Showing posts with label open heart. Show all posts
Showing posts with label open heart. Show all posts

September 08, 2010

Uma porta azul bem bonita

 Imagem do Vitó

Esse fim de semana/feriado eu supri todos os meus déficits afetivos, emocionais, sexuais, femininos, ansiosos, nervosos e carentes. Foi depois de quatro dias impressionantes de tão intensos e calmos e completos que consegui perceber, claro como o contraste do branco com o azul, que é ali que eu quero ficar. Naqueles braços. E eu sei que você vai ler isso aqui. Mas tudo bem, pois eu já te disse isso ontem ao telefone. Por sinal, preciso dos meus carregadores que ficaram na sua casa. Enfim...
Quero começar a planejar nossa reforma, da casa que hoje é sua, mas que queremos que seja nossa. Planejando todos os comodos, todos os detalhes, todas as cores, todas as necessidades, nossas e de nossos amigos, que vão povoar o espaço com a gente aos fins de semana. Espaço para bichos, plantas, luzes e muita claridade. Cores, frutas e cheiros de manga todo fim de ano. Pé de manga, amora, limão, laranja, café, romã... Vamos precisar de uma paisagista, já que ambos queremos preservar os pés, ao invés de fazer uma casa gigantesca. 
Você consegue (o milagre de) me deixar calma e livre de pensamentos apressados sobre trabalhos, dinheiro, contas etc. Consegue me deixar bem aflita e com sensações engraçadas ainda. Mesmo depois de quase 1 ano juntos. Quero muito tudo que pudermos ter. Só peço uma coisa: podemos ter portas azuis, daquelas bem lindas? 
Pode ser que algumas pessoas pensem que querer ter portas azuis depois de tão pouco tempo seja loucura. Coisa apressada... Mas, honestamente? Não vejo a hora. Somos incríveis juntos. Beijos e boa semana...

August 11, 2010

Sobre o zelo e a mulher

Imagem daqui.
Ser mulher é realmente uma coisa inevitavelmente trabalhosa e custa caro. Ontem dei graças a Deus por não ter desencanado de pagar meu convênio médico (que já não é muito barato). Quatro exames de rotina teriam me custado mil e trinta e oito reais sem o convênio. Posso com isso?
Mas vem cá? A pessoa vai lá, marca consulta com ginecologista (detesto esse nome), marca exames de check-up, vai fazer os exames, sente mil incomodos, passa por pequenas vergonhas necessárias. Na clínica é ainda mais estranho. Fui lá, clínica chiquérrima especializada na saúde da mulher. Morta de fome, já fiquei feliz pois vi que tinha um café por lá. Pedi um sanduíche de peito de peru e um suco de maracujá. Quanto é? Ah, de graça?! Que ótimo, obrigada...
Subi, me troquei, pus o roupão e continuei com as botas country - já vermelha de vergonha do que aconteceria naquela salinha. Fiz exames, gel para todos os lados, tudo bem, exames claros e tranquilizadores. Trocada novamente, desci... Me vê um capuccino, por favor? O melhor da minha vida. Juro. Saí de lá feliz da vida.

Tá. Feliz da vida. Não só pelo melhor capuccino que já tomei na galáxia, mas por algo muito mais elementar. Todo mundo sabe que meu maior sonho é ser mãe. E nesse ano decidi que começaria a preparar meu corpo para tal. Daqui a 2 ou 3 anos, quando decidir que é hora, tudo que depender de mim estará bem. Então fui ao médico fazer exames e com um certo medinho de aparecer alguma coisa de errado (como um bebê, hahahahaha - brincadeira), mesmo sabendo que as chances seriam mínimas. Mas, quando saí de lá com os resultados e já sabendo que realmente estou com a saúde mega em dia... Meu... Bateu uma, mas uma tranquilidade inexplicável.
E ainda mais: não foi só uma tranquilidade, mas um sentimento de completude pessoal e de repúdio a mulheres que não se dão o devido valor. Veja bem, não to falando de quem dá mais do que chuchu na cerca - cada uma sabe o que faz e aquilo que põe, literalmente. Mas daquelas que dão mais do que chuchu na cerca e se tratam como nada, jamais se cuidam, não tem o menor zelo consigo mesmas. Não sou puritana, nem moralista. To só defendendo uma única opinião: mulher tem que se cuidar mesmo. Nosso corpo é muito mais sagrado só pelo simples fato de poder gerar uma criança.

Mas ok. Pode só ser coisa de quem tem plena convicção de que quer ter um filho num prazo de dois anos. Mas zelar, não é só fazer exames e usar produtos e cuidar da aparência. Zelar mesmo é mais. É se amar e não deixar nada nem ninguém te fazer mal. E ter a cabeça tranquila em tudo que faz e por tudo que fez. É cuidar de verdade e saber onde pisa. Enfim. Ser mulher é não ser leviana. E saber que tudo, mas tudo tem muito valor. Independente das suas decisões e dos seus atos, tudo continua tendo muito valor.

July 30, 2010

Das grandes e boas.


Sabe que tem momentos que se não me agarro a um propósito muito bem definido, acabo deixando a coisa degringolar por alguns momentos. Ainda mais quando ouço frases duras como aquele cara metódico e regulador me disse. Haja paciência. Haja capacidade pra entender que nem todo chefe é um virginiano ótimo de temperamento, assim como uma das suas melhores amigas.
O negócio é que, se em alguns momentos fico mega feliz de ver que tenho dados ótimos passos, em outros, preciso me lembrar disso, pra não mandar ir à merda e viver de trabalho voluntariado até sabe Deus quando. Haja paciência². Trabalhar com alguém tão controlador a ponto de não ter confiança no que você faz é muito complicado. Formada em RI, virando RP por circunstâncias. Esse não é o problema. Antes fosse. 
Daí, to entre dois universos: um que praticamente não me paga (nem muito menos as minhas contas), mas que me realiza incrivelmente. E outro que me paga (bem), mas que me exige em um nível inacreditável, especialmente de paciência. Mesmo sabendo que definitivamente paciência não é lá meu forte, passa dos limites. Diálogo? Outra fase do videogame que não consigo passar. É melhor consentir e tentar acertar a rotina e ver se consegue suprir as inseguranças do controlador do que tentar debater. 

***

Por outro lado, pensando só nas coisas que ainda quero muito fazer e logo -- única forma sensata de me manter nessa rotina fortíssima que me encontro. Suportando e superando. O que é ruim e o que é bom. O que não deveria ser e o que é. Uma coisa e outra coisa. 1+1=200. 
Daí, me vem a percepção de que só sei dublar em francês, mas não sei falar devidamente, nem entender. Quero voltar a estudar línguas. Queria italiano agora, mas francês traz outras questões e lembranças e exigências quase pessoais que me chamam. Acho que vou primeiro no francês, de uma vez por todas. 
Daí, o negócio é que ano que vem quero começar a visitar, um por um, todos os amigos que tenho fora do Brasil. Começando pelo Cairo ou seja lá onde o Tahayov estiver. Eu vou lá. Cara, são famílias que não se explica a ligação. Penso nele como se ele fosse um vizinho que não encontro no levador há semanas. Mesmo eu estando morando em casa, não em prédio mais. 
***

Vai. Vamos lá deixar de besteiras e viver essa vida. Quanto mais leio, mais entendo que mesquinharias não tem que ter vez. Quero uma viagem. Das grandes e boas.

July 18, 2010

O prazer de ficar sem tempo


Fico sem tempo enquanto penso em como meu fim de semana de aniversário foi incrível, em como preciso de um plano odontológico, em como já deveria ter feito meu óculos novo, em como eu continuo sendo desorganizada com dinheiro, já que mês que vem estarei apertada novamente, em como meus dois trabalhos andam me dando realmente muito trabalho.
Fico sem tempo enquanto repenso em como sou querida pelos meus amigos, em como eles fizeram do meu aniversário um dos melhores nos últimos anos, mesmo sob as circunstâncias ruins, o que acabou nos deixando ainda mais ligados afetivamente. Como a Joplin gostava de dizer, “eu trocaria todos os meus amanhãs por um dia no passado.” - com certeza sexta e sábado seriam um desses dias para ser escolhidos e revividos.
Fico sem tempo enquanto penso que as coisas vão desanuviando no decorrer da caminhada. E que é difícil abrir mão de um trabalho incrível, mesmo quando outro - pessoalmente, mais incrível ainda - te reserva muito mais futuro; aliás, fico ainda mais sem tempo quando penso que minhas possibilidades são boas, mesmo dentro de panoramas malucos.
Fico ainda mais sem tempo quando penso que a cada dia que passa meus avós ficam velhinhos em dobro. Isso sim me consome horas. Ainda mais quando paro para pensar em seus hábitos da velhice, incluindo os de comportamentos retomados de hábitos sociais aprendidos há mais de 50 anos atrás, e divagando em quais possivelmente serão os meus hábitos da velhice.  

*foto de Alejandro H. - Bola de Banditas Elásticas

June 08, 2010

Nostalgia


   Esse fim de semana e ontem relembrei automaticamente como eu to com saudades dos meus ex-colegas da faculdade. Na verdade, saudade de alguns que são amigos mesmo. A gente se forma, acha que ok. Mas dá uma vontaaaade de conviver novamente. (tudo bem que logo passa, haha) Sábado, na Parada Gay, encontrei um amigo tão querido, nos abraçamos por um tempão quando o encontrei. E ontem um outro amigo me ligou, o Tiago. Somos amigos desde os tempos da São Marcos. E ele vai ser papai!!! A esposa dele tá grávida de 1 mês e pouquinho... Propus a ele que ele viesse pro Outras Palavras, contribuir, assistir Oficinas, ficar perto. Sinto falta dele...
   No fundo, quem me conhece não me compra. Todos sabem que sou mega saudosista. E com 40min de ligação ontem, então... Acordei nostálgica. O Ti me contou dos babados da facul, falamos sobre muitas coisas e no fim, ficou um tchau cheio de saudades. Mas semana que vem ele deve ir à Oficina, no Outras. Menos mal. O melhor foi a reação dele quando eu contei sobre minhas novas atividades. Rolou um silêncio de uns 5 segundos até ele me xingar de fdp... hahaha! Só pq ano passado estava desempregada, falida, triste e amargurada e agora tenho dois empregos ótimos em duas áreas fantásticas (nas quais ELE gostaria de trabalhar, hahahaha). Queria ter visto ao vivo... o Tiago tem as melhores caras de incredulidade que eu conheço!

Enfim... nostálgica.
  

June 02, 2010

yeah.


   Cá estou eu, milagrosamente acordada as 8hs da manhã, já no trabalho, na verdade há 1h. Voltando agora a sentir, nesse terceiro dia de trabalho em dupla jornada, como era acordar madrugando, se trocar correndo, pegar bus sem ter tido tempo de tomar café, me arrumando correndo etc. Essa noite foi a primeira em muuuuitos meses que tive aquela sensação de dormir e acordar 1h depois, sendo que na verdade se passaram umas 7hs de sono. Acho que essas coisas só acontecem quando você está em rotina de trabalho.
   Sair todos os dias as 6:30 da manhã e retornar somente às 20:40, em média, tem sido puxado do ponto de vista físico. Ontem, depois do almoço, por exemplo, foi uma das minhas piores tardes em semanas: almocei e fiquei com tanto sono que me deu até mal-estar. Só melhorei depois de um garrafinha de água inteira, quase gelada, mesmo nesse frio.
   Porém, preciso falar dos prós de tudo isso. Primeiro: quando eu acordo, mesmo tendo a preguiça descomunal de todo dia, saio da cama sabendo que vou me arrumar vestindo as roupas despojadas e nada formais que tanto amo: nada de salto alto obrigatório, nada de terninhos ou calças sociais todos os dias... só quando quero e ainda assim, com uma camisetinha... Colares, unhas da cor que eu quiser, tênis quando eu quiser, cabelo sem ter que estar escovado sempre para reuniões chatérrimas... enfim.
   Depois, chegando no Urbanias, que é alocado no mesmo escritório que a equipe do site Catraca Livre, já fico muito mais feliz: fica em Pinheiros, numa rua agradabilíssima, calma, parece até uma vila. A casa é linda, recém-reformada, com design todo bonitinho por dentro. Lá, logo depois de mim, às vezes atrasada, chega a Renata, melhor amiga do meu namorado, que foi a santa que fez todo meu marketing pro meu atual chefe. Menina linda, negra, de cabelo afro, dinâmica, faladeira, de sorriso e olhar doces, mas de voz forte, que é impossível você não saber que Renata chegou depois dela dar o primeiro bom-dia! A mesa dela é na bancada atrás, de costas pra mim. Volta e meia uma chama a outra pra falar de coisas leves e suaves, como o Beto e como ele é marrento quando quer.haha
   Ok, marketing vem, plano de ação vai, mídias vem, contatos mil se vão... quando vejo já é hora de ir pro Outras Palavras. Lá na Augusta. Vou até a Teodoro, pego o bus, desço geralmente na Consolação, depois do Belas Artes. Chego naquele rebuliço que é a redação da Revista Viração, vou pra minha mesinha, ligo o note e mais mídias, vídeos, produção, artigos, articulação, grupo, pessoas... Lá pretendo deixar uma pantufa, pq ficar de sapato no pé o dia inteirinho me irrita um pouco e aposto que ninguém vai achar estranho.
   Com meu primeiro salário mal sei o que vou fazer. Preciso comprar roupas e sapatos. Sério, não é coisa de mulherzinha! Realmente preciso. Olha esse frio! Só tenho boas roupas de calor. Também uma bolsa que seja bastante funcional... um bom caderno, pagar contas, a pantufa, suporte para pendurar a bolsa na mesa, umas maquiagens... ai. Preciso de 2 salários. Que se tudo der certo, vou ter. Se o Ministério da Cultura colaborar e resolver depositar o dinheiro dos fundos do Ponto de Cultura na conta do Outras Palavras.

   Aliás, falando no Outras... ontem fiz uma mega pesquisa sobre ferramentas para fazer upload e compartilhar videos simultaneamente em vários canais diferentes e foi tão legal que resolvi escrever sobre no Tema Pimenta. Lá, ainda preciso escrever apresentando alguns Pontos de Cultura com quem temos contato próximo, mas está corrido e eu ainda estou aprendendo a me organizar nessa correria nova. Quando postar coisa nova aviso aqui.

...beijos!

May 19, 2010

A melhor notícia dentre todas as notícias

Hoje meu avô voltou a falar através da prótese das cordas vocais. Hoje eu tive uma das melhores notícias da minha vida e o melhor sentimento do mundo quando, depois de muitos meses e muitos percalços dolorosos, ouvi sua voz ao telefone. Voz que ficou engasgada quando percebeu que a minha não saia mais, tamanha emoção. Ficamos nas risadas de alegria, naquele momento sagrado a voz não importava mais. Ironicamente.

Por isso eu digo sempre e volto a repetir: a vida é muito maior do que imaginamos.

Aceitação


É apenas uma hipótese. Mas para mim ela simplesmente não consegue aceitar meu posicionamento perante muita coisa. Para ela, nada nunca se abrandou. Nunca houve trégua. Nunca espaireceram-se sentimentos. Jamais elevaram-se padrões de pensamentos. O que é uma pena. Pois enquanto os lados sofrem, ela se degladia consigo mesma. Enquanto eu busco mudar a frequencia e não levar para as impessoalidades que cegam, ela é tomada por uma inércia impressionante. Imobilizada. 
O maior problema é que eu sei que devo dar espaço, enquanto ela tenta se compreender. Até aí, ok. O que não está nada ok é o fato de eu ter plena consciencia de que a cada dia mais que se passar depois dessa crise que já dura um mês inteiro e ininterrupto, mais faltarão argumentos e sentimentos que nos prendam afetivamente. E uma hora os dedos vão escapar. Pois aguardando e sendo paciente eu tenho estado/sido. Mas não posso culpar meu coração de se sentir mal pela incompreensão e por assistir de camarote uma tão querida sendo debatida no ar, pela sua própria limitação.
Limitação em aceitar, superar, dizer que tudo bem quando realmente está tudo bem. A maior diferença é que eu verdadeiramente aceito o erro do outro. Eu "deixo" que o outro erre. Enquanto ela não. Certos erros são considerados como graves falhas e nada é remediável. Parece que é sempre 80, nunca 8. Sou mais branda do que isso. Talvez ela por isso ela possa me enxergar como fraca, quando na verdade é muito mais temperança, observação... Tudo é um processo de aprendizado. Não um navio naufragando.
Frase de ordem ultimamente: Não precisava...
Tem horas que eu queria te sacodir e te tacar na parede! A vida é muito maior do que isso... Amiga, enxergue que nessa vida só se vence pelo amor. Mesmo que seja através da dor. Mas somente, única e exclusivamente pelo amor. Mas eu já te disse isso antes, numa longa carta, pouco tempo atrás. O cimento que sustenta relações é outro. Ah, se você se ouvisse...

May 18, 2010

Volta da multiplicidade. Bem querida&desejada... multiplicidade.

 
   Quando uma etapa diferente começa, geralmente ficamos sem saber exatamente o que fazer. Natural. Especialmente quando conquistamos uma atividade / ocupação / emprego / trabalho que sempre quizemos. No fundo, como em todos os aspectos da vida, é pura questão de adequação. Bem mais simples do que se acostumar à falta de uma amizade. Especificamente falando.
    Pensar uma nova rotina, mais saudável, inteligente, promissora, lotada de bons adjetivos.
   Coordenação de grupo, editais, novas idéias, cobrindo seminários, fazendo rolar, estratégias de divulgação. Voltando à vida culturalística que sempre gostei. Tendo conversas interessantíssimas. Conhecendo pessoas interessantíssimas. Realizando. Construindo. Aprendendo. Escrevendo. Elaborando. Adoro elaborar. Decidi não deixar mais de ter fé. Mesmo sabendo que essas é uma daquelas promessas engraçadas de se fazer, por ser meramente circunstancial. Um fator que deveria ser crônico, mas é sim circunstancial. Quando está tudo bem, a mantemos. Quando o sapato aperta, a perdemos aos poucos. Às vezes a perdemos de vez, recuperando-a aos poucos. Enfim. Circunstancial.
  
   Mais cirsunstancial ainda é o fato de que tenho agora, devido meu novo trabalho, uma pilha de assuntos os quais gostaria de postar sobre. Falando nisso, já lhes apresento. Agora estou no projeto Outras Palavras, elaborado pelo jornalista Antonio Martins (figura!) e que tem como carro-chefe a comunicação compartilhada, a notícia "enquanto a Inês ainda está viva", como o próprio Antônio costuma dizer. Projeto novo e extremamente promissor.
   Aos poucos lá me surgem novas frentes de atuação. Temos muitos assuntos rolando ao mesmo tempo, com uma enorme carga de cultura e inteligência no trabalho, como não poderia deixar de ser. Como foi bom sentir minha cabeça fervilhando por um propósito definido.
   Opa, já estava me perdendo. Falei do Outras pois toquei na minha atual necessidade de escrever por assuntos mil, que não creio que cabem aqui no Zipadas. A razão é única: o Zipadas é o guri dos meus olhos. É aqui que me desvencilho, me troco por tranquilidade e fluidez. E não é aqui que vou querer escrever de assuntos profissionais, por mais legais e culturais que sejam. No fim, sempre que postar lá, aviso aqui. Mas será isso. Em breve mais infos.

April 16, 2010

Incompatibilidade de gênio

Tenho problemas com pessoas de áries. Admito. Meus relacionamentos mais conturbados são com pessoas desse signo. Nos amamos loucamente, mas os gênios não batem em absoluto. Daí vira uma farofa emocional: nos amamos e nos magoamos pois nos amamos tanto que queremos nos ajudar demais, causando intromissões nas vidas e pontos de vistas conflitantes quase que constantemente.
Daí você magoa a pessoa que você ama. Quando você viu, já foi. Até porque ela só percebe que passou do limite depois que levou a patada e você só percebe que passou do limite quando deu a patada. Isso foi frequente no meu dia de hoje. E eu detesto isso. Sinto uma enorme incapacidade de controlar gênio/temperamento/emoções em frente à ela. Pois ela me lê e eu a leio. Mas somos incompatíveis. Principalmente quando ela insiste em ultrapassar todos os limites e divisas do meu território.
Ela é a principal pessoa que me aconselha terapia, com todo amor do seu coração. E agora quero procurar terapeuta, com todo amor do meu coração à ela. Já que magoar um anjo da sua vida por não conseguir controlar seu temperamento é muito complicado. Não pode e não dá.

April 14, 2010

O peso


Representado por uma figura masculina em uma carruagem, O Carro é o símbolo do homem que tem em mãos as rédeas do próprio destino. O sétimo arcano do Tarô, representa o sucesso atingido através do esforço pessoal. A carruagem representada nesse arcano tem quatro pilares e é puxada por um par de cavalos: dois princípios inicialmente opostos (passividade/atividade), harmonizados pelo condutor do carro (homem). A couraça usada pelo condutor representa os escudos que usamos como proteção contra o mundo exterior. O condutor do Carro é frágil mas não o demonstra, pois isso seria o mesmo que fraquejar diante de seus objetivos. Nem sempre dominamos nossos medos nessa carta, por vezes os escondemos debaixo de uma imagem de pessoa firme. Tem correspondências com o mito do deus Apolo, que todas as noites vencia as forças da noite e puxava sua carruagem pelos céus todas as manhãs. decisão, poder de comando, domínio de forças conflitantes, vitória, conquista dos objetivos através do empenho, fragilidade disfarçada de autoritarismo, ação independente, egocentrismo, orgulho, diplomacia, oportunismo


Cada um tem seu peso. E diga lá sua medida. Nesses dias tenho estado bastante angustiada, quase que parcialmente insana. Tudo pelo peso: dos afazeres, das confusões, das responsabilidades, das ações, de certas palavras, do receio, da saudade e das lembranças.

Time stand still.

Algumas conversas depois, com várias pessoas, após receber diferentes pareceres e depois de ser vítima viciada de uma situação cotidiana, me senti encurralada novamente. Tudo pelo não feito, pelo dito e não dito, pelas horas. Um desespero de mais 34 minutos para o fim, uma violência diária sobre mim, algumas vezes vinda de mim mesma. Enquanto se apara de um lado o outro escorre entre meus dedos.

Enquanto se parece muito com angústias alheias ou mesmo as minhas já passadas, essa vem com uma ânsia diferente. Como se a cada passo, a cada respirada, eu ficasse mais pendurada frente ao abismo, mas com uma corda segurando-me pela cintura. Talvez eu só faça isso por saber que existe essa corda.

Não vou mentir, muitas vezes me dá um pavor profundo per se que me faz querer voltar tudo de novo, reagir, no sentido de refazer algumas coisas mesmo. Hoje tenho certa dificuldade de dizer a famosa frase “sou grata por tudo que aconteceu, senão jamais estaria aqui, vivendo e fazendo essas coisas”. Simplesmente pelo sentido da inutilidade que tem me abatido de forma tão sincera. Tão sincera que corta.

Hora de medidas drásticas. Às vezes a impressão que tenho é que mais uma coisa errada, mais uma má notícia, mais um deslize e eu jogo tudo pro alto. Tem dias que realmente me debato. Como peixinho fora d’água mesmo.

But it would be better if...

Em alguns momentos eu afirmo e peço “por favor, me ajude a ficar consciente de mim mesma”, ou então “me ajude, pois eu ESTOU consciente de mim mesma”. Mas em outras... pff... sério? Consciência? Falta de tratamento de choque mesmo. De ver, viver, socar, cair. Ir em busca de mim mesma, buscar novas ferramentas. Pois as antigas, já as quebrei.

Sem paciência e imediatista. Sou naturalmente impaciente e bastante egocêntrica. Tanto que estraga. Hora de se despir. De tudo, mas não de todos. Hora de cortar, de sair, de bater a porta. Mas... como se faz mesmo?

Hey, you! Don’t wast your tears on me. Now think of Love, it always gets you in the end.

A coragem realmente vem à noite e se esvai logo cedo pela manhã, quando não quero sair da cama. Mudança com proximidade é a mesma coisa de terminar um relacionamento vicioso e procurar o ex atrás de problemas todos os dias. Devo ser mesmo uma viciada em relações. Uma necessidade maluca e transtornada de cordões umbilicais. Corta um e nasce outro.

Drasticidade. That’s the edge. Esses últimos dias tenho sentido aquela sensação que bem conheço de quando sinto medo por muito tempo, mas estou prestes a tomar uma ação. Como se eu tivesse que pular um grande espaço, não quisesse, alguém estivesse me empurrando e eu só tomasse impulso faltando três cm para cair. Só aí a coragem vem. Faço isso em tudo. Momentos antes de cair tomo impulso e pulo. Como dizia uma ex-chefe minha, constância definitivamente não me descreve.

Me pego pensando se seria muita loucura. Fico imaginando o que eu pensaria de outro tomando uma atitude como a que eu gostaria de tomar. Socialmente aceitável, imoral, impensado, loucura... tantos adjetivos inúteis. Quando penso em uma atitude logo crio na minha mente a pergunta: e você vai fazer isso com eles? Mas fazer o que com eles? Mas será que é a hora? Se eu fizer isso, essa ânsia vai passar? Como eu faço para fazer isso e não cortar toda relação junto com o cordão umbilical? Como eu faço para fazer isso e não enfartar os outros?

O enorme questionamento é: como é que você consegue fazer disso um bicho de todas as cabeças do mundo, Clarissa? Você já poderia ter facilitado demais a sua vida e a dos outros.

Nem preto, nem branco.

February 12, 2010

It could be my fade. But it just could...

San Telmo, Buenos Aires - nov. 2009

Não me diga que estou fadada a isso ou aquilo. A eles ou a você. Tudo acaba me irritando demais quando as coisas (paredes, braços, gritos e ruas) se estreitam. Às vezes acho que vai dar super certo. Outras que vai dar nada certo. Mas enquanto isso, vai dando... Vou dando. Dando um jeito nisso, naquilo. Aparando aqui e ali. Amparando daqui e dali. Talvez seja apenas mais um pedaço de caminho. Ou o caminho inteiro. A gente nunca sabe, né? Mas no fim, não me fade. Não me fade a viver apenas pelos merecimentos. Pois às vezes você quer apenas viver, merecendo ou não. Longe ou perto. Sozinha ou acompanhada. Acompanhada. Seja lá de quem for. Você vai. Volta ou talvez não. Haja laços. Pra segurar. Pra suprir. Pra sumir. hopeismyfade

February 04, 2010

Odoyá, Janaína


   E no meio desse calor escaldante que tem feito nessa cidade e no meio dessas chuvas tempestuosas que tem caído todos os dia tive uma terça-feira dia 02, dia de Yemanjá, mais marcante de todos a minha vida. Começou com um simples telefonema do namorado dizendo que uma amiga queria ir à praia levar umas oferendas e quando dei por mim estava já descendo a serra do mar com três pessoas com as quais acabei criando uma ligação espiritual e de coração além do que já havia. 
   Era só pra irmos à praia, acender umas velas, jogar umas flores, rezar... mas nessa vida tem coisas que acontecem de uma forma mais perfeita do que o planejado. E assim foi. Conversas intensas e ensinamentos valiosos de um marinheiro, axé de Yemanjá e de uma cabocla que resultaram em coisas a serem pensadas por muito, mas muito tempo. Frases como "a resposta às vezes é porque eu amo...", "vocês iniciaram uma nova fase da vida de vocês, nada será como antes à partir de agora", "você escolheu seus caminhos. mas quando percebemos que escolhemos, na verdade a escolha já havia sido feita antes do que quando percebemos", "não podemos parar de caçar, se não morremos de fome. mas antes morrer de fome do que de vazio. porque a fome é o vazio da barriga, enquanto o vazio é o vazio da alma", "temos que aprender que corremos demais, mas as coisas acontecem em tempos diferentes no mundo de vocês e no espiritual. vocês correm tanto que não dão chance da vida lhes alcançar"... entre tantas outras. 
   Algumas certezas vieram. Outros achismos apenas se confirmaram. Mas o que importa é que, sendo filha de Ogum como sou, outra frase se encaixou perfeitamente: "vocês que são filhos de Ogum tem muito medo e são muito emocionais. às vezes não conseguem escolher, pois precisam de certezas. mas se chamados pra guerra vão e lutam. lutam muito. só precisam de um objetivo". 
   Por mais que tenha sido um pouco (bastante) caótica a volta pra casa, nada vai tirar o sentimento de inauguração dessa fase elucidativa. Que experiência incrível. Que força incontestável. Quantas certezas. Recomendo isso à todos: a fé. 

Poderosa força das águas. Inaê, Janaína, Sereia do Mar. Saravá minha Mãe Iemanjá! Leva para as profundezas do teu mar sagrado, Odoyá, todas as minhas desventuras e infortúnios. Traz do teu mar todas as forças espirituais para alento de nossas necessidades. Paz, esperança, Odofiabá... Saravá, minha Mãe Iemanjá! Odofiabá...

January 27, 2010

Intensidade





Bárbara exala sexo por onde passa. Tem aquela segurança que inebria. Cabelo solto, super sedoso, ondulado, chocolate. Pele branquinha. Salto alto ou baixo, não importa. Não brinca em serviço, não deixa a desejar. O que pega mesmo é o olhar dessa mulher, olhos sempre bem maquiados... Ela fala suave, mas sua voz é firme. E quando ela fica brava e se atrapalha toda? Consegue ser bem reclamona e hilária pra quem vê. Mesmo sendo calma, por dentro é muito solícita. Ela usa batom cor de boca, seu andar é bem marcado, suas roupas acinturadas. Ela trabalha em um escritório, uma consultoria e em suas reuniões ela domina todo o ambiente. Tudo porque quando entra, a tensão no ar se instaura.
Valentina é doce, mas sagaz. Ela brinca com você enquanto anda balançando seu cabelo Chanel. Suas unhas cumpridas não atrapalham em nada. Ela adora uma calça justa, que deixa suas pernas grossas bem marcadas. Ama jazz&blues. Ama MPB. Adora cantar e tirar fotos. Seu sorriso é nada breve e sua risada é mega sonora. Geniosa, não dá ponto sem nó. Sua riqueza se mede em vivência. Adora uma diva anos 50. Seus amigos amam sua autenticidade e espontaneidade. Seu batom é rosado e ela ama um blush. Só tem vergonha de dizer que ama ao vivo. Mas não importa, sempre é bem compreendida. Tudo porque quando entra, a tensão no ar se instaura.
Carolina quando dança todos param pra olhar. Ela não é profissional, mas tem muita paixão e sabe olhar diretamente nos olhos. Adora um coque no cabelo, dá mais estilo e ângulo ao seu rosto. É dedicada e muito sensata, mas perde a razão se olham demais pro cara que está com ela. Na sua cabeça tem sempre uma trilha sonora. Gosta de provocar e de pagar pra ver. Nunca deixa passar uma oportunidade boa de exercer quem ela é. Nunca esquece um bom amigo. Nunca diz não à quem lhe pede ajuda. Seus olhos tem uma certa tristeza que não se traduz, é inerente. Todo mundo sabe que não se pode tocar no assunto e nem mesmo duvidar de sua veracidade. Mas não importa, sempre é bem compreendida. Tudo porque quando entra, a tensão no ar se instaura.


I wanna run, I wanna rush, I wanna see you again

January 20, 2010

Recognizing


Hoje foi um dia de retrospectivas. Não pelo fato de eu ter relido quase um ano de posts desse blog e viajaaaado enquanto me deliciava com meu eu de 2004/2005 - Deus, como eu era mas empolgante. Hoje a sensatez toma novo lugar, mas ao mesmo tempo é acompanhada pelo sentimento de doação pessoal, parcimônia, quietude, mesmo tendo um vulcão aqui dentro que volta e meia dá as caras e me faz pensar... CARALHO!  
O ponto é que a retrospectiva de hoje foi mais do que reler posts. Ela se concretizou antes disso na realidade. Ela se concretizou na cama daquele que agora eu chamo de meu namorado, coisa recente, mas completa. Ainda nos surpreendemos com o andamento dessa nossa história. Tudo menos complexo, menos atribulante naquele mal sentido que sempre me perseguia, com gosto de mato fresco e chocolate/cerveja e samba. Gosto de verão.
Era um sentimento que fazia tempo: dividir uma cama que não a minha e que não a de um outro motel largado em algum canto da cidade. A cama dele me pareceu grande, e a minha ainda mais quando cheguei em casa. Ainda não deitei. Dá aquela sensação de certeza: a certeza que vão faltar os braços dele hoje comigo. Quero mais viagens.
Foram muuuuitos meses distribuindo minhas fichas pra quem as desperdiçava em segundos. Ele até hoje não me deu razão para dizer não. E enquanto isso eu simplesmente me jogo. Como gosto. A gente vai entrando numa fase diferente. Marcantemente diferente. Discretamente diferente. Quando a gente passa a entender melhor os pensamentos da tia do que os pensaentos da prima adolescente. Então, depois de perceber isso, acabamos entrando em um segundo estágio de (auto)aceitação: o outro tem que ser esse complemento perfeito e minimamente (só o suficiente) perecível. E assim ele é. Tudo é uma questão de amenidades, pontos de vista, pretensões e muito bem-querer.





Percepção!
This modern love...

January 04, 2010

Últimos pensamentos sobre o Ano Novo!

Aspirações humanas são bem similares mesmo: nas promessas de fim de ano, todos querem sorte no amor, felicidade em família, um bom trabalho, muito dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender.

OBRAS EM ANDAMENTO. PRECISA-SE DE: REABRIREMOS EM BREVE. ABERTO.

Meu ano novo chegou em 4 etapas:
1) quando minha avó fez uma oração linda no lugar do meu avô, que perdeu a voz;
2) quando na beira do mar chorei aliviada nos braços de Yemanjá;
3) quando peguei minha garrafa de próssexo, fui encontrar o Léo e no caminho pela praia ouvi um carro tocando nas alturas When Love Takes Oveeeerrr!!! Yeah-Yeahhh! You know you can't deny!!!;
4) quando às 4 da madrugada começou um mega temporal de verão e me joguei no mar com o Lê e o Léo (que não aguentou ficar olhando da areia e se jogou com a gente!), lavando de vez a alma pra abrir o 2010, ainda em tempo, só com boas energias!

OH! GOD!

January 01, 2010

o mais memorável

De tão intenso e curto que foi este ano, esqueci de por na lista de fatos&momentos memoráveis a coisa mais importante do meu ano: meu transplante de córnea. Pode isso?


Hoje eu volto pra casa e deixo as coisas aqui tomarem seu rumo natural. Agora uma nova etapa do processo de readaptação começa por aqui: eu vou embora e ela toma o comando. Bom, em teoria é isso.

December 30, 2009

Memoráveis

Pontos memoráveis do meu ano

  1. Fim do estágio
  2. Reencontro na virada cultural e conclusões
  3. Reencontro com ex-magnânimo e fim de um lenga-lenga de 6 anos
  4. Mudança de rumos: amigos da faculdade
  5. Viagem Buenos Aires 2
  6. Doença vovó Zelita: momento de doação 1
  7. Aprendizado coletivo: amigos de jornada antiga
  8. Doença vovô Lauro: novos rumos familiares
  9. Monografia
  10. Finalizar o ano estando apaixonada de novo

esparsamente falando...

só se fica sozinha quando se quer. só se perde a fé quando se esquece de olhar em volta. só se sofre pelos outros quando se permite. só fica com raiva do ser humano quando se esquece que todos estão em constante evolução espiritual.

*

esse ano vou voltar a fazer coral.

*

ainda não sei o que mais vou fazer profissionalmente. estou terminando de me ouvir. já decido. mas fato é: os sininhos mentais vão tocando e tenho insights matinais que sempre anoto, pois sei que são avisos e indicações.

*

to varada de saudades das minhas amigas! preciso voltar pra casa. o processo em São Vicente acabou. meu papel está cumprido. quero casa. negada, segura que eu to chegando! quero vocês!

*

como não consigo ficar longe das minhas mandingas de fim de ano, hoje fui numa casa de velas e comprei meu arsenal. tudo bem, pode falar que se amuleto resolvesse eu mesma poderia ser meu amuleto, mas acredito em energias e é por isso que faço mandiguinhas. adooooro...

*

última paixão adquirida: montar trilhas sonoras (parece que o nome disso agora é podcasts... enfim.)

curso das coisas



Em São Vicente eu vi um por do sol fantástico anteontem. Voltando do Guarujá, a paisagem dos morros de mata densa; já na balsa ouvi palavras doces ao telefone de alguém que tem sido importante, foi um dia bem chuvoso, bem úmido, a paisagem estava bem como eu gosto: mata atlântica parece ainda mais densa em dias assim. O mar fica indeciso, se revolta só na superfície. 
Já no ônibus, da ponta da praia para São Vicente vim ainda mais apaixonada, agradecendo por aquele por do sol, que passou de um laranja lindo para um lilás, depois o roxo e o azul de muitas nuances... até escurecer de vez. Cheguei em casa pronta pra ser atribulada novamente. Daí vi que não importava, pois no caminho Deus já tinha acalentado meu espírito...