February 17, 2006





Sim, eu confesso que depois daquele sonho eu pensei nele sim. Me lembrei dos seus 1,94 de altura de pura loirice e sarcasmo...
Puta-que-pariu! É claro que eu já superei esse platonic love, mas eu tinha que sonhar logo com ele minha mãe santíssima?! Longo com ele?
Você me causa arrepio homem!So Please, Get out of my mind!







Pois é, tanta coisa nesse meio tempo!

Viciada em Jorge Bem Jor do Taj Mahal e de uma tal de Teresa que eu ainda não descobri quem é,mas eu nunca tinha percebido como as musicas dele me animam! Com uma sensação de liberdade única. O mundo dá voltas e agora eu sei disso. Não importa como isso vai terminar, o que importa mesmo é meu bem estar. É, meeeeeeeu! E das pessoas que me fazem bem também.
Teve até rito de passagem dia desses, fiz uma fogueira com um monte de coisas desnecessárias a minha querida sanidade mental, que está de volta por tempo indeterminado!
E estou estudando o Islã. Sério!
E teve também surpresinhas por conta de pessoas sumidas na minha vida há tanto tempo... E pior que eu sabia que ia acontecer... Sabia mesmo.
E parafraseando com vocês, meus caros amigos, digo apenas que a palavra “Esporadicamente” tem me causado ataques e surtos de riso e incompreensão. Afinal, não é todo dia ( e nem pra sempre) que você exerce uma influencia magnífica e direta sobre a vida de pessoas que nem se devem nomear... Sim, correntes eletrostáticas me fascinam! Admiro! Sinto! Concordo, quem sou eu....
A graça da vida está em poder ousar meus queridos camaradinhas, essa é a palavra chave!
Porque se ele me acha previsível, imagine se não pudesse me prever!





Me sinto marcando um gol aos 45 do segundo tempo!

February 01, 2006

Todo dia de noite tenho a mania de fazer a programação do dia seguinte. Ontem não foi diferente. Deitei na cama, com a agendinha nova (daquelas escolar, que custa 6,50... bem bonitinha), uma caneta e mais o Jack... Aí a programação era acordar cedo, ir trabalhar, ligar na faculdade para saber umas coisas, passar na auto-escola, no salão de beleza e ainda na academia pra fazer a matrícula. Maaaas, porém, contudo, todavia, acordei cedo, tomei café, me troquei e fui trocar o galão de água do filtro... mas o maldito caiu no meu pé. Sim, um galão de 20L caiu no meu pé e arregassou meu dedo. Aí perdi meu humor. De vez! Liguei no restaurante pra dizer que não ia mais e ninguém atendeu. Mandei um e-mail pro meu chefe e cruzei os dedos pra que ele visse logo. Aí o bendito me respondeu mais tarde dizendo que não era o devido jeito de informá-lo do ocorrido, exigiu um atestado médico e desejou melhoras.
Tá, superei. Ainda preciso ir no médico pegar um atestado de pé-fudido e levar no restaurante... Faço questão de ir sem ataduras com o pé todo feioso pra mostrar pra ele que não sou truqueira a esse ponto. Acho que não superei 100%!

Ai, que zuada... jesuiscristin

Não vou nem comentar o resto das zicas que senão terei leitores deprimidos!

***

Mas pelo menos a poesia ainda tá presente na minha vida. Comprei o livro em forma de roteiro (ou roteiro em forma de livro..) da obra Hoje é dia de Maria, coisa mais linda! To me deliciando com a obra... Bastante intensa. Gosto de coisas intensas.

Constança, Maria.. Constança...
***
Fiz a listinha dos filmes que quero ver nessa temporada...
Munique
Paradise Now
Crime Delicado
Maldito Coração
As chaves da Casa
Boa noite e Boa sorte
O Jardineiro FIel
Soy CUba, o Mamute Siberiano
Não exatamente nesta ordem...

January 23, 2006

Faça-me um favor e morra!









No fundo, depois de deitar na minha cama e pensar bastante sobre o quanto eu estava me tornando amarga, aquelas aflições parecem medíocres. Talvez não fossem, só pareceram.
A dificuldade de falar de você se tornou aceitável com o passar do tempo. De repente agente não se conhecia mais, e eu fui assistindo dia após dia você perder o seu caráter. Foi bem triste na verdade. Apesar de que às vezes é melhor rir pra não chorar. Não tínhamos mais afinidade pra discutir a sexualidade duvidosa do Marylin Manson, não tínhamos mais saco pra relembrar a nossa história e voltar no tempo, não dividíamos mais o mesmo cigarro, e na verdade, depois do inferno que tudo se transformou, eu não tinha nem mais vontade de olhar pra você. E o engraçado é que eu continuo não tendo.
Eu queria tanto escrever amenidades comuns das pessoas normais! Mas sou impossibilitada por causa de um maldito bloqueio mental que eu criei pra te repelir. Ah, chega ser ridícula essa minha mania de fantasiar histórias com você,
[ Adoro imaginar que estou andando pela rua com uma bolsa Dior maravilhosa, com o cabelo perfeito, implante de silicone, unhas feitas, maquiagem impecável, sapatos Luis Vitton, uma regatinha branca super Baaasica, um super jeans, cheia de sacolas da Dolce & Gabanna e de repente eu passo por você e faço uma cara de quem está pensando “ Você é desprezível”...] E eu também tenho essa mania de sempre escrever coisas tristes a nosso respeito. Dividimos tanta coisa, tantas dores... E agora chego a achar que nunca mais falarei com você novamente. Também pudera né?Não tem nem cabimento. Se suas desculpas foram sinceras darling, hoje elas não me servem de nada. Será que eu vou ter que levar o fardo dessa traição pro resto da vida? Isso já perdeu a graça. Você se lembra quando aquele cabeludo maravilhoso foi embora dizendo pra você “Tchau amor, até amanhã” e nunca mais voltou?E o pior, quando você descobriu que o mesmo cabeludo tinha outras 3 namoradas sem contar com você? Fiquei realmente preocupada quando você tirou todos os piercings. Mais ainda quando você começou a arrancar os cabelos no meio da rua. Que cena hein? Eu estava lá. Eu sempre estive lá. Porque aquele 19 de Maio de 2001, onde o sol brilhava acima de todas as coisas e nós jogávamos RPG na casa de um mero desconhecido, aconteceu uma coisa mágica. Você mudou meu destino, eu mudei o seu destino. E ele, o cabeludo maravilhoso, mudou o nosso destino. Só que hoje, o maravilhoso não parece tão maravilhoso assim. O legal da história seria se eu simplesmente esquecesse a sua existência e vivesse como se você nunca tivesse feito parte da minha vida, e nem ROUBADO o meu namorado... Aí que falta de caráter hein moça! Tudo bem que roubar não é um termo aprpriado e ele não mais tão namorado assim... Mas poxa né? Não deixou nem eu afogar as magoas e já caiu pra cima do cara? Que papelão!
Só que não dá! Aí, eu já fiz de tudo: Psicólogo, centro espírita, tratamento zen, altas baladas, níveis alcoólicos elevados... Mas não sei o que acontece, você ainda está ali. Não foi convidada e nem é bem vinda, mas esta ali! Jamais posso dizer que não tenho magoa ( Por vezes ódio, um ódio indescritível, o que é natural) e eu digo isso não só por você ter chegado as vias de fato, como chegou. Isso só foi um deja vu, algo que pra mim já tinha acontecido. E ainda me vem você, com a sua prepotência impar me dizer meia dúzia de palavras arrogantes e grosseiras, me desconcertar por estar tentado te pedir desculpas, desculpas por você ser uma grande filha-da-puta.?! Faça-me o favor né? Eu devia ter arrebentado sua cara quando tive a oportunidade, mas afinal, isso faz alguma diferença?

Quando eu mais precisei de você, você me traiu, e não teve sequer a dignidade de me contar o ocorrido! Pela Santa Ignorância, onde eu estava com a cabeça???
Já chorei, já quis morrer, já quis que você morresse ( um milhão e meio de vezes), já voltei atrás algumas delas... Já tentei dar risada ( o foda é que nem é engraçado!) Assim que tinha que ser é? É. E eu adoro clichês; A vingança é um prato que se come frio.



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January 18, 2006

Jogado às traças!


Tá, eu sei. Não precisa nem me dizer. Abandonei. Mas juro, não foi por mal. É essa vida corrida, sem eira nem beira, nem eixo nem rotação, sem lógica ou razão, sem ética ou moral!!! To escrevendo só pra dizer que no outro apartamento que eu morava tinha dessas tracinhas aí da fotinha pelas gavetas da cozinha e que eu matei váaaarias espirrando bom-ar (sabe, aquele aerosol que dá cheirinho nos ambientes?) na falta de coisa melhor e no desespero quando eu as via andando pelos talheres! Aí um dia eu descobri que quando a gente as mata fica uma gosminha prateada grudada no utensílio matador. A pena disso é que eu acabei com gosminha prateada na minha mão. Yécathy!
Mas tudo bem, inutilidades à parte, quero falar que to gostando do meu trabalho, que tá rendendo um $$$ razoável e que meus 25 filhos estão com leitinho na pancinha. Peço desculpas às pessoas dos blogs alheios que eu não visito mais e deixo claro que minhas aparições serão sempre raras. Tristemente. Por pouco tempo.

January 09, 2006







As novas etapas chegam de forma inesperada. Um telefona, um telegrama, um sinal de fumaça que muda a sua vida por completo. Eu fiz a minha escolha e sei que a minha vida é feita de adoráveis mudanças. Boas e ruins. Produtivas e destrutivas. Doces e amargas.....
Sempre que eu vou escrever uma nova pagina da minha vida bate um medo confortável, uma aflição gostosa e extremamente diferente. Tenho que me jogar, me jogar mesmo. Dizem que a sorte gosta mais de quem brinca com ela. Eu concordo. Não tem nada melhor do que ariscar na esperança de encontrarmos o caminho, que, mesmo que não seja o certo, nos traz uma felicidade absurda.
Hoje, aqui, ultimo dia no escritório, cheia de coisas pra fazer, com a cabeça na lua perdida na minha nostálgica mágica de todo começo. A vida é cíclica. Ou pelo menos deveria ser.


-------> De repente, uma vontade de gritar. <----------

December 21, 2005

[ Adeus ano velho, feliz ano novo... ]





[[ Disparo contra o sol, sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de magoas
Eu sou um cara
Cansado de corre na direção contraria
Sem pódio de chegada
Ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar que eu to derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque que o tempo, o tempo não para...
Dias sim, dias não
Eu vou SOBREVIVENDO sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta.....]]










Não se trata de vingança. A porta apenas estava aberta. Eu entrei, um tanto cautelosa, um tanto apreensiva. Não há como fazer um balanço deste ano. Meus déficits foram arrasadores, meus superávits surpreendentes. Na verdade, eu não sei como eu levantei. Só sei que levantei.
Não quero pensar que foi um ano ruim...ele só foi....Difícil. Eu tive que aprender muito, tive que mudar aquelas coisas que eram eternas. As palavras tinham mudado de tom. Volta de 360 graus . Um mundo novo e diferente, do qual, seu eu pudesse escolher, acho que não teria feito parte.Porque as mudanças foram bruscas,e alguns de nós não são adeptos a isso. Mas eu dou a cara pra bater, sou extrema demais. Até as ultimas conseqüências. E tem sido assim o ano todo. Um “Toma-lá-dá-cá” excepcional. Briga de ringue mesmo. A sobrevivência foi algo complicado, afinal, os golpes vinham de todos os lados. O triste é que eu me tornei uma pessoa um tanto amarga. Troquei meu “Eu –lírico” por um senso critico terrível. Angustia. Depressão. Fobia.
É....é por isso que eu não quero mais fazer analises daquilo que foi vivido. O importante não era viver? Estou vivendo. Não vale a pena pensar se valeu a pena ou não, Se era pra ser feito ou não. Já foi. Agora só é importante pensar no modo como vamos lidar com as conseqüências, sejam elas boas ou ruins. Não me iludo mais, não digo mais “ele não faria isso”, não penso mais que o tempo que você viveu com certas pessoas influenciam na consideração que elas tem por você. Sou daquelas que acredita veemente que a dor lapida as pessoas. Precisei apanhar muito pra dar valor ao que eu sou hoje. Sou trabalhadora, sou baladeira e sou lutadora. Sou Corintiana, maloqueira e sofredora, graças a Deus. Continuo usando meu bilhete único, continuo a mesma pessoa cheia de cores e cheia de prismas diferentes. Continuo e sempre vou continuar amando a Frida Kahlo. Sou histérica, sou eletrostática, sou elétrica. Mudo sim, mas tenho a mesma essência, sempre. Em 2005 ou 2006. Em Marte Ou em Vênus. Em Milão ou em Paris. Aqui, ali ou em qualquer lugar.








December 12, 2005

Li meu horóscopo quinta-feira passada logo cedo e a dica do dia era pra eu me agasalhar bem em caso de frio. Daí, como o tempo mudou aqui em São Paulo, já saí de casa com uma big blusa de gola alta, super quentinha e fui que fui. Na noite desse mesmo dia teve baladinha e eu acabei esquecendo minha super blusa na mochila do Sr. Angels, na hora de ir embora quase morri de frio por causa da blusa pornográfica que eu usava na ocasião e do vento gelado que estava de madrugadinha-quase-manhãzinha.
Resultado: rouquidão+dores de cabeça indicadoras de resfriado mais do que indesejado.
Moral da história: a moça do horóscopo precisa me indicar menores quantidades de bebidas, não cautela quanto ao frio. Se não fossem as Samanthas (ou Sabrinas ou Valeskas ou Verônicas ou seja lá qual o nome da maldita bebida), Yes Américas, Gin Tônicas e afins nada disso teria acontecido.

Mas hoje vim precavida. Trabalhei lá no bar que estava sem movimento, o que é de certa forma bom, por que daí posso treinar flairs. Saí do trabalho, passei na lanchonete e comi uma mini-pizza de mussarela e tomate seco+Heineken e logo em seguida, não satisfeita esfomeada como estava, um strudel+capuccino alucinantemente bom. Melhor bebida pro frio do que capuccino?!

December 09, 2005

Urticária moral

Percebi que estava com um terrível hábito. Estava julgando demais os outros. Mas foi meio que um vício adquirido, foi sem perceber, quando eu vi já estava fazendo isso e talvez a um certo tempo. Também não eram julgamentos fortes, ideológicos ou morais, era coisa pequena, mais como síndrome de resmungona. Pode isso? Saia de tudo, por motivos plurais, como tipo de música, roupas, palavreado, hábitos... Mas também nada muito além da análise, sabe quando vc vê alguém se comportando de algum jeito e fala "Nossssa, essa deve ser a mais mala..!" ou "Caramba, onde essa aí pensa que vai com esse sapato medonho?!", é o que eu digo, sempre coisas idiotas e (por mais que eu não goste de admitir) mesquinhas! No dia-a-dia a gente acaba não percebendo os hábitos e vícios que vão fazendo parte da gente aos poucos. Mas é bem importante reparar nessas coisas, antes que se torne crônico ou que alguém venha te alertar e você passe um papelão... Outra coisa. Também percebi que quando eu percebo que uma outra pessoa tem um defeito (do meu ponto de vista) que eu gostaria de eliminar em mim, ou seja, quando ela tem um defeito que eu também tenho mas que eu não gostaria de ter, eu acabo não aceitando o defeito na pessoa e começo a tentar mudá-la. Cara, que coisa mais sem noção. Parei. Também percebi isso hoje. Tenho que aprender a mudar em mim por que essa coisa de se irritar e criar repulsa (nos casos mais graves de não aceitação da outra pessoa) não leva à nada e ainda enche o saco.

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Só pra completar meus pensamentos sobre mim mesma da temporada.
A gente faz merda. A gente = serumanu. Serumano gosta de fazer merda. E eu, como serumana, já fiz muita merda nessa minha curta existência de meros intensos e bárbaros 20 aninhos. Porém no começo do ano uma pessoa mudou parte da sua vida e de si mesmo por mim e a maior merda da minha história foi ter deixado a pessoa de lado através de merdas e decepções e insanidades e mesquinharias seguidas. O problem é que até hoje eu não consegui entender a causa certa dessas merdas prime, porque eu gostava e ainda gosto do serumano, que por sua vez disse pra fofa aqui que mudou 1 vez, mas que não vai mudar por nada uma segunda vez e propôs sexo sem compromisso até a gente resolver no que vai dar. Resultado: dei um tapa. Ele gostou. Ficou por isso mesmo. Sem acordos.
Caralho, viu! Isso não vai dar certo.

December 05, 2005

Meio de sobrevivência

A pessoa que vos fala estava extremamente preocupada com o futuro deste blog inegavelmente ótimo mantido por minha pessoa + fiel amiga e escudeira em assuntos diversos, Ally. Porém, vejam bem.. PORÉM, hoje descobri que vindo direto do meu new crazy job eu chego cedo o suficiente na faculdade pra atualizar as postagens e ainda ler e comentar no blog alheio como antes! Isso é uma boa coisa, pois se depender do meu resto de animação e humor de fim de dia só vçao sair posts como o último... super açucarados, perfeitos para pessoas diabéticas com nostalgia crônica!

Então é isso, to só anunciando que este blog não vai ficar nas mãos da Ally, essa garota desvairada, unicamente (sem ofensas, honey). Arrumei meios de continuar escrevendo...
Eu, meu sanduíche de metro, minha cerveja long-neck e meu guaraná estamos aqui prontos para entreter suas vidas novamente.

Amém.

December 04, 2005

Come home


Every sky is blue, but not for me and you

Soube que você pergunta por mim pros meus amigos, pelo meu novo número e procura saber da minha nova rotina, onde estou trabalhando e com quem ando saindo.
Soube também que você está melhor, conquistou um dos seus sonhos materiais, mas como costumava ser continua em busca de muito mais. Você é e sempre vai ser melhor do que muitos por aí em várias coisas. Quando eu fui no seu trabalho você me tratou muito além do que eu achei que merecesse, mas me desculpe, não consegui lembrar seu telefone no dia seguinte... te avisei que
estava muito bêbada pra isso, mas ainda bem que eu tenho o Leo pra me dar de volta as coisas que eu perco nos meus momentos de insanidade.
This days before you came are so strange and hopeless that everything is sistematic.
Mas fico pensando se foi de propósito. Acho que você andou falando que não me esquece pra pessoas escolhidas, pra que isso realmente chegasse aos meus ouvidos. E deu certo. Agora eu sei, agora eu quero você de volta, agora eu quero refazer aquelas promessas do último ano novo. Você não disse que daquele dia em diante o caráter de tudo mudaria? Sim, você disse, mas eu não acreditei, eu fugi, desapareci e você continua aí, procurando por mim, enquanto eu finjo que superei você e ouço as pessoas falando de como você está melhor e vivo acreditando que qualquer um é melhor que você e continuo frequentando infernos e agindo como se nunca tivesse sido atingida pela sua ausência, quando na verdade já se passaram dez meses e cá estou eu escrevendo essas coisas. O chão tá ficando firme demais e é exatamente você que sabe o jeito de suavizar a minha existência. Nossa, você já fez isso tantas vezes. Posso procurar por você denovo? Posso aparecer e te mostrar que você não precisa mais ficar perguntando por mim por que eu estou bem na sua frente?
Tive momentos de extrema covardia sem você.
Tive dias de decadência, me senti uma pessoa pior, fiz coisas piores, tenho agora relatos fantasiosos sobre minhas vivências sem você. Conheci pessoas que não são metade do que você é e o pior de tudo foi que você presenciou isso algumas vezes e demonstrou sua insatisfação. Sim, agora eu entendo. Agora eu entendo que quando me xingou como naquela noite foi por pura decepção, é duro ver quem gostamos com outra pessoa, não é? Pois é... você lembra da minha reação ao te ver com outra também, e sabe do que mais? Acho um pouco boa essa idéia coisa de "we belong together"... Quero rearranjar meus dias com você... do jeitinho que você me propôs... do jeitinho que eu sei que você toparia denovo.
Preciso te ligar, esqueci que você não entra aqui... My sweet, sweet prince....... you are the one... My sweet prince.. you are the one..........

November 28, 2005

Eu acho um pouco Bom [ Eu e meus conflitos....]



“Para se estabelecer influencia penetrante o propósito deve ser claro e definido.”



Deletei, deletei mesmo, sem dó, de uma vez. Algumas feridas agente fecha assim, fazendo sangrar de uma vez e tirando todo aquele pus pra fora...pois é! Vi foto, ouvi musica, andei por ruas que durante algum tempo foram nossas, e que hoje, são minhas, só minhas. As minhas lembranças eram o que eu tinha de mais precioso, mas se aquele velho ditado que diz que “ relembrar é viver” for verdade, meu passado ta morto e enterrado, obrigado.
Não quero me tornar um fantasma sem identidade,porque apesar do mal que algumas pessoas me fizeram, não quero posar de vitima não, e quero dizer que isso me ajudou a definir o tipo de vida e modo de observar certas coisas. Certos costumes ainda ficam cravados no peito da forma mais original possível. O amor dói e ponto. Dói de tão sublime que é. Isso foi o que eu aprendi, e isso é o que eu vou levar comigo. toda a cor, toda a vivacidade. E rir da beleza dos amores perdidos.
Me descobri forte, talvez um pouco a mais do que eu imaginava. Mas de repente bate um tristeza sabe?Acho que vai passar. Acho não, hoje isso se transformou numa certeza, além de ser um propósito de vida.






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Sábado, Meia Noite, Metrô Consolação.
Pão de açúcar, Caipiroska, Temporal. Bolo Pulmann.
Sair pra dançar até o dia amanhecer. Falar inglês. Passar gelo na boca de 730 pessoas.
A Lôca. Bartander a cara do Steve! Vai Ganhar um cigarro só porque você é fofa. Bathroom, Enjoy? Não Obrigado. Camurça Shoes.Tomato Guy and your brother. Prazer, o nome dela é Tabata.Vamos Dançar? Prefiro o Balcão. Pista Bombástica. Insisto, resisto, não desisto. Prefiro o balcão.


Aniversario da Mari. Eu estava numa “Amazing Party” de um futuro filosofo da usp, onde só rolava black music e Banda Calypso. Pera aí. É Aniversario da Mari hoje. So Sorry Honey, preciso ir! Ônibus, trem e metro depois, chego eu, pronta pra fazer o ritual nosso de todos os roles, a famosa terapia de grupo que causa ulcera. Vander trouxe bolo. Bolo Pulmann de verdade, com vela e tudo! Chuva. Sabe assim quando o mundo resolve desabar? Pois é, nada mais paulista que isso. Só me molhava mais se caísse direto numa piscina. Sábado A noite, A Loca, Na Chuva. Promissor? Mais do que aparentava. A Cidade ferve em inferninhos como esse o tempo todo.
Entre labidas e beijos ardentes, o primeiro Tabata da noite foi muito bem vindo. E tinha muito gelo. Curiosamente, algum amigo meu decidiu usar esse cubo gelado para fins maléficos e promíscuos. Ai a coisa desandou de vez.
Descemos pra dançar, mas o balcão do bar estava incrivelmente tentador pra mim. Gosto assim. Danço, me acabo, mas volto.[ De repente bateu uma leve tristeza. Mais um Tabata, por favor! Passou rapidinho, depois de goles homéricos de Run, que pra mim é coisa de marinheiro, sinceramente. Tudo bem, lembrei do meu Jack Sparrow e aquilo desceu forte que só vendo! Alivio Momentâneo? Não. Só consciência de que a vida é muito grande pra ficar estagnada desse jeito. Cansei de reclamar, cansei de gente que só quer causar na vida alheia. Ninguém paga as minhas contas mesmo! Tenho horror a gente mal humorada, que perde o espírito e esquece o caminho de onde veio. Turminha feliz? É isso mesmo.
Goste ou não, é assim que eu gosto de viver. Diferente de gente que quer se moldar numa personalidade pseudo-darkness, que pinta o olho e diz que é depressivo e fica se lamentando pelos lados. Meu, corta logo os pulsos então e para de encher o saco!!!Você sabe o que é depressão? Bom, se você sabe ou não, não me interessa. Eu sei, e acho que o mais interessante de quando você cai é levantar. Bom, mas essa sou eu...] Voltei pro meu querido balcão, e fiquei lá, dei risada, tirei foto, e me diverti. Tava precisando mesmo. Só pra espairecer. Só pra variar. Só porque eu posso. Nós podemos.


November 21, 2005

Quando acordou percebeu que, estranhamente as coisas haviam mudado de significado. Sentiu-se banida da poesia e banida do mal-agouro. Precisava dessa poesia de volta, a falta que ela mesma havia criado para si, sem perceber. Então liga o som, ouve ColdPlay. Entra na internet, lê Clarice Lispector. Pronto, foi fácil, a poesia estava de volta. Mais vibrante e, de uma forma dolorida, contando-lhe verdades.
Definitivamente, ela estava bem, feliz e com a sensação de que tudo daria certo. Sentia um pouco de medo ao pensar as possibilidades, mas quando percebeu que tudo era passível à
transformação, seu espírito acalmou-se novamente. Queria agora resolver as pendências. Não podia jamais viver com estas. Então decidiu suprir as coisas. Poderia ser que não fosse suficiente, mas era o que podia ser feito. Sentia-se bem por isso. E por muito mais.
Muitos entendiam o que seus olhos passavam. Gostava muito de ser intensa, mas havia certo assunto que sua tremenda intensidade a incomodava e a fazia sentir náusea. Porém não sabia se era náusea pelo teor do assunto ou pelo simples fato de não saber o que fazer. Sentia-se longe da capacidade de ação, quando na verdade não estava. Só sabia que era uma batalha difícil, mais difícil do que olhar para o sol logo ao acordar, depois de uma noite toda no quarto escuro.
As rédeas estavam sendo tomadas. Tentava não permitir mais que fosse afetada por coisas que já deveriam ter passado, mas sabia, mais do que tudo e acima de todas as coisas, que só poderia deixá-las passar depois de esquecê-las e sabia também que só esqueceria-as quando as deixasse de amar. E não aconteceria tão cedo. Para o bem ou para o mal? Para o bem e para o mal. Assim espera.


Good morning, dear. Pick up your phone. Look outside and tell me, what´s going on?

November 14, 2005


Eu estava sentada na Augusta, na volta da balada, comendo um lanche, as quase 6 da manhã. De um lado estavam dois amigos e do outro lado duas putas muito distintas.
O papo, que não pude deixar de ouvir, era que os homens que pagam mais barato são os que querem sugá-las, as machucam e as cansam demais. Um exemplo que uma deu foi do último cliente, que pagou por 3 horas e ficou 4, que era grosseiro e rude. Disseram que aquele caras lindos, gostosos e que sabem como tratar uma mulher pagam sempre por apenas 1/2 horinha e vão embora. As duas concordaram.


Interessante, não?

November 12, 2005

Saliva

E eu que já nem gostava de Absolut... o que faço da vida depois dessa?!

Art-Bitch Fuckin Broken pensa 'Será que é brinde?!'

November 11, 2005

Caixinha de Pandora

Você já sentiu que algo estava errada na sua vida e começou a arrumar seu guarda-roupa, sapateira ou gavetas? Aí você vai no bazar e compra pastinhas, etiquetinhas e canetas piloto por que você resolveu arquivar seus papéis devidamente. Mas depois de uma semana as pastas estão gritando por socorro de tanta coisa socada. De repente você lê seu horóscopo e ele diz que hoje é um bom dia pra começar um projeto que dê frutos a longo prazo. Ókei. Então vamos definitivamente começar a fazer esteira e exercícios. Você entra no seu fotolog, no seu blog, no seu orkut, no seu MSN e de repente percebe que tudo aquilo ta uma zona do caralho também! E percebe mais ainda e mais gravemente que essa coisa do seu grupo de amigos é uma ilusão de merda... Calma, não to desmerecendo meus amigos, não os de verdade pelo menos, mas você fica nessa de virar fã de fulano, dar 5 corações de sexy pra não sei quem e 5 gelinhos de cool pro outro ali, adiciona um cara que viu na comunidade dos ruivos, outro que conheceu na balada e mal lembra o que conversaram e mais aquela menina da comunidade de proteção ao meio-ambiente e contra o tráfico de animais silvestres, que quando vai ver melhor, com atenção, o que tem ali diante dos seus olhos, leva um susto! Quem são todas essas pessoas?!Tudo acontecendo muito rápido, sentimentos expressos é demais pra minha cabeça! Não sou uma garota expressa. Definitivamente. Sou muito intensa pra ser expressa. Olhar pras listas de adicionados e linkados, daqui do blog nem tanto, mas vai ver no fotolog e os amigos do orkut, chega a dar desespero. É quase uma névoa sobre os olhos! Se você não liga pra isso, tanto faz e é melhor assim. Mas hoje eu olhei e me deu desespero! Vontade de abrir, escancarar minha Caixinha de Pandora abarrotada de coisas e fazer o faxinão!Pessoas intensas preferem a qualidade à quantidade. Pessoas expressas já não sei, provavelmente não. Mas sou intensa, não expressa. Eu tento cultivar, pra dificilmente ter que descartar. Se valer a pena eu mantenho, senão jogo fora, descartando mesmo. Sou de câncer em aquário. Sou praticamente uma balança desregulada.

November 09, 2005

Como assim?

A televisão avisou que hoje começam a ser vendidos os ingressos para o carnaval de São Paulo 2006, com 12% de desconto.

Que carnaval, meu?! Que carnaval?!!!

Desse jeito o Natal já passou e eu nem vi!

***

To com crise de infância perdida. Meu lanche da tarde foi: pão com salsicha e molhinho que a mamãe fez e café com leite. Leite integral adoçado com açúcar, nada de molico light 0% de gordura e adoçante e o pão era pão de verdade, da padaria não pão de forma integral sem adição de açúcar. Ontem de noite tomei chazinho de camomila com açúcar também.

November 08, 2005

O Codigo D' Aline - Decifra-me Ou Devoro-te














Relacionamentos são sempre complicados. Mas eu queria saber porque eu tenho a infeliz mania de deixar tudo mais difícil. Não acredito que eu possa me entregar nem mergulhar de cabeça depois do vendaval que passou pela minha janela. Não consigo me abrir, não consigo me expor. Não consigo acreditar, e cheguei ao ponto de questionar o amor.Essa banalização do amor me deixou critica e arrogante em vários aspectos.
Eu sei como é isso. As juras de amor eterno começam antes mesmo de você se dar conta que foi longe demais. Sim, se joga, diz que ama, diz que é pra sempre. Vai ser. Mesmo depois daquele ódio terrível e irreversível, você pode constatar que aquela clareira que ficou no seu coração um dia foi uma floresta, úmida, com cores quentes e mistas, tudo muito lindo. Mas quando foi que o mundo ficou tão cético a ponto de amar e desamar em tão pouco tempo? Desde quando EU me tornei tão cética a ponto não acreditar no amor?
Fico passada com as declarações de amor
nas paginas internéticas
de hoje. Eu queria acreditar que as pessoas sentem aquilo de verdade. Não que não sintam....Eu só acho que falta um certo tempero na busca platônica pelo amor perfeito.
Sinto falta de algo como aquele amor brutal, selvagem, indecente, sexual. Algo sem limites, sem
precedentes. Só por ser o que é. Sem prudência, sem vergonha, despido de toda a duvida e aceitação necessária...sem responder protocolos, sem assinar contratos..Onde esse mundo de pessoas inconstantes vai parar?
Porque nesse caos frio e impessoal nós nos tornamos tão descrentes que temos a necessidade de crer em qualquer coisa que pareça boa; Eu permaneço no meu individualismo crônico e inflamado, esperando dias melhores. Esperando um postura menos radical diante de toda a futilidade que transformaram o sentimento. Tudo isso será carência? As pessoas não estão completas quando estão consigo mesmas. Sozinhas, como são...O complemento tem sempre que partir de fora ao invés de partir de dentro?
Fundamental é mesmo o amor??? É impossível ser feliz sozinho????





Relato sobre Diorella, a cã gravemente grávida

Diorella, a cã, a minha cã, está grávida. Sim, essa promíscua deu denovo pro Sunshine, meu cão. Nós sabíamos que a gravidez poderia ser de risco por que ela tinha praticamente acabado de dar à luz aos 3 lindos-fofos-maravilhosos filhotinhos, era o cio seguinte, tentamos cercá-la por todos os lados, mas em um descuido, entre a troca de uma calcinha pela outra o Sunshine, cão matador, foi lá e pimba na Diorella, cã dada.
Tudo bem, nos conformamos.
Porém, ontem cheguei da faculdade 23h e Diorella estava amuada, pelos cantos, sem latir e sem abanar o rabinho (fator muito, muito grave mesmo). Então corri e apalpei a barrigona de 1 mês de gestação dela e percebi que algo estava muito errado, por que ela estava tendo fortes dores mas deveria ter os filhotes apenas no dia 1º de dezembro! Então disse ao Sr. Meu Pai que era melhor ligar pro veterinário dela. Como não atendia, afinal era bem tarde, levamos a cã numa clínica 24h perto de casa. Chegando lá ela teve que esperar pois chegou um cãozinho baby todo ensanguentado que acabou morrendo. O médico a atendeu depois e constatou que precisaria de uma ultrassom, mas que não havia como fazê-la no momento. Medicou gotas de dipirona pra passar as dores, que ele dizia ser ou de cólicas uterinas ou de dores fortes nas costinhas da minha pequena.
Mas meu pai, não satisfeito, preferiu garantir e seguir lá pro centro de São Paulo, na Sena Madureira, pra um hospital vterinário super bom. Chegamos lá e logo em seguida entra uma garota em prantos (meeesmo), pois o gatinho dela havia tentado suicídio do 12º andar! Mas fomos embora logo, por que lá também não fazia ultrassom de madrugada (já era quase 1h), só até as 22h.
Viemos pra casa e hoje de manhã meus pais levaram Diorella, a cã, pro veterinário dela para fazer ultrassom e ser devidamente clinicada pelo verdadeiro Dr. Profissionalismo. Aí, agora, poucos instantes atrás liguei pra Sra. Minha Mãe e fui informada, calamitosamente, de que Diorella passará por uma cirurgia de emergência em uma clínica especializada pois, dos 3 filhotes, 1 estava muerto e os outro dois deveria ser abortados! Tirando o muertinho os outros dois não resistiriam nem em incubadora, são muito pititicos ainda.
Minha cã esta tarde será operada e ficará internada por não sei quanto tempo para a devida recuperação. Depois dessa, Diorella será castrada. Não queremos mais que a cã, tooda linda e serelepe, perca seu brilho ou peor, encontre a Dona Muerte.
Reeezeeeeeeeemmm pela minha pequenaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

November 03, 2005

Filme da semana

Pela 7ª vez, assisti Corra Lola Corra, Lola Rennt, Run Lola Run!
Adoro a Franka Potente e aquele cabelo vermelho que parece de pelúcia no filme..
Adoro o barulho de relógio, a fileira de dominós e a trilha sonora..
Adoro quando a mulher que canta uma das músicas da trilha fala '24 little hours"!
Adoro mais ainda por que usa animação..


"Wir lassen nie von Suchen ab,
und doch, an Ende allen unseren Suchens,
sind wir am Ausgangspunkt zurück
und werden diesen Ort zum ersten Mal erfassen."
T.S.Eliot
"Não cessaremos de explorar
e ao fim de nossa exploração
voltaremos ao ponto de partida
como se não o tivéssemos conhecido"

October 31, 2005

Um brinde à tudo que parece ser!

Eu não ia. O Vander me obrigou e eu fui.
Meu dia havia sido difícil. Problemas de família que nunca acabam. Não sei simplesmente assistir-la machucada, principalmente quando é por ver minha dor. A outra nunca aprende e continua dia após dia cometendo os mesmos erros boçais. Aonde esse mundo vai parar?!
Fui ao salão de beleza, já a noite, cortei meu cabelo e quando cheguei em casa fui me olhar no espelho. Daí percebi que minha imagem me lembrava duas coisas opostas. A primeira eu com 8 aninhos, tirando foto com aquele cabelinho chanelzinho, usando as jóias da vovó e o batom vermelho com cheirinho de morango, brincando de ser gente grande e sendo extremamente feliz. A segunda imagem é a de ser alguém que se sente doente por dentro, enxergando-se no presente, analisando seu próprio reflexo e jurando que não alimentaria mais seus vícios. Aquela garota do presente me lembrava a Valentina, dos quadrinhos eróticos dos anos 60, fotógrafa. Isso de certa forma me agradava, mas o que vinha depois não. E quando algo não nos agrada só tem uma coisa à fazer: parar, oras.
Então, após falar com Vander, saio de casa e lembro que preciso passar em algum lugar pra trocar a nota de cinquenta reais e faço isso na pizzaria comprando cerveja, cigarros de menta e um isqueiro. No caminho, já bebendo e fumando, falo com a amiga e a lembro da maria-mole, ainda enquanto tomava a cerveja! Isso não me fez sentir bem.
No trem lembrei do ocorrido de tarde e algumas lágrimas caíram, mas retoquei a maquiagem com os apetrechos que tinha na bolsa. Quando encontrei o pessoal fomos comprar algo no mercado para tomar e a escolha foi uma deliciosa e gelada caipiroska de ótima marca. Indo para a balada passamos em frente de um inferninho, porque eu precisava tentar encontrar velhas pessoas, mas não encontrei. Tive apenas vontade de riscar o carro dele. Mas não o viz. Na verdade não faria nem se ninguém estivesse me olhando. Um falso impulso. E fiquei feliz por saber que ali não encontrei ninguém, nenhum dos diablitos, que poderiam me vender ilícitos. Momentos antes havíamos brindado à nossas mágoas, numa esquina que me trazia lembranças, todos brindaram e seguimos.
Porém, na fila do nosso destino, de ímpeto encontrei um diablito e me rendi ao que ele me oferecia, enquanto meus amigos diziam que não e depois disso comecei a chorar, enquanto tentava mostrar à eles quão difícil estava sendo e que meus motivos eram válidos. Será mesmo? Não, não eram válidos. Deveria fazer terapia, não partir para os ilícitos. E ele ainda diz ao telefone que tentou. Quando? Foi tão sutil que eu nem percebi! E ela estava certa ao dizer a ele que a tentativa foi pouca, não havia sido o suficiente.
Lá dentro segui ao banheiro, entrei, me tranquei sozinha e fiz o que não deveria ter feito. Passei mal, muito mal. Durante horas não conseguia interagir com os outros e nada do que eu fazia parecia ser autêntico e isso me assustou muito. Algo estrava estranho, não havia sido como da primeira vez, estava muito forte, muito ruim, muito debilitante e aí eu percebi que não queria mais, mas já havia consumido e o erro já estava agindo no meu corpo e assim seria por horas a fio. Merda.
Músicas que eu adoro tocavam e eu não conseguia cantá-las. Minha autenticidade perdida. Como isso fora possível? Em que momento eu havia optado por deixar de ser eu mesma? Em que momento eu havia optado por esquecer? No fim das contas o que aconteceu foi que tudo ficou à flor da pele e eu chorava inconscientemente por saber que minhas memórias e meus sentimentos estavam muito mais intensos. Efeito reverso pra quem queria esquecer. Nunca mais. Jamais. Chega. Aquela havia sido a gota d'água.
Corpo debilitado no dia seguinte, mente cheia, estômago vazio... Ligações, conversas rápidas, pensamentos escusos... E a única certeza que se tinha era a de que aquilo não seria mais repetido. Não era eu. Não era eu.

Imagem de Luís Lobo Henriques, são flamingos, não rosas... lindos, não?