April 27, 2009

O Viver Acumulado



Acho clichê falar sobre o mundo. Nos dias de hoje tudo soa clichê na verdade. É tudo instantâneo. A maioria das pessoas continua muito mais interessada no ter do que no ser. Sem novidades até então. Mas, na real, não vim trazer novidades. Só alguns pensamentos.
Quando fico atordoada pela quantidade de coisas e informações que se arrebentam em mim, acabo travando. Eu paro. Torno-me incapaz de agir depois de decisões tomadas. É sempre assim. Acabo tendo que fazer um esforço subumano pra filtrar tudo: emoções minhas, emoções e demandas alheias, acontecimentos, afazeres, tarefas, obrigações. E esses afazeres, tarefas e obrigações são em casa, no trabalho, na faculdade e na vida social. Não existindo um que cobre menos ou mais do que o outro. Tudo é cobrança. E tem que ser rápido.
Disse por e-mail à uma amiga uma frase do Andy Warhol: "Tenho uma interpretação muito livre de trabalho, porque acho que estar vivo já dá tanto trabalho que não queremos fazer mais nada". E é isso mesmo. Foi muito mais fácil viver em qualquer outra época antes da nossa. Ta, forte e impensado isso. Mas tem sua verdade. É tão difícil não ser turbinado de informações. Silêncio virou luxo. Estar só com seus pensamentos mais ainda.
Quando chega o fim de semana eu tenho que cuidar das coisas da faculdade e quero ver amigos. Sempre tenho afazeres familiares e religiosos e quando vejo, já não existe mais tempo. Já é domingo e eu não vi amigo nenhum, fiz metade dos trabalhos da faculdade, não arrumei guarda-roupa, não me dei conta de que preciso de um sapato novo, não cozinhei nada de diferente, como planejado. Não nada. Não, nada mesmo!
E é um desaforo isso. O desaforo maior é tratar tudo o que eu fiz como ‘nada’. Acaba sendo uma parte tão pequena do bolo que chamamos de ‘nada’. Mas foi bastante. Escrever 20 páginas, resenhar um livro, ler 2 artigos acadêmicos longos e em inglês, dar atenção à mãe, pai e avós, além dos afazeres pequenos diários... não é pouco para um sábado e um domingo. E ainda assim me sinto pequena, já que não consegui encontrar nenhum amigo, sair pra nenhuma balada, não tive uma conversa sobre mim com ninguém, não tive vida social nenhuma.
É uma sensação de insuficiência e impotência que não cabe na correria. Vamos acumulando desgostos diários, em pequenas doses. Incapacidades de digerir tudo. O filtro realmente não suporta a velocidade das coisas.

April 14, 2009

Abstinência.


Não sou católica and Yes, I can!

World is definitely a better place when is upside down.

"Só há lucidez na tua solteirice. Hoje procuras amor tateando nosso cotidiano com cegueira recente."

Quem escreveu isto foi o Neto. Um dos que semeiam afetuosidade.

Deixando um pouco de lado a teoria de bar que montei com amigas sobre nosso relógio biológico - no alto dos nosso 23/24 anos, já estamos começando a perder o timing! tic-tac fdp! - quero contar-lhes o porquê de eu querer alguém. Mas assim, querer mesmo. To aceitando propostas. Cartas com fotos e referências - menos da mãe - podem ser enviadas por e-mail. =P
É por poder beijar uma boca só minha, aparar arestas, sentir a pele, afagar cabelos. Olhos reluzentes diretos meus. Mãos que agradam e estão realmente lá. Hálito de essência. Voz que não sai. Carnes, músculos. Tudo condizente. Condizente com pensamentos - pecaminosos ou não. De tanto que me chamou de doida, já acreditei. Então, a doida aqui, logo diz que lábios encostando nos lábios do outro enquanto diz palavras doces e fortes é um pensamento constante. Mãos que apertam minha cabeça contra teu peito enquanto sinto sua respiração como se estivesse mais do que dentro do peito, quase fagocitose.
Brincadeiras sem nexo. Brigas e descobertas. Já passei por tantas, que de pouco não tinha nada, mas que sim, muito boas... o que mandar eu mato no peito. Adoro ser atribulada, revirada do avesso, pensada de ponta cabeça, deixar ser achada no meio dos carões e bocas q sçao facilment desbancados. E as mãos... já falei delas. Ombros largos, braços fortes que agarram e não largam. Uma firmeza que só um homem de verdade pode dar.
Quero denovo não ser capaz de entrar em lugares sozinha, de tão grande que é o hábito de estar acompanhadíssima sempre. Figura carimbaa. Carta marcada. Quero absorver gostos e ser adorada. Ler olhares e engolir palavras pouco necessárias. Começar uma discussão e terminá-la em dois minutos. Sexo com tequila. Sexo com vinho tinto seco. Sexo até as pernas caírem pros lados de tamanho cansaço. Tem coisas que realmente marcam. Estourar e ver a pessoa te olhando com cara de 'já acabou?'... e pensar 'tá... esquece' .
Dar perdido nos amigos pra ficar fazendo na-da acompanhada. Rir de documentários da VH1. Traduzir caras q nem precisam de palavras. Perdoar, pedir perdão, sentar no colo e chorar sem medo de desvestir a muralha da China, nem de se mostrar absolutamente besta pro outro. Dar uns tapas sem razão. Brincar de luta livre e terminar em sexo. Adoro quando as coisas terminam em sexo.
Quero braços, pernas, costas, peitoral... tudo à que tenho direito. Tudo pra mim e comigo. Palavras doces e trocadlhos bestas. Beijos de tirar o fôlego, daquele que nuncam acabam. Músicas mil. Poesia. Sutileza. Direcionamento. Toque que desconcerta. Olhar que desconcerta. Voz que desconcerta. Frase certeira que desconcerta. Quero tudo e mais um pouco.
Tô relançando pro Universo! Vai, Cosmos!

April 03, 2009

"There may be trouble aheadBut while there’s moonlight & music& love & romance Let’s face the music & dance”

Lets Face The Music & Dance- Irving Berlin

Vou montar uma pasta com versos/músicas/textos afáveis pra dias como estes. Deusépai.

April 02, 2009

E no meio de todo o caos...

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,

Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.


.:.Pablo Neruda

Homens tem cinco vezes mais chances de alcançar cargos de liderança...

Mandei um e-mail com esse título pra algumas queridas. E minha madrinha respondeu. Que delicinha!
"Sabe, acho que não é surpresa. Calma... não que eu acho que é certo, e nem que o nosso cerebro é inferior ao deles ( pelo contrário, a nossa intuição já supera a capacidade deles, e a nossa agilidade em resolver trezentas coisas ao mesmo tempo contra uma coisa de cada vez por parte deles), mas infelizmente temos hormônios aflorando durante toda a nossa vida. E isso chega uma hora que atrapalha. Por mais capacidade e competência que tenhamos uma vez por mês sangramos, e isso acaba com a gente, deixando-nos com dor, indisposição, ou no mínimo mais lenta. Sem falar nos filhos. Se os temos a responsabilidade maior acaba sempre com a gente, a partir do leite materno que só a gente é que pode dar, claro né. E se por ventura não os temos chega uma hora que o relógio biológico começa a apitar. E a vontade de ser mãe começa a deixar a gente doidona. E tem também aquelas que por se dedicarem unica e exclusivamente a carreira, esquecem de tudo que citei acima, conquistam poder e dinheiro ( por pura capacidade, claro), mas quando olham pra trás veêm que só tem isso e ninguém para compartilhar. E é aí que entra a linguiça do Jabor, pois mulheres independentes demais são auto suficientes, tem quem querem na hora que querem. Até uma linguiça bem apetitosa pra satisfaze-las. Ui!! E os filhos de laboratório então. Arranja-se um esperma de um pai bonito e inteligente e faz-se a inseminação para ter para quem deixar o que se conquistou na vida. Credo!! Tudo culpa dos hormônios viu!!
Claro que tudo que falei não é regra, mas é o que acontece com a grande maioria. E euzinha, uma mulher de quase quarenta posso lhe afirmar que já passei e passo até hoje por grandes processos hormonais. E te digo Clá: é pirante!! Se a gente não tem pulso firme, não levanta a cabeça e toca o barco, a vontade de alguns dias é de nem sair da cama, ou por dor, ou por falta de serotonina, ou por falta de chocolate, ou porque acha que está faltando alguma coisa que a gente não faz a menor idéia do que possa ser.
Então , eu te digo minha amiga: por esses e por vários outros motivos (como o fato de vivermos em uma sociedade até hoje machista), é que os homens têm cinco vezes mais chances de ocupar liderança. Resumo: eles não menstruam, não sentem cólicas horrendas, não engravidam, não sentem as dores do parto e depois ficam 40 dias todo estrupiado, não amamentam qdo o leite insiste em não sair, não ficam com o corpo sem curvas qdo o metabolismo começa a parar de funcionar (e o corpo começa a deformar),e não se sentem com a mínima culpa por não serem o pai presente, o melhor na cama , o melhor dono de casa,e o marido que toda mulher gostaria de ter.
Para eles tudo é mais fácil, mais tranquilo. São racionais e para eles a gente é que complica. Talvez seja mesmo. Precisamos nos poupar de sofrimento e nos valorizar.
Mas mesmo com todo esse turbilhão hormonal, acho MARAVILHOSO ser mulher!! Não trocaria isso por nada! Afinal não queríamos tudo de gracioso pra nós não é. Só o poder de gerar uma vida , já é mais do que dádiva!
É único, mágico!! E tudo compensa as perdas que vamos tendo no decorrer da vida. As perdas são pequenas perto dos ganhos, que são muito maiores.
Ser mulher é mais do que especial!! E não é um cargo de chefia ou de liderança que vai fazer com que nos sintamos injustiçadas. Lembre-se : na vida não se pode ter tudo. Deixe esse cargo para eles tadinhos. Somente isso vai fazer com que eles se sintam melhores, diante de tantas falhas que eles sabem que tem. Ô dó!!
Mas existe uma luz no final do túnel (e não é um trem vindo na nossa direção), pois alguns homens estão percebendo que o modo de pensar e de agir provocado por eles não os estão fazendo felizes. E estão tentando mudar. Isso já é um grande passo. Estão parecendo cachorro cego que cai do caminhão de mudança, mas estão tentando.
Enfim minha linda, a vida é uma benção dada por Deus. Vamos aproveitar e agradecer.
Beijo no coração da minha afilhada mais linda e batalhadora.
Da Deda."
Agora vou comer meu pão de mel recheado de brigadeiro.
Beijos

January 27, 2009

Braveza!


Hostilidade é aquilo que derramam em você. Paciência é o nome daquilo que temos que ter pra não surtar. As pessoas estouram por muito pouco hoje em dia.
O que importa é que quinta vou jantar com as amigas da faculdade e falar mal dos homens. Sim, esse é um ótimo passatempo. Sexta, se tudo der certo, vou no Léo, aniversário do meu querido. E no sábado tem churrasco delicioso com outras paixões, que inclui a Aly.
E enquanto ainda não chegam todos esses dias de horas perfeitas, continuo controlando meu temperamento e buscando melhores formas de lidar com pessoas realmente grossas.
Ah, e otimismo é aquilo que precisamos tirar do armário todo santo dia de manhã.

January 26, 2009

Só se vive por si. - Me ajuda a viver?

Esse fim de semana, fazendo parte do meu calendário de eventos sociais de início de ano, fui à São Carlos pra formatura de uma das pessoas mais importantes da minha vida e a encontrei feliz pra cacete por ter sobrevivido aos 5 anos do curso de engenharia da UFSCAR, mas frágil, sentida, angustiada e com muito, muito medo em relação ao novo futuro que dava as caras. Daí então eu pus de lado a minha fragilidade, sentimentos, angústias e medos e abracei a dor dela, como eu sou mestra em fazer quando um amor meu precisa disso. Encostei a minha princesa na parede e passei à ela todo resquício de fé e autoridade que eu ainda tinha. Impulsionei fortemente, assim como fizeram comigo pouco tempo atrás no estacionamento de um shopping em Jurubatuba.
Depois, voltando pra casa, logo pensei... mas que puta merda! Nesse mundo a gente pode estar um fiasquinho, passando por seja lá o que for, que só nos levantamos por nós mesmos. Não adianta! Quem nos ama pode sim nos incentivar, nos passar um pouco de fé, dar palavras doces e abraços apertados, nos tacar na parede e nos esbofetear... Mas o processo é nosso e não há a possibilidade de compartilhar a carga. Todo mundo tem a sua carga.
Daí então pensei que, sendo assim, irremediavelmente dessa forma e sem me iludir, eu realmente deveria aprender a descomplicar e dizer não. Uma amizade superficial quer tomar meu tempo? Não vou. Meu tempo é muito bem direcionado aos amigos de verdade. E é por eles que eu vou pra Jurubatuba, pra São Carlos, São Vicente e o inferno, se preciso for. Vou mesmo. Tenho 50 chances de me desvencilhar do trabalho? Não vou. Cadê a porra do foco, garota? Priorizar é a chave, pra mim listas funcionam muito bem. Mas não preciso delas pra saber o que é importante na minha vida: família, trabalho, amigos, faculdade. Se me dedicar à isto, não vai sobrar tempo de fazer merdas. Simples! Receita simplista, mas que funciona. Meu ano mais improdutivo academicamente coincide com minha fase mais oba-oba-miserável. Muito explicável.
Pedir ajuda pra viver é complicado. Algumas vezes dá um alívio muito forte quando vc diz 'estou angustiada' e ouve em retorno 'estou aqui'. Pode parecer pouco, mas nossa... Quando você está frágil demais, o mais importante é ter onde se apoiar, porque tudo dá muito medo. E eu ando assim, cheia de medos ultimamente. Primeiro tive a impressão de que um turbilhão estava por vir, mas depois vi que não. Ele já estava aqui. E meu desconforto era justamente para sair dele.
Me poupe das suas escolhas. As minhas já são bem fortes. Eu digo não à você, tudo enquanto procuro aprender a simplificar a minha vida e acalmar a minha mente. Minha fé foi absurdamente abalada. Mas luz ao meu redor é o que não falta. Nunca faltou e nunca vai faltar.
Acendi minha vela denovo, junto com um incenso bem gostoso. Meditação toda noite pra dormir bem, senão o sono foge e os pensamentos absurdos voltam. Resquícios de sociopatia e aversão à barulhos. Aversão ao caos. O caos me choca, me dói. Minha casa é meu refúgio.
SE É PRA ESTAR EM CASA, ESTEJA LÁ DE VERDADE.
SE É PARA TRABALHAR, TRABALHE DE VERDADE.
SE É PRA SER AMIGA, QUE SEJA DE TODO O CORAÇÃO.
certas coisas realmente têm um limite. às vezes bem delimitado.

O Imaginário, O Subjetivo, O Diferente e Algumas Conversas

Transcrição de conversa entre Maíra e Eu, sobre vazios, diferenças, desencontros, abismos e o famoso "SE".


Má said:

É até estranho tentar explicar, mas e se eu te dissesse que às vezes tentar domar as coisas é impossível?Tipo, por que inferno nós, mulheres de 20 e poucos, aparentemente, eu disse aparentemente resolvidas consigo e com tudo aquilo que prevêm deixam com que coisas escapem do planejamento e virem um inferno?Parece meio irônico, mas a complexidade das coisas não mora só na gente, mas em TODO mundo. Não que isso seja justificativa pra todas as atitudes mais ridículas do mundo, mas as vezes pode ser uma explicação.E se a resolução fosse perceber que a complexidade é que possibilita tudo, até o egoísmo?... tipo, mil lados da moeda, que fazem a gente se envolver na loucura, no frenezi das nossas cabeças, das relações, dos rolês homéricos que nos enchem de tanta coisa pra lembrar que dá até pra largar por um minuto aquilo que a gente queria esquecer... a permissão pra largar tudo! De outro lado, é isso mesmo que nutre na gente a procura... tudo bem que desde o TÁCITO (rs) todo mundo já procurava muita coisa e hoje não podia ser diferente. A gente procura tudo: preenchimento para vazios conhecidos e desconhecidos e até mesmo sarna pra se coçar como minha vó dizia, mas cara, ninguém tem obrigação de achar nada!"No auge da juventude" me parece que nunca vai ser possível solucionar todas as questões que a gente têm em mente, até por que elas sempre vão aparecer, talvez mais latentes, talvez aumentendo nossa força e talvez até em forma de maturidade.Eu penso que se a gente se livrasse disso ia ser até estranho, porque mesmo sendo piegas, ser humano é procurar mesmo! E às vezes no meio da procura por sei lá o que, a gente pode ganhar ou perder alguma coisa. Tipo, se a vida te der limões... saca?O que me mata é o "e se"! E se eu não tivesse ido, e se ele tivesse pedido, e se eu tivesse negado, e se não, e se as coisas tivessem sido todas diferentes, e se eu me vejo de um jeito e reflito outro? Uma vez no meio de uma briga me falaram (nem precisa citar nomes, precisa?) "eu odeio esse seu e se.... pq você não pode viver de boa cacete?". Eu fiquei mal pra caralho, fiquei muito tempo me controlando pra não pensar que "e se...", pra nunca, nunca pensar numa realidade diferente, mas agora, depois de um tempo eu vejo que a possibilidade representa pra gente o sonho, e que o sonho não precisa deixar de fazer parte de mim... talvez ele me barre, talvez me ajude. No fim, o que me mata e me priva de viver muitas coisas, faz parte da minha própria natureza! {...}


Aly said:

Sim, domar coisas é impossível. Elas sempre escapam furtivas por alguma brecha da nossa mente. Mente jovem no ritmo frenético.
Acho que o famoso “se” é uma esperança de que todas as suas convicções podem não estar erradas, é uma possibilidade de você não se decepcionar com a dureza que o mundo pode te fornecer. O "se" cria um imaginário para que possamos contar a nossa história de uma forma diferente. Nossa.
É válido?
O que eu acho é que às vezes você cria um mundo inteiro de possibilidades, relações, discursos que na verdade não existem. O 'se" é uma abstração, e é foda vc saber que tudo aquilo que vc criou não passava de uma simples casualidade, as coisas não são e pronto. Sem firulas, sem pestanejos. Não são, são outra coisa
Realmente desde que o mundo é mundo a gente procura por “sarna” pra nos coçar. Sempre que a tempestade vai embora e a calmaria toma conta das nossas vidas chega aquela sensação de que algo está errado, algo está fora do lugar. Pensei bastante, e acho sinceramente que a questão que me afeta é exatamente nesse ponto. Não há nada de tão excitante na minha vida e por isso recorro a ultima sensação de “selvageria”, de inconstância que eu vivi. É tão lógico, tão explicavelmente lógico que eu até me acalmo. E ainda a bebida me tenta a ser convidativa com aquilo que me atinge, de alguma maneira. Sempre procuro me calar pra não tornar real, mas de fato o que adianta? Subjetivamente tô sempre em busca do dilema pra dar um sabor especial na vida, não sei se é cômico ou trágico.
Mas também tem a questão das diferenças...
Porque nos sentimos diferentes? Somos, de fato, diferentes? Em que?
Toda a aceitação de que necessitamos (sim, todo enquadramento nos padrões – quaisquer que sejam – preocupa a nossa mente, em algum momento) está envolta em outras muitas questões que não dependem de nós, recebemos o exterior para somar, para acrescentar ao que somos, mas ficamos um pouco perdidas com toda a idéia que as pessoas têm do modo de vida que nós temos. No primeiro momento, dizemos um foda-se bem grande, com letras maiúsculas e tudo mais. Mas depois, bate o desconforto de estarmos sempre em transição, sem sabermos exatamente em que ponto paramos para nos importar com essas coisas. “Porque será que ele me vê assim? Um pergunta com muita Subjetividade Humana? Total. Precisamos da aprovação alheia para ser. E isso é muito difícil quando somos “externa e internamente” passionais e diferentes. Pelo menos diferente no que diz respeito a imposições propriamente ditas que não aceitamos de prontidão.
A minha paz está intimamente ligada ao caos que rege o mundo.


achei tão pertinente...
- Ah - Eu só quero uma coisa- Dizer não sem que isso doa em mim -

This Little Light of Mine Ou da Série Eu Não Quero, Parte I



[Um dia você acorda e percebe que a vida segue. O sol continua brilhando lá fora, esperando para ser reverênciado, não importa o quão insuportável tenha se tornado a sua dor, mesmo que você se sinta a pessoa mais miserável de todo um planeta.]


Tenho pensado muito sobre planos, ano novo, recomeços.

Tudo o que eu não quero esse ano é ser uma pessoa pretenciosa. De querer demais, sabe? Acho que quem pede demais esquece de agradecer, acumula e quer sempre mais. Acho admirável o poder de foco e determinaçãodas pessoas pretenciosas, mas não é pra mim. A minha é outra. Tô me sentindo mais calma, mais contida, não sei explicar. Essa coisa de pretensão. Não quero abraçar o mundo, não quero ser a melhor aluna da faculdade, não quero, tô meio de ressaca, meio virada, do avesso.

E o ano novo (tudo bem - estamos no dia 26, praticamente final do mês, mas antes do carnaval tudo é ano novo) não devia trazer aquele frescor dos grandes recomeços, dos grandes e enormes projetos, de todos os sonhos que serão engavetados UM a UM ao longo dos inexoráveis 365 dias restantes? Sem demagogias, sem apologias. Acho bonito e tal, essa coisa de ter a listinha de planos, organizar a cabeça de um modo estruturado e conciso. Mas pelo menos comigo isso sempre dá o efeito contrário, fico louca, uma bagunça. E tinha a mania de instituir varios "anos novos" sempre que eu perdia o fio da meada. Perdi a carteira? Então vamo começar mais uma vez e feliz ano novo! Fiz uma burrada passionalmente homérica! Feliz ano novo! U-hu!

Ah, não dá né? Isso é coisa de gente pretensiosa! Preciso mesmo de um ano novo pra poder começar de novo, ou melhor, pra seguir em frente?

Não ser pretenciosa não significa não ter desejos, planos, projetos. Claro que eu tenho os meus. Eu só não quero ter uma data especifica pra recomeçar, não quero ter um cronograma, só a paz de ter todo o tempo do mundo pra realizar aquilo que precisa ser realizado.

O meu frescor é outro.




January 23, 2009

When I get your soul, I'll paint your eyes


Descobri que associo inconscientemente amor à dor. Louco isso, né? Porque andei pensando, quando eu sinto alegria, irritação, preguiça, agitação, desgosto, rancor etc, eu consigo claramente identificar. MAS, quando eu gosto de alguém ou quando eu estou sofrendo por isso, eu acabo indo no automático, inicio e acabo as coisas sem perceber. Uma praticidade absurda. Super metódica e ignorando muitos fatores, como o pesar.Tudo isso SEM passar ilesa.
Há quem diga que bloqueamos as coisas ruins, já disse que minha memória seletiva é muito boa. Tem inclusive alguns fatos que eu gostaria muito de conseguir recordar depois de anos pra ver se agora, com a sabedoria que a vida me deu (hum?!rs), eu consigo compreender melhor os fatos. Quem disse que eu consigo??? Quanto mais traumatizante, menos eu lembro. Tenho vagas lembranças. Só. Desconexas.
Por isso talvez que eu tenha a incrível capacidade de reciclar muitos sentimentos, continuar a gostar, voltar a gostar, esquecer traumas às vezes. Mas mágoas ficam. Louco isso, né? Percebo nas sutilezas. Então ponto. Não posso fazer isso comigo. Eu não tenho prestado atenção às coisas que eu sinto. Ignoro taaanta coisa. Pra ver se me saio melhor, sabe? Tem coisas que não dá. E acabou.
Falando em acabar. Tem coisas que quando acabam é porque tinham que acabar. Elas acabam. E assim sendo, eu não tenho que tentar ressucitar. Histórias de 5 anos, com certas pausas, que eu reviro e vou atrás. Pra quê? Lembro de muitos bons momentos, mas também de muita, mas de muita dor e de um amor absoluto do qual às vezes ainda acho que não me desvencilhei. Acho que nunca quis me desvencilhar. Louco isso, né? Como não se ressucita defunto, nem sentimentos, nem felicidades, ponto denovo. Presente, passado e futuro tudojuntoagora. Até parece.
Tem pessoas que não precisam ser amigas. A Aly sabe do que eu to falando. Tem pessoas que não tem que se amar. E outras que se amaram, mas que moveon, né galera. Pelamor... Outras coisas que merecem muita atenção, mas na medida e no momento. Depois praticamente não importa. Ou você faz o certo naquele momento ou depois o trabalho é sem dimensão pra reavaliar a dimensão dos estragos. Ai, e o pior é que me sinto super na obrigação de me redimir em alguns assuntos. Já em outros, nem um pouco. Já menti. Já omiti.
Aliás, como é que sou capaz de dissimular tão bem quando é confortável pra mim. Eu, hein. Lado negro da força. Já menti fenomenalmente algumas vezes. Tão bem que depois sofri vivendo minha mentira, sentindo a dor que inventei, sabe? Louco isso, né? Uma das mentiras foi tão bem contada, que nossa, quase me deu dó. Mas ficou no quase, a dó não chegou não, na verdade. Eu, hein. Sou bem egoísta quando preciso.



Esse findi ñ quero pensar em São Paulo. Nem em prédios. Nem em investimentos e aquisições. Nem em taxas de retorno menores que 1%. Nada disso. Preciso siacabar. Deitar o cabelo na pinga. Beijar na boca. Exorcisar. Dançar. Ahazar na buatchy. Sijogar. Tudo isso por apenas 5 reais! Tem jeito??



Louco isso, né?

Lovely.

January 06, 2009

Resoluções - p.1: O Amor

Nunca fui boa em dizer não, esquecer, viver finais. Sou ótima em reciclar, principalmente sentimentos. Deve ser por isso que me sinto incapaz de me convencer de que as coisas um dia acabam. Especialmente quando nada aponta para isso!
Tenho algumas amarras sim. Mas elas são absurdamente confortáveis. Eu não sei tirar pessoas de mim! É por isso que por mais que eu queira um novo amor arrebatador, eu sempre acabo me boicotando sem perceber. Dá sempre um sentimento de não levar as coisas muito à sério e suprir apenas o presente, já que eu sinto que meu amor de verdade não tá nesses caminhos de hoje.

Talvez devesse me livrar dos pesos do passado. Como um certo cachecol preto e branco que habita meu guarda-roupa até hoje. Mas esses pesos são muito brandos. Ao mesmo tempo que jamais jogo cartas fora, consegui deixar pra lá a caixa de origamis. Guardo um CD que ficou comigo, mas não revelo as fotos. Guardo a aliança, mas bloqueio lembranças. E por aí vai...

Acho que preciso definir logo o que eu quero. Se é me prender aos resquícios presentes ou ir. Sou péssimas em escolhas. De esmaltes à caminhos. Péssima. A manicure sempre escolhe a cor da minha unha. Mas os caminhos são meus. Ninguém pode pintá-los por mim. E eu nem quero! Enfim... Essa parte por enquanto fica sem resoluções.

Nada com nada.

Além da Flora matar o Dodi para proteger a Donatela, comecei a pensar sobre a possibilidade de me casar. Só me falta acertar o marido.
Agora preciso fazer umas dissimulações aqui. Por que quando convém, eu consigo.
Morar no sossego dá trabalho. Ganhei uma mochila de Natal para carregar o sapato de salto alto. (e a bolsa de maquiagem e o material da faculdade e o futuro notebook e livro e revista e garrafa de água e barrinha de cereal... oO')
Preciso tirar logo minha carta de motorista. E roubar o carro do meu pai.
Também preciso ficar rica. Logo.
Se tiver o mestrado que eu quero no RS... será?

January 05, 2009

Haja água pra passar debaixo dessa ponte

Este ano não teve pé na areia, nem flores para Yemanjá. Não teve toda a família, nem problemas com o trânsito na volta para casa. Não teve rímel borrado, nem espírito de super renovação. Também não fiz minhas tradicionais listas. Sempre faço várias delas, uma para cada área da minha vida. Também não teve um prosecco da melhor qualidade como todo santo Ano Novo. Também não teve duzentos parentes reunidos.
Esse ano teve pé com chinelo, vestidinho branco de corte muito bonito, garrafa de Sidra não muito gelada. Teve maquiagem espetacular, sou muito fã de glamour nos olhos na virada, mas sem rímel. Rímel sempre me causa problema em festas de fim de ano. Teve alguns poucos parentes, novos amigos, muitas conversas especiais e constatações significativas.
Sabe a sensação de que aos 23, quase 24 anos, sua vida está começando? A SUA vida, não a que você costumava viver pelos outros. Não aquela que se moldava em prol da melhor resolução dos conflitos alheios. Depois de 23 anos vivendo submersa em ilusões, finalmente consegui começar a respirar no fim de 2008. Depois de quase explodir algumas vezes. Depois de perceber que tudo piorou muito na minha cabeça antes de vir a luz. Porque, como tudo nessa vida, as coisas sempre pioram muito antes de começarem a melhorar.
Às vezes é tão difícil entender que o que as pessoas nos dão pode parecer pouco e menos satisfatório ainda, mas é o limite da capacidade delas. Levei anos para aceitar isso. Anos para perceber que se fosse eu, no lugar dessas pessoas, talvez eu não estivesse me saído tão bem quanto elas. Cada um realmente tem o seu limite.
Minha mensagem vem dizer que, por mais problemas que contenham, famílias são famílias. Hoje em dia elas são as únicas coisas sólidas e tradicionais que existem no mundo. Todo o resto, a meu ver, se tornou descartável. Sou grata aos meus pais simplesmente pelo fato de terem me dado a vida. Parece exagero, não? Acreditem que não é! Sou grata aos meus avós e tias pela força interminável e incessante por todos esses meus 23 anos. Principalmente quando quase perco a linha e muito mais.
Quando somos novos as válvulas de escape são tão acessíveis e frágeis. Nos pegam com tanta força. Eu tive várias amarras, já passei por tantas sozinha por um lado, mas muito bem amparada pela avó e madrinha que, se não fossem elas, talvez eu nem estivesse conseguido me largar de certos vícios. Restaram algumas seqüelas como a compulsividade e a falta de imagem de amor próprio – o que tem uma complexidade à parte – mas sabe aquelas árvores que crescem nos ambientes menos propícios e mais desafiadores e que ganham madeira nobre e alicerces sólidos através do processo de desenvolvimento? Assim sou eu.
Hoje em dia digo fácil que pode vir o que vier. Já passei por tantas que, filha de guerreiro como sou, não tenho medo. Enfrento, desafio e consigo defender os meus, à mim e alcançar o conforto novamente. Ainda tenho problemas para simplificar redemoinhos. Mas graças a Deus certas pessoas me falam coisas certeiras sempre que é necessário. Pessoas que já deveriam ter saído da minha vida há tempos, mas que nunca pude deixá-las ir, tamanha importância. Elas atuam como anjos, volta e meia.
Ainda preciso dar um pulinho na praia, afinal já me mostraram que ninguém caminha abandonado nessa vida. E como tenho pai e mãe, preciso agradecer a eles pela ajuda toda nessa minha jornada. Minhas flores mais lindas para Yemanjá, minha cabeça em agradecimento pelo amparo sem tamanho. Vamos ver como me saio agora nessa fase de andar pelas próprias pernas e fazer as coisas por mim. Pois, por incrível que pareça, é bem difícil pensar na minha vida como sendo pertencente somente a mim.

December 23, 2008

Vem cá, como é que faz?



Como que uma pessoa que me conhece há quase 10 anos tenta me enganar da forma mais sem noção que pode existir? Uma amizade de longa data, uma pausa de alguns anos, ele estava casado - ou enterrado num casamento, como preferir. Voltamos a nos encontrar. E como pode mentir pra mim? Pra mim??? A pessoa tem inúmeras oportunidades de me contar a verdade, mas omite. Me engana. Joga pela janela a confiança que eu tinha conservado.
Como é que faz? Quando importa não dá pra por pedras em cima. Não foi legal. Cara, esse ano foi só de decepções com homens. Um valendo menos o que o outro, talvez acostumados com esse bando de vadias gratuitas que tem por aí. Mas peraí, galera, acorda pras relações de valor! VALOR! Todo mundo tratando tudo e todos como itens descartáveis... esquecendo de cultivar sentimentos, jogando fora, menosprezando, ignorando importância, dando importância pro que nem deveria ser cogitado. Mas até ele? Como é que faz? Tentando ME enganar?
Existe um grupo muito seleto de pessoas que dou valor e procuro cultivar. Seleto mesmo. Minhas relações sociais não são vãs. Quem são meus amigos não são confundidos com colegas. Pessoas de valor atraem outras de valor. Eu dispenso o que não me agrega nada. Meu tempo e meus sentimentos, minha atenção, minhas palavras e abraços são muito preciosos. Acho que depois de alguns anos ele tinha esquecido disso. Acabou me desperdiçando.
A minha memória seletiva sempre foi muito boa. Sempre me ajuda a não guardar mágoas desnecessárias. Mas às vezes elas ficam. Meu principal exercício desse ano foi aprender a me poupar e não deixar problemas dos outros me atingirem. Pode parecer uma postura errada ou sei lá o que, mas é só uma vez. Problemas de índole não são reciclados e eu não dou segundas chances nesses casos. Não foi um equívoco, nem uma leve pisada de bola. Foi falta de caráter e de verdade.

outracoisa
Apesar da falta, cada vez mais me dá mais preguiça de conhecer pessoas novas. Pode não ter sido um bom ano, talvez eu tenha pedido de forma errada pro universo, talvez o caminho seja outro. Mas toda santa pessoa nova que apareceu na minha vida esse ano não valia lá muita coisa. Eram pessoas ótimas, interessantes, inteligentes, bonitas, charmosas, em geral morenos altos... (é, o universo realmente me ouviu!) mas como não sabiam viver dando valor ao que realmente interessa. Tanta banalização.
to sussa. e já perdendo a fé na humanidade.
fora os problemas de ego. DEUS! como as pessoas pecam por tão pouco e se contentam com qualquer porcaria. como conseguem? como é que faz? se colocar num pedestal e tentar se fazer notado, pode ser só impressão, mas geralmente não dá muito certo! puta, galera... acorda pras coisas verdadeiras da vida, vai.
mas isso já uma terceira coisa.

September 16, 2008

Nem no tranco.


Se eu fosse a minha chefe, eu já teria me dado uns tapas na orelha. Mas se eu fosse a minha chefe, eu estaria no hospital agora lesada de medicação para parar de enjoar da minha gravidez. A da minha chefe, não a minha. Entendam.
Enquanto isso, estou aqui acabada, chumbada, grogui, fora do eixo, por causa do remédio pro meu resfriado que me deixou com cara de derrota. Mas voltando à minha chefe, nem com uns bons tapas na orelha eu seria capaz de acordar pra vida. Remédio pra resfriados e gripes geralmente aprontam essas com a gente. E eu aqui. Monossilábica por pressão.
Também tive que aderir forçosamente ao slow down, já que nem com muita fibra eu conseguiria acelerar. Nessa coisa almocei em 20 minutos. 20 minutos para comer 1 coxinha. 1 coxinha em 20 minutos. Jesus... Mas de qualquer forma, já que não consigo acelerar, vou me entregar ao marasmo em plena terça-feira. Sair do trabalho, pegar o bus, alugar um filme, fazer pipoca e comprar um refri. Desencanar da academia sem culpa, sem neuras. Comer um pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate, só não sei onde vou comprar. Ou então fazer beijinho de panela. Aí sim, hein... Edredon, sofá, filme. Sono. 3, 2, 1... capotada. Nem o frio me pega.

September 02, 2008

Da minha densidade, nem os outros escapam


Quem lê este blog há algum tempo, ou já deu uma folheada nos capítulos anteriores, já deve ter se deparado com uma questão que sempre me preocupou: qualidade de vida. Mais do que minhas divagações sobre abrir 4 planos de investimento (sendo o primeiro para a continuação dos meus estudos, o segundo para salvar algum dinheiro e dar entrada no meu primeiro carro, terceiro para meu futuro apartamento/casamento e o último para a escolinha da minha filha, a Valentina – que um dia vai nascer!), tomo um cuidado tremendo para que não me perca demais no meio da minha rotina.
Ok, discurso de quem é frenética, controladora, regrada, inflexível? Muito pelo contrário, discurso de quem é tão, mas tão dispersa que precisa tentar realinhar o foco a cada ação que toma, senão desanda! Coisa de quem adora listas para que elas lhe mostrem o panorama geral da situação. Essa coisa de analisar especificidades não é comigo, enxergo muito, mas muito melhor no panorama. Sou muito desorganizada, por isso tento ter uma agenda como de uma virginiana, que especifica horários de tudo quanto é tarefa e dificilmente perde o foco, pois, levando-se em consideração um desvio mínimo para menos, claro, chego num patamar aceitável de organização!
Mas voltando ao assunto da qualidade de vida. Comecei academia. Faz um mês. Dia sim, dia não acordo uma hora e meia mais cedo, me troco e despenco pra lá. Sempre me jogando da cama, sempre me perguntando desesperadamente “Cadê a força de vontadeee??!!” a cada pensamento de ficar na cama que me arrebata às 6 da manhã. Jogo uma perna da cama, a outra cai e quando vejo que vou realmente cair no chão levanto, me troco, escovo os dentes e chego na academia com cara de quem acordou há 5 minutos. O que é um fato.
A questão é que eu, como a maioria das pessoas que conheço, super se esforça pra dar conta dessa vida de universitário/estagiário/pessoa integrante de uma família/que tem um círculo de amigos/que precisa tomar conta de si, e Deus, como se perde no meio disso tudo. As prioridades se invertem do que seria natural: cuidar de si para que possa cuidar dos outros, cuidar de si para simplesmente conseguir da conta do recado. Mas ao contrário disso tudo, acabo facilmente me deixando levar pelos prazeres momentâneos ao invés de investir no que deveria. Antes uma noite morrendo de rir no barzinho com amigos pra despressurizar da semana massacrante do que ir pra casa recarregar baterias e pensar em estudar no sábado. Isso só pra começar.
Prioridades que se confundem, mas que piora ainda mais quando se tem mais do que um círculo de amizades. Quando não podemos sempre juntar todos que gostamos e precisamos escolher entre uma coisa ou outra, aí é problema. Quando em um único fim de semana você tem três compromissos diferentes com amigos, um com família, outro regulamentar com os livros e ainda gostaria que sobrasse tempo pra si no saldo final, o que se faz? Bom, simplificando, sendo fim do mês e a grana estando curta, você escolhe ficar em casa ouvindo música e estudando. Sem gastar nada... Super lógico, não? Você fez isso? Eu não fiz...
Já escrevi isso para a Lubi uma vez, vou repetir para mim mesma! Não adianta se obrigar a fazer tudo quando mal conseguimos dar conta de nós mesmos. O clichê “se não pode fazer tudo, faça tudo que puder” super se aplica. Ainda mais a mim que tenho a incrível tendência de criar cobranças que teoricamente viriam dos outros, mas que na real não existem. E aí? E aí que a gente desacelera na base da paulada. Ou seja, espero compreensão dos meus queridos para que entendam que realmente preciso desacelerar. No fim das contas devo estar correndo feito barata tonta, sem estar presente em lugar nenhum e me ocupando com deveres que não se completam nunca. Talvez os queridos mal percebam, mas se percebem demais, espero que agora tenham entendido.
Faz meses, realmente meses, que não sei o que é ficar no meu quarto ouvindo música, lendo um livro, relaxando, fazendo nada. E eu adoro meus momentos eucomigomesma. Parei de cultivar faz tempo. Não tenho semeado muita coisa que vá vingar. Tenho atropelado muita coisa. Mas espero voltar ao rumo certo. Quando percebo que há muito mais para se esperar do que pensamos. Não vivo sem o valor e a intensidade das coisas. Estou me atropelando, me jogando na frente das coisas. E ainda tem o show da Madonna. To ficando tiazona e cheia de peragem, ainda por cima.

May 16, 2008

Hay milonga de amor! Não fora de hora!



Chega uma hora que você percebe que não importa exatamente o que você escolhe, mas sim a paixão que você emprega no que está vivendo. E que não importa se você caiu de pára-quedas ou se foi delicadamente colocada. Ali é o seu lugar naquele momento e é exatamente isso que importa! Continuo falando que sempre haverá coisas que você terá que delegar, outras que jamais poderá cumprir e outras ainda que deverá tacar um "não" bem categórico. Mas aquelas que você puder lidar, ponha sua fé, con fides, por que a receita é bem por aí!

Uma certa omissão na faculdade por conta das novas responsabilidade do trabalho dos meus sonhos que eu jamais imaginei que seria dos meus sonhos mas que já que agora é eu preciso encarar. Esse fim de semana isso vai mudar. Já tenho o planejamento.


Não achei que eu fosse encontrar um lugar pra trabalhar cheeeio de pessoas perfeccionistas e bravas com detalhes pasados desapercebidos como eu! Pessoas que gostam realmente de vestir a camisa e que são perspicazes. Que na sutileza dos gestos demonstram uma sagacidade incrível. É... acho que gosto batante do meu trabalho!

O mais importante desse fim de semana é que tem que ter carinho. Vinho. Comida caseira bem gostosa e quentinha, cinema e uma escolha espetacular como a da semana passada! Já viram O último bandoneon? Vão já! Precavida e bem conhecida por mim mesma como sou, peguei 3 toalhas de papel no banheiro do Reserva sabendo que lágrimas viriam! Saudades da Argentina, das ruas de Buenos Aires, de andar por San Telmo ouvindo tangos por todos os lados... Mas o piro é que chorei desde o primeiro acorde de bandoneon e violinos até os dos créditos finais! Precisei de o dobro de toalhas de papel...! Tango sempre faz meu coração sangrar horroooores! E como eu amo.

Sou muito saudosista sim. Sinto falta até mesmo de crises! E de sentir saudades, de sentir medos, de sofrer de paixão... Puta merda! Como eu sinto falta de uma boa paixão... Daquelas que te tira até o rumo da vida. Que cora a pele (branquela da morena desbotada).
Cozinho empre pensando em bons momentos.
Abro garrafas de vinho pra mim e por mim mesma. Meu egoísmo é bem sutil.
Mas acho que to precisando me permitir mais pra ver se fico mais... leve? Não é essa a palavra. Não sei definir ainda. Só sei que a carência e a abstinência precisa ser suprida. Falta um pedacinho de segurança que deveria estar por perto.
Me faltam braços! E uma boca! Um colo! Um perfume bem amadeirado pra ficar na minha roupa e cabelos... uma pegada da boa... sabe como é. E mesmo assim eu continuo negando cafuné do Bofe1 quando estou gripada ou pra baixo, continuo recuando saídas e chalés aos fins de semana com o Bofe2 por alguma razão. Tsc, tsc. Preciso é de um belo beijo na boca!

Tá frio, muito friozinho pelas escapadas das janelas. Não quero sair pra dançar esse fim de semana. Quero aconchego. Sempre me entrego... por que ainda seria diferente?

May 12, 2008

Meu nome é Aline e eu estou em abstinência!



É bom poder fazer escolhas na vida, muito bom. Numa dessas, escolhi parar de fumar. Não é uma empreitada fácil, diga-se de passagem. Mas também é muito mais tranquilo do que eu poderia imaginar. Fui literalmente pra Rehab. Estou em tratamento ainda, mas estou longe do vicio há exatos 29 dias. Sim, um avanço, uma pequena vitória.


Parar de fumar abriu uma nova janela na minha vida, um novo capitulo. Descobri, depois de 21 anos, que eu posso ter controle sobre as minhas próprias emoções. Eu estava sentindo que a minha vida estava uma bagunça, mas hoje eu sei que eu permiti isso. Minhas emoções me lembravam um grande cavalo negro desgovernado, correndo desesperadamente e me arrastando por onde passava. E como corria esse cavalo! E em cada situação dificil, um maço de cigarros, fácil, era consumido pela minha pessoa. Alivia a tensão? Acho que sim. Ninguém deixa de fumar odiando o cigarro. É gostoso, é prazeiroso. E diversos momentos rimam com o dito. [Café, Sexo, Conversas com as Amigas, comidas, brigas...]Mas eu escolhi ter controle, uma vez na vida. Sem contar a minha saúde, meu bolso e meu aparelho respiratórios, que agradecem.


[Hoje eu montei o cavalo e segurei as redeas.] Me sinto feliz e confiante!


Não posso mudar as coisas que acontecem, mas posso mudar o jeito como interajo à elas.





Um novo folego talvez?
Pela primeira vez na vida to conseguindo juntar dinheiro. Tudo que eu gastava com cigarro tá indo para um cofre.



PS: Não vou ser uma daquelas ex-fumantes chatas e enfadonhas que tentam educar as pessoas dizendo que o cigarro tem um milhão de substâncias quimicas, câncer, fumaça, blá blá blá. Todo mundo sabe. E a real? As pessoas têm as suas necessidades, e eu respeito isso.