October 21, 2007

31ª mostra internacional de cinema de São Paulo


Então. Minha animação durou só o trajeto de casa!

Comprei o programa (R$2,00) lá no Conjunto Nacional e vibrei demaaais com a seleção de mais de 350 filmes que a mostra oferece! Mais do que rápido comprei um café (mais R$2,00) e comecei a assinalar todos os que eu gostaria de assistir. Minha preferência (e completa animação) foi em relação aos filmes feitos na Índia, no Marocos, na República de Mali, na República de Burquina Fasso, no Egito, na Macdônia, na Costa do Marfim, em Bangladesh, além, claro dos latino-americanos! Estava curiosíssima pra conferir qual é a desse cinema pouco convencional. Curiosidade foi pouco! Além, claro, dos mais tradicionais, como os americanos, os italianos, os franceses (que ganhou um bom espaço na mostra) e os brasileiros que em mostras nacionais sempre vêm em peso-entre outros.
Volto pra casa (mais R$2,30 do bus) e vou ver o preço dos ingressos no site.

Assinalei cerca de 27 filmes que gostaria de ver e fiquei pasma ao saber que teria que gastar R$8,90 por ingresso, sendo estudante! Ah, você não é estudante? Pior pra ti, que pagaria R$15,40 por ingresso. Ou seja, meus 27 filmes, pagando meia-entrada, somariam mais de R$240,00! Apenas 27 dentre uns 350!!!

Cara*@&! Qual o intuito dos organizadores dessa mostra? Permitir que todos os filmes possam ser largamente conferidos por várias pessoas ou simplesmente lucrar elitizando um festival maravilhoso que acontece na capital cultural da América Latina?! Nem me respondam! Francamente. Eu daria mais valor à difusão cultural, permitindo que produções ricas fossem conhecidas, curtidas, realmente apreciadas. Que pessoas cinéfilas como eu pudessem assistir todos os filmes que gostaria e não somente uma meia-dúzia, que pudesse listar seus prediletos, conhecer novos diretores, ganhar mais cultura! Assistir um filme em línguas completamente diferentes, conhecer pontos de vistas não-usuais, enfim... Aproveitar a riqueza que esta mostra oferece.

Shame on you. Decepcionante. Postura muito errada desses organizadores. Mais uma forma de criar desinteresse no povo brasileiro que já não é lá um grande consumidor de cultura. Fora que eu não conheço ninguém (dentre meus muitos conhecidos) que gastariam para assistir mais de 3 filmes da mostra por conta do preço, mas que com certeza ficariam tão revoltados quanto eu por não poderem conferir todos os filmes que gostariam. Daí vem um e diz: "Ahhh, mas depois vc pode ir locando na 2001...!" e eu digo que sim, posso locar alguns sim, com certeza - não duvido de que vários posso achar por lá! Pagando, se não me engano, R$8,00 e pouquinho por filme poderia locá-los (preço da locação nessa locadora). Qual a vantagem? Em locadoras normais eu não vou jamais achar tais filmes que me interessaram na mostra. E não, a dificuldade de encontrá-los por aí não me fará desembolsar tanta grana com ingressos. Um grande HUMPF! para os organizadores da 31ª mostra internacional de cinema de São Paulo.

Queria que já viesse mastigado

Dessa vez eu gostaria de encontrar escrito em algum lugar porquê eu estou como estou. A vida ficou estranha. Cara, do nada. Bateu uma insatisfação terrível. Pode ser que seja depois de ser lembrada de que não ter apoio afetivo é barra. Provavelmente é isso, já que meus olhos enxeram-se de lágrimas quando eu digitei isso. Não falo de amigos ou família. Mas sim daquele pedaço de outra pessoa que costumava enxugar minhas lágrimas no metrô ou segurar minha cabeça contra seu peitoquando eu precisava. Que me deixava chorar sem fazer muitas perguntas e que me beijava e me jogava sorrisos afetuosíssimos. Ele me puxava pra dento da floricultura e dizia "seu quarto está sem flores... escolhe", perfumando meus dias. Agora eu tenho um cachecol que não alivia mais muita coisa, uma pilha de bichinhos de pelúcia que me encaram, um CD roubado dele que eu não quero mais ouvir, um livro já lido e com uma dedicatória forte na estante, milhares de lembranças e cartas em francês que já decorei as traduções faz tempo. Ah, e toneladas de carinho.
Ontem com ela relembrei que nesse processo louco, que cada uma de nós temos, o que não vale é reprimir sentimentos, engavetando e sorrindo por aí. O negócio é tentar se resolver, pra não chegar no ponto de ter que gritar "por favor, não me deixe atingir o chão". Às vezes leva anos, especialmente para cancerianos. Só sei que por enquanto eu dou risada na balada enquanto recebo cantadas fenomenais como "Oi, sou leonino... e vc? (respondo que canceriana) ... Nossa, perfeita!" e tento me divertir com o melhor que tenho, apesar da confusão que tem me causado enxergar o melhor que tenho. Ou não enxergar. Tenho tentado ser o mais realista possível. Que coisa complicada. Perdas e ganhos. Maximização de benefícios e minimização de custos. Desapego e aceitação. Querer é poder. O valor do pensamento positivo e a porra do segredo. Às favas. Dá um tempinho, vai...
Talvez seja novamente só mais um daqueles momentos em que precisamos ser encostados na parede para ouvir alguém nos dizer todas as nossas qualidades. Preciso sim de um pouco de auto-afirmação agora. Meu ego anda meio falseta. Meu bom-humor é verdadeiro, mas ele se contenta com pouco. Meu fôlego anda curto e lento. Assim como meus dedos, minha paciência, meu cérebro e o pensamento do desafortunamento. Fria tenho certeza de que não estou me tornando... e como não! É até o contrário, ando mais intensa do que nunca. Mas a desatenção anda até tirando o sono. Não estou bem, mas só preciso de um momentinho. Sem porres, sem choros intermináveis. Sem desesperos enormes. So quero desanuviar a minha cabeça. Nem é pedir muito... Clara, precisa, acho que não. Um turbilhão vagaroso pelas ruas.
Falta vontade de me arrumar para estar bem apresentável amanhã no almoço de família.
Eu podia ao menos querer me arrumar pra mim, né? Ai, que caótica.

October 16, 2007

Take a deep breath!

OXYGEN IN MY HEAD.

Logo mais compilação de tudo que andei vendo essa noite em que declarei greve e não fui pra faculdade por falta de atividade cerebral que valesse alguma coisa! Precisava e uma rehab por aqui, pra ressucitar minha dignidade intelectual! rs

October 07, 2007

Sunday Night

Domingo é um dia tão estranho pra mim... fico vagando e divagando pelo espaço, na espera de alguma resposta pros momentos que estou vivendo. Mas não há respostas quando as suas perguntas não estão definitivamente claras pra vc mesma! Me diverto com as coisas inusitadas dessa minha vidinha cara.... amigas casadas, amigas separadas, discussão de relação que surte efeito, mensagens de celular ridiculas, bebedeiras e uma grande pilha de coisa pra estudar.
To pensando que eu devia saber mais dos homens do que efetivamente sei. Não quero me iludir nessa altura do campeonato não cara. E no mais, meu time já foi pra terceira divisão e tá jogando futebol de varzea faz tempo!!!
Eu devia fechar pra balanço e resolver a varias pendencias da minha vida... devia tomar vergonha na cara e virar alguem com um pouco mais de sensibilidade e esperteza... Sou tão ingenua que acreditei no mito do romance moderno... Pode?
Homens são criaturinhas estranhas e particularmente perversas comigo. Nao to merecendo isso não, de verdade. NÃO TO PODENDO com essas coisas não.
E agora, ainda é domingo a noite, daqui a pouco começa a musiquinha medonha do fantastico, eu to aqui, fumando igual a uma condenada e tentando não surtar geral pra começar a semana com sanidade 100%.

October 01, 2007

Da generosidade com a minha própria vida

Ah, mas não é novidade para aqueles que me conhecem que a fase por aqui é de transição. Mas apesar dos pesares (e como pesaram esses pesares!), depois de tomar lindo na cabeça e ainda tentar ridiculamente – só agora percebo quão ridículo foi –enganar à todos à minha volta, os que me amam incondicionalmente, dizendo que estava tudo bem e que estava conseguindo sair por cima de todas as situações-problema que andava tendo, parei. Parei mesmo de botar cartazes e luminosos na tentativa de convencer os outros de que tudo estava muito bem e, ao mesmo tempo, me cobrando incansavelmente uma atitude firme, bem de homem, sabe? Cara, que grande homão frouxo eu me saí! Daqueles bem bombados, grandões com tatuagem da marinha no peito, que falam muito grosso mas que tropeçam fácil, fácil quando ganham um coração partido, não apenas por causa de um amor –que não era bandido-, mas também pela teimosia. Putz, deveras por causa da teimosia! Que cabeça dura que eu sou.
Daí, entrei na repaginação – ou reabilitação moral, como diria a Aly – e abri o jogo com a minha família, com medo de ouvir o sermão do Padre Vieira em edição rara, revista e ampliada, daquelas obras revisitadas e comentadas, levando inclusive um prefácio cabuloso escrito pelo Papa – o papa já falecido, claro. Todo um luxo, até na hora de se ferrar lindo encarar conseqüências dos meus atos omissos. Fui lá. Chegou num ponto que eu não conseguia mais esconder. As coisas estavam desandando demais por cauda disso. Liguei. Liguei e conversei com a minha super experiente vovó Ada que, para deixar minha cara no chão e me fazer escorrer pelo ralo imaginário, me compreendeu por inteira. Isso depois da madrinha já ter me ligado dizendo tudo que eu precisava ouvir e sem eu ter aberto a minha boca pra informá-la. Não, ninguém foi lá contar pra ela e ela também não tem espírito santo de orelha – ela é apenas a minha mãedrinha. E eu que achava que essa seria a parte mais simples, a de olhar com a cara limpa pra família, que ilusão retardada e vesga essa. Que container tirado das minhas costas.
Certo que ainda ando tendo certas dificuldades em transpor algumas barreiras, mas juro que estou trilhando o caminho iluminado, mesmo que às vezes seja forçosamente. Sabe como é, velhos vícios são tão intrínsecos. Tenho certeza absoluta que só estou conseguindo aos poucos me reabilitar moralmente por causa da imagem idealizada que reconstruí de mim mesma. Deu até vontade de acordar todo dia às 5 da manhã pra viver bastante. Quando, lá no título, falei em ser generosa com a minha vida não estava brincando e nem brincando de formular porcamente uma frase legal pra por no título. É sério. Menos cobrança+mais abertura=cabeça muito mais leve e imagem mais clara de mim mesma. Mais uma vez estou parando pra pensar no que quero fazer da minha vida e onde quero chegar. Sinceramente? Às favas com as convenções e com as cobranças multilaterais! Eu ainda não sei, agora aos meus 22 anos, o que eu quero fazer pelo resto da minha infalivelmente sensacional vida! Só sei isso, apenas isso, que ela TEM que ser infalivelmente sensacional. Mesmo se tivesse receita, eu não a seguiria. Prefiro diretrizes, muito mais flexibilidade, não quero nada como Tenha uma Vida Infalivelmente Sensacional em 8 Passos.
Vocês sabem o que eu sei hoje? Que a minha mente não se cansa de absorver conhecimentos, que eu sou uma consumidora ávida de cultura – irrestritamente falando, que todos os meus planos futuros requerem muita maturidade e muita vida já passada para que eu possa vivenciá-los – Experiências – e que tudo que eu quero é continuar estudando e quero sim, agora que muito problemas foram resolvidos e muitos caminhos abertos, voltar a trabalhar com algo que agregue coisas boas, que eu continue crescendo e sendo generosa com a minha vida. Se não for assim, se eu não cuidar de mim primeiro, onde será que eu vou chegar? Os que me cercam vão certamente usufruir dos louros dessa minha generosidade pessoalista. Já tenho uma vida infalivelmente sensacional, só me falta ser menos cabeçuda e me permitir. Ou melhor, permitir que ela seja ela mesma. E que eu seja eu mesma: essa coisa multi-culturalista, quase universalista, que não se cansa facilmente. Nem de sentir saudades. Que não faz idéia do que gostaria de fazer imediatamente, mas que adoraria começar a ganhar muito dinheiro que banque toda essa avidez, vocês sabem que já não seria fora do tempo.

September 29, 2007

Dos desencontros, como não poderia deixar de ser


Hoje não queria mais nada além de fazer nada com um bom amigo ou boa amiga junto comigo. Poderia até mesmo ser assistir um filme russo com legenda em árabe, desde que eu estivesse na companhia de um bom amigo ou amiga. O problema é saber quem viria, ou para onde eu iria. O ponto aqui não é dizer que não tenho bons amigos ou boas amigas, pois os tenho e os prezo demais. O problema é encontrar algum dentre eles que gostaria de fazer nada neste momento. Ultimamente o que tenho sentido é que o meu momento nunca é o momento de nenhum deles e vice-versa e reciprocamente e uns em relação aos outros e concomitantemente, seus momentos também raramente são os meus.
Redundância só pra deixar a certeza de que isso não é uma reclamação de falta de atenção daqueles que considero meus verdadeiros amigos, com certeza não. Só sinto que de uns tempos pra cá nossas vidas, como não poderia deixar de ser, tomaram responsabilidades grandes em suas mãos e ainda bem! Sempre vibro demais pelos nossos sucessos e sempre mando vibrações positivas quando sei que algum deles precisa. A reclamação pessoal aqui é que, tristemente, tenho sentido a perda do tato com eles e deles comigo. Não sabemos mais exatamente quando um precisa do outro, pois às vezes a loucura e o caos da rotina nos torna incapazes inclusive de fazer um simples telefonema em busca daqueles que, além de esperar por um telefonema nosso, ficariam incrivelmente felizes de poder nos alcançar.
Hoje parei pra pensar verdadeiramente no porquê dessa coisa maluca de sentir falta e intimamente cobrar atenção daqueles que provavelmente gostariam de receber o mesmo de mim. Foi quando percebi que na maioria das vezes o exercício mais difícil é enxergar a situação de fora, coisa que deveria ser muito comum pra mim, logo pra mim, que tenho feito tantas dezenas de análises nesta semana de estudos reforçados pra faculdade. Mas a vida tem vários aspectos e não é incomum que um deles nos prive de outros, nos mantendo ocupados e deixando mais difícil exercitar nossas capacidades em determinados meandros.
Uma coisa é muito certa: reciprocidade é recompensadora. Vou fazer o máximo para atender aos meus queridos, fazendo com eles tudo aquilo que eu gostaria que fizessem comigo. Há quem diga que não devemos esperar nada em troca. Mas tenho uma visão realista das coisas e já logo falo pra vocês que não existe nenhum ato do ser humano que não seja feito esperando algo em troca, nem que seja fazer caridade esperando um lugar no céu ou luz no coração, sei lá. E quando digo que tenho sim a pretensão de esperar algo em troca é exatamente no ponto do tato. Espero reafirmar/restaurar/reinaugurar nosso tato, porque quando conseguirmos vamos com certeza ser capazes de nos satisfazermos, denovo, vice-versa e reciprocamente e uns em relação aos outros e concomitantemente. Ciclo normal das coisas que eu quero adaptar da melhor forma possível à minha vida.

September 05, 2007

Sem vocês não dá! Pára tudo!

CONVOCAÇÃO MAIS DO QUE EXTRAORDINÁRIA (e muito da ordinária)

Aly, Mary e Vander: apareçam pois as saudades andam insanas por aqui!

pedacinhos insubstituíveis de mim!

September 03, 2007

Das coisas boas! Muito boas!

Vamos às coisas boas demais pra tirar o ar melancólico do meu desabafo do post anterior!
Fim de semana superando expectativas novamente! Graças à Deus.
Sábado corrido ao extremo! Curso na USP que durou 8 horas, todas elas tratando de formulação de projetos. Chegou uma hora que ninguém conseguia mais raciocinar direito, a ponto da minha colega de grupo falar algo como "a cooperação sustentável deve ser feita assim como os PEIXES fazem...". Ela quis dizer pescadores, mas saiu peixes. tsc, tsc. Depois do curso, o Gui foi me buscar lá na Cidade universitária e fomos pra casa dele pra eu tomar banho e me montar, incorporar a bartender e irmos pra festa. Chegamos lá cedo, por volta das 20h... acho. Entramos no bar que os meninos montaram, tinha muitas frutas e bebidas legais que dava pra fazer drinks pra mais de metro! Cervejas free ao lado, pessoas chegando e trazendo mais bebidas, eu e ele degustando algumas coisas, inventando outras que o povo gostou muito, como a caipiroska de maracujá e morango que levava cherry brand, um drink de melancia com limão muito gostoso e mais os clássicos. Festa entre amigos, muitos amigos. Digo, amigos entre eles, eu só conhecia o Gui! Pessoas com fantasias muito boas, dançando horrores. O dj tocou coisas que o pessoal gostou de dançar como muito psy, black, mais axé, mais um pouco de forró e afins. Devo dizer que só me rendeu muita dor de cabeça a escolha das músicas. Mas a galera gostou e a festa era pra eles. Então... deixa pra lá! Só começou a ficar ruim a festa quando as bebidas boas acabaram, assim como algumas frutas, leite condensado e alguns refris, dificultando a nossa vida (dos bartenders) já que não dava mais pra fazer coisas gostosas. Já tinha muita gente chapada, falando besteiras, bêbados no balcão com xaveco furado e fome, que fome que me deu! Eu e o Gui, duas crianças esfomeadas, atacamos o quase meio quilo de pão de queijo que tínhamos comprado justamente pra isso. Passados mais um tempinho fomos embora, pegamos estrada e ele me deixou em casa... às 6 da matina.

Domingo, bem... Acordei quase 1h da tarde, comi, morri no sofá, comi denovo, dei uma arrumadinha na casa, liguei pro Plaza e fui encontrar com ele num lugar perto de casa, sem saber exatamente o que a banda (Projeto Público - na foto ao lado) tava fazendo ali naquele lugar, todos os queridos e as queridas. Fiquei muito feliz de ver todos ali. Às vezes a gente só percebe como estava com saudades quando efetivamente encontra as pessoas! Entrei no estúdio, dei um abraço fantástico no Plaza pelo aniversário dele que foi essa semana, vi a situação do set toscamente sendo montado e pensei que eles fossem gravar um clipe, sei lá. Daí sentamos na arquibancadinha e eu vi passar um cara vestido de Napoleão, um outro com louros na cabeça e camisa de força, um garoto de coleira e orelhas de cachorro de papelão (que latia super bem) e mais aquela chiquitita Vivi, lembram da Vivi (a Renata Del Bianco)? Pois é. Tava lá ela com blusa pink, chapéu de cowgirl pink muito brilhante, cabelo muito loiro, espivitadinha demais pro meu gosto. E eu pensando o que exatamente estávamos fazendo ali. Daí descobri que a allTV é uma TV transmitida pela internet e que estávamos ali pra gravar ao vivo o programa "Paga que eu te e$$cuto". Tosco, hilário, retardado e completamente mal-planejado. TV de baixo orçamento. Mas foi muito divertido, até porque eu olho pro lado uma hora lá e vejo chegando os meninos do Projeto Realejo que também adoro demais! Abraço forte no Danilo pra matar saudades. Carona pra casa que o Plaza me deu com abraço de "feliz aniversário e eu te amo". Domingo mais que perfeito! Vários momentos impagáveis!! Foi demais! Até a Pri tava marcando presença participando do chat do programa e mandando beijos pro Bundinha, vulgo o próprio Plaza! Muito bom. aiai...

Quando for possível vizualizar a gravação do programa eu mostro aqui. Foi divertidíssimo.
Material do Projeto Público:

Das incapacidades - dele e minha. [desabafo]


Há quem seja incapaz de exercitar a gentileza. Que não saiba viver verdadeiramente em família, que não saiba compartilhar sua vida nem muito menos o seu espaço. Isso não quer dizer que todos necessariamente deveriam compartilhar tudo com seus familiares, seria o outro lado da moeda. Mas às vezes as coisas são simples, muito mais simples do que a gente imagina. Essa é mais uma situação em que, depois de muito pensar, eu acabo achando que o melhor é não mais pensar, apenas viver. Pensar demais em certas situações é como vivê-la antecipadamente, mas não como ela realmente é.

Voltando.
O que quero dizer é que um lar é composto por coisas boas. Óbvio. De bons sentimentos, boas palavras, conversas, olhares e gestos. Tá, não precisa me dizer "acorda, Alice", não estou montando uma fantasia de um lar perfeito e intacto. Problemas vêm sim, e como vêm! Vêm até quando somos incapazes de lidar com eles. Aliás, essas são as ocasiões preferidas dos problemas: quando não podemos lidar com eles, quando nos falta fé, paciência, capacidade de lidar, quando não somos fortaleza. Às vezes nem um simples "murinho" nós somos, sabe lá uma cerquinha capenga. MAS, -esse mas é bem importante- nessas horas é que temos que por em prática a família. O ser família. Aquela construída. A família base da vida. Pois é isso o que família é pra mim. E mais: uma via de mão dupla: tanto do apoio que eu busco dos meus pais quanto do apoio que eu espero que eles achem em mim.
Agora, o que não dá é trocar a função "família" pela função "válvula de escape", ou seria "saco de pancadas"? Pode ser que eu seja fraca demais, sensível demais, emotiva demais, carente demais. Mas acho que não. Acho que o que eu espero é tão básico quanto um bom-dia ao acordar, um te vejo mais tarde ao sair, um por favor ao pedir algo, uma gentileza no decorrer dos dias. Lacuna de gratidão, de reconhecimento, de carinho e de gentileza. Às vezes falta até um pouco de respeito. Sempre foi assim. Sinceramente, não acredito que vá mudar enquanto eu não souber parar de mendigar essas coisas. Mas ainda não consegui isolar as coisas, viver a minha vida sabendo que me falta apoio, ou que este é insuficiente. Talvez, daqui à anos eu agradeça. Ainda não sei porque o faria, vai saber. Só sei que as coisas estão complicadas com ele e que eu não sei até quando vou conseguir continuar morando sem conviver assim como tem sido.
Cada família tem seus problemas, cada pessoa tem sua forma de encarar as coisas e de resolvê-las. Algumas brigam muito, mas transbordam carinho, outras nem brigam tanto assim, mas falta muita afetividade, outras brigam demais e não tem lá tanta afeitividade do jeito (esta talvez seja o pior tipo). Não importa. Mas no minha opinião, a única coisa que se leva dessa vida é o amor e os bons momentos, os bons sentimentos cultivados. A falta disso me enfraquece e eu me apóio demais em outras coisas. Na maioria das vezes dá certo, principalmente quando esse apoio vem dos meus amigos e da minha mãe, tias, avós etc. Só não sei como vai ser... bom, deixa pra lá. Sem previsões furadas, vai.

August 27, 2007

Foi um ótimo fim de semana depois de muito tempo


Começou sexta. Com nada demais. Mas com a confirmação da existência plena de uma amizade, daquelas tão gostosas e tão aconchegantes, como conseguir deitar no colo do namorado depois de muito tempo, ou de massagem depois de um dia extra-corrido. Coisas recompensadoras, sabe? Daí veio o sábado, com toda a sua correria! De manhã a USP que não deu tempo de ir e o curso que ganhei falta. Casa, rápido, tinha dinâmica de grupo às 13h, muito importante, com todas as minhas esperanças e fichinhas. Fui lá. Fiz, conversei, expus meus pontos de vista, milagrosamente fui super paciente, conheci algumas pessoas bem legais e uma delas, por sinal, me encontrou no ponto de ônibus na frente de casa ontem. Voltei, corri muito pra não me atrasar, meus pais me esperando. Vai, tem festa hoje de noite! Festa pra enriquecimento esperitual, mas tem. Cheguei, jantei, troquei de roupa correndo, fomos pra lá. Cheguei lá, me troquei denovo, toda uma produção, toda uma montagem e todo um aprendizado. Ah, o aprendizado. Durou horas, mas quando terminou veio aquela sensação de jornada iniciada e de caminho longo a ser percorrido (e perseguido).

Chegamos em casa às 3 da madrugada. Dormi até as quase 15h do domingo. Pasmem! Levantei, corpo moído, a festa exigiu tanto de mim e eu me dei sem pensar meia vez. Liguei pra amiga e combinei o horário que iríamos pra 81ª Festa da Nossa Senhora da Achiropita. E fomos, e Deus!, como eu comi. Um spaghetti, uma fogazza, um refrigerante, um vinho seco (sempre seco pra mim) e mais um refrigerante. Ah, e um morango com chocolate. Deus, Deus! Andamos da 13de maio até a Paulista, subindo toda a Augusta, sem condições de se dar ao luxo de ir de ônibus ou táxi, nossas barrigas pesavam 20 kg! Deus! Só ele. Jesus, Maria e José, como dizem os alemães! Passamos na Bela Paulista, tomei um Club Soda com horrores de limão e gelo, como sempre, muito limão! Casa, chuveiro, livros, sonhos. Hoje veio uma boa notícia, passei na dinâmica! Só mais uma entrevista e tô dentro! Ai, Deus, você denovo, Deus! Por favor!!

August 23, 2007

Consumismo ilícito e falta de vergonha na cara


Não dá. Eu tento de verdade. Mas tem certas coisas às quais gostaria de não resistir, por exemplo: o CD da Nara Leão (da foto, o "Dez anos depois"), o CD da Orquestra Imperial (adoooro a Thalma de Freitas), o ingresso pro show da Orquestra Imperial hoje, a edição da Vanity Fair desse mês que, como diz Zeca Camargo, é "uma revista americana sobre futilidades e, eventualmente, boas reportagens" que este mês fala do Brasil e eu quero. Mais o livro do Morgenthau e outro do Kant pro meu lado estudante, dinheiro extra pra sair no fim de semana e pra comer horrores este domingo na Liberdade e na festa da Achiropita. Sei bem como bem viver a vida, só me falta um trabalho decente e quitar as minhas dívidas. Ainda tem um feriado por vir e a vontade coçando pra não ir pro sul agora. Alguém me segura, faz favor.

August 20, 2007

Vai, tempo. Passa logo.

Pode ser falta de vitaminas
Talvez até mesmo deficiência de vergonha na cara
Pode ser falta de trabalho
Falta de auto-estima
Quem sabe até carência extrema
Falta de exercícios físicos
E da tal endorfina
Mas o fato é que meu sorriso tem saído com mais dificuldade
Mais algumas pessoas falando coisas como
O que aconteceu com você?
Porque você anda tão triste?
Você não era assim.
Tão convictas
Foi um domingo inteiro no sofá
Um domingo inteiro sem comer
E ai de mim se me atrevesse a comer
Ego mais exigente
Humor cada vez mais afiado
Sarcasmo quase que explícito
Poesia enferrujada nessa vida
Mas ao mesmo tempo, ela me diz que as primeiras semanas são as piores
Mas que depois tudo melhora
Ela diz que a gente se acostuma
Essa coisa de ausência é complicada
Só não dá pra gostar menos. Isso é que não dá.

August 15, 2007

Zero 7

Sempre lembro bons momentos. Nunca fez tanto sentido.

SuperFreak

Um dos meus filmes prediletos. Sem sombra de dúvida.

Totalmente a minha família.
Minha priminha, a Giovanna, dançava balé. Era a garcinha (sim, garcinha. não gracinha) mais linda do palco. Toda desengonçadinha. Linda de se rir. E nós na platéia.

August 14, 2007

Se você é universitário:

Processo seletivo AIESEC Getúlio Vargas 2007. (aqui)
Só até o dia 17/08.
Não durma no ponto.

August 13, 2007

Não me faça perder meu foco

-To fazendo um curso de Cooperação Internacional pela USP!
-Mas que empresa que vai querer um especialista nisso?
-Mas quem disse que meu foco são empresas como as quais você trabalha?
-E no que mais você acha que pode trabalhar? E mais, lá (nas empresas) eles usam engenheiros.
-...
-Onde você acha que poderia trabalhar?
-... (fica nas entrelinhas a frase que desceu a seco: Por qual motivo você começou a cursar Direito depois de quase 25 anos trabalhando em empresas?)

(...)

-O que vc foi fazer na faculdade hoje de manhã?
-Um curso.
-Qual?
-De libras.
-Pra que?
-... Pode ser útil.
-Só se você for dar aulas.
-O que não seria uma má idéia. Me identifico com a carreira acadêmica.
-Só você pra pensar assim mesmo.
-É agora que você vai falar que eu deveria ter feito engenharia pra trabalhar infurnada numa empresa?

(...)

Organizações Internacionais
Órgãos do Estado
ONG's
Carreira acadêmica
Colunista
Analista

portas e mais portas. oportunidades e mais oportunidades. paixões e mais paixões. e elas se misturam. Que bela engenheira frustrada eu seria. Que belo desperdício das minhas melhores aptidões seria.

Uma outra aspiração

August 10, 2007

Sorte. Ok, mas você tem certeza disso?

Estava na galeria, a caminho do banco, do supermercado, do correio. Baixei semana passada (ou retrasada - o tempo anda me pregando muitas peças) a trilha sonora do Amelie Poulain e hoje, ali na galeria, coisa parecida chegou aos meus ouvidos. Era claro, um realejo. Não como aqueles muito lindos de pracinhas do interior ou aqueles outros que ficam na praia da Biquinha em São Vicente, na verdade, dentro da gaiolinha amarela de plástico tinha uma maritaquinha, não um periquitinho. O nome dele era Chicó. Tudo meio imperfeito, como não podia deixar de ser, mas como ando pouco exigente ultimamente, aceitei. Tem horas que a gente não pode se dar ao luxo de esperar demais para fazer escolhas certas. Porque a minha escolha certa eu não tenho mais e é por isso que volta e meia experimento meus olhos quentes e doloridos. Mas isso já é assunto pra uma outra hora. O que importa agora é que não acredito mais em horóscopo, apenas nas sortes de realejos com maritacas dentro de gaiolinhas de plástico amarelo. "Não confies em pessoas que te adulam porque é tudo falso. És ainda ingênua por julgares a todos por ti. Tendes um bom coração e não julgas ninguém mau. Mas tudo isso não inspira muito cuidado porque nascestes numa boa estrela. A sua mocidade será uma correnteza de amores e terás no amor muitas desavenças. Casarás por fim com um rapaz a quem menos importância darás no princípio e por fim tomará posse no teu coração, que será o único que amará a vida inteira com verdadeiro afeto. Darás luz a três lindos bebês, os quais criarás com muito cuidado e te trarão verdadeira paz ao coração." Foi o Chicó que tirou minha sorte. Grande Chicó! Só não sei onde vou parar acreditando em sortes de realejos imperfeitos.

August 05, 2007

Depressão de Domingo. Intensa.
Eu resisto a semana inteira, mas de domingo me permito.
Sozinha.
Saudade. Sou humana, afinal.
Não é arrependimento, é saudade só.

não me diga que me ama não me queira não me afague
sentimento pegue e pague emoção compre em tablete mastigue como chiclete jogue fora na sarjeta
compre um lote do futuro cheque para trinta dias nosso plano de seguro cobre a sua carência eu perdi o paraíso mas ganhei inteligência
demência felicidade propriedade privada
não se prive não se prove dont't tell me peace and love
tome logo um engov pra curar sua ressaca
da modernidade essa armadilha matilha de cães raivosos e assustados
o presente não devolve o troco do passado
sofrimento não é amargura
tristeza não é pecado
lugar de ser feliz não é supermercado
(Zeca, sempre Zeca)

August 02, 2007

Rolei de rir. Mesmo.

"Dizem que se um gato preto cruzar o seu caminho, você terá azar. Então coloquemos: A = xH.GP, onde A é o azar causado pelo gato preto, H é o n° de vezes que o homem cruza o gato preto e GP é o gato preto. Até aí tudo razoavelmente bem."

só ele mesmo!