May 14, 2007


Há algum tempo atrás eu venho me recuperando das decepções de amigos em minha vida. Me tornei tão cética desde então...Sabe quando agente realmente acha que certas coisas são tão atemporais que vão durar pra sempre? De repente, coisas/pessoas/gostos/afinidades que eram seculares e estavam comigo desde que eu nem consigo me lembrar, cairam, acabaram. Inacreditavelmente.
Eu sempre tive uma relação dualista com as minhas amizades. Não é na premissa de que é preciso fazer algo para receber algo. Pra mim, essa dualidade está implicita, e muitas vezes acabo me machucando por conta disso, por esperar algo que não precisa ser dito, que está nas entrelinhas... É uma força maior, é alguém que está do seu lado e sabe das suas necessidades, mesmo sem você dizer uma palavra. É alguém que segura os seus cabelos numa bebedeira insana, que compreende as conversas subliminares e que sabe que você vai estar lá, mesmo em pensamento, independente de qualquer coisa. É assim que eu sei ser amigo. É isso que eu espero de um amigo. E é assim que eu me decepciono, mesmo eu sendo a pessoa que mais deveria ter aprendido com isso.
Certas coisas são estranhas e certas realidades doem, todo mundo precisa de um pouco de paz, de uma amigo pra chorar as pitangas e botar a cabeça no lugar. E eu, como não sou auto-suficiente nem nada, tento preservar da melhor forma possivel aquelas pessoas que tem a chave do meu coração.





Adoro esses dias chuvosos, são tão introspectivos.
Tô precisando daquela conversa.
Almoço no Mercado Municipal.
Café
Risadas
Eu estava me sentindo abandonada por mim mesma, mas já passou.

3 comments:

Anonymous said...

Amei o que escreveu no blog Zipadas...mesmo!

Claris said...

essa xícara de café despertou meus sentidos!

Lubi said...

Nossa.
Vem você de novo com suas palavras...

Tsc.

Um beijo, querida.