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September 08, 2010

Uma porta azul bem bonita

 Imagem do Vitó

Esse fim de semana/feriado eu supri todos os meus déficits afetivos, emocionais, sexuais, femininos, ansiosos, nervosos e carentes. Foi depois de quatro dias impressionantes de tão intensos e calmos e completos que consegui perceber, claro como o contraste do branco com o azul, que é ali que eu quero ficar. Naqueles braços. E eu sei que você vai ler isso aqui. Mas tudo bem, pois eu já te disse isso ontem ao telefone. Por sinal, preciso dos meus carregadores que ficaram na sua casa. Enfim...
Quero começar a planejar nossa reforma, da casa que hoje é sua, mas que queremos que seja nossa. Planejando todos os comodos, todos os detalhes, todas as cores, todas as necessidades, nossas e de nossos amigos, que vão povoar o espaço com a gente aos fins de semana. Espaço para bichos, plantas, luzes e muita claridade. Cores, frutas e cheiros de manga todo fim de ano. Pé de manga, amora, limão, laranja, café, romã... Vamos precisar de uma paisagista, já que ambos queremos preservar os pés, ao invés de fazer uma casa gigantesca. 
Você consegue (o milagre de) me deixar calma e livre de pensamentos apressados sobre trabalhos, dinheiro, contas etc. Consegue me deixar bem aflita e com sensações engraçadas ainda. Mesmo depois de quase 1 ano juntos. Quero muito tudo que pudermos ter. Só peço uma coisa: podemos ter portas azuis, daquelas bem lindas? 
Pode ser que algumas pessoas pensem que querer ter portas azuis depois de tão pouco tempo seja loucura. Coisa apressada... Mas, honestamente? Não vejo a hora. Somos incríveis juntos. Beijos e boa semana...

July 30, 2010

Das grandes e boas.


Sabe que tem momentos que se não me agarro a um propósito muito bem definido, acabo deixando a coisa degringolar por alguns momentos. Ainda mais quando ouço frases duras como aquele cara metódico e regulador me disse. Haja paciência. Haja capacidade pra entender que nem todo chefe é um virginiano ótimo de temperamento, assim como uma das suas melhores amigas.
O negócio é que, se em alguns momentos fico mega feliz de ver que tenho dados ótimos passos, em outros, preciso me lembrar disso, pra não mandar ir à merda e viver de trabalho voluntariado até sabe Deus quando. Haja paciência². Trabalhar com alguém tão controlador a ponto de não ter confiança no que você faz é muito complicado. Formada em RI, virando RP por circunstâncias. Esse não é o problema. Antes fosse. 
Daí, to entre dois universos: um que praticamente não me paga (nem muito menos as minhas contas), mas que me realiza incrivelmente. E outro que me paga (bem), mas que me exige em um nível inacreditável, especialmente de paciência. Mesmo sabendo que definitivamente paciência não é lá meu forte, passa dos limites. Diálogo? Outra fase do videogame que não consigo passar. É melhor consentir e tentar acertar a rotina e ver se consegue suprir as inseguranças do controlador do que tentar debater. 

***

Por outro lado, pensando só nas coisas que ainda quero muito fazer e logo -- única forma sensata de me manter nessa rotina fortíssima que me encontro. Suportando e superando. O que é ruim e o que é bom. O que não deveria ser e o que é. Uma coisa e outra coisa. 1+1=200. 
Daí, me vem a percepção de que só sei dublar em francês, mas não sei falar devidamente, nem entender. Quero voltar a estudar línguas. Queria italiano agora, mas francês traz outras questões e lembranças e exigências quase pessoais que me chamam. Acho que vou primeiro no francês, de uma vez por todas. 
Daí, o negócio é que ano que vem quero começar a visitar, um por um, todos os amigos que tenho fora do Brasil. Começando pelo Cairo ou seja lá onde o Tahayov estiver. Eu vou lá. Cara, são famílias que não se explica a ligação. Penso nele como se ele fosse um vizinho que não encontro no levador há semanas. Mesmo eu estando morando em casa, não em prédio mais. 
***

Vai. Vamos lá deixar de besteiras e viver essa vida. Quanto mais leio, mais entendo que mesquinharias não tem que ter vez. Quero uma viagem. Das grandes e boas.

July 18, 2010

O prazer de ficar sem tempo


Fico sem tempo enquanto penso em como meu fim de semana de aniversário foi incrível, em como preciso de um plano odontológico, em como já deveria ter feito meu óculos novo, em como eu continuo sendo desorganizada com dinheiro, já que mês que vem estarei apertada novamente, em como meus dois trabalhos andam me dando realmente muito trabalho.
Fico sem tempo enquanto repenso em como sou querida pelos meus amigos, em como eles fizeram do meu aniversário um dos melhores nos últimos anos, mesmo sob as circunstâncias ruins, o que acabou nos deixando ainda mais ligados afetivamente. Como a Joplin gostava de dizer, “eu trocaria todos os meus amanhãs por um dia no passado.” - com certeza sexta e sábado seriam um desses dias para ser escolhidos e revividos.
Fico sem tempo enquanto penso que as coisas vão desanuviando no decorrer da caminhada. E que é difícil abrir mão de um trabalho incrível, mesmo quando outro - pessoalmente, mais incrível ainda - te reserva muito mais futuro; aliás, fico ainda mais sem tempo quando penso que minhas possibilidades são boas, mesmo dentro de panoramas malucos.
Fico ainda mais sem tempo quando penso que a cada dia que passa meus avós ficam velhinhos em dobro. Isso sim me consome horas. Ainda mais quando paro para pensar em seus hábitos da velhice, incluindo os de comportamentos retomados de hábitos sociais aprendidos há mais de 50 anos atrás, e divagando em quais possivelmente serão os meus hábitos da velhice.  

*foto de Alejandro H. - Bola de Banditas Elásticas

February 12, 2010

It could be my fade. But it just could...

San Telmo, Buenos Aires - nov. 2009

Não me diga que estou fadada a isso ou aquilo. A eles ou a você. Tudo acaba me irritando demais quando as coisas (paredes, braços, gritos e ruas) se estreitam. Às vezes acho que vai dar super certo. Outras que vai dar nada certo. Mas enquanto isso, vai dando... Vou dando. Dando um jeito nisso, naquilo. Aparando aqui e ali. Amparando daqui e dali. Talvez seja apenas mais um pedaço de caminho. Ou o caminho inteiro. A gente nunca sabe, né? Mas no fim, não me fade. Não me fade a viver apenas pelos merecimentos. Pois às vezes você quer apenas viver, merecendo ou não. Longe ou perto. Sozinha ou acompanhada. Acompanhada. Seja lá de quem for. Você vai. Volta ou talvez não. Haja laços. Pra segurar. Pra suprir. Pra sumir. hopeismyfade

January 27, 2010

Intensidade





Bárbara exala sexo por onde passa. Tem aquela segurança que inebria. Cabelo solto, super sedoso, ondulado, chocolate. Pele branquinha. Salto alto ou baixo, não importa. Não brinca em serviço, não deixa a desejar. O que pega mesmo é o olhar dessa mulher, olhos sempre bem maquiados... Ela fala suave, mas sua voz é firme. E quando ela fica brava e se atrapalha toda? Consegue ser bem reclamona e hilária pra quem vê. Mesmo sendo calma, por dentro é muito solícita. Ela usa batom cor de boca, seu andar é bem marcado, suas roupas acinturadas. Ela trabalha em um escritório, uma consultoria e em suas reuniões ela domina todo o ambiente. Tudo porque quando entra, a tensão no ar se instaura.
Valentina é doce, mas sagaz. Ela brinca com você enquanto anda balançando seu cabelo Chanel. Suas unhas cumpridas não atrapalham em nada. Ela adora uma calça justa, que deixa suas pernas grossas bem marcadas. Ama jazz&blues. Ama MPB. Adora cantar e tirar fotos. Seu sorriso é nada breve e sua risada é mega sonora. Geniosa, não dá ponto sem nó. Sua riqueza se mede em vivência. Adora uma diva anos 50. Seus amigos amam sua autenticidade e espontaneidade. Seu batom é rosado e ela ama um blush. Só tem vergonha de dizer que ama ao vivo. Mas não importa, sempre é bem compreendida. Tudo porque quando entra, a tensão no ar se instaura.
Carolina quando dança todos param pra olhar. Ela não é profissional, mas tem muita paixão e sabe olhar diretamente nos olhos. Adora um coque no cabelo, dá mais estilo e ângulo ao seu rosto. É dedicada e muito sensata, mas perde a razão se olham demais pro cara que está com ela. Na sua cabeça tem sempre uma trilha sonora. Gosta de provocar e de pagar pra ver. Nunca deixa passar uma oportunidade boa de exercer quem ela é. Nunca esquece um bom amigo. Nunca diz não à quem lhe pede ajuda. Seus olhos tem uma certa tristeza que não se traduz, é inerente. Todo mundo sabe que não se pode tocar no assunto e nem mesmo duvidar de sua veracidade. Mas não importa, sempre é bem compreendida. Tudo porque quando entra, a tensão no ar se instaura.


I wanna run, I wanna rush, I wanna see you again