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July 18, 2010

O prazer de ficar sem tempo


Fico sem tempo enquanto penso em como meu fim de semana de aniversário foi incrível, em como preciso de um plano odontológico, em como já deveria ter feito meu óculos novo, em como eu continuo sendo desorganizada com dinheiro, já que mês que vem estarei apertada novamente, em como meus dois trabalhos andam me dando realmente muito trabalho.
Fico sem tempo enquanto repenso em como sou querida pelos meus amigos, em como eles fizeram do meu aniversário um dos melhores nos últimos anos, mesmo sob as circunstâncias ruins, o que acabou nos deixando ainda mais ligados afetivamente. Como a Joplin gostava de dizer, “eu trocaria todos os meus amanhãs por um dia no passado.” - com certeza sexta e sábado seriam um desses dias para ser escolhidos e revividos.
Fico sem tempo enquanto penso que as coisas vão desanuviando no decorrer da caminhada. E que é difícil abrir mão de um trabalho incrível, mesmo quando outro - pessoalmente, mais incrível ainda - te reserva muito mais futuro; aliás, fico ainda mais sem tempo quando penso que minhas possibilidades são boas, mesmo dentro de panoramas malucos.
Fico ainda mais sem tempo quando penso que a cada dia que passa meus avós ficam velhinhos em dobro. Isso sim me consome horas. Ainda mais quando paro para pensar em seus hábitos da velhice, incluindo os de comportamentos retomados de hábitos sociais aprendidos há mais de 50 anos atrás, e divagando em quais possivelmente serão os meus hábitos da velhice.  

*foto de Alejandro H. - Bola de Banditas Elásticas

June 08, 2010

Nostalgia


   Esse fim de semana e ontem relembrei automaticamente como eu to com saudades dos meus ex-colegas da faculdade. Na verdade, saudade de alguns que são amigos mesmo. A gente se forma, acha que ok. Mas dá uma vontaaaade de conviver novamente. (tudo bem que logo passa, haha) Sábado, na Parada Gay, encontrei um amigo tão querido, nos abraçamos por um tempão quando o encontrei. E ontem um outro amigo me ligou, o Tiago. Somos amigos desde os tempos da São Marcos. E ele vai ser papai!!! A esposa dele tá grávida de 1 mês e pouquinho... Propus a ele que ele viesse pro Outras Palavras, contribuir, assistir Oficinas, ficar perto. Sinto falta dele...
   No fundo, quem me conhece não me compra. Todos sabem que sou mega saudosista. E com 40min de ligação ontem, então... Acordei nostálgica. O Ti me contou dos babados da facul, falamos sobre muitas coisas e no fim, ficou um tchau cheio de saudades. Mas semana que vem ele deve ir à Oficina, no Outras. Menos mal. O melhor foi a reação dele quando eu contei sobre minhas novas atividades. Rolou um silêncio de uns 5 segundos até ele me xingar de fdp... hahaha! Só pq ano passado estava desempregada, falida, triste e amargurada e agora tenho dois empregos ótimos em duas áreas fantásticas (nas quais ELE gostaria de trabalhar, hahahaha). Queria ter visto ao vivo... o Tiago tem as melhores caras de incredulidade que eu conheço!

Enfim... nostálgica.
  

June 07, 2010

Considerações sobre o feriado


Visitas são boas... Né? Até minha segunda-feira mal humorada, sim. Dormir ouvindo Boa noite, Clazinhaaa! e acordar as 5 e meia da matina ouvindo Bom dia, Clazinhaaa!, assusta um pouco.

Redescobri como é bom dormir no frio, sabendo que você não vai precisar sair de casa. Isso foi perfeito pra quinta e sexta. Sábado já queria tomar uma breja com o negão, que rendeu baladinha e depois dormir juntinho enquanto o corpo esquenta no putaquepraiu de frio horrendo da madrugada.

Acordei domingo ouvindo Bom dia Clazinhaaa! no telefone, seguida pela frase E aí, gata! Vamos pra parada? Que horas te encontro? Acho que eu não tive muita opção. Amigos gays são implacáveis em dia de parada. Fui lá, de ressaca, passar aperto na multidão e mal dançar com o pé doendo como estava. Voltei pra casa cedíssimo, dormi horas no sofá até que ouvi Clazinhaaa, vai pra cama, linda! Daí pensei... Mas eu não deixei ele na parada? Quem abriu o portão pra ele entrar! Não quero dormir na minha cama agora... Quero meu sofá, carai! Mas, delicada e phyna, respondi... Já vô.

Sábado também teve vovó e vovô em casa. Delicinhas como são, gostei pouco! Daí vovô, classicamente, vendo jogo de futebol no sofá, enquanto eu e vovó fomso dar pernadas no shopping. Ô, como ela gosta de um shopping. Comprinhas, eu carregando mil sacolas e paparicando a linda, matando saudades e atendendo todas as suas vontades, como uma boa neta com saudades. :)  Sempre fico triste quando eles vão embora.

Essa semana tenho uma meta: conseguir encontrar as amigas, sem ter recaídas fortes com meu corbertor. Quem sabe prum belíssimo chocolate quente... aí sim, hein.
Daí agora, café bem quentinho aqui no aconchego do escritório e muito bom trabalho pra realizar!
Enfim, segundona friorentíssima.

June 02, 2010

yeah.


   Cá estou eu, milagrosamente acordada as 8hs da manhã, já no trabalho, na verdade há 1h. Voltando agora a sentir, nesse terceiro dia de trabalho em dupla jornada, como era acordar madrugando, se trocar correndo, pegar bus sem ter tido tempo de tomar café, me arrumando correndo etc. Essa noite foi a primeira em muuuuitos meses que tive aquela sensação de dormir e acordar 1h depois, sendo que na verdade se passaram umas 7hs de sono. Acho que essas coisas só acontecem quando você está em rotina de trabalho.
   Sair todos os dias as 6:30 da manhã e retornar somente às 20:40, em média, tem sido puxado do ponto de vista físico. Ontem, depois do almoço, por exemplo, foi uma das minhas piores tardes em semanas: almocei e fiquei com tanto sono que me deu até mal-estar. Só melhorei depois de um garrafinha de água inteira, quase gelada, mesmo nesse frio.
   Porém, preciso falar dos prós de tudo isso. Primeiro: quando eu acordo, mesmo tendo a preguiça descomunal de todo dia, saio da cama sabendo que vou me arrumar vestindo as roupas despojadas e nada formais que tanto amo: nada de salto alto obrigatório, nada de terninhos ou calças sociais todos os dias... só quando quero e ainda assim, com uma camisetinha... Colares, unhas da cor que eu quiser, tênis quando eu quiser, cabelo sem ter que estar escovado sempre para reuniões chatérrimas... enfim.
   Depois, chegando no Urbanias, que é alocado no mesmo escritório que a equipe do site Catraca Livre, já fico muito mais feliz: fica em Pinheiros, numa rua agradabilíssima, calma, parece até uma vila. A casa é linda, recém-reformada, com design todo bonitinho por dentro. Lá, logo depois de mim, às vezes atrasada, chega a Renata, melhor amiga do meu namorado, que foi a santa que fez todo meu marketing pro meu atual chefe. Menina linda, negra, de cabelo afro, dinâmica, faladeira, de sorriso e olhar doces, mas de voz forte, que é impossível você não saber que Renata chegou depois dela dar o primeiro bom-dia! A mesa dela é na bancada atrás, de costas pra mim. Volta e meia uma chama a outra pra falar de coisas leves e suaves, como o Beto e como ele é marrento quando quer.haha
   Ok, marketing vem, plano de ação vai, mídias vem, contatos mil se vão... quando vejo já é hora de ir pro Outras Palavras. Lá na Augusta. Vou até a Teodoro, pego o bus, desço geralmente na Consolação, depois do Belas Artes. Chego naquele rebuliço que é a redação da Revista Viração, vou pra minha mesinha, ligo o note e mais mídias, vídeos, produção, artigos, articulação, grupo, pessoas... Lá pretendo deixar uma pantufa, pq ficar de sapato no pé o dia inteirinho me irrita um pouco e aposto que ninguém vai achar estranho.
   Com meu primeiro salário mal sei o que vou fazer. Preciso comprar roupas e sapatos. Sério, não é coisa de mulherzinha! Realmente preciso. Olha esse frio! Só tenho boas roupas de calor. Também uma bolsa que seja bastante funcional... um bom caderno, pagar contas, a pantufa, suporte para pendurar a bolsa na mesa, umas maquiagens... ai. Preciso de 2 salários. Que se tudo der certo, vou ter. Se o Ministério da Cultura colaborar e resolver depositar o dinheiro dos fundos do Ponto de Cultura na conta do Outras Palavras.

   Aliás, falando no Outras... ontem fiz uma mega pesquisa sobre ferramentas para fazer upload e compartilhar videos simultaneamente em vários canais diferentes e foi tão legal que resolvi escrever sobre no Tema Pimenta. Lá, ainda preciso escrever apresentando alguns Pontos de Cultura com quem temos contato próximo, mas está corrido e eu ainda estou aprendendo a me organizar nessa correria nova. Quando postar coisa nova aviso aqui.

...beijos!

April 23, 2010

A tal da bolha


   Nas últimas semanas, várias pessoas me disseram ou disseram que alguém que me contou, que estão em um momento "bolha". Daí pensei comigo, momento bolha é só não estar travestida de extroversão, não querer sair muito de casa e rejeitar ligações por preguiça de falar, independentemente de quem fosse, ou inclui também uma mão na consciência?
   Digo isso pois geralmente adiamos afazeres pessoais importantes por não estarmos muito no clima, como, por exemplo, dar aquela polida no currículo. Eu mesma já adiei isso muitas vezes por sempre ter algo muito mais interessante no momento do que ficar polindo currículo, arrumando a gaveta, limpando teclado do note, revisando a monografia, montando projeto de pesquisa, enfim.
   Mas, nessa de adiar, acaba que a perfeição das ações vai sumindo junto. Por exemplo: você não dá a bendita polida no currículo, até que alguém te liga e diz "me manda seu CV pois acho que tem uma boa oportunidade aqui!", daí você corre, ajeita o que deveria ser alterado com tranquilidade e é isso. Você mandou algo meia-boca. Ou às vezes menos trágico, mas muito importante também: você deixa lá, sem revisar nem nada, só atualizando datas e pequenas coisas, quando na verdade poderia encontrar uma maneira muito mais inteligente e eficiente de apresentar-se (e mostrar sua vida até o presente momento) a um completo desconhecido que, quem sabe, pode se interessar pela sua cuidadosa abordagem.

Hum...

   Bom, tudo isso pra dizer que ao invés de ficar no momento bolha só coçando as picadas de pernilongo, vá logo caçar alguma coisa pra fazer que te traga algum benefício em algum momento, vai. A não ser que você realmente precise de fazer "nada" no seu quarto ouvindo Amy, descanso não é sinônimo de inutilidade.

   Enquanto isso, vou continuar a tentar não pensar em Morro de São Paulo e em todos os bons momentos que estou perdendo com as meninas e o Vander, não pensar que ainda vai demorar uma semana e meia para que eu possa dar continuidade aos meus planos por conta de grana e que é bom que meu pé continue no chão, pois agir coerentemente e fazer coisas com excelência dá um pouco mais de trabalho do que os manuais de boas práticas por aí contam. Enfim, continuar controlando minha ansiedade e impaciência. Além de agradecendo pelos bons acontecimentos e pelo fato de que, quando eu acho que já tava bom, a Gle vem e me mostra um jeito ainda melhor de fazer as coisas. Ai, amiga. Honestamente, não sei como você consegue ser tão presente mesmo tendo um oceano inteirinho entre nós. Obrigada pelas boas dicas e conselhos. Sempre tão bem-vindos.
   Lembrando que hoje é dia de Ogum.

December 30, 2009

curso das coisas



Em São Vicente eu vi um por do sol fantástico anteontem. Voltando do Guarujá, a paisagem dos morros de mata densa; já na balsa ouvi palavras doces ao telefone de alguém que tem sido importante, foi um dia bem chuvoso, bem úmido, a paisagem estava bem como eu gosto: mata atlântica parece ainda mais densa em dias assim. O mar fica indeciso, se revolta só na superfície. 
Já no ônibus, da ponta da praia para São Vicente vim ainda mais apaixonada, agradecendo por aquele por do sol, que passou de um laranja lindo para um lilás, depois o roxo e o azul de muitas nuances... até escurecer de vez. Cheguei em casa pronta pra ser atribulada novamente. Daí vi que não importava, pois no caminho Deus já tinha acalentado meu espírito...

October 29, 2009

Inversão ou lembrando o porquê das coisas

Antes de continuar trabalhando nos capítulos a gente pára, observa e faz uma pausa no andamento lógico das coisas e escreve os agradecimentos da monografia. Isso dá um gás que vocês nem imaginam.

October 22, 2009

coffee[endless]break

ontem na aula de Integração Regional: percebi que inverti a ordem de dois teóricos no meu primeiro capítulo. E daí? Refaço. Pega nada. Tá sobrando tempo mesmo. Reordeno o texto e a sequencia lógica do capítulo. ¬¬'

hoje: decidi pegar as férias da academia. São só 15 dias, mas são 15 dias. Necessários pra sanidade e menor cobrança pessoal da que vos escreve. Tempo virou commodity. Altíssima demanda. Como nunca antes.
lenta e gradual: escrevi um e-mail lindo pro meu pai me abrindo com ele pela segunda vez (na vida).

status: feliz e à beira do surto. Crises de choro e de gargalhada quase simultâneas. Mas tá acabando. Reta final. Apostas altas. Ui!

leasure.kind of: nas horas vagas eu assisto Extreme Makeover e fico pilhando a vida dos meus amigos, mandando e-mails coloridos.