensei muito. E vim de teimosa denovo escrever. Precisava escrever. Acabei percebendo que problemas podem ser resolvidos, especialmente quando a gente simplifica tudo (né, Caio? - vide meu surto no post anterior. medo é foda). Então vim escrever. Pq tava precisando.
Parei de fumar faz 5 dias e consegui sentir perfeitamente o aroma de baunilha e laranja no chá que acabei de beber! Inédito! Muy bueno... but silly.
Besos!

May 25, 2009

Quando toda a minha lista de prós não supera a de contras.

Cenário não-viável ou o que não será uma opção: Ver um amigo enlouquecer e perder tudo por não conseguir deixar de lado seu ego e buscar tratamento já é foda. Mas, pior ainda é quando essa pessoa surta, mente, usa, te trata mal, te fala coisas que não deveria e não só pra você, mas sim pra todos os amigos ou pra quem estiver ali. No dia seguinte, sua crise passou e vai agir normalmente, considerando que tudo o que fez e falou não foi tão grave assim, afinal era seu jeito de pedir ajuda e a reação ao bipolarismo.
Não.
Eu sou definitivamente a pessoa que tem o limite maior. Sou sempre a última a largar a mão de alguém, a deixar pra traz, a dizer não e a negar ajuda, ouvidos, abraços, enfim, tudo que tenho. Mas, quando, usando a desculpa de uma doença absurdamente tratável, um amigo joga tudo pro ar, te deixa no chão, desvaloriza amizade, amor, carinho, compaixão, não te poupa, te faz de otário e no dia seguinte age como se nada tivesse acontecido, sem saber que sua máscara caiu... então eu páro. Com o coração ainda apertado, mas páro. Pode me chamar de besta agora, talvez eu tenha demorado demais. Mas eu sou mesmo toda sentimentos e não me arrependo. Às vezes me arrebento bastante. O problema é que não sou de descartar pessoas e tudo que elas representam de valor.
Eu não me dôo pra muita gente. E nesse ano de 2009 toda santa semana uma dessas poucas pessoas por quem eu daria um pedaço de mim vem e me dá uma péssima notícia. Fora os perrengues familiares, metade dos meus amigos estão passando por momentos péssimos e eu, que sou intensa demais, não consigo separar nem enxergar onde fica a porra da linha que diz que dali pra diante a dor não tem que ser minha. Poxa... eu to cansada de notícias ruins. De limitações. De sofrimentos e loucuras desmedidas. De descontinuidades. EU CANSEI DE LEVIANIDADE. EU NÃO SUPORTO PESSOAS LEVIANAS.
E é exatamente por isso que eu vou ter que falar que bastou. E deixar esse amigo se resolver por si, já que saiu do meu alcance. Alguém aí sabe como é a impressão de perder alguém que está vivo? De assistir aos surtos de uma pessoa querida e não reconhecer mais? De buscar, buscar e não enxergar mais o que tanto te dava orgulho e te tirava um sorriso cada vez que você pensava nessa pessoa? E ao invés disso você sente pena. Dó. Frustração. Que merda é essa?
Isso fora todo o resto. Esse tiro no peito fora os outros que eu tenho levado desde novembro do ano passado. Eu cansei. E apesar disso ainda consigo distribuir sorrisos por aí, seguro a onda, choro sozinha e espero o tempo passar. Pela primeira vez to sentindo uma puta covardia de encarar o que essa segunda-feira vai me trazer. É o dia da negação. O não mais difícil da minha vida. O dia em que vou ter que me negar pro outro. E não é um outro qualquer. E é por isso que eu vou ter que fazer isso. Espero que ainda possa atuar no backstage.
Agora na boa, Universo... já deu. Não precisa nem inverter a maré e só me mandar coisas boas, mas só de vc parar de me mandar coisas ruins já vai estar de bom tamanho. Coisas que não incluam pessoas que eu amo com câncer, casas perdidas ou não, carros roubados, amigo torturado dentro da própria casa, mentiras deslavadas, mães doentes, pais depressivos e pessoas desempregadas. Ok? Estamos realmente bem entendidos agora? Pode voltar a ser legal comigo e com os meus. Uma pausa em meses disso tudo vai bem. Dá até pra esquecer dos meus problemas pessoais, aqueles unicamente meus. Dos meus pontos finais e das minhas dificuldades em recomeçar.
Vou ter que separar tudo o que acontece em listas e categorias pra conseguir visualizar todos os problemas num único mind map. Eu não vou surtar. E nem perder a minha fé denovo. Con fides. Certas horas do dia chego a ficar apática. É só pensar em tudo e é isso: apática e pasma.

April 27, 2009

O Viver Acumulado



Acho clichê falar sobre o mundo. Nos dias de hoje tudo soa clichê na verdade. É tudo instantâneo. A maioria das pessoas continua muito mais interessada no ter do que no ser. Sem novidades até então. Mas, na real, não vim trazer novidades. Só alguns pensamentos.
Quando fico atordoada pela quantidade de coisas e informações que se arrebentam em mim, acabo travando. Eu paro. Torno-me incapaz de agir depois de decisões tomadas. É sempre assim. Acabo tendo que fazer um esforço subumano pra filtrar tudo: emoções minhas, emoções e demandas alheias, acontecimentos, afazeres, tarefas, obrigações. E esses afazeres, tarefas e obrigações são em casa, no trabalho, na faculdade e na vida social. Não existindo um que cobre menos ou mais do que o outro. Tudo é cobrança. E tem que ser rápido.
Disse por e-mail à uma amiga uma frase do Andy Warhol: "Tenho uma interpretação muito livre de trabalho, porque acho que estar vivo já dá tanto trabalho que não queremos fazer mais nada". E é isso mesmo. Foi muito mais fácil viver em qualquer outra época antes da nossa. Ta, forte e impensado isso. Mas tem sua verdade. É tão difícil não ser turbinado de informações. Silêncio virou luxo. Estar só com seus pensamentos mais ainda.
Quando chega o fim de semana eu tenho que cuidar das coisas da faculdade e quero ver amigos. Sempre tenho afazeres familiares e religiosos e quando vejo, já não existe mais tempo. Já é domingo e eu não vi amigo nenhum, fiz metade dos trabalhos da faculdade, não arrumei guarda-roupa, não me dei conta de que preciso de um sapato novo, não cozinhei nada de diferente, como planejado. Não nada. Não, nada mesmo!
E é um desaforo isso. O desaforo maior é tratar tudo o que eu fiz como ‘nada’. Acaba sendo uma parte tão pequena do bolo que chamamos de ‘nada’. Mas foi bastante. Escrever 20 páginas, resenhar um livro, ler 2 artigos acadêmicos longos e em inglês, dar atenção à mãe, pai e avós, além dos afazeres pequenos diários... não é pouco para um sábado e um domingo. E ainda assim me sinto pequena, já que não consegui encontrar nenhum amigo, sair pra nenhuma balada, não tive uma conversa sobre mim com ninguém, não tive vida social nenhuma.
É uma sensação de insuficiência e impotência que não cabe na correria. Vamos acumulando desgostos diários, em pequenas doses. Incapacidades de digerir tudo. O filtro realmente não suporta a velocidade das coisas.

April 14, 2009

Abstinência.


Não sou católica and Yes, I can!

World is definitely a better place when is upside down.

"Só há lucidez na tua solteirice. Hoje procuras amor tateando nosso cotidiano com cegueira recente."

Quem escreveu isto foi o Neto. Um dos que semeiam afetuosidade.

Deixando um pouco de lado a teoria de bar que montei com amigas sobre nosso relógio biológico - no alto dos nosso 23/24 anos, já estamos começando a perder o timing! tic-tac fdp! - quero contar-lhes o porquê de eu querer alguém. Mas assim, querer mesmo. To aceitando propostas. Cartas com fotos e referências - menos da mãe - podem ser enviadas por e-mail. =P
É por poder beijar uma boca só minha, aparar arestas, sentir a pele, afagar cabelos. Olhos reluzentes diretos meus. Mãos que agradam e estão realmente lá. Hálito de essência. Voz que não sai. Carnes, músculos. Tudo condizente. Condizente com pensamentos - pecaminosos ou não. De tanto que me chamou de doida, já acreditei. Então, a doida aqui, logo diz que lábios encostando nos lábios do outro enquanto diz palavras doces e fortes é um pensamento constante. Mãos que apertam minha cabeça contra teu peito enquanto sinto sua respiração como se estivesse mais do que dentro do peito, quase fagocitose.
Brincadeiras sem nexo. Brigas e descobertas. Já passei por tantas, que de pouco não tinha nada, mas que sim, muito boas... o que mandar eu mato no peito. Adoro ser atribulada, revirada do avesso, pensada de ponta cabeça, deixar ser achada no meio dos carões e bocas q sçao facilment desbancados. E as mãos... já falei delas. Ombros largos, braços fortes que agarram e não largam. Uma firmeza que só um homem de verdade pode dar.
Quero denovo não ser capaz de entrar em lugares sozinha, de tão grande que é o hábito de estar acompanhadíssima sempre. Figura carimbaa. Carta marcada. Quero absorver gostos e ser adorada. Ler olhares e engolir palavras pouco necessárias. Começar uma discussão e terminá-la em dois minutos. Sexo com tequila. Sexo com vinho tinto seco. Sexo até as pernas caírem pros lados de tamanho cansaço. Tem coisas que realmente marcam. Estourar e ver a pessoa te olhando com cara de 'já acabou?'... e pensar 'tá... esquece' .
Dar perdido nos amigos pra ficar fazendo na-da acompanhada. Rir de documentários da VH1. Traduzir caras q nem precisam de palavras. Perdoar, pedir perdão, sentar no colo e chorar sem medo de desvestir a muralha da China, nem de se mostrar absolutamente besta pro outro. Dar uns tapas sem razão. Brincar de luta livre e terminar em sexo. Adoro quando as coisas terminam em sexo.
Quero braços, pernas, costas, peitoral... tudo à que tenho direito. Tudo pra mim e comigo. Palavras doces e trocadlhos bestas. Beijos de tirar o fôlego, daquele que nuncam acabam. Músicas mil. Poesia. Sutileza. Direcionamento. Toque que desconcerta. Olhar que desconcerta. Voz que desconcerta. Frase certeira que desconcerta. Quero tudo e mais um pouco.
Tô relançando pro Universo! Vai, Cosmos!

April 03, 2009

"There may be trouble aheadBut while there’s moonlight & music& love & romance Let’s face the music & dance”

Lets Face The Music & Dance- Irving Berlin

Vou montar uma pasta com versos/músicas/textos afáveis pra dias como estes. Deusépai.

April 02, 2009

E no meio de todo o caos...

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,

Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.


.:.Pablo Neruda

Homens tem cinco vezes mais chances de alcançar cargos de liderança...

Mandei um e-mail com esse título pra algumas queridas. E minha madrinha respondeu. Que delicinha!
"Sabe, acho que não é surpresa. Calma... não que eu acho que é certo, e nem que o nosso cerebro é inferior ao deles ( pelo contrário, a nossa intuição já supera a capacidade deles, e a nossa agilidade em resolver trezentas coisas ao mesmo tempo contra uma coisa de cada vez por parte deles), mas infelizmente temos hormônios aflorando durante toda a nossa vida. E isso chega uma hora que atrapalha. Por mais capacidade e competência que tenhamos uma vez por mês sangramos, e isso acaba com a gente, deixando-nos com dor, indisposição, ou no mínimo mais lenta. Sem falar nos filhos. Se os temos a responsabilidade maior acaba sempre com a gente, a partir do leite materno que só a gente é que pode dar, claro né. E se por ventura não os temos chega uma hora que o relógio biológico começa a apitar. E a vontade de ser mãe começa a deixar a gente doidona. E tem também aquelas que por se dedicarem unica e exclusivamente a carreira, esquecem de tudo que citei acima, conquistam poder e dinheiro ( por pura capacidade, claro), mas quando olham pra trás veêm que só tem isso e ninguém para compartilhar. E é aí que entra a linguiça do Jabor, pois mulheres independentes demais são auto suficientes, tem quem querem na hora que querem. Até uma linguiça bem apetitosa pra satisfaze-las. Ui!! E os filhos de laboratório então. Arranja-se um esperma de um pai bonito e inteligente e faz-se a inseminação para ter para quem deixar o que se conquistou na vida. Credo!! Tudo culpa dos hormônios viu!!
Claro que tudo que falei não é regra, mas é o que acontece com a grande maioria. E euzinha, uma mulher de quase quarenta posso lhe afirmar que já passei e passo até hoje por grandes processos hormonais. E te digo Clá: é pirante!! Se a gente não tem pulso firme, não levanta a cabeça e toca o barco, a vontade de alguns dias é de nem sair da cama, ou por dor, ou por falta de serotonina, ou por falta de chocolate, ou porque acha que está faltando alguma coisa que a gente não faz a menor idéia do que possa ser.
Então , eu te digo minha amiga: por esses e por vários outros motivos (como o fato de vivermos em uma sociedade até hoje machista), é que os homens têm cinco vezes mais chances de ocupar liderança. Resumo: eles não menstruam, não sentem cólicas horrendas, não engravidam, não sentem as dores do parto e depois ficam 40 dias todo estrupiado, não amamentam qdo o leite insiste em não sair, não ficam com o corpo sem curvas qdo o metabolismo começa a parar de funcionar (e o corpo começa a deformar),e não se sentem com a mínima culpa por não serem o pai presente, o melhor na cama , o melhor dono de casa,e o marido que toda mulher gostaria de ter.
Para eles tudo é mais fácil, mais tranquilo. São racionais e para eles a gente é que complica. Talvez seja mesmo. Precisamos nos poupar de sofrimento e nos valorizar.
Mas mesmo com todo esse turbilhão hormonal, acho MARAVILHOSO ser mulher!! Não trocaria isso por nada! Afinal não queríamos tudo de gracioso pra nós não é. Só o poder de gerar uma vida , já é mais do que dádiva!
É único, mágico!! E tudo compensa as perdas que vamos tendo no decorrer da vida. As perdas são pequenas perto dos ganhos, que são muito maiores.
Ser mulher é mais do que especial!! E não é um cargo de chefia ou de liderança que vai fazer com que nos sintamos injustiçadas. Lembre-se : na vida não se pode ter tudo. Deixe esse cargo para eles tadinhos. Somente isso vai fazer com que eles se sintam melhores, diante de tantas falhas que eles sabem que tem. Ô dó!!
Mas existe uma luz no final do túnel (e não é um trem vindo na nossa direção), pois alguns homens estão percebendo que o modo de pensar e de agir provocado por eles não os estão fazendo felizes. E estão tentando mudar. Isso já é um grande passo. Estão parecendo cachorro cego que cai do caminhão de mudança, mas estão tentando.
Enfim minha linda, a vida é uma benção dada por Deus. Vamos aproveitar e agradecer.
Beijo no coração da minha afilhada mais linda e batalhadora.
Da Deda."
Agora vou comer meu pão de mel recheado de brigadeiro.
Beijos