November 28, 2007

Kenneth Minogue: eu tive que dar razão a ele

Tenho a convicção de que certas profissões só podem ser exercidas por pessoas mais velhas. Diplomacia, política, grandes negociadores ou os policy makers da vida... Coisas que eu realmente gostaria de ser/fazer lá pros meus, digamos, 48 anos ou mais. Jovens são realmente apressados (eu me incluo nessa), principalmente em relação à querer mudar paradigmas centenários e/ou julgar como sendo ruins conceitos antigos e como extremamente bons os novos. Ora, na minha opinião ainda crua e leiga, sem também querer entrar na história da educação -o que seria bem entediante pra este blog e seus leitores, as tradições andam fazendo falta. As universidades/faculdades estão cheias de pessoas que adoram ditar o que é certo ou errado no mundo atual, mas que realmente descartam muitas importantes tradições.
Conheço muitos estudantes que não tem a menor capacidade de pensamento crítico, conheço estudantes de Direito que só pensam no possível cargo que ocuparão e que serão ótimos aplicadores de leis, mas poucos realmente bons em suas funções. Aplicar leis por leis e ponto? Conheço muitos estudantes de Relações Internacionais que sonham em ser diplomatas. Será que eles sabem, será que alguém disse à eles, que possivelmente serão muitos anos de puxação de saco de pessoas com lindos sobrenomes e muitos anos exercendo funções extremamente menores do que aquelas que sonharam (como cálculos de taxas de exportação de commodities acordadas num acordo bilateral, por exemplo)? Bom, vai da vocação de cada um. Conheço muitos estudantes de comunicação que mal são bons no português. Outros de Relações Internacionais que se dizem apaixonadíssimos pela América Latina, mas que só conhecem a história daqui pós-processos de colonização. E a história que vem antes? A que não segue os ciclos econômicos, por exemplo? Maias, Astecas, cultura indígena... isto soa familiar à você? Aulas de teorias de relações internacionais revirando minha cabeça. Aliás, cursar RI revira a cabeça.
Enfim. Tradições muito vagas no ensino. Jovens são ótimos em cultivar idéias realmente utópicas: comunismo, nazismo, facismo... levam à cabo muito bem tais pensamentos, só para servir de exemplo rapidamente. Jovens deveriam viver o real, aproveitar prazeres reais, conhecimentos reais, pensamentos reais, criatividade real e não trocar tudo isso por uma noção de um mundo absurdamente melhor que existe apenas na nossa imaginação. "É a maldição da doutrina cristã dos últimos 200 anos acreditar que se pode trazer o paraíso para a terra. É a recusa em reconhecer a verdadeira condição humana". O ser humano pode ser bem charmoso e criativo, mas são pouco racionais e muitas vezes, na maioria delas, são muito, muito bobos.
Por enquanto, jovem como sou, gostaria de realmente sentir nas minhas veias todos esses pensamentos que escrevi agora. Eu os assimilo, mas não os deixo penetrar 100% em minha mente. Muitos destes pensamentos são inspirados ou mesmo transcrevem a entrevista daquele que é chamado de inimigo dos jovens. Mas, como o próprio Kenneth Minogue diz, jovens são incríveis: quando vamos ao cinema queremos assistir a paixão dos jovens, eles são realmente encantadores e muito adoráveis, mesmo considerando que eles deveriam ser mantidos longe de assuntos políticos. Por enquanto sou uma internacionalista sentimental e não uma realista por assim dizer, o que seria mais razoável segundo ele. Provavelmente a paixão seja o componente que atrapalha e que determina essa classificação. Mas, como também já disse o Kenneth Minogue, a loucura humana não tem fim. Cabeça no travesseiro, meu quartinho, meus pensamentos. Muitos elogios à loucura. Tava precisando botar pra fora.

November 21, 2007

Organiza, vai!



Gleyce: fazendo prova diz:
desabafa, guria! sou toda sua

Clarissa diz:
sua amiga tá se sentindo com a auto-estima praticamente nula
Clarissa diz:
sozinha
Clarissa diz:
carente
Clarissa diz:
com o rabinho entre as pernas
Clarissa diz:
praticamente a Diorella depois de levar um xingão... mas eu não levei
Gleyce: fazendo prova diz:
nossa, estamos na mesma cla!!!!!!!!
Clarissa diz:
auhauahuahuahauhuha
Gleyce: fazendo prova diz:
impressionante
Clarissa diz:
fudeu então!!! e quem vai chamar a gente de mulherão, dizer que somos seguras, bonitas, inteligentes?
Gleyce: fazendo prova diz:
hahahaha! ta feia a coisa ne??


É! Tá feia a coisa, amiga. E como está! Desorganização por todos os lados. Sentimentalmente não basta, então ainda tem muito papel, livro, revista, cd e dvd por todos os lados no meu quarto. Faltam prateleiras, caixas, etiquetas, pastas! Falta vontade e paciência de organizar as fotos e todo o resto. Falta, acima de tudo, tempo. Semana de provas chegando e eu com muita, mas muuuita matéria atrasada. Tahayov chegando, processos da viagem pra Buenos Aires, festas de fim de ano! Ai, respira...

Passo 1: não esquecer mais meus limites em casa (vide post anterior).
Passo 2: organizar mentalmente antes de tentar passar pro papel tudo que devo fazer.
Passo 3: esquematizar por categorias e sub-categorias. Listas! Preciso de listas!
Passo 4: gás! preciso prosseguir à todo vapor. Eficiência master.

Agora, cá pra nós, quando vou arranjar tempo pro sentimental? Pra realmente cuidar do lado sentimental? Acho que preciso de uma maior preservação. Ou nem isso... tenho me preservado bem. Acho que até me privado muito. Mas e agora? Acho que depois que eu voltar da Argentina dá tempo. Isso será em... fevereiro. Ótima data, pré-carnaval... --'

Que cabeça a minha...

Agora dei pra sair e esquecer meus limites em casa. Tsc, tsc...
Mas era só o que me faltava. Daí, de repente "pá!": lá está você. Pode tratar de se encarar pois essa da foto é você depois de três doses cavalares de rum com soda.
Senti só uma lacuna meio grande de amor-próprio dessa vez. É até um tanto difícil de admitir. Distancie-me muito da pessoa que andei buscando ser, ou da imagem que tenho idealizado. Fazia muito tempo que isso não acontecia. Essa coisa de causar eu já tinha superado, sabe? Andava tão mais lady, inclusive sábado. Que exemplo, sábado! Mas ontem, francamente! Situação bem vergonhosa.
Foi caótico, mas já passou.

November 06, 2007

Meme sem fio da página 161

A Gabriela recebeu a incubência da Gisele. A idéia do meme é pegar o livro mais próximo e ver a quinta frase ou parágrafo da página 161. E repassar para 5 pessoas.

Livro mais próximo: Crônicas de educação, Cecília Meireles.
"A infância, afinal de contas, é apenas esta coisa simples; uma etapa da vida humana, da bela, heróica e forte vida humana, com todas as suas derrotas e vitórias. Se a infância, pois, não deve ser diminuída a ponto de parecer um estado subumano, a que se não dá atenção e pelo qual não se tem interesse, também, parece-nos, não deve ser protegida e orientada dentro de limites tão rigorosamente científicos, tão esquemáticos, que nos deixem a impressão de frio, convencional artificialismo, ainda que cheio de boas intenções."

Agora eu repasso para Lubi, Neto, Witz, Aly e Frederico.

Agora voltemos à bela, heróica e forte vida humana, com todas as suas derrotas e vitórias. ;)

November 05, 2007

Anemonemonasidades das metas

Metas que devem ser cumpridas até o fim dessa semana:


  1. Passar nos centros culturais e pegar programações.
  2. Terminar as 30 entrevistas do projeto (aprender a ser mais cara-de-pau)
  3. Ajudar o Taha com o processo da vinda pro Brazil
  4. Estudar ao menos 3 horas por dia -sem morrer ao fim da semana.
  5. Terminar de ler as duas LeMondeDiplomatique atrasadas e guardadas escrivaninha
  6. Terminar de mandar currículos para as Câmaras de Comércio
  7. Terminar (começar, talvez?) meu trabalho de Direito Internacional
  8. Fazer as unhas
  9. Editar artigo científico de uma vez por todas
  10. Virar a Mulher Maravilha e não apenas tentar incorporá-la.
  11. Ir ao cinema

Não está na ordem de importância dos fatos. Se estivesse, provavelmente o ítem nº10 seria o primeiro.

Bons motivos de mim para migo, tudo para que eu queira cumprir a meta nº2:

  • Validade do trabalho: quem sabe a super empresa de internet melhore sua percepção sobre os usuários latino-americanos, fazendo valer meu esforço enorme para arrancar percepção das pessoas em relação à ela.
  • Este tipo de pesquisas, extremamente qualitativas, são muito boas para conseguir opiniões sinceras sobre os serviços mil e ainda por cima objetivar o interesse do público brasileiro. O público que utiliza mesmo a internet.
  • Se os resultados forem satisfatórios será mais um ramo de investimento para a empresa - falando do tipo de serviço que estamos prestando.
  • E daí quem sabe isso deixa de ser um freelancer.
  • Continuando meus incentivos pessoais em ordem de importância: a grana conta. Sagá, pense no seu poder de consumo de cultura aumentando! -agora este pode ser o ítem nº1 dessa listinha.

Não dá pra ter asas em São Paulo

Sem falar aqui dos tantos acidentes que andam tendo com helicópteros, jatinhos, boings... Já pensou se tivéssemos asas nesse caos? Eu preferiria andar de bicicleta, até pq minhas asas ficariam apertadas dentro de ônibus. A não ser que o Kassab adaptasse os ônibus para as pessoas com asas. Se bem que acho mais fácil ele querer padronizar as asas das pessoas, ou pintá-las de cinza. As minhas asas seriam bem grandes e cintilantes. Claras e mesmo que pesadas eu as adoraria. Ter asas não seria um bom negócio aqui. Nesse caos de cidade que já tem a maior frota de helicópteros na América Latina, já pensou? Asas com falhas de tantos pequenos acidentes. Trânsito aéreo de pessoas aladas. Sistema de tráfego aéreo para os alados. Acho que não. Acho que um bom negócio é mudar daqui. Ou passar temporadas longe e voltando pra temporadas de lazer e prazeres undergrounds.

October 21, 2007

31ª mostra internacional de cinema de São Paulo


Então. Minha animação durou só o trajeto de casa!

Comprei o programa (R$2,00) lá no Conjunto Nacional e vibrei demaaais com a seleção de mais de 350 filmes que a mostra oferece! Mais do que rápido comprei um café (mais R$2,00) e comecei a assinalar todos os que eu gostaria de assistir. Minha preferência (e completa animação) foi em relação aos filmes feitos na Índia, no Marocos, na República de Mali, na República de Burquina Fasso, no Egito, na Macdônia, na Costa do Marfim, em Bangladesh, além, claro dos latino-americanos! Estava curiosíssima pra conferir qual é a desse cinema pouco convencional. Curiosidade foi pouco! Além, claro, dos mais tradicionais, como os americanos, os italianos, os franceses (que ganhou um bom espaço na mostra) e os brasileiros que em mostras nacionais sempre vêm em peso-entre outros.
Volto pra casa (mais R$2,30 do bus) e vou ver o preço dos ingressos no site.

Assinalei cerca de 27 filmes que gostaria de ver e fiquei pasma ao saber que teria que gastar R$8,90 por ingresso, sendo estudante! Ah, você não é estudante? Pior pra ti, que pagaria R$15,40 por ingresso. Ou seja, meus 27 filmes, pagando meia-entrada, somariam mais de R$240,00! Apenas 27 dentre uns 350!!!

Cara*@&! Qual o intuito dos organizadores dessa mostra? Permitir que todos os filmes possam ser largamente conferidos por várias pessoas ou simplesmente lucrar elitizando um festival maravilhoso que acontece na capital cultural da América Latina?! Nem me respondam! Francamente. Eu daria mais valor à difusão cultural, permitindo que produções ricas fossem conhecidas, curtidas, realmente apreciadas. Que pessoas cinéfilas como eu pudessem assistir todos os filmes que gostaria e não somente uma meia-dúzia, que pudesse listar seus prediletos, conhecer novos diretores, ganhar mais cultura! Assistir um filme em línguas completamente diferentes, conhecer pontos de vistas não-usuais, enfim... Aproveitar a riqueza que esta mostra oferece.

Shame on you. Decepcionante. Postura muito errada desses organizadores. Mais uma forma de criar desinteresse no povo brasileiro que já não é lá um grande consumidor de cultura. Fora que eu não conheço ninguém (dentre meus muitos conhecidos) que gastariam para assistir mais de 3 filmes da mostra por conta do preço, mas que com certeza ficariam tão revoltados quanto eu por não poderem conferir todos os filmes que gostariam. Daí vem um e diz: "Ahhh, mas depois vc pode ir locando na 2001...!" e eu digo que sim, posso locar alguns sim, com certeza - não duvido de que vários posso achar por lá! Pagando, se não me engano, R$8,00 e pouquinho por filme poderia locá-los (preço da locação nessa locadora). Qual a vantagem? Em locadoras normais eu não vou jamais achar tais filmes que me interessaram na mostra. E não, a dificuldade de encontrá-los por aí não me fará desembolsar tanta grana com ingressos. Um grande HUMPF! para os organizadores da 31ª mostra internacional de cinema de São Paulo.

Queria que já viesse mastigado

Dessa vez eu gostaria de encontrar escrito em algum lugar porquê eu estou como estou. A vida ficou estranha. Cara, do nada. Bateu uma insatisfação terrível. Pode ser que seja depois de ser lembrada de que não ter apoio afetivo é barra. Provavelmente é isso, já que meus olhos enxeram-se de lágrimas quando eu digitei isso. Não falo de amigos ou família. Mas sim daquele pedaço de outra pessoa que costumava enxugar minhas lágrimas no metrô ou segurar minha cabeça contra seu peitoquando eu precisava. Que me deixava chorar sem fazer muitas perguntas e que me beijava e me jogava sorrisos afetuosíssimos. Ele me puxava pra dento da floricultura e dizia "seu quarto está sem flores... escolhe", perfumando meus dias. Agora eu tenho um cachecol que não alivia mais muita coisa, uma pilha de bichinhos de pelúcia que me encaram, um CD roubado dele que eu não quero mais ouvir, um livro já lido e com uma dedicatória forte na estante, milhares de lembranças e cartas em francês que já decorei as traduções faz tempo. Ah, e toneladas de carinho.
Ontem com ela relembrei que nesse processo louco, que cada uma de nós temos, o que não vale é reprimir sentimentos, engavetando e sorrindo por aí. O negócio é tentar se resolver, pra não chegar no ponto de ter que gritar "por favor, não me deixe atingir o chão". Às vezes leva anos, especialmente para cancerianos. Só sei que por enquanto eu dou risada na balada enquanto recebo cantadas fenomenais como "Oi, sou leonino... e vc? (respondo que canceriana) ... Nossa, perfeita!" e tento me divertir com o melhor que tenho, apesar da confusão que tem me causado enxergar o melhor que tenho. Ou não enxergar. Tenho tentado ser o mais realista possível. Que coisa complicada. Perdas e ganhos. Maximização de benefícios e minimização de custos. Desapego e aceitação. Querer é poder. O valor do pensamento positivo e a porra do segredo. Às favas. Dá um tempinho, vai...
Talvez seja novamente só mais um daqueles momentos em que precisamos ser encostados na parede para ouvir alguém nos dizer todas as nossas qualidades. Preciso sim de um pouco de auto-afirmação agora. Meu ego anda meio falseta. Meu bom-humor é verdadeiro, mas ele se contenta com pouco. Meu fôlego anda curto e lento. Assim como meus dedos, minha paciência, meu cérebro e o pensamento do desafortunamento. Fria tenho certeza de que não estou me tornando... e como não! É até o contrário, ando mais intensa do que nunca. Mas a desatenção anda até tirando o sono. Não estou bem, mas só preciso de um momentinho. Sem porres, sem choros intermináveis. Sem desesperos enormes. So quero desanuviar a minha cabeça. Nem é pedir muito... Clara, precisa, acho que não. Um turbilhão vagaroso pelas ruas.
Falta vontade de me arrumar para estar bem apresentável amanhã no almoço de família.
Eu podia ao menos querer me arrumar pra mim, né? Ai, que caótica.

October 16, 2007

Take a deep breath!

OXYGEN IN MY HEAD.

Logo mais compilação de tudo que andei vendo essa noite em que declarei greve e não fui pra faculdade por falta de atividade cerebral que valesse alguma coisa! Precisava e uma rehab por aqui, pra ressucitar minha dignidade intelectual! rs

October 07, 2007

Sunday Night

Domingo é um dia tão estranho pra mim... fico vagando e divagando pelo espaço, na espera de alguma resposta pros momentos que estou vivendo. Mas não há respostas quando as suas perguntas não estão definitivamente claras pra vc mesma! Me diverto com as coisas inusitadas dessa minha vidinha cara.... amigas casadas, amigas separadas, discussão de relação que surte efeito, mensagens de celular ridiculas, bebedeiras e uma grande pilha de coisa pra estudar.
To pensando que eu devia saber mais dos homens do que efetivamente sei. Não quero me iludir nessa altura do campeonato não cara. E no mais, meu time já foi pra terceira divisão e tá jogando futebol de varzea faz tempo!!!
Eu devia fechar pra balanço e resolver a varias pendencias da minha vida... devia tomar vergonha na cara e virar alguem com um pouco mais de sensibilidade e esperteza... Sou tão ingenua que acreditei no mito do romance moderno... Pode?
Homens são criaturinhas estranhas e particularmente perversas comigo. Nao to merecendo isso não, de verdade. NÃO TO PODENDO com essas coisas não.
E agora, ainda é domingo a noite, daqui a pouco começa a musiquinha medonha do fantastico, eu to aqui, fumando igual a uma condenada e tentando não surtar geral pra começar a semana com sanidade 100%.

October 01, 2007

Da generosidade com a minha própria vida

Ah, mas não é novidade para aqueles que me conhecem que a fase por aqui é de transição. Mas apesar dos pesares (e como pesaram esses pesares!), depois de tomar lindo na cabeça e ainda tentar ridiculamente – só agora percebo quão ridículo foi –enganar à todos à minha volta, os que me amam incondicionalmente, dizendo que estava tudo bem e que estava conseguindo sair por cima de todas as situações-problema que andava tendo, parei. Parei mesmo de botar cartazes e luminosos na tentativa de convencer os outros de que tudo estava muito bem e, ao mesmo tempo, me cobrando incansavelmente uma atitude firme, bem de homem, sabe? Cara, que grande homão frouxo eu me saí! Daqueles bem bombados, grandões com tatuagem da marinha no peito, que falam muito grosso mas que tropeçam fácil, fácil quando ganham um coração partido, não apenas por causa de um amor –que não era bandido-, mas também pela teimosia. Putz, deveras por causa da teimosia! Que cabeça dura que eu sou.
Daí, entrei na repaginação – ou reabilitação moral, como diria a Aly – e abri o jogo com a minha família, com medo de ouvir o sermão do Padre Vieira em edição rara, revista e ampliada, daquelas obras revisitadas e comentadas, levando inclusive um prefácio cabuloso escrito pelo Papa – o papa já falecido, claro. Todo um luxo, até na hora de se ferrar lindo encarar conseqüências dos meus atos omissos. Fui lá. Chegou num ponto que eu não conseguia mais esconder. As coisas estavam desandando demais por cauda disso. Liguei. Liguei e conversei com a minha super experiente vovó Ada que, para deixar minha cara no chão e me fazer escorrer pelo ralo imaginário, me compreendeu por inteira. Isso depois da madrinha já ter me ligado dizendo tudo que eu precisava ouvir e sem eu ter aberto a minha boca pra informá-la. Não, ninguém foi lá contar pra ela e ela também não tem espírito santo de orelha – ela é apenas a minha mãedrinha. E eu que achava que essa seria a parte mais simples, a de olhar com a cara limpa pra família, que ilusão retardada e vesga essa. Que container tirado das minhas costas.
Certo que ainda ando tendo certas dificuldades em transpor algumas barreiras, mas juro que estou trilhando o caminho iluminado, mesmo que às vezes seja forçosamente. Sabe como é, velhos vícios são tão intrínsecos. Tenho certeza absoluta que só estou conseguindo aos poucos me reabilitar moralmente por causa da imagem idealizada que reconstruí de mim mesma. Deu até vontade de acordar todo dia às 5 da manhã pra viver bastante. Quando, lá no título, falei em ser generosa com a minha vida não estava brincando e nem brincando de formular porcamente uma frase legal pra por no título. É sério. Menos cobrança+mais abertura=cabeça muito mais leve e imagem mais clara de mim mesma. Mais uma vez estou parando pra pensar no que quero fazer da minha vida e onde quero chegar. Sinceramente? Às favas com as convenções e com as cobranças multilaterais! Eu ainda não sei, agora aos meus 22 anos, o que eu quero fazer pelo resto da minha infalivelmente sensacional vida! Só sei isso, apenas isso, que ela TEM que ser infalivelmente sensacional. Mesmo se tivesse receita, eu não a seguiria. Prefiro diretrizes, muito mais flexibilidade, não quero nada como Tenha uma Vida Infalivelmente Sensacional em 8 Passos.
Vocês sabem o que eu sei hoje? Que a minha mente não se cansa de absorver conhecimentos, que eu sou uma consumidora ávida de cultura – irrestritamente falando, que todos os meus planos futuros requerem muita maturidade e muita vida já passada para que eu possa vivenciá-los – Experiências – e que tudo que eu quero é continuar estudando e quero sim, agora que muito problemas foram resolvidos e muitos caminhos abertos, voltar a trabalhar com algo que agregue coisas boas, que eu continue crescendo e sendo generosa com a minha vida. Se não for assim, se eu não cuidar de mim primeiro, onde será que eu vou chegar? Os que me cercam vão certamente usufruir dos louros dessa minha generosidade pessoalista. Já tenho uma vida infalivelmente sensacional, só me falta ser menos cabeçuda e me permitir. Ou melhor, permitir que ela seja ela mesma. E que eu seja eu mesma: essa coisa multi-culturalista, quase universalista, que não se cansa facilmente. Nem de sentir saudades. Que não faz idéia do que gostaria de fazer imediatamente, mas que adoraria começar a ganhar muito dinheiro que banque toda essa avidez, vocês sabem que já não seria fora do tempo.

September 29, 2007

Dos desencontros, como não poderia deixar de ser


Hoje não queria mais nada além de fazer nada com um bom amigo ou boa amiga junto comigo. Poderia até mesmo ser assistir um filme russo com legenda em árabe, desde que eu estivesse na companhia de um bom amigo ou amiga. O problema é saber quem viria, ou para onde eu iria. O ponto aqui não é dizer que não tenho bons amigos ou boas amigas, pois os tenho e os prezo demais. O problema é encontrar algum dentre eles que gostaria de fazer nada neste momento. Ultimamente o que tenho sentido é que o meu momento nunca é o momento de nenhum deles e vice-versa e reciprocamente e uns em relação aos outros e concomitantemente, seus momentos também raramente são os meus.
Redundância só pra deixar a certeza de que isso não é uma reclamação de falta de atenção daqueles que considero meus verdadeiros amigos, com certeza não. Só sinto que de uns tempos pra cá nossas vidas, como não poderia deixar de ser, tomaram responsabilidades grandes em suas mãos e ainda bem! Sempre vibro demais pelos nossos sucessos e sempre mando vibrações positivas quando sei que algum deles precisa. A reclamação pessoal aqui é que, tristemente, tenho sentido a perda do tato com eles e deles comigo. Não sabemos mais exatamente quando um precisa do outro, pois às vezes a loucura e o caos da rotina nos torna incapazes inclusive de fazer um simples telefonema em busca daqueles que, além de esperar por um telefonema nosso, ficariam incrivelmente felizes de poder nos alcançar.
Hoje parei pra pensar verdadeiramente no porquê dessa coisa maluca de sentir falta e intimamente cobrar atenção daqueles que provavelmente gostariam de receber o mesmo de mim. Foi quando percebi que na maioria das vezes o exercício mais difícil é enxergar a situação de fora, coisa que deveria ser muito comum pra mim, logo pra mim, que tenho feito tantas dezenas de análises nesta semana de estudos reforçados pra faculdade. Mas a vida tem vários aspectos e não é incomum que um deles nos prive de outros, nos mantendo ocupados e deixando mais difícil exercitar nossas capacidades em determinados meandros.
Uma coisa é muito certa: reciprocidade é recompensadora. Vou fazer o máximo para atender aos meus queridos, fazendo com eles tudo aquilo que eu gostaria que fizessem comigo. Há quem diga que não devemos esperar nada em troca. Mas tenho uma visão realista das coisas e já logo falo pra vocês que não existe nenhum ato do ser humano que não seja feito esperando algo em troca, nem que seja fazer caridade esperando um lugar no céu ou luz no coração, sei lá. E quando digo que tenho sim a pretensão de esperar algo em troca é exatamente no ponto do tato. Espero reafirmar/restaurar/reinaugurar nosso tato, porque quando conseguirmos vamos com certeza ser capazes de nos satisfazermos, denovo, vice-versa e reciprocamente e uns em relação aos outros e concomitantemente. Ciclo normal das coisas que eu quero adaptar da melhor forma possível à minha vida.

September 05, 2007

Sem vocês não dá! Pára tudo!

CONVOCAÇÃO MAIS DO QUE EXTRAORDINÁRIA (e muito da ordinária)

Aly, Mary e Vander: apareçam pois as saudades andam insanas por aqui!

pedacinhos insubstituíveis de mim!

September 03, 2007

Das coisas boas! Muito boas!

Vamos às coisas boas demais pra tirar o ar melancólico do meu desabafo do post anterior!
Fim de semana superando expectativas novamente! Graças à Deus.
Sábado corrido ao extremo! Curso na USP que durou 8 horas, todas elas tratando de formulação de projetos. Chegou uma hora que ninguém conseguia mais raciocinar direito, a ponto da minha colega de grupo falar algo como "a cooperação sustentável deve ser feita assim como os PEIXES fazem...". Ela quis dizer pescadores, mas saiu peixes. tsc, tsc. Depois do curso, o Gui foi me buscar lá na Cidade universitária e fomos pra casa dele pra eu tomar banho e me montar, incorporar a bartender e irmos pra festa. Chegamos lá cedo, por volta das 20h... acho. Entramos no bar que os meninos montaram, tinha muitas frutas e bebidas legais que dava pra fazer drinks pra mais de metro! Cervejas free ao lado, pessoas chegando e trazendo mais bebidas, eu e ele degustando algumas coisas, inventando outras que o povo gostou muito, como a caipiroska de maracujá e morango que levava cherry brand, um drink de melancia com limão muito gostoso e mais os clássicos. Festa entre amigos, muitos amigos. Digo, amigos entre eles, eu só conhecia o Gui! Pessoas com fantasias muito boas, dançando horrores. O dj tocou coisas que o pessoal gostou de dançar como muito psy, black, mais axé, mais um pouco de forró e afins. Devo dizer que só me rendeu muita dor de cabeça a escolha das músicas. Mas a galera gostou e a festa era pra eles. Então... deixa pra lá! Só começou a ficar ruim a festa quando as bebidas boas acabaram, assim como algumas frutas, leite condensado e alguns refris, dificultando a nossa vida (dos bartenders) já que não dava mais pra fazer coisas gostosas. Já tinha muita gente chapada, falando besteiras, bêbados no balcão com xaveco furado e fome, que fome que me deu! Eu e o Gui, duas crianças esfomeadas, atacamos o quase meio quilo de pão de queijo que tínhamos comprado justamente pra isso. Passados mais um tempinho fomos embora, pegamos estrada e ele me deixou em casa... às 6 da matina.

Domingo, bem... Acordei quase 1h da tarde, comi, morri no sofá, comi denovo, dei uma arrumadinha na casa, liguei pro Plaza e fui encontrar com ele num lugar perto de casa, sem saber exatamente o que a banda (Projeto Público - na foto ao lado) tava fazendo ali naquele lugar, todos os queridos e as queridas. Fiquei muito feliz de ver todos ali. Às vezes a gente só percebe como estava com saudades quando efetivamente encontra as pessoas! Entrei no estúdio, dei um abraço fantástico no Plaza pelo aniversário dele que foi essa semana, vi a situação do set toscamente sendo montado e pensei que eles fossem gravar um clipe, sei lá. Daí sentamos na arquibancadinha e eu vi passar um cara vestido de Napoleão, um outro com louros na cabeça e camisa de força, um garoto de coleira e orelhas de cachorro de papelão (que latia super bem) e mais aquela chiquitita Vivi, lembram da Vivi (a Renata Del Bianco)? Pois é. Tava lá ela com blusa pink, chapéu de cowgirl pink muito brilhante, cabelo muito loiro, espivitadinha demais pro meu gosto. E eu pensando o que exatamente estávamos fazendo ali. Daí descobri que a allTV é uma TV transmitida pela internet e que estávamos ali pra gravar ao vivo o programa "Paga que eu te e$$cuto". Tosco, hilário, retardado e completamente mal-planejado. TV de baixo orçamento. Mas foi muito divertido, até porque eu olho pro lado uma hora lá e vejo chegando os meninos do Projeto Realejo que também adoro demais! Abraço forte no Danilo pra matar saudades. Carona pra casa que o Plaza me deu com abraço de "feliz aniversário e eu te amo". Domingo mais que perfeito! Vários momentos impagáveis!! Foi demais! Até a Pri tava marcando presença participando do chat do programa e mandando beijos pro Bundinha, vulgo o próprio Plaza! Muito bom. aiai...

Quando for possível vizualizar a gravação do programa eu mostro aqui. Foi divertidíssimo.
Material do Projeto Público:

Das incapacidades - dele e minha. [desabafo]


Há quem seja incapaz de exercitar a gentileza. Que não saiba viver verdadeiramente em família, que não saiba compartilhar sua vida nem muito menos o seu espaço. Isso não quer dizer que todos necessariamente deveriam compartilhar tudo com seus familiares, seria o outro lado da moeda. Mas às vezes as coisas são simples, muito mais simples do que a gente imagina. Essa é mais uma situação em que, depois de muito pensar, eu acabo achando que o melhor é não mais pensar, apenas viver. Pensar demais em certas situações é como vivê-la antecipadamente, mas não como ela realmente é.

Voltando.
O que quero dizer é que um lar é composto por coisas boas. Óbvio. De bons sentimentos, boas palavras, conversas, olhares e gestos. Tá, não precisa me dizer "acorda, Alice", não estou montando uma fantasia de um lar perfeito e intacto. Problemas vêm sim, e como vêm! Vêm até quando somos incapazes de lidar com eles. Aliás, essas são as ocasiões preferidas dos problemas: quando não podemos lidar com eles, quando nos falta fé, paciência, capacidade de lidar, quando não somos fortaleza. Às vezes nem um simples "murinho" nós somos, sabe lá uma cerquinha capenga. MAS, -esse mas é bem importante- nessas horas é que temos que por em prática a família. O ser família. Aquela construída. A família base da vida. Pois é isso o que família é pra mim. E mais: uma via de mão dupla: tanto do apoio que eu busco dos meus pais quanto do apoio que eu espero que eles achem em mim.
Agora, o que não dá é trocar a função "família" pela função "válvula de escape", ou seria "saco de pancadas"? Pode ser que eu seja fraca demais, sensível demais, emotiva demais, carente demais. Mas acho que não. Acho que o que eu espero é tão básico quanto um bom-dia ao acordar, um te vejo mais tarde ao sair, um por favor ao pedir algo, uma gentileza no decorrer dos dias. Lacuna de gratidão, de reconhecimento, de carinho e de gentileza. Às vezes falta até um pouco de respeito. Sempre foi assim. Sinceramente, não acredito que vá mudar enquanto eu não souber parar de mendigar essas coisas. Mas ainda não consegui isolar as coisas, viver a minha vida sabendo que me falta apoio, ou que este é insuficiente. Talvez, daqui à anos eu agradeça. Ainda não sei porque o faria, vai saber. Só sei que as coisas estão complicadas com ele e que eu não sei até quando vou conseguir continuar morando sem conviver assim como tem sido.
Cada família tem seus problemas, cada pessoa tem sua forma de encarar as coisas e de resolvê-las. Algumas brigam muito, mas transbordam carinho, outras nem brigam tanto assim, mas falta muita afetividade, outras brigam demais e não tem lá tanta afeitividade do jeito (esta talvez seja o pior tipo). Não importa. Mas no minha opinião, a única coisa que se leva dessa vida é o amor e os bons momentos, os bons sentimentos cultivados. A falta disso me enfraquece e eu me apóio demais em outras coisas. Na maioria das vezes dá certo, principalmente quando esse apoio vem dos meus amigos e da minha mãe, tias, avós etc. Só não sei como vai ser... bom, deixa pra lá. Sem previsões furadas, vai.

August 27, 2007

Foi um ótimo fim de semana depois de muito tempo


Começou sexta. Com nada demais. Mas com a confirmação da existência plena de uma amizade, daquelas tão gostosas e tão aconchegantes, como conseguir deitar no colo do namorado depois de muito tempo, ou de massagem depois de um dia extra-corrido. Coisas recompensadoras, sabe? Daí veio o sábado, com toda a sua correria! De manhã a USP que não deu tempo de ir e o curso que ganhei falta. Casa, rápido, tinha dinâmica de grupo às 13h, muito importante, com todas as minhas esperanças e fichinhas. Fui lá. Fiz, conversei, expus meus pontos de vista, milagrosamente fui super paciente, conheci algumas pessoas bem legais e uma delas, por sinal, me encontrou no ponto de ônibus na frente de casa ontem. Voltei, corri muito pra não me atrasar, meus pais me esperando. Vai, tem festa hoje de noite! Festa pra enriquecimento esperitual, mas tem. Cheguei, jantei, troquei de roupa correndo, fomos pra lá. Cheguei lá, me troquei denovo, toda uma produção, toda uma montagem e todo um aprendizado. Ah, o aprendizado. Durou horas, mas quando terminou veio aquela sensação de jornada iniciada e de caminho longo a ser percorrido (e perseguido).

Chegamos em casa às 3 da madrugada. Dormi até as quase 15h do domingo. Pasmem! Levantei, corpo moído, a festa exigiu tanto de mim e eu me dei sem pensar meia vez. Liguei pra amiga e combinei o horário que iríamos pra 81ª Festa da Nossa Senhora da Achiropita. E fomos, e Deus!, como eu comi. Um spaghetti, uma fogazza, um refrigerante, um vinho seco (sempre seco pra mim) e mais um refrigerante. Ah, e um morango com chocolate. Deus, Deus! Andamos da 13de maio até a Paulista, subindo toda a Augusta, sem condições de se dar ao luxo de ir de ônibus ou táxi, nossas barrigas pesavam 20 kg! Deus! Só ele. Jesus, Maria e José, como dizem os alemães! Passamos na Bela Paulista, tomei um Club Soda com horrores de limão e gelo, como sempre, muito limão! Casa, chuveiro, livros, sonhos. Hoje veio uma boa notícia, passei na dinâmica! Só mais uma entrevista e tô dentro! Ai, Deus, você denovo, Deus! Por favor!!

August 23, 2007

Consumismo ilícito e falta de vergonha na cara


Não dá. Eu tento de verdade. Mas tem certas coisas às quais gostaria de não resistir, por exemplo: o CD da Nara Leão (da foto, o "Dez anos depois"), o CD da Orquestra Imperial (adoooro a Thalma de Freitas), o ingresso pro show da Orquestra Imperial hoje, a edição da Vanity Fair desse mês que, como diz Zeca Camargo, é "uma revista americana sobre futilidades e, eventualmente, boas reportagens" que este mês fala do Brasil e eu quero. Mais o livro do Morgenthau e outro do Kant pro meu lado estudante, dinheiro extra pra sair no fim de semana e pra comer horrores este domingo na Liberdade e na festa da Achiropita. Sei bem como bem viver a vida, só me falta um trabalho decente e quitar as minhas dívidas. Ainda tem um feriado por vir e a vontade coçando pra não ir pro sul agora. Alguém me segura, faz favor.

August 20, 2007

Vai, tempo. Passa logo.

Pode ser falta de vitaminas
Talvez até mesmo deficiência de vergonha na cara
Pode ser falta de trabalho
Falta de auto-estima
Quem sabe até carência extrema
Falta de exercícios físicos
E da tal endorfina
Mas o fato é que meu sorriso tem saído com mais dificuldade
Mais algumas pessoas falando coisas como
O que aconteceu com você?
Porque você anda tão triste?
Você não era assim.
Tão convictas
Foi um domingo inteiro no sofá
Um domingo inteiro sem comer
E ai de mim se me atrevesse a comer
Ego mais exigente
Humor cada vez mais afiado
Sarcasmo quase que explícito
Poesia enferrujada nessa vida
Mas ao mesmo tempo, ela me diz que as primeiras semanas são as piores
Mas que depois tudo melhora
Ela diz que a gente se acostuma
Essa coisa de ausência é complicada
Só não dá pra gostar menos. Isso é que não dá.

August 15, 2007

Zero 7

Sempre lembro bons momentos. Nunca fez tanto sentido.

SuperFreak

Um dos meus filmes prediletos. Sem sombra de dúvida.

Totalmente a minha família.
Minha priminha, a Giovanna, dançava balé. Era a garcinha (sim, garcinha. não gracinha) mais linda do palco. Toda desengonçadinha. Linda de se rir. E nós na platéia.

August 14, 2007

Se você é universitário:

Processo seletivo AIESEC Getúlio Vargas 2007. (aqui)
Só até o dia 17/08.
Não durma no ponto.

August 13, 2007

Não me faça perder meu foco

-To fazendo um curso de Cooperação Internacional pela USP!
-Mas que empresa que vai querer um especialista nisso?
-Mas quem disse que meu foco são empresas como as quais você trabalha?
-E no que mais você acha que pode trabalhar? E mais, lá (nas empresas) eles usam engenheiros.
-...
-Onde você acha que poderia trabalhar?
-... (fica nas entrelinhas a frase que desceu a seco: Por qual motivo você começou a cursar Direito depois de quase 25 anos trabalhando em empresas?)

(...)

-O que vc foi fazer na faculdade hoje de manhã?
-Um curso.
-Qual?
-De libras.
-Pra que?
-... Pode ser útil.
-Só se você for dar aulas.
-O que não seria uma má idéia. Me identifico com a carreira acadêmica.
-Só você pra pensar assim mesmo.
-É agora que você vai falar que eu deveria ter feito engenharia pra trabalhar infurnada numa empresa?

(...)

Organizações Internacionais
Órgãos do Estado
ONG's
Carreira acadêmica
Colunista
Analista

portas e mais portas. oportunidades e mais oportunidades. paixões e mais paixões. e elas se misturam. Que bela engenheira frustrada eu seria. Que belo desperdício das minhas melhores aptidões seria.

Uma outra aspiração

August 10, 2007

Sorte. Ok, mas você tem certeza disso?

Estava na galeria, a caminho do banco, do supermercado, do correio. Baixei semana passada (ou retrasada - o tempo anda me pregando muitas peças) a trilha sonora do Amelie Poulain e hoje, ali na galeria, coisa parecida chegou aos meus ouvidos. Era claro, um realejo. Não como aqueles muito lindos de pracinhas do interior ou aqueles outros que ficam na praia da Biquinha em São Vicente, na verdade, dentro da gaiolinha amarela de plástico tinha uma maritaquinha, não um periquitinho. O nome dele era Chicó. Tudo meio imperfeito, como não podia deixar de ser, mas como ando pouco exigente ultimamente, aceitei. Tem horas que a gente não pode se dar ao luxo de esperar demais para fazer escolhas certas. Porque a minha escolha certa eu não tenho mais e é por isso que volta e meia experimento meus olhos quentes e doloridos. Mas isso já é assunto pra uma outra hora. O que importa agora é que não acredito mais em horóscopo, apenas nas sortes de realejos com maritacas dentro de gaiolinhas de plástico amarelo. "Não confies em pessoas que te adulam porque é tudo falso. És ainda ingênua por julgares a todos por ti. Tendes um bom coração e não julgas ninguém mau. Mas tudo isso não inspira muito cuidado porque nascestes numa boa estrela. A sua mocidade será uma correnteza de amores e terás no amor muitas desavenças. Casarás por fim com um rapaz a quem menos importância darás no princípio e por fim tomará posse no teu coração, que será o único que amará a vida inteira com verdadeiro afeto. Darás luz a três lindos bebês, os quais criarás com muito cuidado e te trarão verdadeira paz ao coração." Foi o Chicó que tirou minha sorte. Grande Chicó! Só não sei onde vou parar acreditando em sortes de realejos imperfeitos.

August 05, 2007

Depressão de Domingo. Intensa.
Eu resisto a semana inteira, mas de domingo me permito.
Sozinha.
Saudade. Sou humana, afinal.
Não é arrependimento, é saudade só.

não me diga que me ama não me queira não me afague
sentimento pegue e pague emoção compre em tablete mastigue como chiclete jogue fora na sarjeta
compre um lote do futuro cheque para trinta dias nosso plano de seguro cobre a sua carência eu perdi o paraíso mas ganhei inteligência
demência felicidade propriedade privada
não se prive não se prove dont't tell me peace and love
tome logo um engov pra curar sua ressaca
da modernidade essa armadilha matilha de cães raivosos e assustados
o presente não devolve o troco do passado
sofrimento não é amargura
tristeza não é pecado
lugar de ser feliz não é supermercado
(Zeca, sempre Zeca)

August 02, 2007

Rolei de rir. Mesmo.

"Dizem que se um gato preto cruzar o seu caminho, você terá azar. Então coloquemos: A = xH.GP, onde A é o azar causado pelo gato preto, H é o n° de vezes que o homem cruza o gato preto e GP é o gato preto. Até aí tudo razoavelmente bem."

só ele mesmo!

July 31, 2007

Uma oportunidade conduz diretamente à outra, assim como o risco leva a mais risco, a vida, a mais vida, e a morte, a mais morte...

...já dizia a Morte, em "A Menina que Roubava Livros". E ela estava certa.


Fazia um tempo danado que eu não me sentia tão viva em relação ao meu posicionamento e realizações de fato perante a vida. E eu mal consigo me lembrar quando foi a última vez que senti uma saudade tão recorrente e constante assim. Carência forte e a falta de uma voz que dizia muito mais quando não se pronunciava e apenas me olhava.

July 30, 2007

A cidade corre
O tempo voa
Carros a 200 por hora
Sanduíches rápidos
Motéis para amores rápidos
Viagens Curtas
Dinheiro Curto
Não Curto
Não tenho tempo pra seduzir
Então Sequestro.

July 27, 2007

SAI ZICA! colabora, universo!

Assim não é possível. A impressão que me dá é que vou ter que fazer esforço triplicado pra poder voltar ao clubinho dos que não dormiram por algum tempo e nem viram a vida passar. Pois eu, senhoras e senhores, dormi por um mês e meio. Um mês e meio sem grandes realizações. Agora, fui atrás de um projeto e parece que a empresa nem existe (mas ainda há esperança de não ter iniciado ainda), fui me cadastrar na AIESEC mas o site só dava erros intermináveis (mas minha amiga colaborou com um contato precioso que me ajudou muito), fui me cadastrar no site do CIEE mas parece que já sou cadastrada e tudo dá errado! Inclusive a tentativa de conversar com alguém do CIEE para resolver este problema e regularizar meu cadastro pois tem alguns cursos que eu gostaria de fazer, caramba! Será que a empresa onde eu estagiava fez meu cadastro e nunca me passaram login/senha? Nossa, isso é tão possível. Lá vou eu entrar em contato com o RH do meu ex-estágio. Ok, esforço triplicado. Aceito.
(imagem de Hung Liu)

July 24, 2007

Senso de Responsabilidade

As pessoas te observam mesmo quando você acha que é a coisa mais improvável do mundo. Às vezes acho que é pura auto-enganação afinal, mesmo eu desejando que certas coisas não fossem lidas pelos outros, elas podem facilmente chegar até aqui. Tem endereço do Zipadas em muitos lugares: no meu orkut, no meu fotolog, em sites de divulgação de blogs etc. Fora que dando um simples egosearch (ato de digitar seu nome no Google pra ver no que dá) já dá pra saber o que andam escrevendo/divulgando sobre você por aí, além de dar para descobrir muitas coisas sobre os outros. Bom, mesmo assim, ao invés de imagiar um filtro invisível para leitores de acordo com o teor dos posts, melhor eu pensar bem antes de escrever para evitar situações como essa que vem a seguir:


Gilberto Sarfati, você esteve aqui. Sim, esteve e eu só percebi isso hoje. E preciso admitir: ao invés de ter usado "ele cismou plágio", eu deveria ter usado "ele detectou/reconheceu/achou (o evidente) plágio" (no histórico do meu trabalho da faculdade). Shame on me, sim. Mas de qualquer forma, concordo com você quando diz que eu preciso de um desafio para crescer e que você e a sua matéria vão desepenhar bem esse papel. E não, eu não te detesto (rs!). Por sinal, eu geralmente acabo criando uma admiração especial por quem acaba me dando um baque, ou melhor, no que (ou em quem) eu não consigo me sair tão bem quanto gostaria logo de cara. Não vou corrigir aquele post, mas fica minha retificação por aqui. Vejo você logo mais.

Mais sobre plágio:
Artigo sobre Idéias Roubadas publicado no site da UNB
E digo mais, plágio para a comunidade acadêmica é simplesmente o pior dos crimes.

July 23, 2007

Você está com uma cara que eu nunca vi em você antes.

Tenho aqui comigo uma nova edição dos quadrinhos da Valentina - de 66 a 68, uma rosa vermelha, uma carta, um Anna Kariênina, um O Pequeno Príncipe, muitos postais, muitos cd´s, muitas palavras e um silêncio avassalador e cortante.
Já faz um tempo que parei de cantar. Tinha esquecido muitos acordes que quando consegui relembrar foram arrancados denovo de mim. Andei de um lado pro outro do meu quarto tentando lembrar o que eu costumava fazer quando estava sozinha, pois não queria voltar a deitar denovo. A parte ruim de se ter uma cama muito grande é que ela te impele a pensamentos solitários e desmascaradores às vezes. Principalmente quando de antemão você sabe que vai sentir muita falta de muita coisa. Você deita numa posição desconfortável e permanece nela.
Eu sempre aceitei as nossas diferenças e tentei conviver da melhor forma possível com nossos defeitos. Mas dessa vez não foi justo. Estava tudo bem. Ele sempre me supria de formas diferentes e eu à ele, creio. Porém, quando aceitei esse namoro sabendo que mais tarde viria um 'até logo' muito longo, não pensei que fosse ser tão custoso sentimentalmente. Preciso de chuva em mim. De novas palavras. De novos dias cercados de novas manhãs. Mas não, não quero novas nem velhas pessoas. Preciso de mim, na minha forma mais íntegra, sensata e densa. Só não quero ficar em casa e nem sozinha na rua. Mas a minha sobriedade tem sido de assustar.

July 22, 2007

Crônica dos novos tempos e das velhas e novas escolhas



Que a vida é feita de escolhas todos nós sabemos. Que conhecer o caminho é diferente de trilhá-lo, também sabemos. O que hoje tenho a dizer é o seguinte: tenho duas amigas de ouro que não pode-se dizer que pecam em suas palavras, porque seus atos são nobres demais pra isso, e também tenho um amor cheio de valor.

Eu entendo os porquês das palavras que vocês me disseram, mas quero dizer que muitas, muitas coisas não podem ser pensadas supeficialmente/unilateralmente. Admito sim que algumas eu prefiro nem pensar porque não consigo chegar no nível de profundidade que me exigem. Quanto à questão das escolhas, sim minhas lindas, ele fez sim a escolha dele, como vocês disseram. Mas há um ano atrás eu comecei a fazer as minhas. Escolhi esse namoro mesmo sabendo que chegaria o momento de vê-lo tendo que ir pra longe construir a vida dele, ele escolheu esse momento pra dar continuidade aos planos dele e juntos, nós dois, escolhemos não terminar o que temos ao menos por agora. São escolhas.

Essa coisa de perfeição é complicado demais. Não pensem, por favor, que choro por coisas que ele me faz ou me causa. Não é questão de ele me causar, ele é um ótimo namorado. Porém, felizmente, somos humanos intensos e falhos, não sabemos como lidar com as situações e muitas, mas muitas vezes mesmo, priorizamos coisas erradas, trocamos nossos passos, confundimos nossas direções e falhamos nas nossas ações e intenções. Ele faz isso. E eu também.

Vocês, belas companheiras minhas que são, enxergam essa situação com toda pessoalidade possível. Vocês choram as minhas lágrimas e gritam com a minha voz. Sou muito grata. Vocês seguram em suas mãos um pouco (ou talvez até mais do que eu imagino) do meu desespero, quando ele surge nos momentos mais inusitados. Mas entendam que toda situação tem apenas pontos de vista e conceitos, não certos e errados categóricos. Vocês enxergam o meu lado, só o meu, mas para eu agir preciso antes pensar no meu lado, no dele e tomar a melhor decisão possível, que muitas vezes, tantas que perco a conta, a melhor decisão possível sai distorcida por vários outros fatores, o resultado não é o esperado, o tiro sai pela culatra, as coisas simplesmente não funcionam tão bem quanto eu gostaria. Esses fatores às vezes eu chamo de tristeza, medo de sentir saudade, medo de perder, amor muito forte, insegurança, compulsividade, intensidade desmedida.

Do lado dele, apenas por cima, os fatores dele podem ser medo de iniciar uma nova fase sozinho, receio de não ter suporte, receio de perder o chão (ou de chegar lá e nem encontrá-lo), medo de não conseguir construir sua vida devidamente, é fator pra caramba já, e aí vem um fator a mais: eu aqui. Ele lá. Vocês precisam aprender a acreditar que meu sentimento não é sozinho e que eu enxergo bem mais de perto e ouço e sinto o que ele me passa. De longe as coisas são diferentes. Eu ouço palavras que me impelem a não ficar na superficialidade dos fatos e dos acontecimentos.

Todos também já ouviram dizer por aí aquela coisa de que tem que ser muito artista e malabarista pra passar pela vida. Vamos convir que relações não são fáceis, corações não são simples, distância dói, mas traz o reencontro e pode até firmar coisas. Ele não está "indo embora" de mim, é a nossa nova fase. E não, NÓS não sabemos lidar com isso perfeitamente ainda e talvez nunca saibamos. Poxa, vocês mal sabem quantas vezes eu já consegui machucá-lo, sem nem conseguir precer. Mas uma coisa eu posso garantir pra vocês: todo dia eu tento melhorar um pouquinho e ele também. O bom é que às vezes ganhamos segundas chances. Como quando eu pensei que essa não foi uma última-semana-antes-da-viagem que se prezasse, principalmente por causa de ontem, e acabei ouvindo dele que quer e pode e vai ficar mais uma semana completa, cheia e com 5 dias de horas completas. Ele não precisou dizer que do jeito que as coisas aconteceram ele não poderia simplesmente ir.

Eu agora escolho continuar junto, mesmo que apenas cultivando aquela amizade que eu tanto aprecio. Escolho construir maravilhosamente a minha vida e entender e deixar e permitir que ele construa a dele também, cercado das paixões dele. Ele me escolhe, eu o escolho. Não como estávamos antes. A fase é nova. Indo mais além, eu escolho vocês sempre comigo, mas quero pedir docemente que não sofram os meus pesares, mesmo sabendo que, amigas como somos, não sabemos fazer isso. Logo, peço então paciência, pois com o tempo as coisas vão se ajeitando. Mas quem é que também já não sabia disso? Enquanto isso, vamos dando nosos passos em falso mesmo e nos corrigindo sempre que possível, pois é isso que fazemos de melhor. Quero mais 9 tequilas, mais sapato novo molhado de mágoas vomitadas, mais Aly no meu colo, mais Mary na minha frente entendendo meus pedidos de perdões tortos, mais palavras encorajadoras, mais Yeah-Yeah-Yeahs na pista de dança na hora exata. Pois isso tudo, também fazemos maravilhosamente bem.

July 16, 2007

E amanhã baby,




Tecnicamente o nosso inferno astral chega ao fim...Ano novo, vida nova (porém um pouco bagunçada pra ambas cancerianas deste humilde blog) novas resoluções. E muitos planos, porque não?






Arrasa Beeeeeee!

Tá chegandooo!!

Versão perniciosa do flyer da festa. ;D
o dia é amanhã, mas a festa é sábado

July 12, 2007

News Sagásticas

obra de Claire Oliver


No CCSP, de 24 a 29 deste mês, vai exibir um especial de filmes cujo tema é "Máfia no Cinema"! Terão títulos como Era uma vez na América, Cotton Club, Os Intocáveis, Estrada para Perdição, Scarface, O Casamento de Betsy, Cassino, Os Infiltrados e O Poderoso Chefão! Tudo grátis, programação completa no site. Para quem adora comédias, também terá um especial "O melhor da comédia".



Porém, o que ainda tá me dando febres é a exibição dos filmes do MOSFILM (maior e mais antigo estúdio de cinema Russo) que será do dia 17 ao dia 22. E no dia 17, meu presente de aniversário, vem a exibição do Anna Kariênina de 1967, a versão russa, muito mais fiel à obra de Tolstói do que qualquer outra, incluindo a americana, aquela com a Greta Garbo, de 1935. Vocês sabem que eu me apaixonei por este livro, morri de felicidade quando vi a programação e soube que ele seria exibido no dia do meu aniversário! Mais perfeito impossível. Presente do Universo!



Para os amantes de Hilda Hilst e de Clarice Lispector, há uma peça chamada Jardim de Rosas Mudas, direção de Gisele Petty, cujo texto é baseado nas duas autoras. Dia 28, 18h, grátis, na biblioteca Alceu Amoroso Lima, zona Oeste.



Fora isso, o aniversário das donas deste blog está chegando! 17 próximo!

E quase chega ao fim nosso inferno astral! (suspiros...)

July 05, 2007

Perfeitos desprazeres

No dia do meu aniversário, no CCSP, será exibido o filme do livro da minha vida. Coincidência? Talvez seja o universo indo à meu favor. Nesse dia eu ainda vou querer receber a ligação mais esperada do mês de julho. Não tem como não dizer que será o dia mais excitante do meu ano (quem sabe? eu não sei mais de nada!). Intenso, forte, difícil, incrivelmente triste e incrivelmente feliz ao mesmo tempo. Não digo aqui exatamente o porquê, mas adianto que será uma comemoração somada à mais duas, uma recordação de despedida dolorida, uma saudade inexplicável, uma notícia de lavar a alma.

Posters russos são bacanas. O que não é bacana é quando depois que você aprende a lidar com uma situação, o outro lado da questão, ou melhor, o outro participante da jogada -ou relacionamento, você escolhe- te traz questionamentos mas, no fim das contas, tais questionamentos são os mesmos que você teve há meses atrás, quando ele te disse que partiria e você surtou de leve. Daí, agora, há uma semana de dizer tchau, ele lança tudo. Homens... humpf. Sempre atrasados no processo. Não sei dizer a continuação da frase "Mas fazer o que...?", não dizer o que vem a seguir, não sei prever as coisas, não sei elevar a patamares poéticos incrivelmente inexplicáveis os meus sentimentos, não consigo pensar na "melhor coisa a se fazer"ou no que seria moralmente melhor justificável ou sordidamente mais feliz. Só quero que os dias passem do jeito que for preciso acontecer. Dando tempo pra eu digerir os acontecimentos. E pra nós pensarmos numa mesma sintonia, ou se não for numa mesma sintonia, que cheguemos num mesmo final. E dos felizes, de preferência. Tudo pois certas coisas só traz sofrimento antecipado se não esperarmos o momento certo, ou seja: o momento exatamente ele, com seus segundos perfeitos.

June 29, 2007

Post número 328 ou Balanço do Semestre

Como alguns puderam acompanhar por aqui, no fim do ano passado a faculdade que eu fazia fechou meu curso. Depois disso começou uma maratona atrás de um curso à altura e mais os trâmites de negociações para a transferência, papeladas, conversas mil, desesperos, medos de não dar certo, correirias mil até que apenas em fevereiro, pós-carnaval, eu estava finalmente matriculada na nova faculdade, com o ônus de um semestre à mais por conta de matérias que não podiam ser perfeitamente adaptadas da grade anterior para a da nova faculdade.

Tive que fazer algumas matérias com semestres anteriores ao que eu estava regularmente cursando e agora eu já nem sei se passei pro sexto semestre ou se tecnicamente ainda estou no quinto ou se minha matrícula é pelo sétimo. ENFIM, um rolo considerável. Mas considerando os semestres já cursados, estou indo para o sexto semestre. Durante esse semestre que passou eu tive meu período de adaptações à nova realidade e minhas notas no primeiro bimestre foram meio catastróficas, mas depois vieram consideráveis recuperações no bimestre seguinte. Sò para terem uma idéia, em Introdução ao Estudo do Direito tive um 6,0 e depois um 9,5, já em Economia tive 5,4 e depois 7,8. Porém, porém, poréeeemm... peguei DP em Teoria de Realções Internacionais 1. Minha média final nessa fuckin matéria foi 4,6! EU nunca havia tirado uma nota menor do que 8,0! auahuahauhauahuha... Foi só o Gilberto Sarfati entrar na minha vida, cismar que fiz dois plágios num trabalho de 37 folhas digitadas (e anulá-lo!), desconsiderar alguns raciocínios nas provas e rebaixar minha capacidade de análise crítica que minha vida desandou. E o pior: ainda tenho mais um semestre com ele (o da DP) e ainda depois outro de Teoria 2. Vou encarar como um teste de capacidade...rs


Fora isso, terminei um estágio e decidi ficar em cas apor um tempo, apenas estudando e quanto mais tempo eu tinha livre, mais ele se transformava em tempo ocioso. Mesmo. Então, preciso sair dessa vida de eterno fim de semana. xD


Bom, profissionalmente foi tudo o que aconteceu.
Agora preciso continuar na minha jornada de encher minha rotina de ofícios (in)úteis pois infelizmente julho não vai parar no dia 22 e dia 23 é quase que fatídico.

June 24, 2007

Sagá adverte: Tolstói provoca.

Capa dura e caixa especial.
Ed. CosacNaify;
816 páginas;
8 ilustrações;
16 x 23 cm;
1,55 kg;
ISBN 85-7503-473-1
Publicação: nov. 2005

Não que não o ame ou que não me sinta digna de seu amor. Talvez não saiba mais amá-lo fervorosamente de tanto que já tentei me habituar aos seus olhos, toque, pele, gostos e cheiros que estarão ausentes logo mais. Não que goste de jogos de azar, mas este amor tem se mostrado como um jogo para perdedores, daqueles que você aposta suas fichinhas mas vai perdendo-as aos pouquinhos. Mas mesmo assim, um dia de cada vez e muitos beijos com sorrisos logo em seguida. (cara, eu adoro quando eu abro os olhos e encontro seu sorriso)
Já sou uma pessoa melhor depois dele, o amor mais escandalosamente sincero que já tive. Dentre tantos problemas posso dizer que ele é a parte boa da história. Mas provavelmente devo ser uma daquelas pessoas de coração bondoso e alma iluminada que encontram sérias dificuldades em fazer bondades. Às vezes interpreto seus olhares vacilantes como frios e indiferentes. Outras vezes levo palavras ao pé da letra, como aluno iniciante, amador, que só enxerga no sentido literal. Mas outras, quando de relance, quando paro de me fazer perguntas absurdas e de respostas que só obtemos no momento anterior ao da morte, é que passo de relance meus olhos esperançosos e atrapalhados por sobre os pensamentos dele e vejo, enxergo, tudo aquilo que preciso para manter minha alma aquecida.
Depois disso, percebo que preciso parar de cobranças banais e leves ciúmes infundados que só o chateiam e o afastam da pessoa pela qual ele cegamente se apaixonou, um dia deu à ela o livro que tornou-se o de vida dela, escrevendo na contracapa palavras que a descreviam como “incrivelmente maravilhosa”, com sua própria letra, no seu Anna Kariênina edição especial.

Primeiro bom motivo para você ler Anna Kariênina
(recomendo que leiam algo do link dali de cima para não viajar no trecho que eu transcrevi, se caso ainda não sabem de nada sobre o livro)

“Vrónski seguiu o condutor até o vagão e, na entrada do compartimento, parou a fim de dar passagem a uma senhora que desembarcava. Graças ao tino habitual em um homem mundano, com um único olhar para o aspecto dessa senhora, Vrónski classificou-a como pertencente à mais alta sociedade. Desculpou-se e estava prestes a entrar no vagão, mas sentiu necessidade de observa-la outra vez – não por ser muito bonita, nem por ter uma graça elegante e discreta, que se percebia em toda sua pessoa, mas porque, na expressão do rosto gracioso, ao passar por ele, havia algo especialmente meigo e delicado. Quando olhou para trás, ela também virou a cabeça. Os olhos brilhantes e cinzentos, que pareciam escuros devido aos cílios espessos, pousaram com atenção e simpatia no rosto de Vrónski, como se ela o tivesse reconhecido, mas, logo depois, voltou-se para a multidão que se aproximava, como que à procura de alguém. Nesse breve olhar, Vrónski teve tempo de perceber uma vivacidade contida, que ardia em seu rosto e esvoaçava entre os olhos brilhantes e o sorriso quase imperceptível, que arqueava os lábios rosados. Parecia que o excesso de alguma coisa inundava seu ser e, a despeito da vontade dela, se expressava, ora no brilho do olhar, ora no sorriso. Intencionalmente, a mulher apagou a luz dos olhos, mas essa mesma luz cintilou, à sua revelia, no sorriso quase imperceptível.”
Admiração:
do Lat. admiratione, s. f.,
ação de admirar;
espanto;
surpresa;
assombro;
pasmo.
É ele por ela.

June 18, 2007

Programações

Provas quase terminando e eu já saltitante pra ver várias coisas!! Quem quiser ir comigo é só avisar.

Pra quem gosta de cinema documentarista, o prato tá cheio. No Centro Cultural São Paulo começa amanhã uma série de filmes de Francisco Cavalcanti, como descreve a programação de lá, o projeto tem como objetivo recuperar para as novas gerações a produção realizada na Boca do Lixo paulistana. O homenageado é o ator e diretor de cinema Francisco Cavalcanti que, com seus filmes, conquistou o público nas décadas de 1970 e 1980. Vai de 19 a 24 de junho.

Daí, vem uma série de documentários sensacionais de Harun Farocki. Com certeza vou assistir Imagens do Mundo e Epitáfios da Guerra e Videograma de uma Revolução. Programação completa aqui.


Já pros fãs dos clássicos, no Teatro Municipal de São Paulo será apresentada A Italiana em Argel, de Rossini. Dias 23, 25, 27 e 29, 20:30. Dia 1º/07, 17h. R$20 a R$40, mas no dia 25 será entre R$10 e R$20. Vale muito a pena!

Hoje ficam essas duas dicas. A Aly publicou no Quarto dela a programação especial do Centenário da Frida Khalo, que ela quase não gosta! =p É um espetáculo de dança que está para estrear. Se nós vamos? Imagina só se já não estamos lá.



Agora imagine só: meu aniversário, o da Aly e do Chicken Little no mesmo dia somados ao aniversário do meu Querido e mais sua despedida de sampa, tudo numa festa só, com todos os amigos dos quatro juntos... Acho muito bom que dê certo o plano!

June 11, 2007

Acho que eu to ficando velha!

Vamos resumir o assunto. A festa junina não acabou muito cedo. Eu não consegui estudar direito sábado e praticamente nada domingo. Minha mãe estava de folga, fomos fazer feira, cozinhamos juntas, namorado passou rapidamente em casa, amigo querido liga e diz que estava com uma garrafa de Absolut me esperando na Consolação... Daí eu fui. Mas de qualquer forma já era 18h e não conseguiria mais estudar tudo o que precisaria. Chutei o balde. =p
Fui pra Parada GLBT, Av. Paulista mais do que cheia. Intransitável, praticamente. Encontrei o amigo querido, compramos algumas coisinhas de comer, bebemos uma dosesinha de vodka, descemos a Consolação, dançando, curtindo, mas tinha muita coisa me deixando desconfortável. Por exemplo: até o ano passado, quando se reuniam mais ou menos 1 milhão de pessoas na Parada, era bem mais agradável. Este ano foram mais ou menos 3 milhões. Resultado: muita gente que foi pra vadiar, vários caras andando de cueca e tênis, as travestis muito mais vagabundas, muitas garotas vagabas e vestindo coisas que na realidade não vestiam... Tava péssimo nesse quesito. Muita gente feia, mal educada, vileira... Mas o que mais podia-se esperar?
Acredito que o movimento popularizou-se e então virou merda. Não que nos outros anos não tivesse tudo isso que eu citei, mas era em menor proporção! Eu ia com o pessoal e não se via tanta vagabundagem explícita, pelo menos eu não via... Não sei se tem a ver com a glamourização do esteriótipo dos GLBT, das drogas, do sexo, da vida Glam, do crime (pessoas do hip-hop, me desculpem, mas é a pura verdade! do meu ponto de vista), provavelmente tem. Pudor faz bem às vezes e ou estou ficando velha, ou tá tudo muito sem valor. Mas enfim... isso não é perceptível apenas na Parada Gay, não. É em quase todo lugar que eu vou, a própria galera que costumava curtir música eletrônica apenas pelo som, por gostar da música, já é minoria. (veja isso)
Bom, mas mini-protesto à parte, cá estou eu pensando se vou ou não fazer minha prova mais importante hoje. Talvez fosse melhor pagar por uma substitutiva.