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August 11, 2010

Sobre o zelo e a mulher

Imagem daqui.
Ser mulher é realmente uma coisa inevitavelmente trabalhosa e custa caro. Ontem dei graças a Deus por não ter desencanado de pagar meu convênio médico (que já não é muito barato). Quatro exames de rotina teriam me custado mil e trinta e oito reais sem o convênio. Posso com isso?
Mas vem cá? A pessoa vai lá, marca consulta com ginecologista (detesto esse nome), marca exames de check-up, vai fazer os exames, sente mil incomodos, passa por pequenas vergonhas necessárias. Na clínica é ainda mais estranho. Fui lá, clínica chiquérrima especializada na saúde da mulher. Morta de fome, já fiquei feliz pois vi que tinha um café por lá. Pedi um sanduíche de peito de peru e um suco de maracujá. Quanto é? Ah, de graça?! Que ótimo, obrigada...
Subi, me troquei, pus o roupão e continuei com as botas country - já vermelha de vergonha do que aconteceria naquela salinha. Fiz exames, gel para todos os lados, tudo bem, exames claros e tranquilizadores. Trocada novamente, desci... Me vê um capuccino, por favor? O melhor da minha vida. Juro. Saí de lá feliz da vida.

Tá. Feliz da vida. Não só pelo melhor capuccino que já tomei na galáxia, mas por algo muito mais elementar. Todo mundo sabe que meu maior sonho é ser mãe. E nesse ano decidi que começaria a preparar meu corpo para tal. Daqui a 2 ou 3 anos, quando decidir que é hora, tudo que depender de mim estará bem. Então fui ao médico fazer exames e com um certo medinho de aparecer alguma coisa de errado (como um bebê, hahahahaha - brincadeira), mesmo sabendo que as chances seriam mínimas. Mas, quando saí de lá com os resultados e já sabendo que realmente estou com a saúde mega em dia... Meu... Bateu uma, mas uma tranquilidade inexplicável.
E ainda mais: não foi só uma tranquilidade, mas um sentimento de completude pessoal e de repúdio a mulheres que não se dão o devido valor. Veja bem, não to falando de quem dá mais do que chuchu na cerca - cada uma sabe o que faz e aquilo que põe, literalmente. Mas daquelas que dão mais do que chuchu na cerca e se tratam como nada, jamais se cuidam, não tem o menor zelo consigo mesmas. Não sou puritana, nem moralista. To só defendendo uma única opinião: mulher tem que se cuidar mesmo. Nosso corpo é muito mais sagrado só pelo simples fato de poder gerar uma criança.

Mas ok. Pode só ser coisa de quem tem plena convicção de que quer ter um filho num prazo de dois anos. Mas zelar, não é só fazer exames e usar produtos e cuidar da aparência. Zelar mesmo é mais. É se amar e não deixar nada nem ninguém te fazer mal. E ter a cabeça tranquila em tudo que faz e por tudo que fez. É cuidar de verdade e saber onde pisa. Enfim. Ser mulher é não ser leviana. E saber que tudo, mas tudo tem muito valor. Independente das suas decisões e dos seus atos, tudo continua tendo muito valor.

August 04, 2010

Sobre o Frio e as Manhãs

 Imagem daqui.
Nesse frio, sair da cama é assunto proibido. Sento, enrolada no edredon e assim fico por uns 15 minutos. Levanto, vou fazer café e aos poucos acordando. Volto pro quarto com uma xícara, aquecendo as mãos. Tiro o pijama, congelando. Hidratante frio. Calafrios. Calça legging, blusa segunda pele, calça jeans, blusa de malha manga comprida, meia fio 40, bota. Arruma o cabelo em coque, lava o rosto, escova o dente. Make-up.
Bolsas. São duas. Afinal, meu dia de trabalho tem, no mínimo, 10 horas. Saindo, pensando na festa de mais tarde e nas amigas. Ônibus, iPod e sono. Muito sono. Livro. Desce do bus. Pega outro. Mais frio. Tava garoando. Bem fininho. Só o suficiente pra congelar os ossos. Chegando no trabalho. Mais café quentinho. Cigarrinho com a amiga.
Twitter, e-mails, rádio online, YouTube. Ligações, redigindo convênios, postando no blog. Quase meio-dia. Ainda bem. Fome. Mais trabalho e daqui a pouco outro. Preciso de um tempo pra escovar o cabelo ainda. Tem festa, tem festa! Notícias bizarras e muitos calafrios subsequentes. Agora quero um chá. Trouxe um miojo pro almoço. Música e sons.

July 18, 2010

O prazer de ficar sem tempo


Fico sem tempo enquanto penso em como meu fim de semana de aniversário foi incrível, em como preciso de um plano odontológico, em como já deveria ter feito meu óculos novo, em como eu continuo sendo desorganizada com dinheiro, já que mês que vem estarei apertada novamente, em como meus dois trabalhos andam me dando realmente muito trabalho.
Fico sem tempo enquanto repenso em como sou querida pelos meus amigos, em como eles fizeram do meu aniversário um dos melhores nos últimos anos, mesmo sob as circunstâncias ruins, o que acabou nos deixando ainda mais ligados afetivamente. Como a Joplin gostava de dizer, “eu trocaria todos os meus amanhãs por um dia no passado.” - com certeza sexta e sábado seriam um desses dias para ser escolhidos e revividos.
Fico sem tempo enquanto penso que as coisas vão desanuviando no decorrer da caminhada. E que é difícil abrir mão de um trabalho incrível, mesmo quando outro - pessoalmente, mais incrível ainda - te reserva muito mais futuro; aliás, fico ainda mais sem tempo quando penso que minhas possibilidades são boas, mesmo dentro de panoramas malucos.
Fico ainda mais sem tempo quando penso que a cada dia que passa meus avós ficam velhinhos em dobro. Isso sim me consome horas. Ainda mais quando paro para pensar em seus hábitos da velhice, incluindo os de comportamentos retomados de hábitos sociais aprendidos há mais de 50 anos atrás, e divagando em quais possivelmente serão os meus hábitos da velhice.  

*foto de Alejandro H. - Bola de Banditas Elásticas

June 08, 2010

Nostalgia


   Esse fim de semana e ontem relembrei automaticamente como eu to com saudades dos meus ex-colegas da faculdade. Na verdade, saudade de alguns que são amigos mesmo. A gente se forma, acha que ok. Mas dá uma vontaaaade de conviver novamente. (tudo bem que logo passa, haha) Sábado, na Parada Gay, encontrei um amigo tão querido, nos abraçamos por um tempão quando o encontrei. E ontem um outro amigo me ligou, o Tiago. Somos amigos desde os tempos da São Marcos. E ele vai ser papai!!! A esposa dele tá grávida de 1 mês e pouquinho... Propus a ele que ele viesse pro Outras Palavras, contribuir, assistir Oficinas, ficar perto. Sinto falta dele...
   No fundo, quem me conhece não me compra. Todos sabem que sou mega saudosista. E com 40min de ligação ontem, então... Acordei nostálgica. O Ti me contou dos babados da facul, falamos sobre muitas coisas e no fim, ficou um tchau cheio de saudades. Mas semana que vem ele deve ir à Oficina, no Outras. Menos mal. O melhor foi a reação dele quando eu contei sobre minhas novas atividades. Rolou um silêncio de uns 5 segundos até ele me xingar de fdp... hahaha! Só pq ano passado estava desempregada, falida, triste e amargurada e agora tenho dois empregos ótimos em duas áreas fantásticas (nas quais ELE gostaria de trabalhar, hahahaha). Queria ter visto ao vivo... o Tiago tem as melhores caras de incredulidade que eu conheço!

Enfim... nostálgica.
  

June 07, 2010

Considerações sobre o feriado


Visitas são boas... Né? Até minha segunda-feira mal humorada, sim. Dormir ouvindo Boa noite, Clazinhaaa! e acordar as 5 e meia da matina ouvindo Bom dia, Clazinhaaa!, assusta um pouco.

Redescobri como é bom dormir no frio, sabendo que você não vai precisar sair de casa. Isso foi perfeito pra quinta e sexta. Sábado já queria tomar uma breja com o negão, que rendeu baladinha e depois dormir juntinho enquanto o corpo esquenta no putaquepraiu de frio horrendo da madrugada.

Acordei domingo ouvindo Bom dia Clazinhaaa! no telefone, seguida pela frase E aí, gata! Vamos pra parada? Que horas te encontro? Acho que eu não tive muita opção. Amigos gays são implacáveis em dia de parada. Fui lá, de ressaca, passar aperto na multidão e mal dançar com o pé doendo como estava. Voltei pra casa cedíssimo, dormi horas no sofá até que ouvi Clazinhaaa, vai pra cama, linda! Daí pensei... Mas eu não deixei ele na parada? Quem abriu o portão pra ele entrar! Não quero dormir na minha cama agora... Quero meu sofá, carai! Mas, delicada e phyna, respondi... Já vô.

Sábado também teve vovó e vovô em casa. Delicinhas como são, gostei pouco! Daí vovô, classicamente, vendo jogo de futebol no sofá, enquanto eu e vovó fomso dar pernadas no shopping. Ô, como ela gosta de um shopping. Comprinhas, eu carregando mil sacolas e paparicando a linda, matando saudades e atendendo todas as suas vontades, como uma boa neta com saudades. :)  Sempre fico triste quando eles vão embora.

Essa semana tenho uma meta: conseguir encontrar as amigas, sem ter recaídas fortes com meu corbertor. Quem sabe prum belíssimo chocolate quente... aí sim, hein.
Daí agora, café bem quentinho aqui no aconchego do escritório e muito bom trabalho pra realizar!
Enfim, segundona friorentíssima.

June 02, 2010

yeah.


   Cá estou eu, milagrosamente acordada as 8hs da manhã, já no trabalho, na verdade há 1h. Voltando agora a sentir, nesse terceiro dia de trabalho em dupla jornada, como era acordar madrugando, se trocar correndo, pegar bus sem ter tido tempo de tomar café, me arrumando correndo etc. Essa noite foi a primeira em muuuuitos meses que tive aquela sensação de dormir e acordar 1h depois, sendo que na verdade se passaram umas 7hs de sono. Acho que essas coisas só acontecem quando você está em rotina de trabalho.
   Sair todos os dias as 6:30 da manhã e retornar somente às 20:40, em média, tem sido puxado do ponto de vista físico. Ontem, depois do almoço, por exemplo, foi uma das minhas piores tardes em semanas: almocei e fiquei com tanto sono que me deu até mal-estar. Só melhorei depois de um garrafinha de água inteira, quase gelada, mesmo nesse frio.
   Porém, preciso falar dos prós de tudo isso. Primeiro: quando eu acordo, mesmo tendo a preguiça descomunal de todo dia, saio da cama sabendo que vou me arrumar vestindo as roupas despojadas e nada formais que tanto amo: nada de salto alto obrigatório, nada de terninhos ou calças sociais todos os dias... só quando quero e ainda assim, com uma camisetinha... Colares, unhas da cor que eu quiser, tênis quando eu quiser, cabelo sem ter que estar escovado sempre para reuniões chatérrimas... enfim.
   Depois, chegando no Urbanias, que é alocado no mesmo escritório que a equipe do site Catraca Livre, já fico muito mais feliz: fica em Pinheiros, numa rua agradabilíssima, calma, parece até uma vila. A casa é linda, recém-reformada, com design todo bonitinho por dentro. Lá, logo depois de mim, às vezes atrasada, chega a Renata, melhor amiga do meu namorado, que foi a santa que fez todo meu marketing pro meu atual chefe. Menina linda, negra, de cabelo afro, dinâmica, faladeira, de sorriso e olhar doces, mas de voz forte, que é impossível você não saber que Renata chegou depois dela dar o primeiro bom-dia! A mesa dela é na bancada atrás, de costas pra mim. Volta e meia uma chama a outra pra falar de coisas leves e suaves, como o Beto e como ele é marrento quando quer.haha
   Ok, marketing vem, plano de ação vai, mídias vem, contatos mil se vão... quando vejo já é hora de ir pro Outras Palavras. Lá na Augusta. Vou até a Teodoro, pego o bus, desço geralmente na Consolação, depois do Belas Artes. Chego naquele rebuliço que é a redação da Revista Viração, vou pra minha mesinha, ligo o note e mais mídias, vídeos, produção, artigos, articulação, grupo, pessoas... Lá pretendo deixar uma pantufa, pq ficar de sapato no pé o dia inteirinho me irrita um pouco e aposto que ninguém vai achar estranho.
   Com meu primeiro salário mal sei o que vou fazer. Preciso comprar roupas e sapatos. Sério, não é coisa de mulherzinha! Realmente preciso. Olha esse frio! Só tenho boas roupas de calor. Também uma bolsa que seja bastante funcional... um bom caderno, pagar contas, a pantufa, suporte para pendurar a bolsa na mesa, umas maquiagens... ai. Preciso de 2 salários. Que se tudo der certo, vou ter. Se o Ministério da Cultura colaborar e resolver depositar o dinheiro dos fundos do Ponto de Cultura na conta do Outras Palavras.

   Aliás, falando no Outras... ontem fiz uma mega pesquisa sobre ferramentas para fazer upload e compartilhar videos simultaneamente em vários canais diferentes e foi tão legal que resolvi escrever sobre no Tema Pimenta. Lá, ainda preciso escrever apresentando alguns Pontos de Cultura com quem temos contato próximo, mas está corrido e eu ainda estou aprendendo a me organizar nessa correria nova. Quando postar coisa nova aviso aqui.

...beijos!

May 18, 2010

Volta da multiplicidade. Bem querida&desejada... multiplicidade.

 
   Quando uma etapa diferente começa, geralmente ficamos sem saber exatamente o que fazer. Natural. Especialmente quando conquistamos uma atividade / ocupação / emprego / trabalho que sempre quizemos. No fundo, como em todos os aspectos da vida, é pura questão de adequação. Bem mais simples do que se acostumar à falta de uma amizade. Especificamente falando.
    Pensar uma nova rotina, mais saudável, inteligente, promissora, lotada de bons adjetivos.
   Coordenação de grupo, editais, novas idéias, cobrindo seminários, fazendo rolar, estratégias de divulgação. Voltando à vida culturalística que sempre gostei. Tendo conversas interessantíssimas. Conhecendo pessoas interessantíssimas. Realizando. Construindo. Aprendendo. Escrevendo. Elaborando. Adoro elaborar. Decidi não deixar mais de ter fé. Mesmo sabendo que essas é uma daquelas promessas engraçadas de se fazer, por ser meramente circunstancial. Um fator que deveria ser crônico, mas é sim circunstancial. Quando está tudo bem, a mantemos. Quando o sapato aperta, a perdemos aos poucos. Às vezes a perdemos de vez, recuperando-a aos poucos. Enfim. Circunstancial.
  
   Mais cirsunstancial ainda é o fato de que tenho agora, devido meu novo trabalho, uma pilha de assuntos os quais gostaria de postar sobre. Falando nisso, já lhes apresento. Agora estou no projeto Outras Palavras, elaborado pelo jornalista Antonio Martins (figura!) e que tem como carro-chefe a comunicação compartilhada, a notícia "enquanto a Inês ainda está viva", como o próprio Antônio costuma dizer. Projeto novo e extremamente promissor.
   Aos poucos lá me surgem novas frentes de atuação. Temos muitos assuntos rolando ao mesmo tempo, com uma enorme carga de cultura e inteligência no trabalho, como não poderia deixar de ser. Como foi bom sentir minha cabeça fervilhando por um propósito definido.
   Opa, já estava me perdendo. Falei do Outras pois toquei na minha atual necessidade de escrever por assuntos mil, que não creio que cabem aqui no Zipadas. A razão é única: o Zipadas é o guri dos meus olhos. É aqui que me desvencilho, me troco por tranquilidade e fluidez. E não é aqui que vou querer escrever de assuntos profissionais, por mais legais e culturais que sejam. No fim, sempre que postar lá, aviso aqui. Mas será isso. Em breve mais infos.

April 23, 2010

A tal da bolha


   Nas últimas semanas, várias pessoas me disseram ou disseram que alguém que me contou, que estão em um momento "bolha". Daí pensei comigo, momento bolha é só não estar travestida de extroversão, não querer sair muito de casa e rejeitar ligações por preguiça de falar, independentemente de quem fosse, ou inclui também uma mão na consciência?
   Digo isso pois geralmente adiamos afazeres pessoais importantes por não estarmos muito no clima, como, por exemplo, dar aquela polida no currículo. Eu mesma já adiei isso muitas vezes por sempre ter algo muito mais interessante no momento do que ficar polindo currículo, arrumando a gaveta, limpando teclado do note, revisando a monografia, montando projeto de pesquisa, enfim.
   Mas, nessa de adiar, acaba que a perfeição das ações vai sumindo junto. Por exemplo: você não dá a bendita polida no currículo, até que alguém te liga e diz "me manda seu CV pois acho que tem uma boa oportunidade aqui!", daí você corre, ajeita o que deveria ser alterado com tranquilidade e é isso. Você mandou algo meia-boca. Ou às vezes menos trágico, mas muito importante também: você deixa lá, sem revisar nem nada, só atualizando datas e pequenas coisas, quando na verdade poderia encontrar uma maneira muito mais inteligente e eficiente de apresentar-se (e mostrar sua vida até o presente momento) a um completo desconhecido que, quem sabe, pode se interessar pela sua cuidadosa abordagem.

Hum...

   Bom, tudo isso pra dizer que ao invés de ficar no momento bolha só coçando as picadas de pernilongo, vá logo caçar alguma coisa pra fazer que te traga algum benefício em algum momento, vai. A não ser que você realmente precise de fazer "nada" no seu quarto ouvindo Amy, descanso não é sinônimo de inutilidade.

   Enquanto isso, vou continuar a tentar não pensar em Morro de São Paulo e em todos os bons momentos que estou perdendo com as meninas e o Vander, não pensar que ainda vai demorar uma semana e meia para que eu possa dar continuidade aos meus planos por conta de grana e que é bom que meu pé continue no chão, pois agir coerentemente e fazer coisas com excelência dá um pouco mais de trabalho do que os manuais de boas práticas por aí contam. Enfim, continuar controlando minha ansiedade e impaciência. Além de agradecendo pelos bons acontecimentos e pelo fato de que, quando eu acho que já tava bom, a Gle vem e me mostra um jeito ainda melhor de fazer as coisas. Ai, amiga. Honestamente, não sei como você consegue ser tão presente mesmo tendo um oceano inteirinho entre nós. Obrigada pelas boas dicas e conselhos. Sempre tão bem-vindos.
   Lembrando que hoje é dia de Ogum.

April 16, 2010

E a pergunta da noite é...

Será que as melhores coisas da vida acontecem quando agimos pelo impulso? Ou será que a regra da sorte é acreditar no acaso?

April 07, 2010

You can ring my bell... ring my bell

Antes que alguém diga que perdi o pudor de vez, não, não é isso. A revista Wallpaper* pediu a designers que fizessem Tart Cards, ou os famosos anúncios de prostitutas em orelhões de Londres, bem inspirados e bem-humorados. E esse é apenas um deles, da Design Conspiracy. Os que fazem trocadilhos são os meus favoritos!

Também indico as revistas NewWebPick (beeeem legal) e Visionaire aos curiosos de plantão. Design, arte, cultura, cosmopolismos em geral...

Faz muito tempo que não posto, ok. Mas as coisas tomaram um ritmo e intensidade as quais eu definitivamente não esperava. Comecei uma Cátedra da UNESCO, aulas de inglês, radar de novas oportunidades ligado, desejos atendidos, nova realidade espiritual, novos (e interessantíssimos) dilemas, velhos dilemas... Enfim.

Pedi tanto à Deus um iPod que o Bonito se cansou da minha lamuriação constante e me mandou um shuffle, verde, lindo. Já está turbinadíssimo pra viagem de Morro de São Paulo. Ah, e tem essa também. Não te contei? Pois é... nadar nas deliciosamente quentes águas do Atlântico numa ilha paradisíaca com as melhores amigas... Acho que mereço um pouco.

Ontem encontrei as amigas, almoçamos num restaurante japa, fomos à galeria do rock, Mary fez tatoo, de lá loja de roupas, loja do 1 realz, café delicioso, shopping e muuuuuuuuuuuuita conversa de mulherzinha. Tudo isso numa garoinha sorrateira. Hoje íamos super ahazar no Berlin. Todas perdemos. Eu resfriada e as duas outras acolhidas no aconchego do lar com esses 11 infames graus que faz em sampa nessa noite um pouco enfadonha.

February 12, 2010

It could be my fade. But it just could...

San Telmo, Buenos Aires - nov. 2009

Não me diga que estou fadada a isso ou aquilo. A eles ou a você. Tudo acaba me irritando demais quando as coisas (paredes, braços, gritos e ruas) se estreitam. Às vezes acho que vai dar super certo. Outras que vai dar nada certo. Mas enquanto isso, vai dando... Vou dando. Dando um jeito nisso, naquilo. Aparando aqui e ali. Amparando daqui e dali. Talvez seja apenas mais um pedaço de caminho. Ou o caminho inteiro. A gente nunca sabe, né? Mas no fim, não me fade. Não me fade a viver apenas pelos merecimentos. Pois às vezes você quer apenas viver, merecendo ou não. Longe ou perto. Sozinha ou acompanhada. Acompanhada. Seja lá de quem for. Você vai. Volta ou talvez não. Haja laços. Pra segurar. Pra suprir. Pra sumir. hopeismyfade

February 06, 2010

Brasil Anos 80: Cinema e Vídeo no Centro Cultural Banco do Brasil

As produções brasileiras da década de 80 afastaram-se radicalmente do cinema político das décadas anteriores. Ao reunir um importante acervo audiovisual daquela década, incluindo longas e curtas-metragens em película e vídeos, a mostra pretende promover uma revisão crítica do período e oferecer subsídios para o debate e reflexão acerca dos caminhos da produção cultural brasileira contemporânea. Entre os trabalhos exibidos estão vídeos de Glauber Rocha, Tadeu Jungle, Marcelo Tas e Fernando Meirelles. 


Data: 19 de fevereiro a 07 de março
Local: Cinema | Rua Álvares Penteado, 112 - Centro
Ingressos: R$ 4,00 (inteira) | R$ 2,00 (meia entrada para estudantes, professores, funcionários e correntistas do Banco do Brasil e maiores de 60 anos)
Classificação indicativa: De acordo com o filme
Informações: (11) 3113-3651/3652

January 20, 2010

criançando


Hoje é o segundo dia que acordo com mal-humor extremo. Isso por conta de uma dor quase insuportável nos tríceps resultante de uma aula de pilates na qual percebi que eu realmente preciso melhorar essa minha mentalidade de mulher no verão e malhar não só abdômen, glúteos e pernas, mas também braços. Shit! Daí hoje queria taaaanto ir denovo à academia, mas só se for pra ver a banda passar, porque o que eu posso pensar em malhar sendo que mal consigo levantar meus braços??? Ai, que entediante. Ai, que chatice! Aaaaai, que coisa mais limitanteee!!!  Mas paciência. Como diz o querido, é oq tem pra hoje.


  • Ando enviando currículos à torto e à direita.

  • Perdi a minissérie da Coco Chanel que passou no GNT.

  • Tá faltando um pouco de espaço aqui.

  • Consigo imaginar uma bela tarde de sol cuidando das plantas dela com ela ao lado.
  • Pouco em breve volto à fazer coral
  • Minha cachorra tá de dieta. Assim como eu. E meu pai. E minha mãe.
  • Conheci minha sogra ontem. Foi bem engraçado.
  • Ando evitando a fadiga.
  • Queria montar uma exposição com a minha coleção de postais/posters/flyers/afins em algum centro cultural, por menor que seja. Mas no fim acho que ela é mais interessante pra mim do que pros outros.
  • Quem quer ir ao cinema comigo põe o dedo aqui, que já vai fechar!


January 04, 2010

Últimos pensamentos sobre o Ano Novo!

Aspirações humanas são bem similares mesmo: nas promessas de fim de ano, todos querem sorte no amor, felicidade em família, um bom trabalho, muito dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender.

OBRAS EM ANDAMENTO. PRECISA-SE DE: REABRIREMOS EM BREVE. ABERTO.

Meu ano novo chegou em 4 etapas:
1) quando minha avó fez uma oração linda no lugar do meu avô, que perdeu a voz;
2) quando na beira do mar chorei aliviada nos braços de Yemanjá;
3) quando peguei minha garrafa de próssexo, fui encontrar o Léo e no caminho pela praia ouvi um carro tocando nas alturas When Love Takes Oveeeerrr!!! Yeah-Yeahhh! You know you can't deny!!!;
4) quando às 4 da madrugada começou um mega temporal de verão e me joguei no mar com o Lê e o Léo (que não aguentou ficar olhando da areia e se jogou com a gente!), lavando de vez a alma pra abrir o 2010, ainda em tempo, só com boas energias!

OH! GOD!

December 30, 2009

esparsamente falando...

só se fica sozinha quando se quer. só se perde a fé quando se esquece de olhar em volta. só se sofre pelos outros quando se permite. só fica com raiva do ser humano quando se esquece que todos estão em constante evolução espiritual.

*

esse ano vou voltar a fazer coral.

*

ainda não sei o que mais vou fazer profissionalmente. estou terminando de me ouvir. já decido. mas fato é: os sininhos mentais vão tocando e tenho insights matinais que sempre anoto, pois sei que são avisos e indicações.

*

to varada de saudades das minhas amigas! preciso voltar pra casa. o processo em São Vicente acabou. meu papel está cumprido. quero casa. negada, segura que eu to chegando! quero vocês!

*

como não consigo ficar longe das minhas mandingas de fim de ano, hoje fui numa casa de velas e comprei meu arsenal. tudo bem, pode falar que se amuleto resolvesse eu mesma poderia ser meu amuleto, mas acredito em energias e é por isso que faço mandiguinhas. adooooro...

*

última paixão adquirida: montar trilhas sonoras (parece que o nome disso agora é podcasts... enfim.)

curso das coisas



Em São Vicente eu vi um por do sol fantástico anteontem. Voltando do Guarujá, a paisagem dos morros de mata densa; já na balsa ouvi palavras doces ao telefone de alguém que tem sido importante, foi um dia bem chuvoso, bem úmido, a paisagem estava bem como eu gosto: mata atlântica parece ainda mais densa em dias assim. O mar fica indeciso, se revolta só na superfície. 
Já no ônibus, da ponta da praia para São Vicente vim ainda mais apaixonada, agradecendo por aquele por do sol, que passou de um laranja lindo para um lilás, depois o roxo e o azul de muitas nuances... até escurecer de vez. Cheguei em casa pronta pra ser atribulada novamente. Daí vi que não importava, pois no caminho Deus já tinha acalentado meu espírito...