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September 10, 2010

self-dignity

 Imagem do Bright Tal
Essa é uma reflexão extremamente pessoal sobre temas como: trabalho, dinheiro, realização de sonhos, ambição, coragem, respeito e dignidade. Estou no ponto em que tenho ficado aproximadamente 13horas por dia trabalhando ou em atividades relacionadas. Mais tempo de ida e de volta pra casa. Mais tempo de almoço. Tenho ficado 16horas ou mais fora de casa somente trabalhando ou em atividades relacionadas. 
Tais trabalhos (que quem me conhece sabe que são dois) e as atividades relacionadas não incluem estudos, cuidados pessoais, atividades de lazer, etc. Mesmo eu tendo que admitir que trabalhar no Outras Palavras é delicioso, mesmo em dias estressantes. Porém o mesmo não posso dizer do meu outro trabalho, infelizmente. E não exatamente por ser lá. Mas sim por que eu me identifiquei de cara, corpo e alma diretamente com o Outras e nos últimos tempos, apesar dos esforços para me desdobrar nas funções crescentes dos dois, tenho deixado a desejar. Nos dois. 
No Outras comecei como voluntária. No Urb. já efetivada. No Outras foi paixão à primeira vista. No outro era apenas algo que eu considerava como "legal" e uma boa forma de me manter, bom salário e tal. Mas, agora, chegou o momento que tenho que escolher. Principalmente por também já estar contradada onde antes era voluntária. 
Meu plano inicial era ficar nos dois até dezembro e juntar uma grana, fazer e acontecer. Mas a realidade bateu: minhas funções em ambos trabalhos cresceram demais e eu tenho abnegado de muita coisa e aguentado muito desaforo (bravo mesmo) de um dos chefes que já percebeu que, bem..., não é lá que eu quero estar. A ponto dele ter atrasado meu pagamento em um mês e no outro (esse) ter me pago em 2x. A primeira quarta-feira e a segunda... ainda por vir. Como se fosse uma forma de pressão à moda judaica (ele é judeu).
Daí, no começo dos surtos psicóticos eu pensava... Ah, vou aguentando e levando como der. Quero a grana! Mas agora, depois de quase dois meses levando bombada atrás de bombada (e não no bom sentido) preciso ter a dignidade de admitir que estou sendo falha em um dos lugares e desonesta por não mais conseguir cumprir com os objetivos e compromissos que assumi quando fui contratada. Enquanto no Outras Palavras só consigo pensar que se ficasse lá 8horas por dia seria muito mais eficiente e feliz. 
Acaba sendo uma amnhã de tormento e uma tarde/noite de felicidade. Assim não dá, né? Então, com coragem e por respeito ao cara que me deu uma oportunidade quando eu mais precisei, vou renunciar ao meu trabalho da manhã. Gosto de ambição. Mas meu ego faz com que eu me sinta péssima a cada vez que eu falho em um ou em outro. Ou comigo mesma. Logo. Tá insuportável. O chefe e minha ineficiência por não conseguir... hum... abraçar o mundo com as pernas (?).
Junk-food, falta de tempo de estudar, ver amigos, me cuidar (pra ir num salão de beleza durante a semana preciso faltar no trabalho), mal conseguindo me vestir bem, surtando com os outros, esquecendo coisas pessoais importantes... Isso não sou eu. Passar os dias sem paixão? Isso definitivamente não sou eu.

September 08, 2010

Uma porta azul bem bonita

 Imagem do Vitó

Esse fim de semana/feriado eu supri todos os meus déficits afetivos, emocionais, sexuais, femininos, ansiosos, nervosos e carentes. Foi depois de quatro dias impressionantes de tão intensos e calmos e completos que consegui perceber, claro como o contraste do branco com o azul, que é ali que eu quero ficar. Naqueles braços. E eu sei que você vai ler isso aqui. Mas tudo bem, pois eu já te disse isso ontem ao telefone. Por sinal, preciso dos meus carregadores que ficaram na sua casa. Enfim...
Quero começar a planejar nossa reforma, da casa que hoje é sua, mas que queremos que seja nossa. Planejando todos os comodos, todos os detalhes, todas as cores, todas as necessidades, nossas e de nossos amigos, que vão povoar o espaço com a gente aos fins de semana. Espaço para bichos, plantas, luzes e muita claridade. Cores, frutas e cheiros de manga todo fim de ano. Pé de manga, amora, limão, laranja, café, romã... Vamos precisar de uma paisagista, já que ambos queremos preservar os pés, ao invés de fazer uma casa gigantesca. 
Você consegue (o milagre de) me deixar calma e livre de pensamentos apressados sobre trabalhos, dinheiro, contas etc. Consegue me deixar bem aflita e com sensações engraçadas ainda. Mesmo depois de quase 1 ano juntos. Quero muito tudo que pudermos ter. Só peço uma coisa: podemos ter portas azuis, daquelas bem lindas? 
Pode ser que algumas pessoas pensem que querer ter portas azuis depois de tão pouco tempo seja loucura. Coisa apressada... Mas, honestamente? Não vejo a hora. Somos incríveis juntos. Beijos e boa semana...

August 11, 2010

Sobre o zelo e a mulher

Imagem daqui.
Ser mulher é realmente uma coisa inevitavelmente trabalhosa e custa caro. Ontem dei graças a Deus por não ter desencanado de pagar meu convênio médico (que já não é muito barato). Quatro exames de rotina teriam me custado mil e trinta e oito reais sem o convênio. Posso com isso?
Mas vem cá? A pessoa vai lá, marca consulta com ginecologista (detesto esse nome), marca exames de check-up, vai fazer os exames, sente mil incomodos, passa por pequenas vergonhas necessárias. Na clínica é ainda mais estranho. Fui lá, clínica chiquérrima especializada na saúde da mulher. Morta de fome, já fiquei feliz pois vi que tinha um café por lá. Pedi um sanduíche de peito de peru e um suco de maracujá. Quanto é? Ah, de graça?! Que ótimo, obrigada...
Subi, me troquei, pus o roupão e continuei com as botas country - já vermelha de vergonha do que aconteceria naquela salinha. Fiz exames, gel para todos os lados, tudo bem, exames claros e tranquilizadores. Trocada novamente, desci... Me vê um capuccino, por favor? O melhor da minha vida. Juro. Saí de lá feliz da vida.

Tá. Feliz da vida. Não só pelo melhor capuccino que já tomei na galáxia, mas por algo muito mais elementar. Todo mundo sabe que meu maior sonho é ser mãe. E nesse ano decidi que começaria a preparar meu corpo para tal. Daqui a 2 ou 3 anos, quando decidir que é hora, tudo que depender de mim estará bem. Então fui ao médico fazer exames e com um certo medinho de aparecer alguma coisa de errado (como um bebê, hahahahaha - brincadeira), mesmo sabendo que as chances seriam mínimas. Mas, quando saí de lá com os resultados e já sabendo que realmente estou com a saúde mega em dia... Meu... Bateu uma, mas uma tranquilidade inexplicável.
E ainda mais: não foi só uma tranquilidade, mas um sentimento de completude pessoal e de repúdio a mulheres que não se dão o devido valor. Veja bem, não to falando de quem dá mais do que chuchu na cerca - cada uma sabe o que faz e aquilo que põe, literalmente. Mas daquelas que dão mais do que chuchu na cerca e se tratam como nada, jamais se cuidam, não tem o menor zelo consigo mesmas. Não sou puritana, nem moralista. To só defendendo uma única opinião: mulher tem que se cuidar mesmo. Nosso corpo é muito mais sagrado só pelo simples fato de poder gerar uma criança.

Mas ok. Pode só ser coisa de quem tem plena convicção de que quer ter um filho num prazo de dois anos. Mas zelar, não é só fazer exames e usar produtos e cuidar da aparência. Zelar mesmo é mais. É se amar e não deixar nada nem ninguém te fazer mal. E ter a cabeça tranquila em tudo que faz e por tudo que fez. É cuidar de verdade e saber onde pisa. Enfim. Ser mulher é não ser leviana. E saber que tudo, mas tudo tem muito valor. Independente das suas decisões e dos seus atos, tudo continua tendo muito valor.

August 04, 2010

Sobre o Frio e as Manhãs

 Imagem daqui.
Nesse frio, sair da cama é assunto proibido. Sento, enrolada no edredon e assim fico por uns 15 minutos. Levanto, vou fazer café e aos poucos acordando. Volto pro quarto com uma xícara, aquecendo as mãos. Tiro o pijama, congelando. Hidratante frio. Calafrios. Calça legging, blusa segunda pele, calça jeans, blusa de malha manga comprida, meia fio 40, bota. Arruma o cabelo em coque, lava o rosto, escova o dente. Make-up.
Bolsas. São duas. Afinal, meu dia de trabalho tem, no mínimo, 10 horas. Saindo, pensando na festa de mais tarde e nas amigas. Ônibus, iPod e sono. Muito sono. Livro. Desce do bus. Pega outro. Mais frio. Tava garoando. Bem fininho. Só o suficiente pra congelar os ossos. Chegando no trabalho. Mais café quentinho. Cigarrinho com a amiga.
Twitter, e-mails, rádio online, YouTube. Ligações, redigindo convênios, postando no blog. Quase meio-dia. Ainda bem. Fome. Mais trabalho e daqui a pouco outro. Preciso de um tempo pra escovar o cabelo ainda. Tem festa, tem festa! Notícias bizarras e muitos calafrios subsequentes. Agora quero um chá. Trouxe um miojo pro almoço. Música e sons.

July 30, 2010

Das grandes e boas.


Sabe que tem momentos que se não me agarro a um propósito muito bem definido, acabo deixando a coisa degringolar por alguns momentos. Ainda mais quando ouço frases duras como aquele cara metódico e regulador me disse. Haja paciência. Haja capacidade pra entender que nem todo chefe é um virginiano ótimo de temperamento, assim como uma das suas melhores amigas.
O negócio é que, se em alguns momentos fico mega feliz de ver que tenho dados ótimos passos, em outros, preciso me lembrar disso, pra não mandar ir à merda e viver de trabalho voluntariado até sabe Deus quando. Haja paciência². Trabalhar com alguém tão controlador a ponto de não ter confiança no que você faz é muito complicado. Formada em RI, virando RP por circunstâncias. Esse não é o problema. Antes fosse. 
Daí, to entre dois universos: um que praticamente não me paga (nem muito menos as minhas contas), mas que me realiza incrivelmente. E outro que me paga (bem), mas que me exige em um nível inacreditável, especialmente de paciência. Mesmo sabendo que definitivamente paciência não é lá meu forte, passa dos limites. Diálogo? Outra fase do videogame que não consigo passar. É melhor consentir e tentar acertar a rotina e ver se consegue suprir as inseguranças do controlador do que tentar debater. 

***

Por outro lado, pensando só nas coisas que ainda quero muito fazer e logo -- única forma sensata de me manter nessa rotina fortíssima que me encontro. Suportando e superando. O que é ruim e o que é bom. O que não deveria ser e o que é. Uma coisa e outra coisa. 1+1=200. 
Daí, me vem a percepção de que só sei dublar em francês, mas não sei falar devidamente, nem entender. Quero voltar a estudar línguas. Queria italiano agora, mas francês traz outras questões e lembranças e exigências quase pessoais que me chamam. Acho que vou primeiro no francês, de uma vez por todas. 
Daí, o negócio é que ano que vem quero começar a visitar, um por um, todos os amigos que tenho fora do Brasil. Começando pelo Cairo ou seja lá onde o Tahayov estiver. Eu vou lá. Cara, são famílias que não se explica a ligação. Penso nele como se ele fosse um vizinho que não encontro no levador há semanas. Mesmo eu estando morando em casa, não em prédio mais. 
***

Vai. Vamos lá deixar de besteiras e viver essa vida. Quanto mais leio, mais entendo que mesquinharias não tem que ter vez. Quero uma viagem. Das grandes e boas.

May 25, 2010

A tal da novidade

   Essa semana a minha vida tomou outro rumo definitivamente. Já tinha contato sobre o Outras Palavras no post do dia 18/05 e prometi dar outra informação sobre o outro blog que estava formulando para falar sobre assuntos relacionados as minhas tividades profissionais. Então, lá vai:


Este é o Tema Pimenta, o espaço que inaugurei, para que pudesse manter o Zipadas nos parâmetros que sempre teve: espaço estritamente de escritos pessoais. Lá, vou falar sobre tudo que tiver a ver com o Outras e com meu mais novo trabalho, o Urbanias.
   Peraí, Clarissa, mas no outro post você disse que o Outras Palavras era seu mais novo trabalho! Sim, gente, disse. Mas agora eu tenho um outro novo trabalho! Sim... Dois. E sim, trabalho de verdade, não voluntariado, ou projetos amadores, nem nada disso, passa-tempo ou qualquer coisa ligada à informalidade que possa vir à mente de vocês. Dois trabalhos mega legais.
   O Outras Palavras é um Ponto de Cultura (Escola Livre de Comunicação Compartilhada) e espaço de Jornalismo e Comunicação Compartilhada, enquanto o Urbanias é uma empresa que faz mediação entre sociedade civil e órgãos/secretarias do governo da cidade de São Paulo, mediando demandas. Vou trabalhar lá também fazendo articulação das novas mídias e gestão de colaboradores do site, além da articulação do projeto dentre possíveis parceiros. Basicamente a mesma coisa que no Outras, só muda o foco do projeto.
   Enfim, vou trabalhar aproximadamente 12hs por dia, mas feliz por estar entro dos dois projetos que estava buscando desde o ano passado! No caso do Outras, se considerarmos a época como Le Monde Diplomatique, podemos dizer que queria até há anos, na verdade. Finalmente uma boa ocupação. Cultural, acadêmica, intelectual e de prática atualíssima. Tudo o que eu vinha pedindo à Deus.

   Mas voltando ao Tema Pimenta. Lá vou escrever também sobre pessoas e outros projetos que tenho conhecido, pessoas de Pontos de Cultura de vários lugares, vou publica materiais escritos por mim e por colegas, enfim... Muito material interessante sobre temas atuais e atividades interessantes.

Té mais!

May 19, 2010

Aceitação


É apenas uma hipótese. Mas para mim ela simplesmente não consegue aceitar meu posicionamento perante muita coisa. Para ela, nada nunca se abrandou. Nunca houve trégua. Nunca espaireceram-se sentimentos. Jamais elevaram-se padrões de pensamentos. O que é uma pena. Pois enquanto os lados sofrem, ela se degladia consigo mesma. Enquanto eu busco mudar a frequencia e não levar para as impessoalidades que cegam, ela é tomada por uma inércia impressionante. Imobilizada. 
O maior problema é que eu sei que devo dar espaço, enquanto ela tenta se compreender. Até aí, ok. O que não está nada ok é o fato de eu ter plena consciencia de que a cada dia mais que se passar depois dessa crise que já dura um mês inteiro e ininterrupto, mais faltarão argumentos e sentimentos que nos prendam afetivamente. E uma hora os dedos vão escapar. Pois aguardando e sendo paciente eu tenho estado/sido. Mas não posso culpar meu coração de se sentir mal pela incompreensão e por assistir de camarote uma tão querida sendo debatida no ar, pela sua própria limitação.
Limitação em aceitar, superar, dizer que tudo bem quando realmente está tudo bem. A maior diferença é que eu verdadeiramente aceito o erro do outro. Eu "deixo" que o outro erre. Enquanto ela não. Certos erros são considerados como graves falhas e nada é remediável. Parece que é sempre 80, nunca 8. Sou mais branda do que isso. Talvez ela por isso ela possa me enxergar como fraca, quando na verdade é muito mais temperança, observação... Tudo é um processo de aprendizado. Não um navio naufragando.
Frase de ordem ultimamente: Não precisava...
Tem horas que eu queria te sacodir e te tacar na parede! A vida é muito maior do que isso... Amiga, enxergue que nessa vida só se vence pelo amor. Mesmo que seja através da dor. Mas somente, única e exclusivamente pelo amor. Mas eu já te disse isso antes, numa longa carta, pouco tempo atrás. O cimento que sustenta relações é outro. Ah, se você se ouvisse...

May 18, 2010

Volta da multiplicidade. Bem querida&desejada... multiplicidade.

 
   Quando uma etapa diferente começa, geralmente ficamos sem saber exatamente o que fazer. Natural. Especialmente quando conquistamos uma atividade / ocupação / emprego / trabalho que sempre quizemos. No fundo, como em todos os aspectos da vida, é pura questão de adequação. Bem mais simples do que se acostumar à falta de uma amizade. Especificamente falando.
    Pensar uma nova rotina, mais saudável, inteligente, promissora, lotada de bons adjetivos.
   Coordenação de grupo, editais, novas idéias, cobrindo seminários, fazendo rolar, estratégias de divulgação. Voltando à vida culturalística que sempre gostei. Tendo conversas interessantíssimas. Conhecendo pessoas interessantíssimas. Realizando. Construindo. Aprendendo. Escrevendo. Elaborando. Adoro elaborar. Decidi não deixar mais de ter fé. Mesmo sabendo que essas é uma daquelas promessas engraçadas de se fazer, por ser meramente circunstancial. Um fator que deveria ser crônico, mas é sim circunstancial. Quando está tudo bem, a mantemos. Quando o sapato aperta, a perdemos aos poucos. Às vezes a perdemos de vez, recuperando-a aos poucos. Enfim. Circunstancial.
  
   Mais cirsunstancial ainda é o fato de que tenho agora, devido meu novo trabalho, uma pilha de assuntos os quais gostaria de postar sobre. Falando nisso, já lhes apresento. Agora estou no projeto Outras Palavras, elaborado pelo jornalista Antonio Martins (figura!) e que tem como carro-chefe a comunicação compartilhada, a notícia "enquanto a Inês ainda está viva", como o próprio Antônio costuma dizer. Projeto novo e extremamente promissor.
   Aos poucos lá me surgem novas frentes de atuação. Temos muitos assuntos rolando ao mesmo tempo, com uma enorme carga de cultura e inteligência no trabalho, como não poderia deixar de ser. Como foi bom sentir minha cabeça fervilhando por um propósito definido.
   Opa, já estava me perdendo. Falei do Outras pois toquei na minha atual necessidade de escrever por assuntos mil, que não creio que cabem aqui no Zipadas. A razão é única: o Zipadas é o guri dos meus olhos. É aqui que me desvencilho, me troco por tranquilidade e fluidez. E não é aqui que vou querer escrever de assuntos profissionais, por mais legais e culturais que sejam. No fim, sempre que postar lá, aviso aqui. Mas será isso. Em breve mais infos.

April 16, 2010

E a pergunta da noite é...

Será que as melhores coisas da vida acontecem quando agimos pelo impulso? Ou será que a regra da sorte é acreditar no acaso?

April 14, 2010

O peso


Representado por uma figura masculina em uma carruagem, O Carro é o símbolo do homem que tem em mãos as rédeas do próprio destino. O sétimo arcano do Tarô, representa o sucesso atingido através do esforço pessoal. A carruagem representada nesse arcano tem quatro pilares e é puxada por um par de cavalos: dois princípios inicialmente opostos (passividade/atividade), harmonizados pelo condutor do carro (homem). A couraça usada pelo condutor representa os escudos que usamos como proteção contra o mundo exterior. O condutor do Carro é frágil mas não o demonstra, pois isso seria o mesmo que fraquejar diante de seus objetivos. Nem sempre dominamos nossos medos nessa carta, por vezes os escondemos debaixo de uma imagem de pessoa firme. Tem correspondências com o mito do deus Apolo, que todas as noites vencia as forças da noite e puxava sua carruagem pelos céus todas as manhãs. decisão, poder de comando, domínio de forças conflitantes, vitória, conquista dos objetivos através do empenho, fragilidade disfarçada de autoritarismo, ação independente, egocentrismo, orgulho, diplomacia, oportunismo


Cada um tem seu peso. E diga lá sua medida. Nesses dias tenho estado bastante angustiada, quase que parcialmente insana. Tudo pelo peso: dos afazeres, das confusões, das responsabilidades, das ações, de certas palavras, do receio, da saudade e das lembranças.

Time stand still.

Algumas conversas depois, com várias pessoas, após receber diferentes pareceres e depois de ser vítima viciada de uma situação cotidiana, me senti encurralada novamente. Tudo pelo não feito, pelo dito e não dito, pelas horas. Um desespero de mais 34 minutos para o fim, uma violência diária sobre mim, algumas vezes vinda de mim mesma. Enquanto se apara de um lado o outro escorre entre meus dedos.

Enquanto se parece muito com angústias alheias ou mesmo as minhas já passadas, essa vem com uma ânsia diferente. Como se a cada passo, a cada respirada, eu ficasse mais pendurada frente ao abismo, mas com uma corda segurando-me pela cintura. Talvez eu só faça isso por saber que existe essa corda.

Não vou mentir, muitas vezes me dá um pavor profundo per se que me faz querer voltar tudo de novo, reagir, no sentido de refazer algumas coisas mesmo. Hoje tenho certa dificuldade de dizer a famosa frase “sou grata por tudo que aconteceu, senão jamais estaria aqui, vivendo e fazendo essas coisas”. Simplesmente pelo sentido da inutilidade que tem me abatido de forma tão sincera. Tão sincera que corta.

Hora de medidas drásticas. Às vezes a impressão que tenho é que mais uma coisa errada, mais uma má notícia, mais um deslize e eu jogo tudo pro alto. Tem dias que realmente me debato. Como peixinho fora d’água mesmo.

But it would be better if...

Em alguns momentos eu afirmo e peço “por favor, me ajude a ficar consciente de mim mesma”, ou então “me ajude, pois eu ESTOU consciente de mim mesma”. Mas em outras... pff... sério? Consciência? Falta de tratamento de choque mesmo. De ver, viver, socar, cair. Ir em busca de mim mesma, buscar novas ferramentas. Pois as antigas, já as quebrei.

Sem paciência e imediatista. Sou naturalmente impaciente e bastante egocêntrica. Tanto que estraga. Hora de se despir. De tudo, mas não de todos. Hora de cortar, de sair, de bater a porta. Mas... como se faz mesmo?

Hey, you! Don’t wast your tears on me. Now think of Love, it always gets you in the end.

A coragem realmente vem à noite e se esvai logo cedo pela manhã, quando não quero sair da cama. Mudança com proximidade é a mesma coisa de terminar um relacionamento vicioso e procurar o ex atrás de problemas todos os dias. Devo ser mesmo uma viciada em relações. Uma necessidade maluca e transtornada de cordões umbilicais. Corta um e nasce outro.

Drasticidade. That’s the edge. Esses últimos dias tenho sentido aquela sensação que bem conheço de quando sinto medo por muito tempo, mas estou prestes a tomar uma ação. Como se eu tivesse que pular um grande espaço, não quisesse, alguém estivesse me empurrando e eu só tomasse impulso faltando três cm para cair. Só aí a coragem vem. Faço isso em tudo. Momentos antes de cair tomo impulso e pulo. Como dizia uma ex-chefe minha, constância definitivamente não me descreve.

Me pego pensando se seria muita loucura. Fico imaginando o que eu pensaria de outro tomando uma atitude como a que eu gostaria de tomar. Socialmente aceitável, imoral, impensado, loucura... tantos adjetivos inúteis. Quando penso em uma atitude logo crio na minha mente a pergunta: e você vai fazer isso com eles? Mas fazer o que com eles? Mas será que é a hora? Se eu fizer isso, essa ânsia vai passar? Como eu faço para fazer isso e não cortar toda relação junto com o cordão umbilical? Como eu faço para fazer isso e não enfartar os outros?

O enorme questionamento é: como é que você consegue fazer disso um bicho de todas as cabeças do mundo, Clarissa? Você já poderia ter facilitado demais a sua vida e a dos outros.

Nem preto, nem branco.

February 12, 2010

It could be my fade. But it just could...

San Telmo, Buenos Aires - nov. 2009

Não me diga que estou fadada a isso ou aquilo. A eles ou a você. Tudo acaba me irritando demais quando as coisas (paredes, braços, gritos e ruas) se estreitam. Às vezes acho que vai dar super certo. Outras que vai dar nada certo. Mas enquanto isso, vai dando... Vou dando. Dando um jeito nisso, naquilo. Aparando aqui e ali. Amparando daqui e dali. Talvez seja apenas mais um pedaço de caminho. Ou o caminho inteiro. A gente nunca sabe, né? Mas no fim, não me fade. Não me fade a viver apenas pelos merecimentos. Pois às vezes você quer apenas viver, merecendo ou não. Longe ou perto. Sozinha ou acompanhada. Acompanhada. Seja lá de quem for. Você vai. Volta ou talvez não. Haja laços. Pra segurar. Pra suprir. Pra sumir. hopeismyfade

February 04, 2010

Odoyá, Janaína


   E no meio desse calor escaldante que tem feito nessa cidade e no meio dessas chuvas tempestuosas que tem caído todos os dia tive uma terça-feira dia 02, dia de Yemanjá, mais marcante de todos a minha vida. Começou com um simples telefonema do namorado dizendo que uma amiga queria ir à praia levar umas oferendas e quando dei por mim estava já descendo a serra do mar com três pessoas com as quais acabei criando uma ligação espiritual e de coração além do que já havia. 
   Era só pra irmos à praia, acender umas velas, jogar umas flores, rezar... mas nessa vida tem coisas que acontecem de uma forma mais perfeita do que o planejado. E assim foi. Conversas intensas e ensinamentos valiosos de um marinheiro, axé de Yemanjá e de uma cabocla que resultaram em coisas a serem pensadas por muito, mas muito tempo. Frases como "a resposta às vezes é porque eu amo...", "vocês iniciaram uma nova fase da vida de vocês, nada será como antes à partir de agora", "você escolheu seus caminhos. mas quando percebemos que escolhemos, na verdade a escolha já havia sido feita antes do que quando percebemos", "não podemos parar de caçar, se não morremos de fome. mas antes morrer de fome do que de vazio. porque a fome é o vazio da barriga, enquanto o vazio é o vazio da alma", "temos que aprender que corremos demais, mas as coisas acontecem em tempos diferentes no mundo de vocês e no espiritual. vocês correm tanto que não dão chance da vida lhes alcançar"... entre tantas outras. 
   Algumas certezas vieram. Outros achismos apenas se confirmaram. Mas o que importa é que, sendo filha de Ogum como sou, outra frase se encaixou perfeitamente: "vocês que são filhos de Ogum tem muito medo e são muito emocionais. às vezes não conseguem escolher, pois precisam de certezas. mas se chamados pra guerra vão e lutam. lutam muito. só precisam de um objetivo". 
   Por mais que tenha sido um pouco (bastante) caótica a volta pra casa, nada vai tirar o sentimento de inauguração dessa fase elucidativa. Que experiência incrível. Que força incontestável. Quantas certezas. Recomendo isso à todos: a fé. 

Poderosa força das águas. Inaê, Janaína, Sereia do Mar. Saravá minha Mãe Iemanjá! Leva para as profundezas do teu mar sagrado, Odoyá, todas as minhas desventuras e infortúnios. Traz do teu mar todas as forças espirituais para alento de nossas necessidades. Paz, esperança, Odofiabá... Saravá, minha Mãe Iemanjá! Odofiabá...

January 25, 2010

Dos filmes que quero ver


Filmes de 2009 que quero ver o quanto antes, pois já estou atrasada demais e a cada dia que passa surgem mais e mais e mais pra integrar minha lista!


À Deriva
é do cineasta pernambucano Heitor Dhalia, também responsável por "Nina" (2004) e "O cheiro do ralo" (2006), outros dois que eu assisti e adorei. Visão mega peculiar!
Milk
intolerância sexual+Sean Pen? Topo, pq não?
O Curioso Caso de Benjamin Button
é, eu ainda não vi. e não me olha assim!
Slumdog millionaire
dirigido pelo mesmo diretor de Trainspotting, Danny Boyle. Nem preciso falar mais nada.
Changelling (A Troca em português)
tem a Jolie, tem menininho perdido em 1928 e tem desespero materno. Adoro.
Arranged (Alguém me ame por favor)
tem judia, tem muçulmana e olha o título em português. drama, drama, drama... amo.
Estômago
de Marcos Jorge. pô, eu amo cinema impreciso, inesperado e que dá revertérios.
Paranoid Park
sei lá pq. 
Up
animaçãaaaaoooo!!! e tem balões!
Vicky Cristina Barcelona
olha o elenco e depois a gente conversa. beyjos.
Divã
Lília Cabral, pô! ela é foda...
Coraline
outra animação filmado em stop-motion. eu quero.
Import Export
foi considerado o filme mais triste do ano. mais triste. adoro uma tristeza. amo morrer de chorar!
Brüno
uhauahuahuahauhauahuahuahuahua!!!!!!!!!!!!!!!!
O Silêncio de Lorna
mega artístico. adoro.
Abraços Partidos
Al-mo-dó-var e a diva.
Tudo Pode Dar Certo
Woooooddddyyyy!!


Ai, gente. A lista é tão mais longa. Vou tentar fazer a segunda leva depois desses daqui. Mas já tem os deste ano que meeeeeeuuu, que demais. Como por exemplo o Where The Wild Things Are! E quem aí sabia que o Tim Burton vai refazer Alice no País das Maravilhas. Imagina só!! 
Por sinal,  adoro essa matéria do Blog do Bonequinho... sobre filmes que assustam criancinhas!hahaha!

January 22, 2010

Ainda vou descobrir o porquê dessas palavras me ofenderem

“Acredita que somos pobres porque eles são ricos e vice-versa, que a história é uma bem-sucedida conspiração dos maus contra os bons, onde aqueles sempre ganham e nós sempre perdemos (em todos os casos, está entre as pobres vítimas e os bons perdedores), não se constrange em navegar no espaço cibernético, sentir-se on line e (sem perceber a contradição) abominar o consumismo. Quando fala de cultura, ergue a seguinte bandeira: “O que sei, aprendi na vida, não em livros; por isso, minha cultura não é livresca, mas vital.” É o idiota latino-americano.” diz Mário Vargas Llosa na apresentação do livro.


   O livro em questão é o “Manual do Perfeito Idiota Latino-americano”, Plínio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa (Bertrand Brasil, 1997). Não satisfeitos, ainda foi publicado um segundo livro, "A Volta do Idiota", de 2007. 
   Pode me chamar de utópica, iludida, cega, o que for. Mas tanto essas palavras, quanto frases como "se explodisse a América Latina não faria a menor diferença", "você realmente acha que existe uma América Latina?" entre outras, me causam uma reviravolta no estômago. Vai ver é porque sou latino-americana e essa caracterização é incômoda. Mas ao mesmo tempo, já ouvi coisa pior: "você não é latino-americana, você é brasileira."  E eu realmente não consigo decidir qual das duas hipóteses é pior. Já ouvi dizerem que a vontade política da América Latina é brasileira, pois os outros países estão bem confortáveis onde estão, mas o Brasil precisa manter sua liderança. Vem cá, confortáveis? Não sei como podem ter tantas idéias e argumentos incômodos dentro de um mesmo tema que me desperta tanta paixão. Mas enfim... O que se faz então? Toma parte da política externa brasileira, se enxergando como mega potência e calcando horizontes de costas para o próprio continente no qual se insere? Vai ver é isso mesmo. 

January 17, 2010

[zona de] c o n f o r t o



   Ontem encontrei uma amiga e começamos a conversar sobre missão de vida, ser relapsa com seus dons, rejeitar diretrizes e coisas assim. Basicamente era uma conversa sobre como vivemos a vida. O resultado final foi: goste da vida, viva com vontade. Se você for relapsa, uma hora dessas a vida cobra. E quando ela resolve cobrar, meu amigo... Faz quase dez anos que vivo nesse bangue! louco, que de certa forma é individualista. Esse rumo precisa mudar.
   Já faz tempo que ando postergando um chamado (estalo, insight, espírito santo de orelha, chame como quiser) que me diz claramente: se doe... Mas ainda não consegui sair completamente da minha zona de conforto, justamente por acarretar uma série de resultados com os quais não é simples de lidar. Mas, esse ano entrei mais limpa impossível e clara e leve e procurando um outro nível de realização (espiritual).
     Assim sendo, nos últimos dias começou a pipocar em meu e-mail (e algumas outras eu dei uma garimpada atrás) infos sobre oportunidades de trabalho (voluntariado ou não) em organizações de ampla atuação. Como a Vida sempre é generosa comigo, fiz a minha parte e me inscrevi nos que mais me chamam a atenção. 
   O engraçado é que esses meus estalos geralmente tem a ver com crianças, projetos sociais/humanitários, mas de cuidados com os pequenos, sempre com eles. Ação humanitária internacional, projetos... Perfil eu já tenho. Foi por isso que eu escolhi ter feito Relações Internacionais, sempre disse que não era a pessoa mais corporativa do mundo e quando penso no meu futuro e nas minhas aspirações, elas não incluem passar a maioria das minhas horas semanais dentro de um sala com ar-condicionado.
   No começo da graduação sempre dizia que queria prestar Itamaraty. Depois abandonei essa idéia. Agora retomei. Mas ao mesmo tempo, essa não é a única forma de fazer oq pretendo. Na realidade, eu quero cuidar de gente. É uma das coisas que eu faço de melhor e que realmente incita paixão. Até quando eu trabalhava na consultoria eu dava um jeito de ficar nos projetos que exigiam maior negociação entre as partes e acordos mais trabalhosos, pq é com gente que eu gosto de lidar. Só que agora a pegada é outra.

December 30, 2009

esparsamente falando...

só se fica sozinha quando se quer. só se perde a fé quando se esquece de olhar em volta. só se sofre pelos outros quando se permite. só fica com raiva do ser humano quando se esquece que todos estão em constante evolução espiritual.

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esse ano vou voltar a fazer coral.

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ainda não sei o que mais vou fazer profissionalmente. estou terminando de me ouvir. já decido. mas fato é: os sininhos mentais vão tocando e tenho insights matinais que sempre anoto, pois sei que são avisos e indicações.

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to varada de saudades das minhas amigas! preciso voltar pra casa. o processo em São Vicente acabou. meu papel está cumprido. quero casa. negada, segura que eu to chegando! quero vocês!

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como não consigo ficar longe das minhas mandingas de fim de ano, hoje fui numa casa de velas e comprei meu arsenal. tudo bem, pode falar que se amuleto resolvesse eu mesma poderia ser meu amuleto, mas acredito em energias e é por isso que faço mandiguinhas. adooooro...

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última paixão adquirida: montar trilhas sonoras (parece que o nome disso agora é podcasts... enfim.)