February 29, 2008

Egoísmo x Autruísmo

As excentricidades e defeitos das pessoas são geralmente demonstradas nas pequenas coisas. Como o meu egoísmo, por exemplo. Tenho o péssimo defeito de aumentar a boa vontade quando é algo que me atinge, ou que afague meu ego, que tenha reflexos positivos pra mim. Talvez todo mundo tenha algo assim, talvez ninguém seja 100% autruísta.
Depois de um mês fazendo tudo e recebendo muita coisa única e exclusivamente pra mim, voltar pra casa foi engraçado. Quando você está longe não precisa se preocupar em ajudar sua mãe nas tarefas diárias ou ligar para os seus amigos com uma certa freqüencia para manter contato e saber se eles estão vivos. Não precisa se preocupar em ajudar ninguém com tarefas que a falta de tempo deles exige um pouco de solidariedade do outro. Aliás, acabei me preocupando um pouco mais com essa dicotomia egoísmo x solidariedade.
Aristóteles estava certo. As pessoas de melhor caráter são definitivamente aquelas que agem na direção do bem simplesmente pois gostam de agir em direção ao bem. Não como a maioria das outras que tem de se esforçar para agir de tal maneira e quando o fazem se sentem como deixando de fazer algo por si para fazer pelo outro. Senti-me péssima quando me peguei pensando dessa maneira com uma freqüencia maior do que antigamente, ou melhor, antes da viagem.
Preciso começar a exercitar mais meu lado autruísta, inclusive pq o que eu sempre critiquei em um outro foi sua atitude egoísta. O egoísmo simplesmente não combina comigo. Ainda bem que me lembrei disso a tempo. Ganhei tanta coisa boa na viagem, umas companhias tão perfeitas que podem com certeza virar amizades verdadeiras. Na realidade uma já virou. Uma já tenho carinho extremo. Daí me vem aquela história da responsabilidade pela cativação, sabe? Então. Lá vem minhas exarcebações, minhas intensidades loucas.
Ah, e outra coisa...
Essa coisa de ter relacionamento relativamente perfeitamente estável com uma pessoa relativamente extremamente bem aceita por todos é uma coisa complicada. Depois que acaba seu patamar de exigência se eleva demais. A não-auto-permissão em relação à outros possíveis pretendentes ocorre automaticamente. Não é por fazer comparações, é por simplesmente buscar no novo algo que te assegure o passado. Ou melhor, o que te fazia muito bem no passado. Preciso sim é me lembrar de que qualidades e defeitos todos tem. Os do presente e os do passado. Coisas boas e ruins todos trazem, em uma medida ou em outra. E tal medida nunca é perfeita. O pacote nunca é completo. A sinceridade do sorriso, sim, é o que importa.
Cansei de fazer sexo, agora quero fazer amor denovo. Mas que coisa custosa que é fazer amor. Depende de afetividade e essa é a parte custosa da coisa. Geralmente vem só uma coisa desferrolhada, muitas vezes muito boa, mas que quando acaba... acaba, oras! Ok, foi bom, adeus! Não quero assim. Não quero mais assim. Isso tá me cansando.
Tá vai, mudança de atitude. Homem pra qualquer coisa se acha fácil. E muito deles valem muito a pena. Mas, mas... acho que a parte do cativar e emocionar e tocar mesmo eu não to me permitindo. Daí vem a merda.

February 25, 2008

Um bom ano


Estava lá em Buenos Aires. Já voltei pra essa cidade que me estressa. Pra essa vida cheia de informações inúteis que não facilitam nada. Pra vida única de fim de semana. Ou melhor, pra vida que só acontece aos fins de semana. Pra inércia dos meus dias.

Agora preciso fazer listas. Inclusive das coisas que me irritam e que eu não quero mais que façam parte da minha vida, além de setas puxadas indicando as ferramentas que tenho em mãos. Quero começar a fazer yoga, preciso de um emprego que pague minha faculdade e meus livros dos sonhos.

Lubi, to de volta!
Logo mais escrevo algo agradável =)

February 06, 2008

TEMPO. TEMPO. TEMPO. TEMPO.

O ano mal começou e já estamos nós de novo na correria que tanto gostamos. Eu gosto, pelo menos. Faz com que eu me sinta viva, perdida no meio dos terminais, onibus, livros, requisições, músicas e saudades. Esse ultimo tempo de férias foi bastante esclarecedor pra mim. Eu vi a obssessão. Eu vi tudo de uma vez, ao contrário, do avesso, invertido e não vi nada. Podemos chamar todas as burradas que cometemos de aprendizado? Porque se sim, cometi alguns aprendizados homéricos nesse meio tempo! Mas é assim que eu sei viver, no limite da intensidade com aquilo que considero perigoso pra minha sanidade mental. E depois de alguns arranhões e correções de rota, está tudo plano novamente. As aulas já estão aí, quem acredita que eu já vivi um ano nesse meio universitário? Minha cabeça deu um upgrade total. Política, relações novas, ocupação de reitoria, um mundo cheio de novas nuances. Redescobri Jorge Ben na minha vida e o modo como sua música mexe comigo. Que delícia. Abri a mente pra novos sons e novas pessoas, porque isso aqui nunca para. Live and Learn, aos trancos e barrancos, mas com surpreendentes e incríveis descobertas!

[Clarissa Barbosa, volte logo da Argentina, de preferencia com o meu argentino na mala (Já me acustumei com a ideia dos mullets) porque estou varada de saudade de você. ]

[De repente eu vi
que era isso que eu queria ser
De repente eu vi
porque isso era tão importante pra mim]

November 28, 2007

Kenneth Minogue: eu tive que dar razão a ele

Tenho a convicção de que certas profissões só podem ser exercidas por pessoas mais velhas. Diplomacia, política, grandes negociadores ou os policy makers da vida... Coisas que eu realmente gostaria de ser/fazer lá pros meus, digamos, 48 anos ou mais. Jovens são realmente apressados (eu me incluo nessa), principalmente em relação à querer mudar paradigmas centenários e/ou julgar como sendo ruins conceitos antigos e como extremamente bons os novos. Ora, na minha opinião ainda crua e leiga, sem também querer entrar na história da educação -o que seria bem entediante pra este blog e seus leitores, as tradições andam fazendo falta. As universidades/faculdades estão cheias de pessoas que adoram ditar o que é certo ou errado no mundo atual, mas que realmente descartam muitas importantes tradições.
Conheço muitos estudantes que não tem a menor capacidade de pensamento crítico, conheço estudantes de Direito que só pensam no possível cargo que ocuparão e que serão ótimos aplicadores de leis, mas poucos realmente bons em suas funções. Aplicar leis por leis e ponto? Conheço muitos estudantes de Relações Internacionais que sonham em ser diplomatas. Será que eles sabem, será que alguém disse à eles, que possivelmente serão muitos anos de puxação de saco de pessoas com lindos sobrenomes e muitos anos exercendo funções extremamente menores do que aquelas que sonharam (como cálculos de taxas de exportação de commodities acordadas num acordo bilateral, por exemplo)? Bom, vai da vocação de cada um. Conheço muitos estudantes de comunicação que mal são bons no português. Outros de Relações Internacionais que se dizem apaixonadíssimos pela América Latina, mas que só conhecem a história daqui pós-processos de colonização. E a história que vem antes? A que não segue os ciclos econômicos, por exemplo? Maias, Astecas, cultura indígena... isto soa familiar à você? Aulas de teorias de relações internacionais revirando minha cabeça. Aliás, cursar RI revira a cabeça.
Enfim. Tradições muito vagas no ensino. Jovens são ótimos em cultivar idéias realmente utópicas: comunismo, nazismo, facismo... levam à cabo muito bem tais pensamentos, só para servir de exemplo rapidamente. Jovens deveriam viver o real, aproveitar prazeres reais, conhecimentos reais, pensamentos reais, criatividade real e não trocar tudo isso por uma noção de um mundo absurdamente melhor que existe apenas na nossa imaginação. "É a maldição da doutrina cristã dos últimos 200 anos acreditar que se pode trazer o paraíso para a terra. É a recusa em reconhecer a verdadeira condição humana". O ser humano pode ser bem charmoso e criativo, mas são pouco racionais e muitas vezes, na maioria delas, são muito, muito bobos.
Por enquanto, jovem como sou, gostaria de realmente sentir nas minhas veias todos esses pensamentos que escrevi agora. Eu os assimilo, mas não os deixo penetrar 100% em minha mente. Muitos destes pensamentos são inspirados ou mesmo transcrevem a entrevista daquele que é chamado de inimigo dos jovens. Mas, como o próprio Kenneth Minogue diz, jovens são incríveis: quando vamos ao cinema queremos assistir a paixão dos jovens, eles são realmente encantadores e muito adoráveis, mesmo considerando que eles deveriam ser mantidos longe de assuntos políticos. Por enquanto sou uma internacionalista sentimental e não uma realista por assim dizer, o que seria mais razoável segundo ele. Provavelmente a paixão seja o componente que atrapalha e que determina essa classificação. Mas, como também já disse o Kenneth Minogue, a loucura humana não tem fim. Cabeça no travesseiro, meu quartinho, meus pensamentos. Muitos elogios à loucura. Tava precisando botar pra fora.

November 21, 2007

Organiza, vai!



Gleyce: fazendo prova diz:
desabafa, guria! sou toda sua

Clarissa diz:
sua amiga tá se sentindo com a auto-estima praticamente nula
Clarissa diz:
sozinha
Clarissa diz:
carente
Clarissa diz:
com o rabinho entre as pernas
Clarissa diz:
praticamente a Diorella depois de levar um xingão... mas eu não levei
Gleyce: fazendo prova diz:
nossa, estamos na mesma cla!!!!!!!!
Clarissa diz:
auhauahuahuahauhuha
Gleyce: fazendo prova diz:
impressionante
Clarissa diz:
fudeu então!!! e quem vai chamar a gente de mulherão, dizer que somos seguras, bonitas, inteligentes?
Gleyce: fazendo prova diz:
hahahaha! ta feia a coisa ne??


É! Tá feia a coisa, amiga. E como está! Desorganização por todos os lados. Sentimentalmente não basta, então ainda tem muito papel, livro, revista, cd e dvd por todos os lados no meu quarto. Faltam prateleiras, caixas, etiquetas, pastas! Falta vontade e paciência de organizar as fotos e todo o resto. Falta, acima de tudo, tempo. Semana de provas chegando e eu com muita, mas muuuita matéria atrasada. Tahayov chegando, processos da viagem pra Buenos Aires, festas de fim de ano! Ai, respira...

Passo 1: não esquecer mais meus limites em casa (vide post anterior).
Passo 2: organizar mentalmente antes de tentar passar pro papel tudo que devo fazer.
Passo 3: esquematizar por categorias e sub-categorias. Listas! Preciso de listas!
Passo 4: gás! preciso prosseguir à todo vapor. Eficiência master.

Agora, cá pra nós, quando vou arranjar tempo pro sentimental? Pra realmente cuidar do lado sentimental? Acho que preciso de uma maior preservação. Ou nem isso... tenho me preservado bem. Acho que até me privado muito. Mas e agora? Acho que depois que eu voltar da Argentina dá tempo. Isso será em... fevereiro. Ótima data, pré-carnaval... --'

Que cabeça a minha...

Agora dei pra sair e esquecer meus limites em casa. Tsc, tsc...
Mas era só o que me faltava. Daí, de repente "pá!": lá está você. Pode tratar de se encarar pois essa da foto é você depois de três doses cavalares de rum com soda.
Senti só uma lacuna meio grande de amor-próprio dessa vez. É até um tanto difícil de admitir. Distancie-me muito da pessoa que andei buscando ser, ou da imagem que tenho idealizado. Fazia muito tempo que isso não acontecia. Essa coisa de causar eu já tinha superado, sabe? Andava tão mais lady, inclusive sábado. Que exemplo, sábado! Mas ontem, francamente! Situação bem vergonhosa.
Foi caótico, mas já passou.

November 06, 2007

Meme sem fio da página 161

A Gabriela recebeu a incubência da Gisele. A idéia do meme é pegar o livro mais próximo e ver a quinta frase ou parágrafo da página 161. E repassar para 5 pessoas.

Livro mais próximo: Crônicas de educação, Cecília Meireles.
"A infância, afinal de contas, é apenas esta coisa simples; uma etapa da vida humana, da bela, heróica e forte vida humana, com todas as suas derrotas e vitórias. Se a infância, pois, não deve ser diminuída a ponto de parecer um estado subumano, a que se não dá atenção e pelo qual não se tem interesse, também, parece-nos, não deve ser protegida e orientada dentro de limites tão rigorosamente científicos, tão esquemáticos, que nos deixem a impressão de frio, convencional artificialismo, ainda que cheio de boas intenções."

Agora eu repasso para Lubi, Neto, Witz, Aly e Frederico.

Agora voltemos à bela, heróica e forte vida humana, com todas as suas derrotas e vitórias. ;)

November 05, 2007

Anemonemonasidades das metas

Metas que devem ser cumpridas até o fim dessa semana:


  1. Passar nos centros culturais e pegar programações.
  2. Terminar as 30 entrevistas do projeto (aprender a ser mais cara-de-pau)
  3. Ajudar o Taha com o processo da vinda pro Brazil
  4. Estudar ao menos 3 horas por dia -sem morrer ao fim da semana.
  5. Terminar de ler as duas LeMondeDiplomatique atrasadas e guardadas escrivaninha
  6. Terminar de mandar currículos para as Câmaras de Comércio
  7. Terminar (começar, talvez?) meu trabalho de Direito Internacional
  8. Fazer as unhas
  9. Editar artigo científico de uma vez por todas
  10. Virar a Mulher Maravilha e não apenas tentar incorporá-la.
  11. Ir ao cinema

Não está na ordem de importância dos fatos. Se estivesse, provavelmente o ítem nº10 seria o primeiro.

Bons motivos de mim para migo, tudo para que eu queira cumprir a meta nº2:

  • Validade do trabalho: quem sabe a super empresa de internet melhore sua percepção sobre os usuários latino-americanos, fazendo valer meu esforço enorme para arrancar percepção das pessoas em relação à ela.
  • Este tipo de pesquisas, extremamente qualitativas, são muito boas para conseguir opiniões sinceras sobre os serviços mil e ainda por cima objetivar o interesse do público brasileiro. O público que utiliza mesmo a internet.
  • Se os resultados forem satisfatórios será mais um ramo de investimento para a empresa - falando do tipo de serviço que estamos prestando.
  • E daí quem sabe isso deixa de ser um freelancer.
  • Continuando meus incentivos pessoais em ordem de importância: a grana conta. Sagá, pense no seu poder de consumo de cultura aumentando! -agora este pode ser o ítem nº1 dessa listinha.

Não dá pra ter asas em São Paulo

Sem falar aqui dos tantos acidentes que andam tendo com helicópteros, jatinhos, boings... Já pensou se tivéssemos asas nesse caos? Eu preferiria andar de bicicleta, até pq minhas asas ficariam apertadas dentro de ônibus. A não ser que o Kassab adaptasse os ônibus para as pessoas com asas. Se bem que acho mais fácil ele querer padronizar as asas das pessoas, ou pintá-las de cinza. As minhas asas seriam bem grandes e cintilantes. Claras e mesmo que pesadas eu as adoraria. Ter asas não seria um bom negócio aqui. Nesse caos de cidade que já tem a maior frota de helicópteros na América Latina, já pensou? Asas com falhas de tantos pequenos acidentes. Trânsito aéreo de pessoas aladas. Sistema de tráfego aéreo para os alados. Acho que não. Acho que um bom negócio é mudar daqui. Ou passar temporadas longe e voltando pra temporadas de lazer e prazeres undergrounds.

October 21, 2007

31ª mostra internacional de cinema de São Paulo


Então. Minha animação durou só o trajeto de casa!

Comprei o programa (R$2,00) lá no Conjunto Nacional e vibrei demaaais com a seleção de mais de 350 filmes que a mostra oferece! Mais do que rápido comprei um café (mais R$2,00) e comecei a assinalar todos os que eu gostaria de assistir. Minha preferência (e completa animação) foi em relação aos filmes feitos na Índia, no Marocos, na República de Mali, na República de Burquina Fasso, no Egito, na Macdônia, na Costa do Marfim, em Bangladesh, além, claro dos latino-americanos! Estava curiosíssima pra conferir qual é a desse cinema pouco convencional. Curiosidade foi pouco! Além, claro, dos mais tradicionais, como os americanos, os italianos, os franceses (que ganhou um bom espaço na mostra) e os brasileiros que em mostras nacionais sempre vêm em peso-entre outros.
Volto pra casa (mais R$2,30 do bus) e vou ver o preço dos ingressos no site.

Assinalei cerca de 27 filmes que gostaria de ver e fiquei pasma ao saber que teria que gastar R$8,90 por ingresso, sendo estudante! Ah, você não é estudante? Pior pra ti, que pagaria R$15,40 por ingresso. Ou seja, meus 27 filmes, pagando meia-entrada, somariam mais de R$240,00! Apenas 27 dentre uns 350!!!

Cara*@&! Qual o intuito dos organizadores dessa mostra? Permitir que todos os filmes possam ser largamente conferidos por várias pessoas ou simplesmente lucrar elitizando um festival maravilhoso que acontece na capital cultural da América Latina?! Nem me respondam! Francamente. Eu daria mais valor à difusão cultural, permitindo que produções ricas fossem conhecidas, curtidas, realmente apreciadas. Que pessoas cinéfilas como eu pudessem assistir todos os filmes que gostaria e não somente uma meia-dúzia, que pudesse listar seus prediletos, conhecer novos diretores, ganhar mais cultura! Assistir um filme em línguas completamente diferentes, conhecer pontos de vistas não-usuais, enfim... Aproveitar a riqueza que esta mostra oferece.

Shame on you. Decepcionante. Postura muito errada desses organizadores. Mais uma forma de criar desinteresse no povo brasileiro que já não é lá um grande consumidor de cultura. Fora que eu não conheço ninguém (dentre meus muitos conhecidos) que gastariam para assistir mais de 3 filmes da mostra por conta do preço, mas que com certeza ficariam tão revoltados quanto eu por não poderem conferir todos os filmes que gostariam. Daí vem um e diz: "Ahhh, mas depois vc pode ir locando na 2001...!" e eu digo que sim, posso locar alguns sim, com certeza - não duvido de que vários posso achar por lá! Pagando, se não me engano, R$8,00 e pouquinho por filme poderia locá-los (preço da locação nessa locadora). Qual a vantagem? Em locadoras normais eu não vou jamais achar tais filmes que me interessaram na mostra. E não, a dificuldade de encontrá-los por aí não me fará desembolsar tanta grana com ingressos. Um grande HUMPF! para os organizadores da 31ª mostra internacional de cinema de São Paulo.

Queria que já viesse mastigado

Dessa vez eu gostaria de encontrar escrito em algum lugar porquê eu estou como estou. A vida ficou estranha. Cara, do nada. Bateu uma insatisfação terrível. Pode ser que seja depois de ser lembrada de que não ter apoio afetivo é barra. Provavelmente é isso, já que meus olhos enxeram-se de lágrimas quando eu digitei isso. Não falo de amigos ou família. Mas sim daquele pedaço de outra pessoa que costumava enxugar minhas lágrimas no metrô ou segurar minha cabeça contra seu peitoquando eu precisava. Que me deixava chorar sem fazer muitas perguntas e que me beijava e me jogava sorrisos afetuosíssimos. Ele me puxava pra dento da floricultura e dizia "seu quarto está sem flores... escolhe", perfumando meus dias. Agora eu tenho um cachecol que não alivia mais muita coisa, uma pilha de bichinhos de pelúcia que me encaram, um CD roubado dele que eu não quero mais ouvir, um livro já lido e com uma dedicatória forte na estante, milhares de lembranças e cartas em francês que já decorei as traduções faz tempo. Ah, e toneladas de carinho.
Ontem com ela relembrei que nesse processo louco, que cada uma de nós temos, o que não vale é reprimir sentimentos, engavetando e sorrindo por aí. O negócio é tentar se resolver, pra não chegar no ponto de ter que gritar "por favor, não me deixe atingir o chão". Às vezes leva anos, especialmente para cancerianos. Só sei que por enquanto eu dou risada na balada enquanto recebo cantadas fenomenais como "Oi, sou leonino... e vc? (respondo que canceriana) ... Nossa, perfeita!" e tento me divertir com o melhor que tenho, apesar da confusão que tem me causado enxergar o melhor que tenho. Ou não enxergar. Tenho tentado ser o mais realista possível. Que coisa complicada. Perdas e ganhos. Maximização de benefícios e minimização de custos. Desapego e aceitação. Querer é poder. O valor do pensamento positivo e a porra do segredo. Às favas. Dá um tempinho, vai...
Talvez seja novamente só mais um daqueles momentos em que precisamos ser encostados na parede para ouvir alguém nos dizer todas as nossas qualidades. Preciso sim de um pouco de auto-afirmação agora. Meu ego anda meio falseta. Meu bom-humor é verdadeiro, mas ele se contenta com pouco. Meu fôlego anda curto e lento. Assim como meus dedos, minha paciência, meu cérebro e o pensamento do desafortunamento. Fria tenho certeza de que não estou me tornando... e como não! É até o contrário, ando mais intensa do que nunca. Mas a desatenção anda até tirando o sono. Não estou bem, mas só preciso de um momentinho. Sem porres, sem choros intermináveis. Sem desesperos enormes. So quero desanuviar a minha cabeça. Nem é pedir muito... Clara, precisa, acho que não. Um turbilhão vagaroso pelas ruas.
Falta vontade de me arrumar para estar bem apresentável amanhã no almoço de família.
Eu podia ao menos querer me arrumar pra mim, né? Ai, que caótica.

October 16, 2007

Take a deep breath!

OXYGEN IN MY HEAD.

Logo mais compilação de tudo que andei vendo essa noite em que declarei greve e não fui pra faculdade por falta de atividade cerebral que valesse alguma coisa! Precisava e uma rehab por aqui, pra ressucitar minha dignidade intelectual! rs

October 07, 2007

Sunday Night

Domingo é um dia tão estranho pra mim... fico vagando e divagando pelo espaço, na espera de alguma resposta pros momentos que estou vivendo. Mas não há respostas quando as suas perguntas não estão definitivamente claras pra vc mesma! Me diverto com as coisas inusitadas dessa minha vidinha cara.... amigas casadas, amigas separadas, discussão de relação que surte efeito, mensagens de celular ridiculas, bebedeiras e uma grande pilha de coisa pra estudar.
To pensando que eu devia saber mais dos homens do que efetivamente sei. Não quero me iludir nessa altura do campeonato não cara. E no mais, meu time já foi pra terceira divisão e tá jogando futebol de varzea faz tempo!!!
Eu devia fechar pra balanço e resolver a varias pendencias da minha vida... devia tomar vergonha na cara e virar alguem com um pouco mais de sensibilidade e esperteza... Sou tão ingenua que acreditei no mito do romance moderno... Pode?
Homens são criaturinhas estranhas e particularmente perversas comigo. Nao to merecendo isso não, de verdade. NÃO TO PODENDO com essas coisas não.
E agora, ainda é domingo a noite, daqui a pouco começa a musiquinha medonha do fantastico, eu to aqui, fumando igual a uma condenada e tentando não surtar geral pra começar a semana com sanidade 100%.

October 01, 2007

Da generosidade com a minha própria vida

Ah, mas não é novidade para aqueles que me conhecem que a fase por aqui é de transição. Mas apesar dos pesares (e como pesaram esses pesares!), depois de tomar lindo na cabeça e ainda tentar ridiculamente – só agora percebo quão ridículo foi –enganar à todos à minha volta, os que me amam incondicionalmente, dizendo que estava tudo bem e que estava conseguindo sair por cima de todas as situações-problema que andava tendo, parei. Parei mesmo de botar cartazes e luminosos na tentativa de convencer os outros de que tudo estava muito bem e, ao mesmo tempo, me cobrando incansavelmente uma atitude firme, bem de homem, sabe? Cara, que grande homão frouxo eu me saí! Daqueles bem bombados, grandões com tatuagem da marinha no peito, que falam muito grosso mas que tropeçam fácil, fácil quando ganham um coração partido, não apenas por causa de um amor –que não era bandido-, mas também pela teimosia. Putz, deveras por causa da teimosia! Que cabeça dura que eu sou.
Daí, entrei na repaginação – ou reabilitação moral, como diria a Aly – e abri o jogo com a minha família, com medo de ouvir o sermão do Padre Vieira em edição rara, revista e ampliada, daquelas obras revisitadas e comentadas, levando inclusive um prefácio cabuloso escrito pelo Papa – o papa já falecido, claro. Todo um luxo, até na hora de se ferrar lindo encarar conseqüências dos meus atos omissos. Fui lá. Chegou num ponto que eu não conseguia mais esconder. As coisas estavam desandando demais por cauda disso. Liguei. Liguei e conversei com a minha super experiente vovó Ada que, para deixar minha cara no chão e me fazer escorrer pelo ralo imaginário, me compreendeu por inteira. Isso depois da madrinha já ter me ligado dizendo tudo que eu precisava ouvir e sem eu ter aberto a minha boca pra informá-la. Não, ninguém foi lá contar pra ela e ela também não tem espírito santo de orelha – ela é apenas a minha mãedrinha. E eu que achava que essa seria a parte mais simples, a de olhar com a cara limpa pra família, que ilusão retardada e vesga essa. Que container tirado das minhas costas.
Certo que ainda ando tendo certas dificuldades em transpor algumas barreiras, mas juro que estou trilhando o caminho iluminado, mesmo que às vezes seja forçosamente. Sabe como é, velhos vícios são tão intrínsecos. Tenho certeza absoluta que só estou conseguindo aos poucos me reabilitar moralmente por causa da imagem idealizada que reconstruí de mim mesma. Deu até vontade de acordar todo dia às 5 da manhã pra viver bastante. Quando, lá no título, falei em ser generosa com a minha vida não estava brincando e nem brincando de formular porcamente uma frase legal pra por no título. É sério. Menos cobrança+mais abertura=cabeça muito mais leve e imagem mais clara de mim mesma. Mais uma vez estou parando pra pensar no que quero fazer da minha vida e onde quero chegar. Sinceramente? Às favas com as convenções e com as cobranças multilaterais! Eu ainda não sei, agora aos meus 22 anos, o que eu quero fazer pelo resto da minha infalivelmente sensacional vida! Só sei isso, apenas isso, que ela TEM que ser infalivelmente sensacional. Mesmo se tivesse receita, eu não a seguiria. Prefiro diretrizes, muito mais flexibilidade, não quero nada como Tenha uma Vida Infalivelmente Sensacional em 8 Passos.
Vocês sabem o que eu sei hoje? Que a minha mente não se cansa de absorver conhecimentos, que eu sou uma consumidora ávida de cultura – irrestritamente falando, que todos os meus planos futuros requerem muita maturidade e muita vida já passada para que eu possa vivenciá-los – Experiências – e que tudo que eu quero é continuar estudando e quero sim, agora que muito problemas foram resolvidos e muitos caminhos abertos, voltar a trabalhar com algo que agregue coisas boas, que eu continue crescendo e sendo generosa com a minha vida. Se não for assim, se eu não cuidar de mim primeiro, onde será que eu vou chegar? Os que me cercam vão certamente usufruir dos louros dessa minha generosidade pessoalista. Já tenho uma vida infalivelmente sensacional, só me falta ser menos cabeçuda e me permitir. Ou melhor, permitir que ela seja ela mesma. E que eu seja eu mesma: essa coisa multi-culturalista, quase universalista, que não se cansa facilmente. Nem de sentir saudades. Que não faz idéia do que gostaria de fazer imediatamente, mas que adoraria começar a ganhar muito dinheiro que banque toda essa avidez, vocês sabem que já não seria fora do tempo.

September 29, 2007

Dos desencontros, como não poderia deixar de ser


Hoje não queria mais nada além de fazer nada com um bom amigo ou boa amiga junto comigo. Poderia até mesmo ser assistir um filme russo com legenda em árabe, desde que eu estivesse na companhia de um bom amigo ou amiga. O problema é saber quem viria, ou para onde eu iria. O ponto aqui não é dizer que não tenho bons amigos ou boas amigas, pois os tenho e os prezo demais. O problema é encontrar algum dentre eles que gostaria de fazer nada neste momento. Ultimamente o que tenho sentido é que o meu momento nunca é o momento de nenhum deles e vice-versa e reciprocamente e uns em relação aos outros e concomitantemente, seus momentos também raramente são os meus.
Redundância só pra deixar a certeza de que isso não é uma reclamação de falta de atenção daqueles que considero meus verdadeiros amigos, com certeza não. Só sinto que de uns tempos pra cá nossas vidas, como não poderia deixar de ser, tomaram responsabilidades grandes em suas mãos e ainda bem! Sempre vibro demais pelos nossos sucessos e sempre mando vibrações positivas quando sei que algum deles precisa. A reclamação pessoal aqui é que, tristemente, tenho sentido a perda do tato com eles e deles comigo. Não sabemos mais exatamente quando um precisa do outro, pois às vezes a loucura e o caos da rotina nos torna incapazes inclusive de fazer um simples telefonema em busca daqueles que, além de esperar por um telefonema nosso, ficariam incrivelmente felizes de poder nos alcançar.
Hoje parei pra pensar verdadeiramente no porquê dessa coisa maluca de sentir falta e intimamente cobrar atenção daqueles que provavelmente gostariam de receber o mesmo de mim. Foi quando percebi que na maioria das vezes o exercício mais difícil é enxergar a situação de fora, coisa que deveria ser muito comum pra mim, logo pra mim, que tenho feito tantas dezenas de análises nesta semana de estudos reforçados pra faculdade. Mas a vida tem vários aspectos e não é incomum que um deles nos prive de outros, nos mantendo ocupados e deixando mais difícil exercitar nossas capacidades em determinados meandros.
Uma coisa é muito certa: reciprocidade é recompensadora. Vou fazer o máximo para atender aos meus queridos, fazendo com eles tudo aquilo que eu gostaria que fizessem comigo. Há quem diga que não devemos esperar nada em troca. Mas tenho uma visão realista das coisas e já logo falo pra vocês que não existe nenhum ato do ser humano que não seja feito esperando algo em troca, nem que seja fazer caridade esperando um lugar no céu ou luz no coração, sei lá. E quando digo que tenho sim a pretensão de esperar algo em troca é exatamente no ponto do tato. Espero reafirmar/restaurar/reinaugurar nosso tato, porque quando conseguirmos vamos com certeza ser capazes de nos satisfazermos, denovo, vice-versa e reciprocamente e uns em relação aos outros e concomitantemente. Ciclo normal das coisas que eu quero adaptar da melhor forma possível à minha vida.

September 05, 2007

Sem vocês não dá! Pára tudo!

CONVOCAÇÃO MAIS DO QUE EXTRAORDINÁRIA (e muito da ordinária)

Aly, Mary e Vander: apareçam pois as saudades andam insanas por aqui!

pedacinhos insubstituíveis de mim!

September 03, 2007

Das coisas boas! Muito boas!

Vamos às coisas boas demais pra tirar o ar melancólico do meu desabafo do post anterior!
Fim de semana superando expectativas novamente! Graças à Deus.
Sábado corrido ao extremo! Curso na USP que durou 8 horas, todas elas tratando de formulação de projetos. Chegou uma hora que ninguém conseguia mais raciocinar direito, a ponto da minha colega de grupo falar algo como "a cooperação sustentável deve ser feita assim como os PEIXES fazem...". Ela quis dizer pescadores, mas saiu peixes. tsc, tsc. Depois do curso, o Gui foi me buscar lá na Cidade universitária e fomos pra casa dele pra eu tomar banho e me montar, incorporar a bartender e irmos pra festa. Chegamos lá cedo, por volta das 20h... acho. Entramos no bar que os meninos montaram, tinha muitas frutas e bebidas legais que dava pra fazer drinks pra mais de metro! Cervejas free ao lado, pessoas chegando e trazendo mais bebidas, eu e ele degustando algumas coisas, inventando outras que o povo gostou muito, como a caipiroska de maracujá e morango que levava cherry brand, um drink de melancia com limão muito gostoso e mais os clássicos. Festa entre amigos, muitos amigos. Digo, amigos entre eles, eu só conhecia o Gui! Pessoas com fantasias muito boas, dançando horrores. O dj tocou coisas que o pessoal gostou de dançar como muito psy, black, mais axé, mais um pouco de forró e afins. Devo dizer que só me rendeu muita dor de cabeça a escolha das músicas. Mas a galera gostou e a festa era pra eles. Então... deixa pra lá! Só começou a ficar ruim a festa quando as bebidas boas acabaram, assim como algumas frutas, leite condensado e alguns refris, dificultando a nossa vida (dos bartenders) já que não dava mais pra fazer coisas gostosas. Já tinha muita gente chapada, falando besteiras, bêbados no balcão com xaveco furado e fome, que fome que me deu! Eu e o Gui, duas crianças esfomeadas, atacamos o quase meio quilo de pão de queijo que tínhamos comprado justamente pra isso. Passados mais um tempinho fomos embora, pegamos estrada e ele me deixou em casa... às 6 da matina.

Domingo, bem... Acordei quase 1h da tarde, comi, morri no sofá, comi denovo, dei uma arrumadinha na casa, liguei pro Plaza e fui encontrar com ele num lugar perto de casa, sem saber exatamente o que a banda (Projeto Público - na foto ao lado) tava fazendo ali naquele lugar, todos os queridos e as queridas. Fiquei muito feliz de ver todos ali. Às vezes a gente só percebe como estava com saudades quando efetivamente encontra as pessoas! Entrei no estúdio, dei um abraço fantástico no Plaza pelo aniversário dele que foi essa semana, vi a situação do set toscamente sendo montado e pensei que eles fossem gravar um clipe, sei lá. Daí sentamos na arquibancadinha e eu vi passar um cara vestido de Napoleão, um outro com louros na cabeça e camisa de força, um garoto de coleira e orelhas de cachorro de papelão (que latia super bem) e mais aquela chiquitita Vivi, lembram da Vivi (a Renata Del Bianco)? Pois é. Tava lá ela com blusa pink, chapéu de cowgirl pink muito brilhante, cabelo muito loiro, espivitadinha demais pro meu gosto. E eu pensando o que exatamente estávamos fazendo ali. Daí descobri que a allTV é uma TV transmitida pela internet e que estávamos ali pra gravar ao vivo o programa "Paga que eu te e$$cuto". Tosco, hilário, retardado e completamente mal-planejado. TV de baixo orçamento. Mas foi muito divertido, até porque eu olho pro lado uma hora lá e vejo chegando os meninos do Projeto Realejo que também adoro demais! Abraço forte no Danilo pra matar saudades. Carona pra casa que o Plaza me deu com abraço de "feliz aniversário e eu te amo". Domingo mais que perfeito! Vários momentos impagáveis!! Foi demais! Até a Pri tava marcando presença participando do chat do programa e mandando beijos pro Bundinha, vulgo o próprio Plaza! Muito bom. aiai...

Quando for possível vizualizar a gravação do programa eu mostro aqui. Foi divertidíssimo.
Material do Projeto Público:

Das incapacidades - dele e minha. [desabafo]


Há quem seja incapaz de exercitar a gentileza. Que não saiba viver verdadeiramente em família, que não saiba compartilhar sua vida nem muito menos o seu espaço. Isso não quer dizer que todos necessariamente deveriam compartilhar tudo com seus familiares, seria o outro lado da moeda. Mas às vezes as coisas são simples, muito mais simples do que a gente imagina. Essa é mais uma situação em que, depois de muito pensar, eu acabo achando que o melhor é não mais pensar, apenas viver. Pensar demais em certas situações é como vivê-la antecipadamente, mas não como ela realmente é.

Voltando.
O que quero dizer é que um lar é composto por coisas boas. Óbvio. De bons sentimentos, boas palavras, conversas, olhares e gestos. Tá, não precisa me dizer "acorda, Alice", não estou montando uma fantasia de um lar perfeito e intacto. Problemas vêm sim, e como vêm! Vêm até quando somos incapazes de lidar com eles. Aliás, essas são as ocasiões preferidas dos problemas: quando não podemos lidar com eles, quando nos falta fé, paciência, capacidade de lidar, quando não somos fortaleza. Às vezes nem um simples "murinho" nós somos, sabe lá uma cerquinha capenga. MAS, -esse mas é bem importante- nessas horas é que temos que por em prática a família. O ser família. Aquela construída. A família base da vida. Pois é isso o que família é pra mim. E mais: uma via de mão dupla: tanto do apoio que eu busco dos meus pais quanto do apoio que eu espero que eles achem em mim.
Agora, o que não dá é trocar a função "família" pela função "válvula de escape", ou seria "saco de pancadas"? Pode ser que eu seja fraca demais, sensível demais, emotiva demais, carente demais. Mas acho que não. Acho que o que eu espero é tão básico quanto um bom-dia ao acordar, um te vejo mais tarde ao sair, um por favor ao pedir algo, uma gentileza no decorrer dos dias. Lacuna de gratidão, de reconhecimento, de carinho e de gentileza. Às vezes falta até um pouco de respeito. Sempre foi assim. Sinceramente, não acredito que vá mudar enquanto eu não souber parar de mendigar essas coisas. Mas ainda não consegui isolar as coisas, viver a minha vida sabendo que me falta apoio, ou que este é insuficiente. Talvez, daqui à anos eu agradeça. Ainda não sei porque o faria, vai saber. Só sei que as coisas estão complicadas com ele e que eu não sei até quando vou conseguir continuar morando sem conviver assim como tem sido.
Cada família tem seus problemas, cada pessoa tem sua forma de encarar as coisas e de resolvê-las. Algumas brigam muito, mas transbordam carinho, outras nem brigam tanto assim, mas falta muita afetividade, outras brigam demais e não tem lá tanta afeitividade do jeito (esta talvez seja o pior tipo). Não importa. Mas no minha opinião, a única coisa que se leva dessa vida é o amor e os bons momentos, os bons sentimentos cultivados. A falta disso me enfraquece e eu me apóio demais em outras coisas. Na maioria das vezes dá certo, principalmente quando esse apoio vem dos meus amigos e da minha mãe, tias, avós etc. Só não sei como vai ser... bom, deixa pra lá. Sem previsões furadas, vai.